História Justiça ou vingança? - Capítulo 26


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Capítulo importante para o andamento da história, aproveitem

Capítulo 26 - A farsa cai por terra


O relógio marcava nove e meia da manhã quando Isabela despertou com as baterias completamente recarregadas depois de passar uma noite inesquecível sendo amada de todas as formas. Sorriu depois de se lembrar de um momento de conversa entre os dois no meio da transa. 


FLASHBACK ON 


— Vai... OOOHHHHHHHHN Vai Wally, assim. AAHHHHHHHN, perfeito. 

— Ahhhhh Isabela, você é perfeita. Seja a mãe dos meus filhos. 


FLASHBACK OFF 


"— Não seria uma má ideia." Pensou depois de se levantar e se vestir para começar a se preparar para o casamento com Paul. Por falar no loiro, ele e seus amigos chegaram à cidade bem cedo para colocar em prática algo que haviam planejado no meio de sua despedida de solteiro. 


— ... E esse é o plano, entendeu Roxy? - Paul falou com a loira, que havia encontrado com os rapazes. 

— Entendi. Pelo que vi, esse plano é praticamente infalível. - A loira esfregou as mãos pensando nas possibilidades futuras. 

— E é infalível. Depois que eu me casar, você terá o que sempre quis: caminho mais que aberto para ter uma grande parte da herança do seu pai. - Paul falou tranquilizando ainda mais a loira. 


WALLY POV ON 


Depois que cheguei do hotel, tombei na cama e dormi mais umas horas. O celular despertou me avisando que faltavam pouco menos de duas horas para o casamento começar. Tomei um banho rápido para acordar e me vesti como se fosse ao casamento como um convidado qualquer. Ajeitei a gravata preta, peguei o dossiê que fiz do que Pahoud descobriu sobre Paul e fechei a porta, respirando fundo e pensando muito no ato que faria. Assim que saí do estacionamento do prédio, vi que duas SUV's pretas estavam me seguindo, independente da direção que eu virava, os dois carros vinham logo atrás. "Eu conheço cada rua dessa cidade, novatos." Pensei depois que virei umas três vezes à esquerda e eles seguiam com a perseguição. Pisei fundo no acelerador e segui em velocidade para um dos bairros mais barra pesadas da cidade. Com movimentos rápidos, conseguia desviar dos buracos das ruas de terra enquanto os perseguidores passavam com tudo pelos buracos. "Haja amortecedores." Pensei. 


WALLY POV OFF 


Enquanto Wally tentava se livrar dos dois carros que o perseguia, Paul já estava próximo ao altar esperando a hora para o casamento começar. Os convidados iam chegando aos poucos: pessoas de grande influência na alta sociedade na cidade, parentes dos noivos, atuais e antigos colegas de classe da noiva, entre outros. 


— Como está saindo o plano "Concorrência Eliminada"? - Paul perguntou para um dos amigos. 

— Por enquanto tá tudo tranquilo. 


O amigo respondeu e foi se enturmar com alguns convidados. Enquanto isso, Isabela havia terminado de colocar seu vestido de noiva e estava recebendo os últimos retoques na maquiagem, quando alguém bate na porta. 


— Oi filha. - Richard entrou, pegou a mão da filha e deu um beijo. — Você está linda. 

— Obrigada pai. 

— Cinco minutos pro carro sair. Ainda dá tempo de desistir. - O homem grisalho falou em um tom divertido. 

— Não, vamos acabar logo com isso. - A morena disse convicta após segurar um pedaço de papel que havia encontrado logo cedo. 

"Foi a melhor noite da minha vida, obrigado. Vamos ter mais noites assim em breve. 

W." 

