História Justice League: We are a Family - Capítulo 23


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Categorias Batman, Liga da Justiça, Mulher Maravilha (Wonder Woman)
Personagens Alfred Pennyworth, Arthur Curry (Aquaman), Barry Allen (Flash), Bruce Wayne (Batman), Clark Kent (Superman), Diana Prince (Mulher Maravilha), Dinah Lance (Canário Negro), John Stewart, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Oliver Queen (Arqueiro Verde), Personagens Originais, Rainha Hipólita, Shiera Hall (Mulher-Gavião)
Tags Batman, Bruce Wayne, Diana Prince, Luta, Mulher Maravilha, Poderes, Romance, Violencia
Visualizações 135
Palavras 2.055
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pra redimir a minha demora
Aí está mais um cap feito com todo carinho pra vcs
Introdução de um novo "personagem"
Qualquer erro me perdoem
Boa leitura!
Bjus. L

Capítulo 23 - Sensações


Fanfic / Fanfiction Justice League: We are a Family - Capítulo 23 - Sensações

Diana

Tentei não me preocupar com Eva e Bruce durante o voo, e acabei dormindo a maior parte da viagem. Sonhei que os dois brigavam bastante mas que depois se davam bem juntos. Acordei desejando que esse sonho se tornasse realidade e agora, cá estou eu no meu quarto de hotel encarando furtivamente a tela do meu celular, decidindo se mando um questionário de perguntas a Bruce sobre como as coisas estão, ou se mando um simples "Oi, acabei de chegar. Como vão as coisas?"

Respiro fundo e escolho a segunda opção, transparecer meu nervosismo em relação a Eva estar na Mansão Wayne não é uma atitude muito boa ao meu ver, pois não quero que Bruce pense que eu não confio nele mesmo depois dele ter me dado sua palavra.

Cinco minutos depois ele ainda não respondera minha mensagem, e eu estava começando a ficar preocupada, mas com o ótimo autocontrole que possuo, me convenço de que Bruce deve estar longe do celular, ou que ainda não teve tempo de checá-lo.

Enquanto me acalmo, vou arrumando minhas coisas e depois de ter acertado tudo, decido dar uma revisada em meus relatórios relembrando o quanto de trabalho eu tenho pela frente. 

A situação na Síria é péssima, muita guerra e morte de inocentes, me lembro de Saphira e Khadija, me sinto bem por tê-las ajudado, mas sei que ainda há muita gente precisando de socorro e auxílio e isso me entristece, pois sei que tudo poderia ser diferente se a violência e a ganância humana não interferissem na maior parte das coisas.

Amanhã terei de visitar um hospital comunitário e já estou preparando o meu psicológico para as coisa que verei. Pelo menos vou fazer o que gosto, que é ajudar as pessoas, pode parecer pouca coisa, mas não é.

Evanora

No dia seguinte, passo a maior parte da manhã pensando no que Bruce poderia ter feito na noite anterior. Por questão de educação, eu nunca entro na mente de alguém sem a sua permissão, pois eu bem que poderia ter entrado na cabeça dele e ter descoberto tudo, que ele nem ficaria sabendo, mas prefiro descobrir as coisas de um jeito menos invasivo.

São duas da tarde, estou lendo um dos livros que Diana me dera para passar o tempo, quando o aparelho que Victor me dera começa a vibrar sobre a cabeceira. Aperto um dos botões e logo o holograma do Cyborg aparece sobre a minha mão.

- Oi.-diz Victor sorridente.- Como vão as coisas?

- Oi.-dou meio sorriso.- Ah, vão indo.-dou de ombros.- Posso te fazer uma pergunta?

- Já fez.-ele ri.- Manda.

- Engraçadinho.-estreito os olhos de forma irônica.- Então, o que eu preciso saber sobre Bruce Wayne e sua vida dupla?

- Caramba, você tá na casa dele e ainda não descobriu nada?-ele parece surpreso, ou incrédulo, é difícil saber.

- Desculpa mas eu não sou xereta.-respondo de cenho franzido.

- E os seus poderes? Vai me dizer que não usou eles?

- Não, não usei, pois não sou sem educação pra entrar na mente dos outros sem o seu consentimento.

- Meu Deus! Você ao menos viu a Batcaverna?

- Só uma vez, mas o assunto não é esse.

- Ok.-seu semblante é de alguém que está se divertindo com algo.- O que você quer saber?

- Só o suficiente.-dou meio sorriso.

