História Justice (Camila Intersexual) - Capítulo 24


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Policial, Romance e Novela, Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


amei o susto que dei em vocês no capítulo passado kkkkkkkkkk

Capítulo 24 - Surpresa!



Ausência quer me sufocar, saudade é privilégio teu. - Cecília (Anavitoria) 
Camila Cabello's POV 

Na primeira semana em que tive que me acostumar sem Lauren em Nova York eu me afundei em trabalho. Na segunda semana também. Então fez quatro meses em que eu não fazia outra coisa a não ser trabalhar. Desde a prisão de meu pai ficou difícil de clientes irem me procurar, mas eu havia fidelizado boa parte dos meus parceiros e eles sempre recomendavam meu trabalho para amigos, porém, eu tinha que me dedicar 100 vezes mais para provar que não tinha nada a ver com o caráter daquele homem

Apesar de Lauren ter dito que eu poderia entrar em contato com ela sempre que quisesse, não consegui o fazer. Qual o sentido de prolongar essa dor? Ainda pensei em manter algo a distância, um oceano não faria meus sentimentos irem embora e sabia que com ela também não, mas pensei no quanto isso desgastaria a relação e o pensamento foi embora logo em seguida. Então, preferi me afundar em trabalho, aceitar um caso diferente a cada semana, ter mais de duas reuniões por dia e sempre sair mais tarde do escritório. 

Porém, nada disso estava funcionando. Nada disso tirava Lauren Jauregui da minha cabeça. Eu a via em tudo que fazia, cada restaurante que ia para almoçar, cafeteria, parques. Tudo de novo que eu fazia, Lauren estava em meus pensamentos. Sua ausência me sufocava. Apesar de Normani tentar me ajudar a superar meu coração partido, a última tentativa de me fazer parar de pensar em Lauren envolveu muita tequila e uma Camila bêbada tentando ligar para a mulher de olhos verdes, ainda bem que minha amiga me impediu a tempo.

Falar com ela seria pior, manter contato com ela seria pior. 

Atenção senhores passageiros, dentro de alguns minutos estaremos pousando no Aeroporto de Heathrow, por medidas de segurança permaneçam sentados e de cintos afivelados. 

Mas, agora que estava chegando a Londres não sei mais se era uma boa escolha manter distância. Havia conseguido um grande caso, mas meu cliente era de Londres e eu tive que voar para cá com dois estagiários.

 
- Srta Cabello, já pegamos todas as bagagens. - um dos estagiários disse enquanto eu mantinha atenção ao meu celular, estava avisando ao Sr Smith que havia chegado. 
- Ok, gente. Vamos para o hotel que o Sr Smith indicou e dentro de 2h temos a primeira reunião com ele, nos familiarizar com caso. - falei antes de partimos em direção a saída em busca de um táxi. 
(...)

 

Após me estabelecer no hotel luxuoso que o Sr Smith estava pagando muito bem as diárias a qual eu e meus estagiários ficaríamos, mandei uma mensagem para cada um, já que todos tivemos direito a quartos individuais, os informando que em poucos minutos sairíamos para a reunião. Pegamos um táxi e após 15 minutos chegamos e grande empresa de Jason Smith, meu cliente. Ele era um dos maiores corretores de imóveis do país, sua empresa movimentava milhões todo dia, a fortuna dele se aproximava dos 90 milhões segundo a Forbes. 


- Sr Smith 
- Por favor, pode me chamar de Jason. - o homem de 53 anos me interrompeu logo que começamos nossa reunião. 
- Ok. Jason, pelo o que você está sendo acusado? - perguntei. 
- Informação privilegiada. - ele disse revirando os olhos. - Compraram ações usando o meu login pessoal, em um dia essas ações estavam valendo uma merreca, no outro dia a Google comprou essa empresa . Eles estão me acusando de informação privilegiada porque minha filha é noiva do CEO da empresa comprada pela Google.
- Então, você foi hackeado? - perguntei. - Tem certeza que sua filha sem querer não soltou nenhuma informação para você? Precisamos de franqueza se quisermos ganhar esse caso, Jason. 
- Eu lhe garanto que não comprei, eu fui hackeado. Eu tenho muitos inimigos. - ele disse me olhando sério. 
- Pode ter sido um de seus funcionários. - falei. - Algumas pessoas odeiam seus chefes. 
- Pode ser. - ele deu de ombros. - O que você irá fazer? Dá pra resolver na audiência preliminar? 
- Eu tenho dois estagiários e depois dias até a audiência preliminar. Preciso de uma lista dos seus funcionários mais leais. - falei e logo Jason começou a escrever os nomes de quem eu e meus estagiários iríamos interrogar.

 

Quando ele me passou a lista olhei ligeiramente os nomes, engolindo em seco quando encontrei algo familiar. Havia uns 10 nomes na lista, mas o dela parecia estar em negrito quando o enxerguei. 

