História Justice League: We are a Family - Capítulo 31


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Categorias Batman, Liga da Justiça, Mulher Maravilha (Wonder Woman)
Personagens Alfred Pennyworth, Arthur Curry (Aquaman), Barry Allen (Flash), Bruce Wayne (Batman), Clark Kent (Superman), Diana Prince (Mulher Maravilha), Dinah Lance (Canário Negro), John Stewart, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Oliver Queen (Arqueiro Verde), Personagens Originais, Rainha Hipólita, Shiera Hall (Mulher-Gavião)
Tags Batman, Bruce Wayne, Diana Prince, Luta, Mulher Maravilha, Poderes, Romance, Violencia
Visualizações 106
Palavras 3.494
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiramente
Olha eu aqui de novo gente

Segundamente
Alguns podem achar que eu escrevo muito do mesmo, mas vos digo, é necessário ou a história fica sem sentido

Terceiramente
Vão lá nas notas finais, lá estão os links das músicas citadas no capítulo

Quartamente
A chapa em breve vai esquentar

Quintamente
Espero que gostem
Qualquer erro me perdoem
Boa leitura!
Bjus. L

Capítulo 31 - Quer que eu continue?


Fanfic / Fanfiction Justice League: We are a Family - Capítulo 31 - Quer que eu continue?

Bruce

Fiquei alguns segundos em silêncio olhando para a porta aberta, Evanora saíra tão rápido, que eu mal pudera ponderar a situação. Me senti estranho pela maneira como ela dissera a última frase, parecia que ela realmente não queria ficar aqui, o que é estranho, pois em todas as filmagens, Eva aparentava estar muito bem.

Mas de qualquer maneira eu já sabia que a razão da reação dela era eu, pois tirando os poucos segundos que havíamos acabado de passar juntos, nós nunca tivéramos uma conversa ou até mesmo um olhar que não transpassasse desconfiança, receio e até um pouco de raiva. Sem contar que Evanora sabia usar as palavras a seu favor, e tendo a telepatia como "adicional", ah, aí é que as coisas ficavam um patamar acima, o que só resultava na nossa notável inimizade.

Entretanto, a única coisa que me impediu e ainda me impede de tomar atitudes mais drásticas, é a confiança que Diana tem nessa garota. Chega a ser incrível ver como a amazona se conectou a essa menina que ela mal conhece, e mesmo com todos os meus receios e preconceitos, sei reconhecer uma relação baseada em confiança e respeito, e essas duas tem isso.

Pego meu notebook novamente e aciono o comando que me possibilita ver as câmeras, Eva está na Batcaverna junto a Alfred e Victor, o que me intriga, pois não lembro de tê-lo convocado, provavelmente fora meu mordomo. E logo minhas dúvidas são retiradas no momento em que os escuto conversar. Victor viera para consertar o aparelho de Eva, mas o foco do assunto não era isso.

Eva nem precisava ter dito nada para eu saber o quão frustrada ela estava por ter de ficar na minha casa por mais quatro dias, seu semblante demonstrava isso, sua linguagem corporal também, mas suas palavras, ah, elas eram a cereja do bolo.

Depois de um tempo, Victor vai embora e Alfred a deixa sozinha, e eu aproveito para observa-la mais um pouco. Eva parecia estar perdida em seus próprios pensamentos, andava de um lado pro outro e quando eu pensei que sairia da Batcaverna, ela decidiu se sentar. 

Logo o holograma de Diana se fez presente, e uma sutil voz em minha cabeça, disse que era melhor eu parar o que estava fazendo, e dar a devida privacidade a Eva, e eu, por incrível que pareça, fiz algo que não fazia a muito tempo, dei ouvidos a essa voz.

Evanora

Decido mudar o tópico da conversa, então fico conversando com Diana sobre como está sendo sua viagem, e seguimos nisso pelo o que parece ser um longo tempo. Mas a tristeza das coisas boas é que elas acabam.

- Eva querida, eu realmente gostaria muito de ficar aqui conversando com você e...-Artemísia pulava sem parar de um lado pro outro.- ...com a sua amiga, que eu realmente estou animada pra conhecer pessoalmente, mas eu preciso ir.-Diana dá um sorriso amigável como quem não quer atrapalhar algo.- Posso te chamar mais tarde se quiser.

- Não precisa se importunar com isso.-digo mostrando o mesmo sorriso que ela.

- Você nunca me atrapalha Eva.-ela sorri com ternura, o que aquece meu coração.

- Você pode me contactar a qualquer momento que quiser.-digo apoiando minha cabeça na mão direita.

- Se eu te chamar as três da manhã você vai me atender?-a amazona sorriu.

- Mas é claro.-dou meio sorriso.

Conversar com Diana era tão fácil, tão simples, tão bom, por quê não podia ser assim com todo mundo?-penso

- Bom, tenho que desligar, mas fique tranquila, eu te ligo.

- Tudo bem, até logo.-respondo.