- Tudo bem.-ele retribui o sorriso. 

Então Victor me conta tudo o que preciso saber sobre Bruce e seu alter ego Batman. Pelo menos agora eu já sei o que ele faz, tanto de dia, quanto na calada da noite. Quando terminamos de conversar, já são quase três horas, mas eu não ligo, gosto de conversar com Victor, ele me entende e não faz com que eu me sinta desconfortável.

Estou cansada de ficar enfurnada dentro da mansão, tá que eu fiquei uma semana trancada no apartamento de Diana, mas lá é diferente, lá eu me senti bem vinda, acolhida, diferente daqui, que se não fosse por Alfred, provavelmente nem um quarto eu teria. Como sair pra respirar um pouco de ar puro não me parece uma má ideia, calço meus tênis, visto minha blusa de moletom preta por cima da regata branca que estou usando, acerto meus jeans, coloco meu boné e pego meu iPod.

Antes de sair do quarto, pego uma folha e escrevo um bilhete a Alfred lhe dizendo que fui dar uma volta e que logo estarei de volta. Dobro o papel, o guardo no bolso da blusa e vou em direção a porta. Coloco a cabeça para fora do comodo, o corredor continua perturbadoramente silencioso, como o resto da casa, fazendo parecer que não há ninguém morando aqui, saio e silenciosamente e fecho a porta.

Caminho calmamente pelo vasto corredor, e observo os grandes e belos quadros pendurados nas paredes. Não tenho dúvidas de que são a família Wayne, a semelhança entre eles é inegável. Paro na frente de um quadro que me chama a atenção, nele, Bruce está sentado em uma luxuosa cadeira, alegre, e às suas costas, seus pais se abraçam e posam sorrindo cordialmente.

Por um momento, tento imaginar como fora a infância de Bruce enquanto seus pais ainda eram vivos, e logo uma ideia me vem a cabeça. Olho o corredor de um lado pro outro e apuro minha audição, nada. Bom, vou poder fazer o que tenho em mente então.

Respiro fundo, fecho os olhos e ergo minha mão em direção a tela, sem saber ao certo o que esperar. Quando minha pele entra em contato com o quadro, é como se eu fosse sugada para as lembranças que ele acumulou durante os anos, sinto paz, amor, alegria, harmonia e por fim melancolia. Tudo estava tão belo, e de repente, tão triste... Mas a morte dos pais de Bruce havia sido assim, de repente, assim como a mudança repentina das emoções que senti ao tocar no retrato.

Me afasto do quadro com lágrimas nos olhos, eu sabia como Martha e Thomas Wayne haviam morrido, e relembrar isso não era legal. Eu senti o amor e carinho que eles tinham por Bruce e por isso me emocionei, pois na hora me lembrei de Heather. De tudo o que eu e Bruce poderíamos ter em comum, não imaginava que a morte seria a coisa que me viria a mente com mais clareza.

Desço as escadas cabisbaixa, escolhendo qual música irei ouvir, deixo o bilhete sobre um criado mudo ao lado do sofá na sala de estar e rumo a porta da frente.

Dou a volta na casa e vou em direção ao bosque bem ao fundo dos limites da propriedade. No meio do caminho, eu paro e me viro, a mansão é tão sombria por fora quanto por dentro, sua estrutura imensa tem um ar de imponência surreal, igual ao seu proprietário.

Volto a caminhar, o tempo permanecera nublado e gélido, de modo que eu fecho o zíper do meu moletom na altura do pescoço. Chego no limite da propriedade Wayne, pulo a cerca carcomida e me adentro na natureza em sua forma mais pura.

Tiro os fones de ouvido, pauso a música e me permito escutar os sons que me cercam a cada passo que dou bosque adentro. Olho para a copa das árvores fascinada pelo seus lentos e graciosos movimentos, aves que eu nunca tinha visto na vida planam de um galho pro outro e seus cantos me encantam cada vez mais. Borboletas voam de uma planta pra outra numa dança silenciosa e bela, e o cheiro da terra  molhada invade minhas narinas fazendo eu sentir uma estranha sensação de paz. 

Caminho mais alguns minutos, sentindo o aroma das flores, e fechando os olhos a cada vez que sinto o vento acariciar meu rosto. Mais a frente vejo uma superfície brilhante, e não demoro a descobrir que se trata de um lago. Corro em sua direção e paro em sua margem observando toda a sua beleza e grandiosidade. Algumas nuvens haviam se afastado, dando uma brecha para alguns raios de sol darem o ar de sua graça.