Respirou fundo depois de ler e foi para o carro com o nervosismo à flor da pele. Não tinha a mínima ideia do que aconteceria nos próximos minutos, mas torcia por uma intervenção divina para não se casar com Paul. Já do outro lado da cidade, Wally continuava tentando se livrar de seus perseguidores. Quando os dois carros colavam na traseira do Fusca, ele virava o volante pra evitar que o carro girasse e perdesse velocidade. As chances de Wally se livrar dos dois eram mínimas, quando algo importante aconteceu: o jovem fez o caminho de saída do bairro, quando passou perto de atropelar um cachorro que atravessava a rua. O Fusca e uma SUV conseguiram desviar, já a segunda SUV passou com tudo por cima das patas traseiras do animal. Dois homens viram o que havia acontecido, então ambos subiram numa moto e saíram na perseguição à segunda SUV. A perseguição não durou muito, já que o homem na garupa da moto acertou três tiros nos pneus traseiros do utilitário, o forçando a parar. No outro utilitário que perseguia o Fusca de Wally, uma pessoa faz uma ligação. 


— Alô! Eu preciso de reforço, o segundo rodou. Reforço necessário urgentemente. 

— Reforço à caminho, tempo estimado de 3 minutos. 


Assim que a chamada foi encerrada, o amigo de Paul saiu com Roxanne para auxiliar na perseguição. Reparando a movimentação estranha, Charles foi até Steve e o puxou para uma conversa. 


— Steve, reparou numa coisa? - Charles perguntou olhando para a decoração da igreja. 

— Depende. Eu reparei nas gêmeas de azul ao lado do noivo. - Steve respondeu acenando para as moças. 

— Não, não é isso. - Charles falou e deu uma olhada para as gêmeas. — Se bem que aquela ali com um enfeite no cabelo é bem interessante. Mas não posso desviar do principal: reparou quem ainda não chegou? 

— A noiva? Bom, noivas sempre se atrasam... - Steve ia continuar, mas foi interrompido pelo amigo.

— Não, eu tô falando do Wally. Tenho certeza que ele recebeu o convite e que ele está chegando. Acho que a merda vai ser jogada no ventilador. - Charles explicou. — A namorada dele acabou de sair com um amigo do noivo, então temos que ajudá-lo: durante a cerimônia eu vou dar um sinal e você me acompanha. 

— Tá bom, vamos ajudar o nosso amigo.


Os dois apertaram as mãos. Assim que fizeram tal ação, o restante dos convidados se sentaram para esperar o começo da cerimônia. Voltando à perseguição, Wally continuava tentando se livrar do utilitário que teimava em caçar o jovem. Vendo que o perseguidor não iria largar o osso tão fácil, invadiu um terreno que estava reservado para a construção de casas populares, virou à esquerda e começou a derrubar as paredes de madeira em alta velocidade, testando a resistência tanto da lataria quanto dos amortecedores de ambos os carros. Wally gelou por dentro ao ver o que havia à sua frente: um amontoado de terra batida que fazia praticamente uma rampa. 


— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH. - Ele pisou fundo no acelerador e foi com tudo na rampa. — PUTA QUE PARIU!!!! - Xingou enquanto estava no ar.


Recebeu um forte impacto assim que o carro pousou, machucando um pouco o ombro por onde o cinto de segurança passava. Olhou pelo retrovisor a SUV fazer o mesmo caminho e se dar muito mal no pouso, quando os amortecedores dianteiros quebraram deixando o perseguidor a ver navios. Na igreja, todos se levantaram quando as portas se abriram e a marcha nupcial começou a tocar. Isabela entrou radiante acompanhada do pai, que estava sério enquanto levava a filha pro altar para se casar com um larápio. Apertou a mão de Paul e foi ficar ao lado da esposa com uma pontada no peito por ter causado aquilo. 


— Irmãs e irmãos, estamos aqui hoje para unir essas duas almas nos sagrados votos do matrimônio. - O padre falou e foi aí que Charles deu o sinal para Steve. 

— Ô Meritíssimo. - Charles e Steve se levantaram dos seus lugares. — Eu protesto. - Ambos caminham até a noiva e o noivo enquanto o restante dos convidados se espantaram. 

— Protesta? Ainda não chegamos nessa parte. - O padre explicou. 

— Então eu estou protestando prematuramente. - Charles continuou falando. 

— É, não é por nada não irmão, mas a gente tá tentando se casar aqui. - Paul falou com Charles, que continuou se manifestando. 