Lauren Michelle Jauregui - Controller

O destino parecia estar gostando de brincar comigo.

   
- E-eu e meus estagiários vamos interroga-los, espero não ser um problema. - falei em direção a Jason e ele apenas deu de ombros, então rapidamente me levantei e os estagiários me seguiram.

 

Dei instruções aos estagiários e segui em direção a sala que sabia que encontraria a mulher que não saia dos meus pensamentos.
Bati duas vezes na porta e esperei ser atendida. Alguns segundos se passaram até Lauren abrir a porta e me encarar com uma expressão de choque.


Lauren Jauregui's POV


- Oi Srta Jauregui, meu nome é Camila Cabello. Eu sou advogada do Sr Jason Smith e estou aqui para fazer umas perguntas sobre a sua vivência na empresa. - Camila disse após, o que pareceram, ser longos minutos de nós duas nos encarando. 
 

O destino só podia estar de brincadeira com a minha cara.

Minha primeira semana de volta a Londres foi como um borrão. Eu procurei meu antigo chefe, Jason Smith, para acertamos minha volta a empresa. Depois disso procurei por um apartamento, me estabeleci e na segunda semana, a saudade de Camila veio com força. A via em tudo que iria fazer, pensava nela em cada momento em que minha mente não estava focada em trabalho. E, foi por isso, que me afundei em trabalho. Comecei a sair tarde da empresa, almoçar em meu escritório revisando alguma despesa da empresa, levar trabalho para casa no final de semana. Porém, tudo que é bom dura pouco e minha melhor amiga fez uma mini intervenção após dois meses que estávamos em Londres.

 
- Lauren! Você não pode viver em função do trabalho por causa daquela bunduda, vocês duas escolheram isso. - ela disse enquanto procurava uma roupa em meu armário, íamos sair para jantar depois de muita insistência de Dinah. 
- Mas Di, eu não quero sair. Não tenho vontade de sair e só o trabalho ocupa minha mente. - bufei e me joguei de costas na cama, levando um travesseiro a meu rosto e abafando um grito irritado.
- Eu estou para comprar uma passagem e te enfiar em um voo direto pra NYC. - soltei um riso nervoso, não parecia uma má ideia... NÃO, LAUREN! É uma pessima ideia, você sabe que não pode voltar para lá, há muitas lembranças ruins, apesar de Camila ser uma ótima distração para qualquer que seja o problema. 
- Se sairmos hoje você vai parar de encher meu saco?- perguntei levantando e indo em direção a Dinah, que segurava um vestido azul aveludado o analisando, depois deu de ombros e me entregou. 
- Eu vou encher seu saco até você decidir se vai atrás dela ou vai fazê-la vir atrás de você, pois sei que sem aquela mulher do seu lado você vai ficar essa louca do trabalho que se tornou.  


 

Bom, a mini intervenção não deu muito certo. No restaurante eu senti um forte enjoo quando meu prato chegou, tivemos que voltar para casa mais cedo e Dinah insistiu em me levar para o médico, mas eu não aceitei pois deveria ser só uma infecção intestinal. Porém, após esse episodio comecei a sentir com mais frequência do que o desejado esses enjoos, assim como me preocupei quando as tonturas apareceram. Por isso resolvi que realmente deveria ir ao médico e acabei descobrindo algo que não estava realmente esperando. Ou preparada. 


- Srta Jauregui, quando foi a última vez que você menstruou? 


 

Foi a simples pergunta do médico que fez todo meu sangue ir a cabeça, minhas mãos suarem e meu coração acelerar. A realização do que podia estar acontecendo me tomou. Eu não lembrava quando havia sido a última vez que menstruei, mas tinha quase certeza que ainda estava em NYC. Ele pediu os exames de sangue e acabou confirmando a suspeita do mesmo. 


- Parabéns, Srta Jauregui! Você está grávida. Agora a senhorita precisa marcar uma consulta com uma obstetra para começar o acompanhamento da gestação.  

 

Eu não estava mesmo preparada para essa notícia, então liguei para Dinah e pedi para a mesma me encontrar em meu apartamento o mais rápido possível. E apesar de estar extremamente nervosa, a ficha empancada sem cair, Dinah era a única pessoa que eu tinha aqui e eu precisava de seu apoio.

