História Justiça ou vingança? - Capítulo 29


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Depois de certo tempo, estamos de volta!

Capítulo 29 - Nos trilhos


Os jogadores do Real Fênix estavam na academia fazendo um treino leve de fortalecimento quando o presidente entra junto com o treinador. 



— Atenção rapazes, eis aqui o novo treinador. Foi nele que depositamos uma parte da esperança de trazer o título de campeão nacional de volta pra cá. - O presidente apresentou o novo comandante aos futebolistas, que quase não ligaram. 


— Pode deixar, presidente. Eu toco o barco daqui. - Wally falou com o presidente, que deu meia volta depois disso. — Espero que estejam ouvindo. Eu sou Wally Crowbell, mais novo técnico de vocês. As regras mudam a partir de hoje: os treinos começam uma hora mais cedo, os celulares ficarão guardados durante os exercícios na academia e o mais importante de tudo. - O jovem treinador viu que estava sendo ignorado por quase todos, menos por dois jogadores mais jovens que ele, então tirou seu paletó, afrouxou a gravata, pegou a caixa de som e a arremessou pela janela da academia, atraindo assim a atenção de todos. — Obrigado pela atenção. - Falou com ironia. — Todo mundo sabe que não existe alguém maior que o Real Fênix, mas eu espero que todos aqui saibam que todos os funcionários devem ser respeitados. Agora eu quero que todos vocês se apresentem, em ordem numérica. - Se sentou num dos aparelhos de exercício enquanto todos os jogadores se aproximavam. 


— 1, Austin, goleiro. 


— 2, Dixon, zagueiro. 


— 3, Olson, zagueiro. 


— 4, Franz, lateral-direito. 


— 5, Ben, lateral-esquerdo. 


— 6, Cole, volante. 


— 7, Frank, centroavante. 


— 8, Marcus, meia. 


— 9, Forrester, ponta direita. 


— 10, Gordon, meia-atacante. 


— 11, Rúben, ponta esquerda. 


— 12, Keenan, goleiro. 


— 13, Nick, zagueiro. 


— 14, Clayton, zagueiro. 


— 15, Dominic, lateral-esquerdo. 


— 16, Ronny, lateral-esquerdo. 


— 17, Robert, atacante vindo da base. 


— 18, Wilson, volante. 


— 19, Clark, meia. 


— 20, Anthony, meia. 


— 21, Zoltan, atacante. 


— 22, Ralf, atacante. 


— 23, John, goleiro. 


— 32, Carl, volante vindo da base. 


— 99, Rustwyth, atacante. - Quando o último se apresentou, Wally se viu um pouco no experiente atacante. 


— Ótimo. Vocês serão os 25 jogadores que terão a missão de levar o Real Fênix ao topo do futebol nacional. Como sei que ninguém entendeu nada quando entrei por aquela porta, vou dizer de novo e espero não ter que repetir. Meu nome é Wally Crowbell, sou o mais novo técnico e não sei quais eram as regras do antigo treinador, só sei que a partir de agora as regras são outras: os treinos começam uma hora mais cedo, os celulares ficarão guardados durante os treinos e o mais importante de tudo é a raça dentro do campo. Eu vi o último jogo do time e esse é, sem dúvidas, um dos elencos mais apáticos da história do clube. 


— Sem dinheiro no banco, sem raça em campo. - Wilson comentou. 


— Ninguém está te prendendo aqui, 18. Tem uma porta logo atrás de você. - Wally respondeu o volante. — Se todos vocês pensam assim, eu não ligo. Posso montar um time inteiro só com os jogadores das categorias de base. 


— Treinador, eu concordo contigo. - Rúben falou com seu forte sotaque portenho. — Nosso último jogo foi uma tremenda porcaria, acho que até um cego veria que não jogamos com vontade. 


— No próximo jogo vamos fortalecer a defesa. - Austin disse convicto. 


— Balancearemos o meio. - Gordon se aproximou do goleiro. 


— E tentaremos marcar de qualquer forma. - Forrester ficou entre os dois. 


— Ótimo discurso, mas ações falam mais que palavras. Calcem suas chuteiras, temos muito pouco tempo até o jogo contra o Flyers. 



O primeiro treino da quinta-feira foi puxadíssimo para quem não estava acostumado com o ritmo intenso de um jogo de Playoff. Dos 25 jogadores do elenco, apenas 4 jogaram ao menos um jogo de Playoff: Franz jogou pelo Spookstar, Forrester venceu a Liga pelo Frenchside, Clark jogou pelo Longway e Rustwyth jogando pelo próprio Real Fênix. Se a Liga em si exigia todas as habilidades do jogador, os Playoffs exigiam quatro vezes mais que isso. Com o treino chegando no seu final, Wally chamou em um canto Marcus, Gordon, o jovem Robert, Anthony e o experiente Rustwyth. 



— Muito bem, rapazes. Chamei vocês cinco para um assunto sério: cobranças de falta. Eu vi as estatísticas do time e parece que o último gol de falta marcado foi no empate contra o Lossarlla, três temporadas atrás. Quantas faltas por treino vocês batiam? 


