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História Justice - Novas espécies - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Capítulo 3


Justice congelou e virou. Seu olhar escuro encontrou Jessie.
— Sim, Sra. Dupree?
— Queria saber se terá algum tempo livre em breve. Esperava que pudéssemos conversar sobre suas mulheres. Há algumas políticas que eu adoraria discutir com você que precisam ser mudadas. Comentei com Tim Oberto, mas ele não é exatamente sensível às necessidades femininas. Existe alguma possibilidade que tenha algum tempo para ouvir minhas ideias? Acho que são válidas.
Ele pareceu ponderar isso.
— Quanto tempo vai ficar na Reserva?
— Alguns dias, se estiver tudo bem. Pensei em ficar por perto para ajudar as novas fêmeas a se adaptar à vida exterior, a menos que receba um telefonema da força-tarefa. Tenho um monte de tempo livre entre as recuperações.
Ele mordeu o lábio.
— Por que não vem ao refeitório comigo se vai ficar? Gostaria que a vissem para saberem que algo assim não vai voltar a acontecer. Poderíamos dividir o jantar depois. É o tempo que tenho livre. Pode falar comigo enquanto comemos. Depois do jantar, tenho que preparar uma conferência de imprensa a ser realizada fora dos portões, às dez horas, sobre as atividades da noite passada.
— Isso seria ótimo. — Ela se lembrou de sua camisa rasgada. — Tenho tempo para me trocar? — Sorriu. — Caso contrário, aposto que nenhum deles vai esquecer de como pareço se soltar minha camisa. Não tenho certeza se vão lembrar do meu rosto, mas pode fazer alguma coisa para impulsionar as relações humanas com seus homens se me virem de sutiã. — Seu corpo inteiro sacudiu pelo riso. Justice é escaldante, Jessie decidiu. Seus olhos brilhavam e sua boca generosa se ampliou para revelar dentes brancos. Viu um flash de pontos ao longo de seu lábio inferior. Tinha presas de Espécies depois de tudo. Ela sentiu seu corpo responder.
Não só teria que trocar a camisa, mas o fio dental também se não começasse a controlar suas emoções. Perguntou-se como seriam esses dentes contra sua pele, se a mordesse com eles.
— Devagar, menina. — ela murmurou.
Sua risada morreu.
— Desculpe-me?
Ele a ouviu. Esqueceu que melhoraram a audição dos Espécies.
— Não foi nada. — Ela sorriu de novo. — Então, posso me trocar ou vou como estou?
— Por que não troca de camisa? Vou falar com eles enquanto esperamos por você e vou apresentá-la quando chegar. Sabe onde é o refeitório?
— Tomei café da manhã com Breeze esta manhã.
— Te vejo quando voltar. — Ele se virou e foi embora.

Jessie o observou sair de vista. O homem enchia um par de jeans melhor que qualquer cara que já viu. Tinha longas pernas musculosas que se estendiam pelo tecido em torno de suas coxas e bunda arredondada. Usava botas pretas. Tinham fechamentos de velcro.
Seriam rápidos para arrancar.
Sorriu por sua libido rebelde, se movendo rapidamente na direção do elevador. Apreciava um homem que usava coisas rápidas e fáceis de sair. Balançou a cabeça para seu reflexo dentro do elevador enquanto subia. Ele é Justice North, um Nova Espécie e sabe que não pode nunca ir lá. Custaria meu trabalho. Tim não só chutaria minha bunda, mas a tiraria da força-tarefa.
Jessie se inclinou para frente, olhou para seu reflexo no espelho e fez uma careta. Podia usar um pouco de maquiagem, mas raramente se incomodava, a menos que precisasse. Fez tudo isso para seu primeiro marido e foi uma perda de tempo. Ele esperava que ela se enfeitasse para ele ou era um insulto. A necessidade de agradar morreu junto com o casamento. O desgraçado teve um caso com um soldado colega, nos exercícios de treinamento. Ela recuou e passou os dedos pelo cabelo. Era realmente vermelho brilhante, uma bagunça e não podia ficar pior se tentasse. Podia estar atraída pelo sensual Espécie, mas ele não sentiria o mesmo por ela.
