História Justice - Malec - Capítulo 4


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Categorias Revenge, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Magnus Bane, Personagens Originais
Tags Alec, George, Justiça, Longfic Malec, Magnus, Malec, Malec Longfic
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Palavras 2.204
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Vocês são muito afobados kkkk calma gente, tudo vai ser explicado...

Capítulo 4 - Você é bonito demais.


Quando acordei, peguei meus diários e guardei no cofre, mas acabei ficando com um em mãos. Desci até o primeiro andar e fui em direção à cozinha fazer café. Abri o diário e passei algumas folhas até chegar à parte, aquela parte, me coração apertou, mas eu comecei a ler.  

Diário do Magnus; 

“Já faziam dois anos que eu morava na fazendo da Ragnor e aqueles sem dúvidas foram os melhores anos da minha vida. A essa altura ele já sabia o meu nome verdadeiro, eu tinha contado uma noite em que ficamos vendo televisão.  Ragnor sabia que eu amava escrever e por conta disso nunca deixou faltar diários pra mim, eu já devia ter mais de dez guardados. Ele havia me dado acesso ao computador da casa, era um notebook que ele me deixava usar para fazer pesquisas e estudar os exercícios que ele mesmo passava. Um dia eu encontrei o ‘Escrevendo.com' um site onde você podia falar sobre qualquer coisa, fosse do seu dia a dia fosse uma história, era como um diário, só que virtual. Eu acabei fazendo uma conta e comecei a escrever lá, foi onde conheci um cara chamado Blue, nós começamos a conversar todos os dias, pelo chat. Blue era um cara tão legal, a gente conversava por horas, às vezes de madrugada. Por vezes Ragnor me pegou sonhando acordado com ele.”  

Deixei o diário de lado quando a cafeteira apitou. Eu agradeci mentalmente por isso, se continuasse a ler sem parar tenho certeza que ia acabar chorando e eu não podia chorar. Não podia fraquejar, nem deixar que aquelas lembranças me abalassem. 

Servi meu café em uma xícara e voltei para o quarto, a passos lentos carregando o diário. Pousei a xícara na cômoda e fui até a cama, peguei alguns papeis que havia deixado jogado coloquei no cofre, junto com meu diário, tranquei com a senha, coloquei o fundo falso e as caixas de sapatos por cima. As vezes eu era bem bagunceiro, principalmente quando inventava de fuçar aquelas coisas, só que tudo tinha que ficar arrumado. Ninguém podia ver a maioria das coisas que tinham na minha casa.

Peguei meu café e sai do quarto descendo até a sala. Sentei-me no sofá e meus pensamentos começaram a vagar. Ler aqueles diários antigos trouxe a tona lembranças que estavam escondidas na minha mente e coração. 

Blue.  

Aquela palavra ecoou e eu sorri, eu sempre sorria quando lia esse nome em qualquer lugar. Eu amava Blue, ele era o sol que iluminava meus dias, ele era a razão de eu estar nos Hamptons. Blue, ou Alexander Lightwood era o amor da minha vida, era aquele menino doce e amável que me arrancava sorrisos bobos. 

Ouvi batidas na porta e olhei para o relógio, marcava dez horas, ou seja, era George. Quando abri a porta lá estava ele com uma pasta em mãos e um sorriso pequeno nos lábios.  

- Olá. – Ele disse entrando na minha casa, deixou a pasta sobre o sofá e foi até a cozinha servi café para si mesmo. – Estava precisando de um desses. 

- Nem é abusado. – Falei baixo, mas sabia que ele tinha escutado, pois revirou os olhos pra mim.  

 - Quieto. –  Ele disse bebendo café e sentando-se no sofá ao lado da pasta. – Então, vai me contar o que fez em Londres? – Ele me perguntou direto e eu assenti.  

- Trouxe seu equipamento? – Ele assentiu, deixei minha xícara no centro de mesa e me levantei, indo até a mala que eu não tinha guardado. Deitei-a e abri, peguei meu notebook e outros equipamentos e levei para o sofá. – Preciso que faça cópias do vídeo que vou te mostrar.  

Liguei o computador e abri uma pasta com senha. George olhava tudo atentamente deixando a xícara de lado. Ele sentou-se ao meu lado quando dei play no vídeo. George levou às mãos a boca em surpresa, ao ver o que tinha ali, ele olhou pra mim e viu meu sorriso.  

- Eu não acredito. – Ele disse eu sorri ainda mais.  

- Acredite. – Falei.   

O vídeo consistia em John Monteverde e Victoria Lodge (marido e melhor amiga de Lydia) em posições bem íntimas no quarto dela, em um hotel de NY. A minha viagem pra Londres? Tudo fachada, eu estava em Manhattan.  

