História Justice - Malec - Capítulo 7


Escrita por:

Postado
Categorias Revenge, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Magnus Bane, Personagens Originais
Tags Alec, George, Justiça, Magnus, Malec
Visualizações 96
Palavras 2.266
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oláaaa

Gente, muito obrigada pelos comentários que vocês mandam isso é tão motivador.

Capítulo 7 - Moeda de troca.


George saiu da minha casa depois do almoço, que ele mesmo fez. Comemos, falamos sobre o plano, repassamos mais de cinco vezes, afinal tudo tinha que ser perfeito. Ele ficou responsável por ficar de olho nas câmeras da casa da Lydia, local de onde eu estava saindo agora. Eu havia ido lá plantar a semente do mal.   

Lydia e o marido sabiam muito bem o que havia acontecido com Alec eles eram membros do clube pandemoniun, tinham feito de tudo para que as provas verdadeiras sumissem do mapa, porém ainda tinham as fitas de Axel. E ‘’sem querer’’ contei a ela sobre isso e no mesmo segundo eu a vi ficando tensa, era tudo o que eu queria, agora ela só tinha que fazer o que eu estava esperando.  

Magnus: 

‘’Acabei de sair da casa deles, que horas você vai?’’ 

Mandei a mensagem indo em direção a minha casa.  

George:  

‘’Daqui a cinco minutos, o carro vai estar lá.’’ 

Entrei em casa e peguei a mochila, junto com tudo o que eu ia precisar, um sorriso brincou em meus lábios. Aquelas pessoas, uma a uma iam se arrepender de terem feito o que fizeram com Alec. 

Dirigi até uma estradinha deserta e escondi meu carro entre os arbustos, antes disso eu já tinha tampado a placa. A casa de Axel, ficava um pouco longe de Southampton o que para mim era ótimo, afinal sendo afastado de tudo seria mais fácil.  

Peguei o carro com a placa fria que George tinha conseguido e dirigi até onde ficava a casa dele. Toda essa troca de carro porque onde Axel morava tinha câmera e ele não podia ver meu carro de jeito nenhum. 

Deixei o carro preto parado, escondido atrás de algumas plantas e olhei para o lado de fora, o carro de George estava lá, então ele tinha chegado. O Lovelace estava usando um microfone preso ao corpo e um ponto no ouvido, como seu cabelo estava um pouco comprido ninguém ia ver. 

Coloquei o meu ponto e consegui ouvir o que eles diziam de dentro da casa. Alex havia marcado de tomar chá com o baixinho. Fiquei um tempo ouvindo aquela coisa chata de gente velha e meu celular vibrou, quando peguei pude ver o que parecia a sala de Axel, também vi George. Ele tinha conseguido instalar a câmera. 

Magnus: 

 “Estou te vendo.”   

Mandei para ele que vi pegando o celular, depois levou-o novamente até o bolso. Vi George sentando-se em uma poltrona cruzando a perna, para não deixar que o outro visse que ele tinha levantando. 

 Axel apareceu, logo em seguida no meu campo de visão ele usava uma blusa preta e um casaco da mesma cor por cima. A calça era jeans escura. Suspirei alto, que raiva que eu tinha dele.  

- Desculpe a demora. – Axel disse a George entregando uma xícara.   

- Não precisa se desculpar, eu nem esperei tanto. – Disse o baixinho com um sorriso.   

- Então meu fã está na minha casa, o que gostaria de saber? – Perguntou simpático sentando-se a sua frente.  Da posição da câmera eu conseguia ver os dois. 

- Alec Lightwood, dando uma opinião pessoal, acredita que ele é culpado? – Axel ficou tenso, mas George estava indo tão bem, seu semblante não mudava nunca. 

- Acredito que ele pode ter sido um homem bom, mas que foi corrompido. – Axel disse convicto. 

- O senhor o conhecia não é? – Perguntou tomando outro gole do chá. 

- Ah sim, conheço toda a família dele e me surpreendi quando soube o que ele havia feito. – Ô homenzinho falso, vontade de matar.  

- E durante seus encontros com ele, em algum momento ele falou que era culpado?  

- Não, mas quando a pessoa é culpada, ela não assume... – Ele deixou no ar quando a campainha tocou. – Quem será? – Perguntou levantando George deu de ombros.   

- Posso ir ao banheiro? – Perguntou e ele assentiu.   

- Segunda porta a direita. – Nesse momento eu perdi George do meu campo de visão, mas outra pessoa apareceu. George me ligou – em outro celular, um descartável. 

- O pau tá comendo solto na sala. – Ele falou e eu revirei os olhos.   

- Foco George. – Mandei. – Você está indo muito bem. – Falei, eu sabia que para ele também era difícil ficar perto dessa gente. 