As portas do elevador se abriram e ela praticamente correu pelo corredor. Não tinha certeza do que aconteceu a ela desde que conheceu Justice, mas o homem a transformou. Fazia muito tempo desde que conheceu alguém que a atraísse. Ele definitivamente fazia seu coração disparar e pensamentos selvagens enchiam sua cabeça. Dois anos se passaram desde seu amargo divórcio e não tinha se interessado por homens.
Bem, houve um cara, se lembrou. Mas um caso de uma noite, depois de beber muito contava? Decidiu não pensar nisso. Foi uma noite difícil e precisava do conforto de outra pessoa. Foi logo depois da primeira vez que recuperou o corpo de uma mulher Nova Espécie.
O bastardo que a assassinou enterrou seu corpo, pequeno e quebrado, sob o piso do porão da cela que a manteve por anos. A visão do corpo desenterrado levou Jessie direto ao bar mais próximo e aos braços do primeiro homem que parecia bom. Ela queria esquecer a dor de saber o que foi feito à pobre vítima e como chegou tarde demais para salvá-la. O caso de uma noite foi um fracasso. Ele fez propaganda, mas uma vez que atingiu o campo, não arrumou nada que valesse a pena.
Entrou no quarto e pegou a primeira camisa jogada na cama, uma blusa azul. Era grande para ela, mas não se surpreendeu já que todas as fêmeas Novas Espécies que viviam na Reserva eram protótipos femininos experimentais para drogas que usaram para torná-las tão grandes e fortes. A menor que viu tinha cerca de 1,78m. A mais alta tinha cerca de 1,90m. Eram mulheres robustas que poderiam derrubar um homem médio se necessário. A loja de roupas fazia a reposição para os moradores da Reserva e provavelmente não pediam tamanhos pequenos ou médios.
Jessie correu para fora do quarto, empurrando a chave de volta dentro do jeans. Foram dados apenas moletons para ela. Não gostava deles. Continuou com o par de jeans preto que usava quando chegou. Não era de usar bolsa e se algo não se encaixava dentro de um bolso podia ser amarrado em algum lugar de seu corpo. Não via necessidade de carregá-lo. Voltou ao elevador e verificouolhar reflexo novamente. O longo cabelo caía passando pela bunda. Estava vermelho, brilhante atrevido, a cor criada a partir de duas caixas de tinta para cabelo.

Ela teve coragem de romper com o molde de trabalho pelas Novas Espécies. Eles eram diferentes, especiais e faziam seus próprios lugares na vida. Jessie mudou seu cabelo para a cor brilhante, chamativa, desafiando as normas. Sabia que provavelmente a luminosidade dos cabelos devia brilhar no escuro, mas adorou. Realmente definia seus olhos azul-escuros e era um contraste drástico para sua pele naturalmente quase branco leite. Nunca se bronzeou e não se importava.
As portas do elevador se abriram e caminhou na direção da lanchonete. As portas duplas estavam abertas e dois Novas Espécies policiais uniformizados estavam de guarda. Ela diminuiu o passo e estudou os homens, querendo saber se o juiz informou que foi convidada para a reunião.
Eles se moveram para fora do caminho. Jessie deu a cada homem um sorriso e caminhou dentro da grande sala, só para parar alguns metros após a porta. Avistou Justice logo depois, incapaz de não percebê-lo se elevando sobre todos, de pé sobre uma mesa do outro lado da sala na longa mesa do buffet. Ele, naturalmente, chamava atenção de qualquer maneira, mas no alto parecia maior que a vida.
— Os seres humanos não são nossos inimigos. Não a maioria deles. — Justice parecia irritado e seu rosto um pouco franzido. — Há pessoas boas e outras ruins como as que foram expostos no Mercile. Os maus são minoria. Estou sendo claro? Seres humanos bons nos libertaram e lutaram para nos dar direitos e privilégios. Somos iguais em todos os aspectos, devido a eles. Não foram os que nos escravizaram e torturaram. Não sabiam o que estava sendo feito conosco, mas quando descobriram, fizeram todo o possível para nos ajudar a chegar onde estamos hoje. Cada um de vocês está aqui por causa desses seres humanos bons.
Um homem levantou.
— Será que podemos confiar neles agora? É difícil, Justice.
Justice relaxou. Seus traços suavizando.