 
- Eu vou contar rápido porque nem eu estou acreditando que isso está acontecendo, então lá vai. - falei logo que ela chegou em meu apartamento, não deixei a mesma terminar de tirar seu moletom. - Eu estou grávida. 
- É O QUE? Como assim, gente? Do vento é? - ela perguntou levando a mão a boca. 
- É da Camila, né amiga! Eu te falei que ela é intersexual. - revirei os olhos. Passei as mãos em meu cabelo e sentei no sofá da sala. - Meu Deus, eu tô grávida. O que eu fui fazer da minha vida? 
- Calma, Laur. Não é o fim do mundo, você quer ter o bebê? - Dinah sentou-se ao meu lado e me puxou em um abraço, me deixei ser embalada em seus braços e senti meus olhos se enxerem de lágrimas. 
- Não sei. Talvez. É um grande passo.  - sussurrei. - Marquei uma consulta amanhã, você vai comigo, não é? 
- Claro que vou, e o que você decidir fazer, eu irei te apoiar. - Dinah disse enquanto apertava seus braços ao meu redor e eu me deixei chorar um pouquinho em seu ombro.  


 

Após a consulta com o obstetra, descobri que estava grávida de quatro semanas. O médico disse que ainda não iriamos conseguir ouvir os batimentos do bebê na primeira consulta por conta do tempo de gestação, no mês seguinte já seria possível. Ele também me informou se caso eu fosse interromper a gravidez, eu teria até a nona semana para tomar minha decisão e fazer o procedimento. Mas, eu passei a noite pensando sobre isso e imaginei que ter um menino ou menina com os olhos castanhos mais lindos do mundo, um nariz fininho e um sorriso lindo correndo pela casa não seria nada mal. Eu queria ter o bebê, eu iria ter um filho de Camila. Então, foi quando tudo começou. Minha rotina mudou, minha alimentação, Dinah se mudou temporariamente para o meu apartamento, porque segundo ela, não iria me deixar sozinha dando margem para eu escolher minha prima para ser madrinha do meu filho. Como se esse lugar pudesse ser ocupado por outra pessoa a não ser ela. 


- Quando você irá contar para a outra mamãe? - Dinah perguntou enquanto estávamos largadas no sofá comendo sorvete e assistindo Friends. 
 
Passei a mão pela minha barriga que ainda não havia crescido, tinha adquirido esse hábito nos últimos dias. Faziam 3 semanas que tinha descobrido sobre a gravidez e ainda não havia sequer pensando em como ou quando contaria para Camila. Tinhamos perdido o contato, por mais que não tenhamos terminado brigadas, o gosto amargo do acordo mudo de que não daríamos certo ainda estava em minha boca. 
- Quando o bebê nascer. - dei de ombros. - Vou ligar pedindo pensão. - brinquei e Dinah riu. 
- Estou falando sério, Laur. - Dinah me olhou e eu suspirei. 
- Eu não sei mesmo, Di. As vezes eu penso em ligar e contar de uma vez, já até cogitei ir até lá contar pessoalmente mas o Dr Walker disse para evitar viagens longas e essas coisas. - suspirei. - Eu sei que ela merece saber, mas é um assunto tão sério que eu nem sei por onde começar. 


 

Claro que, com a minha sorte, o improvável aconteceria. 

Camila estava aqui. Em minha frente, na empresa onde trabalho. E tudo que eu conseguia pensar, além de notar o quão linda ela estava - como se isso fosse novidade -, era o pedaço seu que eu carregava em meu ventre. 


- Oi, eu sou Lauren Jauregui e estou grávida, esperando um filho seu. Parabéns, mamãe! - falei rápido observando Camila abrir a boca como se não acreditasse no que havia acabado de sair da minha boca. - Eu sei, é loucura. Mas é a verdade. Eu estou grávida, Camila. O filho é seu. 
- E-eu... O que... Como? E-eu n-não. Que?! - Camila não conseguia formular uma frase e eu até acharia engraçado, se eu não estivesse tão nervosa quanto ela. 

 

Camila entrou em minha sala e sentou-se em uma das cadeiras que ficava em frente a minha mesa. Fui até o canto da sala e peguei um pouco de água para ela, assim como também peguei para mim. Lhe entreguei o copo de água e Camila bebeu todo de uma vez. Encostei-me á minha mesa e fiquei esperando Camila digerir a informação que lhe passei tão abruptamente. Sei que não fiz da forma que deveria, mas não tinha um manual de como contar para a sua não-namorada que estava esperando um filho dela.


- Eu só tenho uma dúvida. - ela disse e levantou-se, engoli em seco quando Camila pegou minha mão, entrelaçando nossos dedos. 
- Qual? - sussurrei enquanto mantinha nossos olhares conectados. 
- O nome não pode ser Enzo ou Valentina, por favor. - Camila abriu um largo sorriso em minha direção, fazendo meu coração ficar totalmente aquecido ao saber que teria o apoio da mulher dos meus sonhos nessa nossa nova caminhada. - Eu não acredito que pensei que iria surpreender você e eu fui a maior surpreendida, da forma mais linda e positiva do mundo, amor. - apenas sorri com suas palavras e sem conseguir me controlar, puxei seu rosto em direção ao meu e lhe dei um longo selinho, sentindo meu corpo se relaxar da forma que ele só ficava quando ela estava por perto.  



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