— Bom, todos nós treinávamos 15, 20 cobranças 3 vezes na semana. - Anthony respondeu. 


— Isso muda hoje. A partir de agora cada um de vocês vai bater 30 faltas em cada setor: 30 na lateral esquerda da área, 30 na lateral direita da área, 30 na parte frontal direita e 30 na parte frontal esquerda. 


— Mas isso vai nos desgastar bastante. - Robert reclamou. 


— Sendo que se a gente acertar 5 vai ser um milagre. Você está nos dando um treino que nem você consegue fazer. - Rustwyth complementou. 


— Eu ouvi um desafio? Eu aceito. Keenan, John, venham aqui. 


— Chamou, treinador? - Os dois goleiros perguntaram. 


— Sim. Vocês podem ficar mais um pouco para defender algumas faltas? 


— Claro. 


— Ótimo. Decidam quem vai primeiro pro gol. E então Rustwyth, qual é o desafio? 


— Você vai ter que fazer um gol em cada posição que nos falou pra treinar. - O jogador experiente impôs ao jovem treinador. 


— Ótimo. Vocês cinco podem formar a barreira. - Posicionou a bola na parte lateral esquerda da área. — SE O RUSTWYTH GANHAR EU PAGO O ALMOÇO DE VOCÊS, MAS SE EU GANHAR ELE QUE VAI PAGAR. - Os outros cinco jogadores se posicionaram na barreira conforme solicitado por John, o primeiro que defenderia. Wally deu três passos para trás e observou a situação. Se concentrou e bateu forte de pé direito, fazendo a bola fazer várias curvas até bater na trave direita e entrar. John chegou a tocar a bola com a pontinha das luvas, mas não foi o suficiente para desviar a bola para fora. 


— Nossa, treinador. Ótimo chute! - Anthony exclamou. 


— E aí Rustwyth, qual vai ser o próximo local da cobrança? - Wally perguntou provocando seu comandado mais experiente. 


— Lá do outro lado, esse primeiro gol foi sorte. - Rustwyth respondeu esbravejando. 


Keenan agora era o goleiro da vez, então posicionou os cinco jogadores da sua maneira. Após posicioná-los, o segundo goleiro do time se manteve adiantado próximo à linha da pequena área. Vendo o erro do goleiro, Wally resolveu bater alto como se fosse lançar, mas em direção ao gol. A bola faz uma única curva balançando a rede junto com Keenan, que vendo a besteira que tinha feito tentou dar um tapinha nela, mas acabou caindo dentro do gol. 


— Duas cobranças, dois gols. Ainda dá pra desistir. - Wally provocou o jogador. 



John voltou para o gol para a terceira cobrança de Wally, que seria frontal do lado direito. Da mesma forma que fez na primeira cobrança, o goleiro posicionou a barreira de forma exata. Vendo que teria dificuldades para fazer esse terceiro gol, se aproveitou do pulo da barreira e cobrou rasteiro, fazendo assim seu terceiro gol. 



— Qual é, John, pula nela! - Rustwyth esbravejou. 


— Como eu ia pular se eu não vi como ele cobrou? - O terceiro goleiro reclamou com o reserva. 


— Três gols. Dá tempo de desistir. 


— CHEGA! - Rustwyth gritou com Wally. — Eu te desafio a fazer um gol em mim. Agora mesmo, no mano a mano. Coloca a bola na marca do pênalti. 


— Quanto stress. O que eu vou ganhar se eu fizer o gol? - O treinador perguntou. 


— Você vai poder cortar o meu cabelo do jeito que quiser. - Os reservas se impressionaram com o que Rustwyth havia dito: o experiente jogador tinha muito cuidado com as suas madeixas que lhe caíam nos ombros. 


— Alguém passa as luvas pra ele? Eu não quero que um jogador machuque os dedos. - Keenan tirou suas luvas e as deu para o atacante, que foi para debaixo da baliza. — Alguém chama o estagiário, isso vai bombar. - Robert saiu correndo e voltou rapidamente com o estagiário do time. — Grava isso aqui, vai ficar ótimo nas redes sociais do time. 


— E aí chefe, o que aconteceu? - O estagiário perguntou gravando. 


— Rustwyth me desafiou: se eu fizer um gol de pênalti nele, ele além de pagar o almoço para os outros jogadores, eu vou poder cortar o cabelo dele do jeito que eu quiser. Caso contrário, eu pago o almoço de todo mundo. - Explicou a situação olhando para a câmera do estagiário. 



Wally colocou a bola na marca da cal e encarou o atacante que no momento atacava de goleiro. O treinador correu e cobrou de cavadinha no meio, já o atacante pulou para o lado direito. Com o gol feito, Rustwyth tentou fugir, mas os outros jogadores o seguraram. 



— Golaço, chefe! - O estagiário comentou. 


— Agora é hora. - Wally pegou a máquina de cortar cabelo e passou no meio da cabeça do atacante. Vendo que não havia ficado tão bom quanto havia pensado, o treinador raspou as laterais da cabeça do jogador, o deixando com dois chifres capilares. — Esse é o resultado do desafio: fim das madeixas mais bem cuidadas da história do Real Fênix. 



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