- Como você conseguiu isso? – George perguntou.   

- Em comprei o prédio que a Victoria está morando. – Informei e ele olhou pra mim surpreso. Dei de ombros. – Preciso de cópias, Lydia vai receber isso ainda hoje. A família feliz vai ter uma pequena queda.  

 Eu sorri e George apenas balançou a cabeça rindo também. Ele começou a trabalhar nas copias enquanto eu fui tomar banho. Parte do meu plano era destruir membros do clube pandemonium. Eu já tinha acabado com dois, agora iria para o terceiro. 

***  

George havia saído da minha casa e foi em direção à empresa. Eu era o acionista majoritário, porem meu amigo era o meu representante. Eu tinha um plano, não podia ficar indo a reuniões de cinco em cinco minutos, só tinha comprado aquilo para me firmar na cidade.  

Eu tinha acabado de deixar o envelope com o vídeo na porta dos Branwell-Monteverde e toquei a campainha. A empregada me atendeu e eu entrei, informei a ela sobre a encomenda e ela a pegou levando para dentro.  

Fiquei na sala por uns cinco minutos observando o lugar eu já estive ali tantas vezes e cada vez mais me dava ânsia de vômito. Eu odiava atrás ali.  

- Magnus? – Ouvi meu nome e reconheci a voz, olhei para trás e o encontrei, Daniel Branwell-Monteverde, com seus cabelos pretos bem penteados, seu terno preto justo no corpo e um sorriso nos lábios. –  Não sabia que vinha aqui hoje. 

- Sua mãe me convidou para almoçar. – Eu disse sorrindo falsamente implorando pra ele ir embora. 

- Ah entendo, estou indo para a empresa mais tarde, se soubesse que viria eu tinha desmarcado meus compromissos. – Ele disse aproximando-se de mim.  

- Não precisa demarcar por minha causa, podemos conversar mais tarde. – Eu respondi.  

- Se você ao menos atendesse minhas ligações. – Sua voz soou triste e por um segundo me senti mal.  

- Desculpe, eu cheguei ontem e fui à festa de boas vindas da temporada, depois fui pra casa e cai no sono. – Omiti umas partes.  

- Tudo bem. – Ele sorriu pequeno. – Posso te ver depois?  

- Claro. – Respondi e ele sorriu abertamente, saindo logo depois.  

Revirei os olhos. Eu sabia que Daniel não tinha culpa, mas eu não conseguia evitar sentir raiva dele. Querendo ou não eu nutria uma raiva de todos eles, mesmo que não estivessem ligados ao que houve. Ouvi risos e pela janela pude ver Lia, era uma moça linda e adorável, mas estava voltando para um caminho perigoso, eu a vi com um saquinho com um conteúdo branco nas mãos. 

- Ah querido, desculpe a demora. – A voz de Lydia soou pelo local e eu sorri para ela.  

- Sem problemas minha querida, eu estava conversando com Daniel. – Vi o rosto dela se iluminar e contiver uma gargalhada.  

- Eu queria tanto que vocês se acertassem. – Olhei para ela com um sorriso pequeno. – Vem vamos almoçar. – Ela disse me puxando pelo braço, levando-me para a outra sala.  

Durante todo o almoço eu me segurei muito para não cravar uma faca na jugular dela. Essa era a minha maior vontade, mas me contive, eu tinha outros planos para ela. 

No fim ela apenas me falou sobre as atividades durante a nova temporada nos Hamptons, nada que eu já não estivesse acostumado. Quando sai da casa de Lydia passava das quinze horas. Fui em direção a minha casa, a noite haveria um jantar e claro que eu iria, havia uma pessoa da qual eu queria conversar Axel Mortmain.  

Joguei-me no sofá e tirei os sapatos deixando-os cair ao lado. Fechei meus olhos, meus pensamentos estavam longe, bem longe. Estavam em Alexander. Como eu sentia falta do meu menino, do meu Blue. Tudo o que eu queria era chegar a casa e ser recebido pelos braços dele, pelos lábios dele.  

Respirem fundo e deixei a mente vagar. 

Flashback on  

“Depois que me inscrevi no ‘Escrevendo.com' e comecei a conversar com Blue sentia a minha vida mais feliz. Trocar mensagens naquele site  com ele era muito bom e aquilo já estava acontecendo há seis meses. Eu ainda morava na fazenda de Ragnor, ainda ajudava em tudo e agora eu fazia comida também, já que Célia havia falecido.   

Seis meses depois de trocar mensagens com Blue começamos a fazer vídeo chamada, e confesso que quando o vi pensei o quão ele era lindo. Ele já havia me dado uma descrição de si, mas vê-lo era ainda melhor. Blue era mais velho que eu, uns cinco anos, mas eu não ligava. 

