História Justice - Capítulo 5


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 5 - CAPÍTULO 4


Narração

Navegando em pensamentos, era assim que Helena se sentia, navegando. Sua mente lhe parecia estar longe, não notava o que se passava ao redor. Apenas navegava em vastas memórias dolorosas que envolvia seu passado conturbado. As coisas que ela guardava, os segredos, talvez fossem demais para alguém normal se carregar, mas ela, ela não era normal, ao contrário disso, Helena Wayne estava bem longe de ser normal. Enquanto se era carregada pelo Kryptoniano até a caverna do morcego, ela se permitiu fechar os olhos e imaginar, imaginar como seria se Bruce Wayne não fosse seu pai, como seria se Selina não tivesse à abandonado, como seria se Damian não tivesse morrido, como seria se seus demônios não a assombrassem toda vez que fechasse os olhos. Amaldiçoou a si mesma por ter uma vida tão fodida.

-Estamos chegando!- avisou Nathan, tirando Helena de seus devaneios. A ruiva tentava ao máximo se manter neutra diante da situação, mas era impossível, talvez se ela não tivesse tanto desejo de vingança essa inquietação não se faria presente. O mesmo se aplicava ao resto da equipe, se sentiam incomodados diante da difícil situação onde se encontravam, mas ali estavam eles, prontos para enfrentar seus demônios, ou melhor, seus pais. 

A equipe parou, diante da grande porta de madeira e ferro, diante do único obstáculo que os separava de seus pais. Por um milésimo de segundos Helena pensou em desistir, pensou em pedir que dessem meia volta e pensassem em outra maneira de voltar para as sua respectiva época, mas não, ela levantou a cabeça e bateu na porta, não era de seu feitio fugir, e não seria diante de uma situação como aquela que ela iria recuar. 

Como um flash a porta estava aberta, mostrando um velho mordomo e fiel escudeiro do seu pai. Alfred estava ali de pé, com seu traje de sempre, carregando uma carranca fechada e grandes olheiras, causadas por noites mal dormidas ajudando o Batman em suas Missões. Uma linha se formou em seus lábios e suas sobrancelhas se contrairam demostrando a sua surpresa. 

Helena segurou um sorriso, uma coisa ela não negaria, Alfred sempre foi e sempre será como um pai para ela. Quando Selina a abandonou, virando as costas para a sua única filha e deixando-a aos cuidados do Wayne, quem sempre esteve ao seu lado era Alfred, sempre como um pai, já que Bruce se ocupava como CEO das empresas Wayne de dia e como Batman, cavalheiro das trevas a noite, nunca tendo tempo para a sua filha. Alfred sempre estava ali, cuidando dela, ensinando matemática, cuidando dos joelhos ralados, fazendo biscoitos e contando historias para a pequena antes da mesma ir dormir. Ele era uma lanterna em meio a tanta escuridão que rondava os Wayne, que se apagou antes de poder ver o ser podre e vingativo que sua pequena havia se tornado.

-O que fazem aqui, vocês não...- Alfred se virou bruscamente quando ouviu os passos pesados de Bruce e o mais novo perguntando o que se passava.

-Quem está aí Alfred?- Bruce indagou, descendo as escadas da mansão Wayne apressadamente para verificar quem ousava o incomodar à aquela hora da noite. O corpo de Helena ficou tenso, assim como os demais ali presentes.

-Vocês!? O que fazem aqui? Deveriam estar em 2040 agora- Todos suspiraram, aquela seria uma longa noite.

(...)

Burburios se formavam na abafada caverna. Superman, Mulher maravilha e os demais haviam sido acionados para acompanhar a situação em que seus filhos se encontravam. 

-Eu ainda não entendo, como você pode perder a capacidade de acessar a força de aceleração?- Barry indagou, olhando para sua filha que se mantinha de cabeça baixa como uma criança que acabara de quebrar algo muito valioso.

-Se soubéssemos acha mesmo que estaríamos aqui? Precisamos de ajuda- Helena disse seca, olhando para todos os rostos na sala, voltando a sua atenção para o balcão onde estava apoiada.

-Tudo bem, olha, que tal vocês passarem a noite aqui, amanhã conversamos sobre isso, hum?- Batman propôs e todos assentiram mesmo que a contragosto.

- Tenho quartos lá em cima para cada um de vocês...amanhã terminamos essa conversa-Todos iam se retirando, e aos poucos a sala ia se esvaziando.

-Nathan...não é?-Clark chamou. Nathan virou os calcanhares para observar o pai, Clark mostrava um sorriso tímido na presença do filho, já Nathan o olhava com desdém e um pouco de nervosismo pela situação.

-Podemos conversar, eu...queri...- sua fala foi cortada, Nathan bocejou forçadamente e estalou a língua no céu da boca.

-Tsc, eu estou cansado, foi um longo dia, eu só quero dormir, talvez amanhã- ou nunca pensou Nathan. Clark abriu a boca diversas vezes para protestar, mas desistiu e assentiu no final, deixando a caverna e se despedindo dos demais.

Nathan olhou para a Wayne, que se mantinha um pouco mais afastada de onde ele estava. Ele se aproximou até a mais nova notar a sua presença.

-Quer que eu te leve até o quarto?- ele propôs educado e gentil como sempre. Helena queria rir daquela cena, do kryptoniano lhe  oferecendo ajuda. Se ele soubesse que sentimentos ela tinha por ele, ele não pensaria duas vezes em se manter longe da Wayne, ela era perigosa, como uma ogiva núclear esperando ser ativada para explodir e acabar com tudo a sua volta.

-Não, eu só estou esperando Alfred me trazer a morfina para aliviar a dor- respondeu ela, forçando um sorriso sem mostrar os dentes.

-Se tiver algo que eu possa fazer por você, é só pedir...- disse por fim, virando os calcanhares para sair da caverna.

-Na verdade... Como eu desloquei o braço preciso de força o bastante para colocá-lo de volta no lugar...então- Nathan coçou a garganta e olhou para a Wayne.

-Tá...- suspirou e pôs sua mão no ombro da ruiva-vai doer- Helena concordou, afinal, não seria nada que ela não aguentasse, além de que, ela já havia levado porradas muito piores do que um braço deslocado.

Em um movimento rápido o braço antes deslocado estava em seu devido lugar, e por um segundo Nathan viu o rosto da Wayne se contorcer em dor e voltar ao normal.

-Obrigada- agradeceu Helena, se levantando e apoiando na sua perna que também doía mais nem tanto comparado a sua costela. Nathan se despediu e desejou um boa noite antes de se retirar. Helena pode visualizar quando Alfred desceu com a morfina em mãos.

-Você precisa de ajuda?- perguntou o mordomo a Wayne que só negou com a cabeça. Helena pegou a morfina e olhou para Alfred.

-Você poderia levar cookies e um grande copo de leite para o meu quarto por favor?- pediu  Helena dando um sorriso terno para Alfred, que naquele momento não soube explicar, mas quando olhou nos olhos da ruiva percebeu o quanto ela precisava daquela demonstração de carinho.

-Claro, criança- disse por fim. Helena deu as costas para ele e subiu para o quarto. Alfred sorriu, o trabalho na família Wayne nunca acabava, agora ele teria de cuidar de mais um, e conserta. Porque era isso que ele fazia de melhor, ele consertava os Waynes com almas quebradas, e a de Helena, estava em estilhaços.


Notas Finais


Se não for pra falar de personagens secundários eu nem escrevo 😂
Espero que tenham gostado, não se esqueçam de favoritar e comentar, isso ajuda MUITO.
Até a próxima.


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