— Como é possível? Tanta pressa pra quê? Falando desse jeito, nem parece que você trata a sua mulher como uma L. - Falou acenando para os convidados. 

— Lésbica. - O padre comentou baixinho com o noivo. 

— Não padre, eu não tô falando de lésbicas. Se bem que a ideia é boa, anota aí. - Charles disse para Steve, que anotou a ideia no bloco de notas do celular. — Eu estou falando de uma Lady. O homem tem que mostrar que ela é a número 1 na vida dele. Tem que mostrar que ela não é daquelas que você para o carro na esquina, chama ela pra dentro, dá uns pegas no banco de trás do carro e ganha alguns momentos de prazer. Prazer esse que custa... Custa quanto, Steve? - Charles perguntou. 

— 250 de segunda a sexta, 325 no fim de semana. - Steve respondeu com uma serenidade ímpar.

— É por causa da inflação. Eu posso ouvir um amém? 

— Amém! - Todos exclaram para Charles. 


Wally viu que já estava quase dez minutos atrasado pro início da cerimônia e quando estava à seis quarteirões da igreja um outro carro preto tirou o Fusca da jogada com uma batida violenta na parte traseira direita do clássico. Com a força do impacto, o carro azul capotou e só parou depois de arrastar o teto no chão por uns 25 metros. O ex-jogador se manteve bem por conta do uso do cinto de segurança. Pegou seu celular e saiu do carro capotado com rapidez, pois sentiu um forte cheiro de queimado. Depois que saiu do carro com um princípio de incêndio, correu o mais rápido que conseguia em direção à igreja.  Enquanto isso na igreja, Charles e Steve continuavam gastando o tempo. 


— Irmãs e irmãos, essa em especial vai para os irmãos. - O rapaz de cabelos encaracolados falou com um sorrisinho sacana. — Quando estiverem nas preliminares e sentir que ela está ficando desanimada, lembrem-se de que um jogador que se preze nunca entra em campo sem antes beijar o gramado. Eu posso ouvir um amém? 

— Amém! - A parte masculina dos convidados falou. 

— Vamos falar agora dos prazeres da carne. - Charles apontou para Steve, que estava distraído lendo a Bíblia. 

— Ah, sim. - Se levantou e ajeitou seu paletó. — Por um tempo limitado temos o prazer de servir uma porção grande de costelas com molho madeira, molho barbecue ou molho picante, salada de batata e macarrão com queijo ou uma deliciosa porção de arroz. Compre um combo com uma cerveja importada e ganhe 15 por cento de desconto. 

— Não não não não não, chega desse papo furado. - Paul falou olhando para Charles. 

— Nunca é papo furado quando o assunto é amor. - Charles retrucou Paul. — Não é, igreja? 

— É, amor! - Todos falaram. 

— Vamos louvar ao amor!


Charles apontou para o organista, que começou a tocar uma música animada e contagiou a todos ali, menos a Paul, que estava claramente frustrado. Wally continuava correndo como louco, porém tinha que fazer alguns desvios para se esconder e não ser visto pelo perseguidor. Enquanto estava parado em um beco recuperando o fôlego, sentiu a antiga lesão no joelho direito. Viu que o carro virou à esquerda, então foi mancando rápido pela direita. A cantoria dos convidados do casamento irritava Paul, que não aguentou mais aquela enrolação e chutou o pau da barraca. 


— CHEGA! CHEGA CHEGA CHEGA CHEGA CHEGA PARA PARA PARA! CHEGA DESSA ENROLAÇÃO!!! - Paul gritou com toda a força dos pulmões. 

— Mas o amor... - Charles foi interrompido por Paul. 

— CALA A BOCA! VAI SE SENTAR! - Paul pegou as mãos de Isabela e a levou de volta ao altar em frente ao padre. — Anda padre, direto pro marido e mulher! - O padre pegou a Bíblia, deu uma pequena pigarreada e voltou com o sermão. 

— Irmãs e irmãos, estamos aqui hoje para... - O padre foi interrompido de novo, dessa vez por uma porrada na porta da igreja dada pelo cara que Paul não pensaria em ver ali nem em seus pesadelos. — Ah, de novo não. 

