História Just You And Me - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 33
Palavras 1.310
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


HEY, GUYS! Essa nova fanfic está destinada a ser, para mim, uma das minhas mais queridas. Eu simplesmente vou amá-la, talvez por me ver no lugar da protagonista. Mas isso não vem ao caso.
Eu espero que gostem e se divirtam lendo.
(Espero não ver nenhum comentário preconceituoso ao longo da fic 🙏)

Capítulo 1 - Home


Fanfic / Fanfiction Just You And Me - Capítulo 1 - Home

Lar é geralmente descrito não como um lugar, mas quando estamos com as pessoas que queremos estar. Porém, ao menos para mim, sempre foi mais uma sensação do que um desses dois. E nada poderia ser comparado ao que eu sentia ao colocar os pés novamente no lugar que, por muito tempo, eu chamei de casa. Cinco anos fora fazia toda a diferença.

Minha mãe balbuciava coisas que não conseguia escutar do banco de trás do carro. Os fones bloqueavam qualquer ruido do mundo exterior, era apenas eu e a trilha sonora da minha vida. Voltar para a cidade onde cresci sem meu pai era estranho, e muito doloroso. Com meu irmão na faculdade, e a morte do meu pai, o que me restava era enfrentar cada dificuldade do dia-a-dia junto à minha mãe. Sempre tentava ajudá-la o máximo possível no tempo que eu tinha antes e depois da escola, mesmo que fosse pouco às vezes.

Passamos em frente ao parque que ficava no centro da cidade, onde costumávamos ir, e onde tinhamos grandes lembranças juntos. Eu havia conseguido meu primeiro joelho ralado naquela local, quando Dylan me convenceu que era uma boa ideia tentar andar na bicicleta dele. Aprendi naquele dia a nunca confiar nos irmãos mais velhos, eles mentem às vezes. Ou quase sempre. 

Lembro-me do papai sempre ocupado na garagem, trabalhando em suas invenções. Uma mais maluca que a outra, sempre inovando e melhorando. Isso é, quando não estava no trabalho. Sempre achei incrível sua capacidade de ser um homem sério e maduro atrás de sua mesa no escritório, mas também conseguir ser aquele pai espontâneo, criativo e sonhador que tanto me lembro. Eram duas faces de uma mesma moeda. Às vezes, devido à essa vida dupla, não tinha tanto tempo para mim, então eu ficava em sua oficina observando cada trabalho dele. O que o levou a me ensinar tudo o que sabia.

Mas, mesmo assim, eu sinto falta dos dois.

Deslizei o dedo pela tela do celular para pausar a música assim que minha vista começou a ficar embaçada. Não poderia ser tão ruim, mesmo que as coisas fossem diferentes. Minha mãe comentava como eles haviam consertado os buracos da estrada, além de dividir seu atenção entre gesticular os braços enquanto falava e dirigir.

— Querida, você está bem? — Encarou-me pelo retrovisor.

— Claro, mãe. — Assenti, enxugando as lágrimas que se aglomeraram.

— Olha, Mary. — A mais velha suspirou. — Sei que é difícil para você, e também está sendo para mim. Mas ainda temos uma a outra, lembre-se disso.

— Eu sei. — Um sorriso formou-se em meus lábios. — Eu te amo.

— Também te amo, querida. — Estacionamos e minha mãe virou-se para trás. — E quem sabe você não conhece uma garota legal?

— Mãe! — Corei rigorosamente, e abri a porta, descendo rapidamente enquanto ela ria.

Somente alguns passos foram necessários para ter a visão da antiga casa. Não parecia que o tempo tinha passado para ela, pois estava intacta. Minha mãe entregou-me as chaves e logo eu corri pela pequena trilha de pedras que havia da calçada até a porta de casa, passando pelo quintal. Logo, encaixei as chaves na fechadura e girei com cuidado, talvez com medo de que quebrassem, ou apenas receio de entrar novamente naquela casa. Ao dar o primeiro passo para dentro, esperei que o cheiro de madeira e lavanda me atingisse, mas tudo que senti foi a poeira fazendo-me espirrar.

A mais velha chegou logo atrás de mim e colocou duas malas pesadas no chão, antes de varrer aquele local com os olhos até pousarem em mim. Suspirei, e pude ver de relance seu sorriso zombeteiro.

— Parece que teremos um grande trabalho pela frente.

— Não me lembro de ser tão bagunçada assim. — Soltei uma risada contida, esboçando um sorriso.

— Os anos se passaram, querida. Tudo mudou.

— Bom, vamos começar descarregando o carro. — Disse, e amarrei meus cabelos antes de voltar para o lado de fora.