A conexão se desfaz, o holograma dela some, e de repente me sinto sozinha de novo. Mas não por muito tempo, pois Artemísia pousa em cima de minha cabeça.

"Tá tudo bem?"-ela olha pra baixo.

- Poderia ser pior, então sim, tá tudo bem.-digo olhando pra cima.

Alfred disse que me chamaria quando o almoço estivesse pronto, então aproveito esse meio tempo para dar uma olhada mais detalhada no recinto. Tudo é muito grande, e por mais sombrio que pareça, também é cheio de detalhes intrigantes.

Fico um bom tempo olhando alguns vídeos da Liga nas telas dos computadores, é impressionante a união dessas pessoas, a forma como elas lutam por aqueles que não conseguem ou não podem se defender, é incrível.

Me vejo presa a um vídeo de Victor lutando ao lado de Diana, e não consigo reprimir minha surpresa e admiração. A sincronia de ambos é surpreendente, o que desperta algo em mim, algo que não sei o que é, apenas sinto que queria que fosse eu no lugar do Cyborg, salvando vidas ao lado de uma das melhores pessoas que conheci na vida. 

Depois de quase infartar assistindo a um vídeo de Arthur lutando sobre as águas do mar, com uma "tropa" de seres aquáticos em seu auxílio, decido que hora de dar uma pausa, pois quero ver tudo o que vi nos vídeos ao vivo.

Ando mais um pouco e subo em uma das plataformas de ferro, a máquina ali disposta é incrível, difícil de não impressionar quem olhasse, parecia ser um automóvel, só que muito mais modificado.

"Nossa! Como é grande, sinistro."-diz Artemísia sobrevoando a máquina.

- É, realmente, mas aquela outra ali é bem maior.-digo dirigindo meu olhar para uma segunda plataforma, onde estava disposta uma máquina que se assemelhava a uma aranha.

Descemos de uma plataforma e vamos para a outra, sem dúvida a segunda máquina era bem maior e mais visualmente severa que a primeira, só que mesmo com toda essa brutalidade, ela ainda conseguia ser poderosa e imponente. Dou a volta no aparato e fico a admirar sua grandeza.

- Estou vendo que gostou do Nightcrawler.-Bruce está parado na beira da escada e me observa sereno.

Não aparento, mas meu coração quase saiu pela boca devido a repentina aparição dele.

- Não mexi nele se é isso que quer saber.-digo enquanto Artemísia pousa em meu ombro.

- Sempre na defensiva.-ele olha pra baixo e ri pra si próprio.- E eu nem falei nada.

- Vai saber, você não é do tipo que pergunta muito, apenas julga e ponto final.-cruzo os braços e dou de ombros.- Mas ressaltando, eu não estraguei nada.

- E eu disse alguma coisa?-ele ergueu a cabeça e me encarou com uma sobrancelha arqueada.

Bruce parecia um pouco mais relaxado, usava uma camisa cinza desbotada, uma calça de moletom preta e chinelos da mesma cor, não consigo reprimir minha risada quando olho o último acessório.

- Qual é a graça?-ele pergunta, não sério, mas sim com curiosidade.

- É que bom, não é todo dia que se pode ver o poderoso Bruce Wayne de chinelos.-reprimo mais uma risada.

Ele arqueia uma sobrancelha, olha para os próprios pés, e para minha surpresa, quando volta a me encarar, Bruce me dá meio sorriso, o que é um gigantesco avanço.

- Me permito me vestir desse jeito quando estou debilitado.-ela dá de ombros.

Ficamos nos encarando por alguns segundos em silêncio. "Estamos conseguindo conversar? É isso?"-penso.

Bruce

Eu não queria ficar enfurnado no quarto o dia inteiro, então resolvi fazer algo que não fizesse Alfred me dar um belo sermão por me esforçar demais. Quando cheguei a Batcaverna, Evanora acabava de se levantar da mesa dos computadores, não me mexi, apenas fiquei no topo da escada de ferro a olhando. Ela foi direto para as plataformas das máquinas, e nesse momento vi a deixa para me aproximar.

- E o que esse tal de Nightcrawler faz?-disse Eva quebrando o gelo e apontando para a máquina acima de nós.

- Bom, usamos ele quando as coisas ficam um pouco mais sérias, ele nos ajuda a manter a luta equilibrada.-respondo olhando a grande estrutura metálica.

- E aquele outro?-ela indica o automóvel às minhas costas com a cabeça.

- Pra quando velocidade e artilharia pesada são necessárias, eu uso o Batmóvel.

- Batmóvel?-Eva perguntou rindo.- Que nome é esse?

- É simplesmente o automóvel do Batman.-digo de cenho franzido, mas nem com isso Evanora para de rir.

- Que nome engraçado.-diz ela se recompondo.

Estou a ponto de responder quando a voz de Alfred se faz presente no recinto.

- É  impressão minha ou eu ouvi risadas?-diz ele do térreo.

- São todas da Eva.-respondo ainda a encarando.