Ele não me respondeu, apenas ficou em silêncio com enquanto eu colocava o outro celular perto para que ele também pudesse ouvir o barraco. 

“- Não quero saber que são relíquias, eu quero que você jogue tudo fora! – Lydia gritava. – Sabe muito bem que isso são provas contra o clube! – Eu vi Lydia tensa, eu vi a raiva no olhar, aquele filha da puta sabia o que tinham feito com Alec e não fez nada para ajuda-lo. 

“- Ninguém acreditou nele naquela época, não vai ser agora que vão começar! – Axel rebateu. As fitas estão seguras aqui, fique tranquila.”   

“- Mesmo assim quero que se livre disso, se não eu mesma faço.”   

- Era o que você queria? – George me perguntou e eu sorri. 

- Ficou até melhor. – Falei. – Tem algum alarme? – Perguntei.  

- Tem. – Ele respondeu. – Mas é só usar o dispositivo que eu te dei, ele vai desligar qualquer alarme e qualquer outra coisa que faça barulho. – Eu assenti.  

- Você sabe o que fazer. – Falei e desligue a chamada e vi Lydia saindo da casa, por sorte ela não me viu e foi embora, voltei a olhar o celular ligado a câmera. 

- Eu ouvi gritos, preferi não entrar na sala até a pessoa que estava aqui ir embora. – Ouvi George mentindo na cara dura eu ri.   

- Sem problemas, foi bom você não aparecer aqui, não queria que presencia-se aquilo.    

- O que acha de darmos uma volta? – Perguntou. – Assim o senhor esquece a briga e pode me contar mais sobre o que estávamos conversando. – Ele pareceu ponderar, mas logo assentiu.   

Os dois saíram dá casa de Axel e entraram no carro dele, eu os vi afastando-se, meu comunicador com George continuou ligado, porém mais baixo, eu não queria ouvi-los o tempo todo, mas precisava ficar acessível para George me avisar quando eles fossem voltar. 

Vesti um casaco preto liso, já usava uma calça preta e um sapato da mesma cor. Puxei o zíper e coloquei o capuz, juntamente com uma máscara que cobria metade do meu rosto, deixando só os olhos a mostra e coloquei as luvas. Eu estava parecendo um ninja daquele jeito.  

Peguei o aparelho que George me deu e coloquei no bolso, peguei a mochila e os dois galões, junto com uma mini caixinha e sai do carro. As câmeras de segurança do lugar já tinham sido neutralizadas, George era mestre em computação, entendia tudo sobre isso e sabia hackear como ninguém.  

Entrei na propriedade de Axel e fui até a porta, olhando de fora eu vi que o sistema de segurança estava ligado, com George aprendi que sempre se tem uma caixinha de segurança do lado de fora, para o caso do dono da casa esquecer o segredo dentro dela e mesmo do lado de fora conseguir retirar a segurança.  

Achei a tal caixinha e coloquei o aparelho do meu amigo, não demorou dez segundos e a segurança já estava destravada. Quebrei o vidro e abri a porta, entrando logo depois. Peguei a câmera que George tinha colocado e guardei. Depois comecei a procurar pela casa onde ficavam as fitas.  

Havia uma estante enorme e diversas fitas, revirei os olhos, ficavam tão na cara, qualquer um poderia pegar. Quebrei o vidro também e a abri, comecei a ler os nomes até encontrar o dele, Alexander Gideon Lightwood, haviam dezenas de fitas ali, comecei a catá-las e coloca-las na mochila.  

‘’- Essas orquídeas são lindas mesmo.'' – Ouvi a voz de George no meu ouvido.

Tadinho não entendia nada de flor e estava ali de castigo ouvindo aquele homem insuportável falando sobre, depois disso eu ia dar uma caixa de champagner para o meu amigo.  

Terminei de catar todas as fitas que eu queria e suspirei olhando a casa. Era tão bonita, eu tinha certeza que Axel a amava, dava para ver que ele zelava por ela e por isso perde-la ia doer. 

Peguei os galões e comecei a jogar, primeiro na cozinha, não perto do bujão, ele ia depois. Joguei as cortinas e depois no banheiro. Acabei achando duas garrafas de álcool, ela também serviam. Joguei o álcool no quarto e taquei fog, fazendo uma trilha de volta para a sala. Peguei o outro galão e espalhei por ali. Voltei na cozinha só para acender o fosforo e corri de volta. Coloquei a mochila nas costas e pus fogo nos galões, logo depois no sofá e nas fitas que restaram. Todo o trabalho dele estava acabado.  

Fui em direção a porta e olhei o estrago que estava aquele lugar, tudo estava em chamas e eu sorri, posso até parecer ruim, mas eu não ligo, como disse a única coisa que me importa é o Alec. 