[...]

Deixei que a caixa em minhas mãos caísse no chão, causando um grande barulho, o que gerou repreensões da minha mãe do andar de cima. Estava de volta ao meu antigo quarto, e isso me fez soltar um suspiro de alívio. O lugar em que eu mais me sentia confortável e segura, ele era ótimo, e agora tornava-se mais uma vez o meu refúgio. Situava-se um andar abaixo do térreo, como uma espécie de sótão, porém, muita mais limpo e iluminado. Eu amava aquele canto só meu.

Conforme andava pela extensão do quarto, passei levemente a ponta dos dedos sobre os móveis e os objetos. Claramente precisava de uma limpeza, mas estava tudo em seu devido lugar, como o tinha deixado. Até que parei em frente às janelas que davam acesso à uma pequena parte do bosque, onde muitas vezes brinquei com Dylan. Havia até mesmo uma casa na árvore que construímos com a ajuda do papai. Perguntava-me se ainda estava lá. Um sorriso involuntário cresceu em meus lábios, e quando me dei conta já estava rodando pelo quarto novamente.

A alegria de estar ali novamente era imensa. Tinha paz mais uma vez, diferente dos últimos anos. Nova York nunca foi meu lugar preferido, muito menos morando lá. Muito movimento, muitas pessoas, mas pouca humanidade. Era difícil achar alguém que realmente se importasse no meio de tanta gente apressada com seu cotidiano.

Meu pé bateu em algo e meu corpo desequilibrou, quase indo ao chão. Havia uma ponta de maleta saindo de debaixo da minha cama, com alguns lençóis tampando boa parte. Agachei-me e levantei os panos, deslizando o objeto até mim. A parte de cima estava empoeirada, então o interior não deveria ser diferente. Os dois fechos foram abertos e a maleta abriu-se sem nenhuma dificuldade. Aquelas teclas douradas eram inconfundíveis. Minha máquina de datilografia, que eu havia ganhado do meu pai quando ainda tinha 6 anos de idade.

Desde cedo, eu sempre gostei de criar histórias e escrever. Acho que quando é para ser, sentimos desde o começo. Ser escritora talvez fosse um dos meus prováveis destinos. Eu não acreditava e nunca acreditei em destinos predeterminados. Nós decidimos isso, e somente nós podemos decidir como nossa própria história deve acabar.

Ser inventora igual ao meu pai poderia ser um deles também.

Assoprei as teclas da máquina, retirando a poeira superficial que havia ali. Meus dedos tocaram levemente cada peça do objeto, como se fosse a primeira vez que o via. Pela milésima vez naquele mesmo dia, aquele mesmo sorriso nostálgico estava em meus lábios. E um barulho atrás de mim fez meu corpo pular, e levantei num só impulso. 

— Merda! — O moreno coçou a nuca, encarando a caixa caída no chão, junto com algumas coisas espalhadas.

— Eu disse que não deveríamos ter dado uma caixa para esse idiota. 

Minha felicidade não poderia ser maior ao reconhecer os três rostos naquele quarto, mesmo que amadurecidos. Nada me faria esquecê-los.

— Vocês invadiram minha casa? — Brinquei, ainda que segurando as lágrimas.

— Qual é? Nós já somos de casa. — Nathalia correu para me abraçar, seguida pelos outros dois garotos.

— Eu senti tanta saudades de vocês! — Meu corpo foi apertado no grande abraço.

— Você não sabe como foi ter que aguentar o Charles falando sobre Zelda sem você. — Os garotos se afastaram, mas Nath continuou ao meu lado.

— Continua sendo um dos melhores jogos!

— Nunca foi, Charl. — Limpei os olhos com as costas das mãos.

— Ei, garotos! — Minha mãe desceu as escadas, até ficar na beirada. — Por que vocês não acendem a fogueira lá de fora e pedimos uma pizza?

— Poxa, tia Ivy. Acho que seria muito desrespeitoso recusar um pedido desses. — Jones disse sério e levou um leve soco no ombro de Nath.

— Não pense que engana alguém desse jeito, Jones. — A morena riu.

— E acho melhor vocês limparam essa bagunça, ouviram? — A mais velha apontou para a caixa que Charles havia derrubado.


Notas Finais


O capítulo foi curto, mas é apenas uma introdução para a história. Espero que tenham gostado, eu sinceramente gostei muito de escrever esse capítulo. Foi bem gostoso e divertido.
Deixem o que acharam, a opinião de vocês valem muito mesmo para mim.
Até o próximo! 😉❤


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