— Entendo sua hesitação, mas temos que mudar com o tempo. Ontem você estava trancado dentro de uma cela, mas hoje está livre. Ontem os humanos com quem lidava eram monstros, mas hoje está lidando com humanos bons que ficariam horrorizados se percebessem o que foi feito conosco por seu próprio povo. Querem as pessoas punidas tanto quanto nós. — Alguns homens na parte de trás, de repente viraram a cabeça para olhar Jessie. Ela manteve o sorriso no lugar e percebeu que o cheiro dela os atingiu. Só levou cerca de quinze segundos para todos perceberem que entrou no refeitório. Ficou ao lado da porta e olhou para os homens, divisando raiva em algumas faces.
— Esta é Jessie Dupree. — Justice declarou em voz alta. — É uma humana boa. Ninguém vai atacá-la novamente. Seu trabalho é ajudar a localizar Novas Espécies que ainda estão presos. Ela entra com uma equipe treinada de machos humanos que lutam pela nossa liberdade e poderiam facilmente morrer para nos salvar. Seu trabalho é cuidar de nossas mulheres recuperadas. Estava lá quando foram libertados ontem à noite e arriscou sua vida para entrar e levar nossas mulheres para a segurança. Sua vida é dedicada a nós, mas foi atacada por um de vocês no lobby. — Justice fez uma pausa, seu olhar severo deslizando para cada homem antes de falar de novo. — É inaceitável o que aconteceu com ela. Não atacamos seres humanos, a menos que sejamos atacados primeiro.
— Ela me atacou. — um macho rosnou.
Justice arqueou a sobrancelha e cruzou os braços sobre o peito, o olhar de raiva retornando enquanto falava pelo alto-falante.
— Sério? Como ela atacou você? — Jessie mordeu o lábio para manter a boca fechada. Esperou em silêncio até que o homem finalmente falou.
— Ela me ofendeu e tentou quebrar meu pulso.
Justice deu um passo ameaçador à frente sobre a mesa, mas parou na borda.
— Será que você a tocou primeiro?
— Seu braço.
— Você a agarrou. Vi marcas em seu pulso e você as colocando lá. Atacou primeiro. Ela se defendeu, tentando se livrar de você. — Justice fez uma pausa. — Muito bem feito.
O macho rosnou em protesto e o olhar de Jessie vagou, até que o encontrou. Era o cara que chutou nas bolas que fez o som irritado. Tentou não sorrir. Ele realmente mereceu, mas ainda assim, tinha a intenção de acertá-lo com o calcanhar no estômago. Era baixa, ele era um cara alto e a merda aconteceu.
— Qualquer ser humano na Reserva é um convidado. Está aqui com nossa bênção e acolhimento. Estão sob nossa proteção e não vão atacar nenhum. Não vão ser rudes com nenhum. Também nunca atacarão um ser humano do sexo feminino em qualquer circunstância. Suas mulheres não são tão fortes quanto as nossas e não foram colocadas em nosso caminho. Não possuem nossas habilidades de luta ou resistência. Juro que serão tratados muito duramente se atacarem uma fêmea humana aqui. Algumas delas vivem com nossos homens como companheiras. Comprometeram-se um com o outro, acasalados pela vida. Esses homens vão matar qualquer um que tocar sua fêmea e seria seu direito fazê-lo.
Justice fez uma pausa e respirou fundo antes de começar a falar de novo.
— Essas são nossas leis. Nunca atacar policiais que virem em uniformes negros também. Devem ser respeitados e ouvidos. Sua palavra é lei como se eu estivesse falando. Nossas mulheres estão fora dos limites, a menos que consintam ser tocadas. Espero não ter, sequer, que mencionar isso, mas não estava na mesma instalação de testes que vocês. Tratamos nossas mulheres com respeito e nunca compartilhamos sexo com elas a não ser que elas comecem. Vão conhecer a punição se algum de vocês se recusarem a viver de acordo com essas regras. Odeio ressaltar isso, mas essas são as leis que nunca deverão ser quebradas. Serão presos, se não puderem viver por elas e prometo que não serão postos em liberdade, até perceberem que precisamos ter algumas leis para vivermos juntos e em paz. Estou sendo claro?
A sala ficou em silêncio. Justice levou seu tempo para encontrar o olhar de cada homem antes de lentamente assentir. 


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