— EU PROTESTO! 


WALLY POV ON 


Recuperava o fôlego aos poucos enquanto todos me olhavam surpresos pela minha invasão. 


— Wally! - Vi que Isabela abriu um sorriso depois que disse meu nome. 

— Wally, o que faz aqui? - Paul me perguntou com um misto de surpresa e raiva. 

— Surpreso em me ver? - Respondi sua pergunta com outra enquanto me aproximava deles com dificuldade por conta da dor que sentia no joelho. — Parece que sim, pois mandou três dos seus amigos para tentar me tirar do caminho. Aposto que não contava com o meu conhecimento das ruas da cidade. 

— É só isso que tem a dizer? - Paul falou. 

— Isabela... - Olhei para ela e a sua beleza enchia meus olhos. — Isabela, eu te amo. 

— O QUE VOCÊ DISSE? - Ouvi uma voz conhecida atrás de mim. 

"— Piranha." Pensei olhando para trás e vi que era Roxanne acompanhada pelo amigo de Paul que destruiu o meu Fusca. — É isso mesmo que você ouviu, oxigenada. Eu amo a Isabela. É isso aí Isabela, eu te amo. E digo mais, os poucos momentos que Isabela e eu passamos juntos valeram mais pra mim que todo esse tempo ao seu lado, Roxanne. 

— AAAAAAH! - Roxanne gritou de raiva e partiu pra cima de mim, até que o amigo de Paul que a acompanhava a segurou. — ME SOLTA, ME SOLTA!!! 

— O que quer com todo esse barraco, Wally? - Paul perguntou furioso. 

— Quero que toda essa farsa caia por terra. Admita que você têm 36 anos e roubou todos os bens de três das suas últimas quatro esposas, totalizando quase 16 milhões. Você não têm 27 anos nem aqui nem na China. 

— São acusações graves essas aí. Tem alguma prova que mostre isso tudo que disse? - Me perguntou com um sorriso de deboche. Eu tinha esquecido o dossiê no porta-luvas do Fusca, que nesse momento devia estar ardendo em chamas. Me lembrei de algo que tinha feito assim que terminei o dossiê, então mantive o silêncio. — Foi o que eu achei. Vem Isabela, vamos terminar com isso. - Paul pegou nas mãos dela, porém ela relutou. — Está louca?

— Ficamos quase meia hora ouvindo dicas e conselhos de dois caras que se acham os maiores cafetões da cidade, não custa nada esperar mais alguns minutos ouvindo o que Wally tem a dizer. - Depois que Isabela falou aquilo, senti minha confiança ir às alturas. 

— Achou que eu não tinha provas contra você, Paul? Achou errado, otário. Eu esperava que algo aconteceria com o dossiê físico, afinal, eram documentos comprometedores e qualquer um mataria para queimar tal arquivo. Então, além de digitalizar todos os documentos e provas, me dei a liberdade e liguei para três das ex-esposas do Paul. - Assim que falei aquilo, vi que Paul arregalou os olhos. — SENHORAS!!! - Depois do meu chamado, três mulheres apareceram na porta da igreja: uma de cabelo afro com três filhos, outra asiática com dois e uma terceira, ruiva. 

— AÍ ESTÁ VOCÊ JOHNNY, SEU LARÁPIO! - A ruiva gritou. 

— PAPAI. - As três crianças gritaram depois da mãe. 

— Johnny? Ele me disse que o nome dele era Luther. - A asiática comentou com a primeira. 

— E ele me disse que era gay. - A terceira comentou com as outras duas. 

— Não não não, vocês devem estar me confundindo com o meu irmão gêmeo que é gay, Johnny Luther. - Paul tentou se explicar, porém foi em vão. 

— Está ferrado, canalha. - As três disseram ao mesmo tempo. 

— Tô fora. - Quando ele ia sair correndo, coloquei o pé na sua frente, fazendo-o cair. 

— Por que tanta pressa, Paul? A polícia já tá chegando. - Falei segurando suas mãos nas costas dele. — Isabela, vai. - Ela entendeu o que eu disse, tirou o seu salto e o arremessou na cabeça de Roxanne, acertando a loira em cheio. — Vocês dois se merecem, então que se mereçam com a polícia. 