Cheguei no carro e retirei as roupas que usei na casa, ficando com as minhas. Olhei para a casa e agradecia mentalmente por Axel não ter vizinhos, agradecia por ele morar a km de distância de todos. Ele morava em uma parte bem escondida de NY, quase como um bicho do mato. 

Sai dali e comecei a dirigir pela estradinha, ouvi George dizendo um ‘’ah que bom que estamos voltando, já está escuro, preciso pegar meu carro.’’ Aquilo era um sinal para mim, mandei uma mensagem para ele avisando que já tinha saído e segui meu caminho. 

Estava escuro, já passava das sete da noite pelo retrovisor consegui ver algumas pessoas aglomerando-se em frente a casa de Axel, pelas roupas eles devia estar fazendo corrida por ali. Dava para ver a fumaça preta cobrindo o céu. Você pode me achar um louco, pode achar que não era pra tanto, mas eu não ligava. Quando jogaram o meu amor naquela prisão, ninguém pensou nos sentimentos dele, eu também não ia pensar no de ninguém.  

Axel Mortmain ajudou a tirar algo importante de mim, então eu tiro algo importante dele, era uma moeda de troca, era justiça. 

Dirigi com aquele carro até onde o outro estava escondido e fiz a troca, colocando-o escondido entre os arbustos. Dirigi com o meu de volta a Southampton e no meio do caminho parei apenas para tirar os adesivos que cobriam a placa. Depois disso fui embora. 

Cheguei na porta da minha casa e suspirei, que dia cheio, já fazia um tempo que eu não tinha um dia assim. Peguei a sacola com as roupas que usei antes e a mochila e segui feito um foguete para casa. Fechei as cortinas e pude finalmente respirar melhor. 

Bebi um pouco de água e sorri com o que tinha feito, eu sabia que era errado, eu sabia que podia ser preso por aquilo, mas não importava desde que eu conseguisse provar a inocência do meu amor. 

A campainha tocou depois de vários minutos ali sozinho e eu fui abrir, era George, ele estava um pouco assustado.  

- O que fez lá, foi um belo trabalho. – Ele disse. – Axel gritou bastante quando viu aquilo.  

- Eu sei. – Disse. – Eu ouvi pelo ponto. – Falei dando de ombros. – Cuidou do carro? 

- Sim, até hoje a noite ele estará longe e logo mais estará dentro de um rio. – Disse George.  

Durante o tempo que estamos aqui, nós havíamos conhecido muita gente que fazia serviços em troca de um bom dinheiro. Essas pessoas nunca perguntavam ainda mais se o pagamento fosse alto.

Sentei-me no sofá e retirei as fitas da mochila, eu chamava de fitas, mas era DVDs com som e imagem. George havia levado outro notebook para não usarmos os nossos, afinal não sabíamos se tinha vírus ali. Eu poderia beijá-lo se eu não amasse Alec. Aquele baixinho pensava em tudo. Coloquei a primeira fita e pus pra tocar. George voltou pra sala com dois sanduíches e dois sucos.   

“- Eu sou Axel Mortmain.” – A figura daquele homem apareceu no vídeo. 

“- Eu sei quem você é.”  – Agora era a de Alec ele estava mais magro, meus olhos encheram de lágrimas. 

“- Então sabe que sou jornalista. A corte mandou-me para conversar com você. Alec porque fez aquilo?”   

“- Eu não fiz nada! Não sei como aqueles arquivos pararam no meu computador, mas eu sou inocente.”   

“- Acha que alguém está tentando te incriminar?”   

“- Eu tenho certeza disso.”   

“- E quem seria?”   

“- John Monteverde e Lydia Branwell-Monteverde, aqueles que se diziam a minha família.”  – Dava para ver a tristeza nos olhos dele ao dizer aquilo dos próprios primos. 

Respirei fundo, eu sabia do grau de parentesco. Lydia é prima de Alec e tirou o Lightwood do nome quando se casou com John. Alec disse a Axel que era inocente e aquele infeliz disse no tribunal que ele era culpado.

- Além das fitas do Alec eu peguei essas. –  Falei para George, pausando o vídeo.  – São de uma tal e Maria de La Fuerte. Parece que Axel interrogou-a também.    

Eu olhei para as fitas, eu lembrava vagamente dessa tal de Maria ela foi condenada por matar o marido com dezessete facadas, porém ela sempre se declarou inocente e Axel disse em tribunal que ela era culpada. A corte acreditava nele sem nem ver as fitas, simplesmente por que o juiz também era cúmplice, também fazia parte do clube pandemonium. 

George e eu começamos a analisar as fitas da Maria, caso ela realmente fosse inocente, eu ia liberar aquelas fitas e a carreira de Axel ia começar a ir para o brejo.  



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...