Conversamos por mais um tempo e quando fez oito meses, Blue viajou para a Indonésia. Falei com Ragnor que mesmo a contra gosto deixou que ele ficasse na fazenda. Antes disso eu o encontrei no centro de Medan, precisava ter certeza que ele não era um assassino.  

Ver Alexander Lightwood na minha frente pessoalmente foi ainda melhor do que eu tinha imaginado. Ele era lindo, os cabelos pretos e olhos azuis, a pele branca feito neve, os lábios vermelhos e carnudos, eu me aproximei dele e ele sorriu, tive que me segurar para não cair pra trás. Ele tinha milhares de outros adjetivos, porém na hora que o vi eles me fugiram a mente. Alexander transmitia paz isso era tão bom.

- Blue? – Perguntei.  

- Jaques? – Assenti e senti Alec me abraçando fortemente como se não me visse a anos.  

Eu ri, ele riu. Nós dois parecíamos dois idiotas rindo um pro outro. Oito meses depois estávamos nos conhecendo e estávamos felizes. Era tão bom finalmente tê-lo ali, na minha frente. Aquele sorriso estava iluminando meu mundo.

Passando toda a emoção eu o levei pra a fazenda. Não ele não era um assassino. Quando chegamos lá eu o apresentei para Ragnor – que já o conhecia por causa das vídeo chamadas –, por incrível que fosse parecer o mais velho gostou dele.  

Levei Alec até o quarto de hóspedes e fiquei lá com ele, a gente ria o tempo todo e brincava o tempo todo.  

- Onde sua prima acha que você está? – Eu havia perguntado.   

- Em Jacarta. – Ale respondeu. – Eu não queria que ela soubesse que estou em Medan, não quero que ela saiba sobre você. – Ele disse e eu abaixei os olhos.   

- Isso é porque eu sou pobre e moro de favor na casa dos outros? – Perguntei, pois era a verdade e eu já havia contado muita coisa pra Alec.  

Ele pareceu desesperado e aproximou-se de mim, levantando meu queixo olhando em meus olhos. Tinha algo diferente nos olhos dele.  

- Claro que não Cahya. – Sim ele sabia o meu verdadeiro nome. – Eu não quero que eles saibam por que eles são tóxicos, eles acabam com tudo de bonito que eu tenho, e você é bonito demais e não quero te perder. – Ele havia dito e eu sorri assentindo.  

Nossos olhares estavam conectados e ele sorria para mim. Eu e Alexander tínhamos um relacionamento, mesmo que aquela tenha sido a primeira vez que nos encontramos. Nós tínhamos um relacionamento.  Conversamos sobre tudo, éramos confidentes um do outro. 

Ele me beijou de forma terna. Era o meu primeiro beijo e era com um cara que eu conheci na internet, eu me entreguei ao beijo, aprofundando meio sem jeito. Alec sorriu entre o beijo e quando e nos separamos ele olhou em meus olhos, eu via a verdade ali. Então ele voltou a me beijar e eu senti, borboletas em meu estômago.”  

Flashback off 

Desliguei o chuveiro e fui em direção ao quarto. Passei o dia todo pensando em Alexander, ele sempre dominou meus pensamentos, mas hoje estava ainda mais. A saudade dele aumentava a cada dia que passava e tudo o que eu queria era tê-lo comigo. Era tê-lo pertinho de mim, para eu voltar a sentir aquela felicidade que ele me passava.

Você pode achar estranho o fato dele ser cinco anos mais velho que eu, mas isso nunca nos incomodou. Claro que antes dele ir à fazenda, Ragnor pesquisou tudo sobre ele e a família. Sim ele era mais velho, mas ele era tão diferente. Nunca me forçou a nada, sempre foi super sincero comigo e a diferença de idade não importava mesmo. 

Comecei a me arrumar, tinha aquele maldito jantar com o clube pandemoniun. Eu odiava todos eles, mas estava indo única e exclusivamente para ver Axel  Mortmain.  

Eu tenho uma lista, não é tão grande, onde contém alguns nomes das pessoas responsáveis por tirar Alexander de mim. Eu vou fazer cada um deles pagar por isso, na verdade eu já fiz dois deles pagarem, não eu não matei ninguém, nem pretendia, meu objetivo nos Hamptons é levar justiça, as pessoas ruins que tiraram o meu amor de mim ia pagar.

Quando fiquei pronto olhei-me no espelho. Usava um terno preto bem caro. Meus cabelos estavam arrumados em um topete. Peguei meu celular, desliguei as luzes da casa, peguei minhas chaves e segui em direção ao jantar que seria no mesmo salão de antes.  


Notas Finais


eitaaa...

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