Eu mal consigo respirar, tamanha é a minha surpresa em contemplar algo tão belo como isso, que só consigo me sentar no chão de pedregulhos e encarar a superfície cintilante do lago. Vários minutos se passam até que um vento forte e gelado se faz presente me fazendo estremecer. As nuvens voltam a cobrir o sol, mas isso não tira a beleza do lugar em que me encontro, de maneira alguma, acho que nada pode fazer isso.

Olho para o lado e vejo um sapo parado em cima de uma pedra que se ergue acima do lago. Boquiaberta, eu me levanto num salto, nunca tinha visto um bicho como esse, é estranho e ao mesmo tempo fascinante. Me aproximo cautelosamente, estou a um passo de pegá-lo quando o mesmo salta para dentro da lago, espirrando água. Dou risada, isso foi legal.

Observo um casal de grandes pássaros brancos cruzando o céu quando um piar esganiçado próximo a mim me chama atenção. Me viro em direção as árvores às minhas costas e escuto o piar novamente, ele vem das raízes a minha direita, então me aproximo e vejo algo se movendo nas folhas. É uma coisinha pequena e emplumada, que pia desesperadamente assim que nota a minha presença.

Me abaixo e observo o animal intrigada, é uma ave, mas não sei qual, é estranha como o sapo, mas ao contrário dele não parece ser adulta. 

- O que houve com você?-não me movo.

A pequena ave que antes piava sem parar, se cala e me encara. Olho ao redor e não vejo nada semelhante a pobre criatura.

- Tá perdida? Se machucou?

A ave ainda me encara também sem se mexer, então eu me aproximo lentamente para não assustá-la. Estendo minhas mãos em sua direção, sem a intenção de agarrá-la, se ela quiser vir comigo será por livre e espontânea vontade. O pequeno animal fica alternando o olhar entre as minhas mãos em forma de concha e meu rosto em expectativa e eu sem querer, dou risada, parecia que ela estava decidindo o que fazer.

Mas eu realmente não estava preparada para o que aconteceu. O animalzinho decidiu que viria comigo, e eu estava super feliz com isso, mas quando este estava subindo em minhas mãos, algo esguio, comprido e marrom coberto de desenhos pretos, saltou do meio das folhas e atacou a pequena ave, que deu um pio agudo que eu senti que era de dor.

Dei um grito de susto e caí sentada sobre as folhas, demorou alguns segundos para eu entender o que estava acontecendo. Uma cobra enorme havia atacado a pequena ave que conseguira escapar mancando desesperada em direção ao lago, mas que agora se via perseguida pelo ágil animal.

Com o coração aos pulos, uso meus poderes para travar os movimentos da cobra no exato momento em que ela abocanharia a pequena ave indefesa. Num movimento lanço a cobra longe e corro em direção ao pássaro que está caído a beira do lago respirando com dificuldade. Uma de suas asas está dobrada em um angulo estranho e pelo seu frágil corpo trêmulo, sei que a coisa não está nada bem. Com o maior cuidado que possuo, a pego em minhas mãos e ouço mais um pio de dor.

- Calma, eu vou te ajudar.-digo sorrindo para o serzinho.

Volto mais que depressa para mansão, não vou deixar esse bichinho morrer.

Alfred

Estou andando pela casa observando se tenho algo pra fazer quando acho um bilhete endereçado a mim. Meu coração de acelera quando o leio, eu nem havia percebido que Eva saíra, e isso nem era o pior, eu não fazia ideia de onde ela teria ido. Minha respiração só volta ao normal quando a jovem entra correndo desesperada com o semblante aflito e atordoado.

- Alfred! Eu preciso da sua ajuda!-ela está ofegante.

- Eva, você não pode sair assim sem me avisar direito.-balanço o bilhete na direção de seus olhos.

- Desculpa é que... Deixa pra lá.-ela está aflita.- Eu preciso da sua ajuda!

Percebo que ela deixara um pequeno tracejado vermelho pelo caminho quando entrou, olho para suas mãos, Eva segura algo e essa coisa está... Sangrando?!

- Pelas Barbas de Merlin!-não consigo deixar de arregalar os olhos.- O que você fez Eva?!

 

 


Notas Finais


Como será que o nosso Alfred vai reagir a isso?
Respostas no próximo cap
Aguardo vcs!
Não se esqueçam do feedback
Bjus. L


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