— Ninguém vai acreditar na sua palavra, Wally. É a minha palavra mais o meu dinheiro contra a sua palavra. - Paul falou depois que eu torci mais um pouco o braço dele. 

— Vamos ver então. 


A polícia entrou na igreja depois de um tempo. Paul e Roxanne foram algemados e eu entreguei o celular onde as provas contra Paul estavam armazenadas. Com os loiros saindo da igreja de camburão, os convidados da alta sociedade foram saindo, ficando os outros convidados, os pais de Isabela e eu. Me aproximei do canto onde os pais dela estavam, fechei os olhos por pouco tempo e pensei: "Chegou o momento mais importante, foco total."


— Senhor Richard, senhora Valery, esse é o momento de abrir o jogo e ser completamente franco. Desde que conheci Isabela, um forte sentimento foi crescendo dentro de mim. Ela sempre foi uma grande amiga, uma incrível parceira para as horas mais difíceis, uma pessoa que me fez e ainda me faz lutar para ser o melhor que posso. Eu gostaria muito de pedir para vocês dois a autorização para casar com ela e poder retribuir tudo de bom que ela me fez. - Soltei ali para os dois tudo o que sentia. 

— Nossa Wally, isso foi extremo! Lembro do silêncio que você fazia nas minhas aulas, e agora eu vejo o quanto você cresceu e mudou. - Ela sorriu depois de ajeitar os óculos de grau. 

— E então querida, qual o seu veredicto? - Richard perguntou à esposa. 

— Eu conheço a índole desse rapaz. Acredite, se ele defender a nossa filha com toda a coragem que mostrou hoje e cuidar dela com o carinho que eu sei que ele têm, eles vão completar as bodas de ouro em harmonia. - Valery sorriu depois de ver a minha reação. 

— Depois do que fez hoje eu não tenho mais o que dizer além de que adoro a ideia de tê-lo como genro. - Apertei a mão de Richard e dei um abraço em Valery. Fui determinado em direção à Isabela, que já tinha rasgado a parte de baixo daquele vestido até os joelhos. 

— E aí, o que eles disseram? - Isabela me perguntou, mas eu estava determinado à dar o passo mais importante da minha vida. Respondi fazendo o sinal de OK com as duas mãos. 

— Isabela, desde que te vi pela primeira vez, um grande sentimento foi crescendo dentro de mim. Cada passada ao meu lado, cada sorrisinho, cada tchauzinho fazia esse sentimento crescer mais e mais. O tempo se passou, mas esse sentimento não diminuiu. Pelo contrário, só me deu motivação para continuar em frente até conseguir tê-la ao meu lado e cá estamos: nos livramos de dois chantagistas ao mesmo tempo. Quero esquecer e fazer com que você esqueça todo esse período ruim, deixar o passado no passado e construir um futuro próspero, mas eu só vejo esse futuro próspero contigo ao meu lado. - Ignorei todos os olhares e câmeras de smartphones voltados para mim e ajoelhei em frente à ela. — Eu não tenho aqui um anel para te dar, mas tenho o meu coração. Isabela Madsen, você aceita se casar comigo? - Algumas convidadas choraram com as coisas que eu disse para Isabela, outros convidados ficaram eufóricos com tal pedido repentino, mas naquele momento eu só queria saber da nossa existência ali. Ela se posicionou da mesma forma que eu e me respondeu. 

— Aceito. - Beijei ela por conta da resposta positiva e ouvimos aplausos estrondosos e assovios altos. 


WALLY POV OFF 


Debaixo de sonoros aplausos e assovios, o mais novo casal se levantou e acenou para todos ali presentes, que fizeram silêncio. 


— Bom, eu queria agradecer a todos pela presença aqui hoje. Aposto que essa cerimônia não teve o final que quase todos esperavam. - Isabela agradeceu aos convidados. 

— E temos uma notícia para vocês. - Wally se manifestou. — Todos estão convidados para o nosso casamento no mês que vem.



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