- E qual é o motivo de tal reação?-o mordomo termina de subir as escadas e se posiciona ao meu lado.

- Essa menina está tirando sarro do Batmóvel.-digo apontando para Eva com a mão.

- Não estou fazendo nada, é que esse nome me dá vontade de rir.-Eva se recompõe aos poucos.

- Bom, se é engraçado eu não sei.-diz Alfred dando de ombros.- Apenas sei que o almoço está pronto e que a senhorita precisa comer, já que não tomou café da manhã.-ele encara Eva com os dedos entrelaçados.- E já que está aqui, você vai também.-o mordomo sequer me olhou.

- Alfred eu...

- O problema é seu, e eu não quero saber, se você não estiver na cozinha dentro dos próximos cinco minutos, eu mesmo te darei um motivo para ficar acamado de novo.-diz ele irredutível.- Vamos Eva.-ele dá as costas para nós e imediatamente a garota o segue com sua coruja sobre seu ombro.

- Já tive que dar umas palmadas nele por causa disso quando era pequeno.-escuto Alfred dizendo a certa distância, seu tom é de certa forma divertido, o que faz Eva rir contidamente.

Fecho os olhos, tombo a cabeça pra trás e suspiro.

- O tempo está passando.-Alfred diz ao longe.

- Eu sei.-digo despreocupadamente.

***

Quando chego na cozinha, Eva já está se servindo, e parece não notar minha presença, ou finge não notar. Alfred está terminando de trazer as comidas e Artemísia observa toda a cena de cima da bancada. 

Dou a volta na mesa, me sento de frente para Eva e a observo. É estranha sensação, não estamos brigando, mas também não somos amigos, a atmosfera ao nosso redor parece um pouco mais leve, uma sensação de quase paz paira no ar, e creio que isso bom certo?

O mordomo se vira em direção a porta, indicando que vai sair, e isso desperta Eva como um tapa, pois ela levanta o olhar da mesa e o direciona direto para Alfred.

- Fica e almoça com a gente.-seu tom é quase suplicante.

- Eva meu bem eu...

- Por favor.-ela o interrompe, seu tom de voz não muda e seu olhar é uma mistura de ansiedade e nervosismo.

E como quem não resiste ao encanto de algo, o mordomo suspira e sorri para Eva com ternura, o que me deixa passado, pois Alfred não é de ceder tão facilmente a certas coisas, não que eu me lembre pelo menos.

- Tudo bem, eu fico, mas só porque disse por favor e porque sei que não quer ficar sozinha com esse brutamontes aqui.-ele segura meus ombros.

Eva desfez o sorriso na hora quando Alfred disse a parte final da frase, ela parecia completamente desconcertada, não disse nada, apenas voltou a encarar seu prato cheio, levando alguns segundos até pegar seu garfo e começar a comer.

Basicamente não conversamos durante a refeição, Eva quase não tirava os olhos do prato, eu comia pensando em nada e Alfred sentado na ponta da mesa, só nos observava, parecendo apenas se divertir esperando que algum de nós dissesse algo. E esse momento aconteceu, Eva se dirigiu ao mordomo pedindo para que ele lhe passasse a vasilha contendo a salada, mas o objeto não estava próximo a ele, mas sim na minha frente. Foi sutil, mas deu pra perceber o nervosismo em sua voz quando "Você pode me passar a salada por favor?" foi dito.

Em certos momentos, eu olhava em direção a bancada e me deparava com uma sinistra Artemísia me observando, seus penetrantes olhos negros me encaravam tão furtivamente que dava até pra sentir uma corrente de ar frio vindo de sua direção.

- Essa coruja é assim mesmo?-digo dando um gole no meu suco e olhando para Eva despretensiosamente. 

Evanora olha rapidamente para Alfred, como quem pede ajuda para algo e o mordomo apenas com sua linguagem corporal, indica que é ela quem precisa responder.

- Assim como?-ela pergunta, cortando um pedaço de carne.

- Bom, sinistra.-dou de ombros.

- Ela não é sinistra.-Eva parece confusa.

- Ah não? Então por quê ela fica me encarando desse jeito?-olho para o animal e sou imitado pela garota.

- Acho que você já sabe a resposta.-ela volta sua atenção à comida.

- Só quero saber se preciso me preocupar com algo.-digo mastigando minha salada.

- Seja legal com ela e ela será legal com você.-Eva dá de ombros.

- É isso inclui ser legal com você?

-  Aí depende.-ela dá meio sorriso.

- Do que?-arqueio uma sobrancelha.

- Se você vai conseguir fazer isso.-ele me encara um tanto quanto desafiadora.

Alfred

Eu procuro basicamente ser uma estátua e não rir, só para os dois não se lembrarem da minha presença. Ambos não notaram que conseguem conversar sem brigar, é notório o nervosismo de Eva, mas também é nítido que ela já não está tão tensa como antes, o que cá entre nós já é ótimo.  

Ao fim do almoço, Bruce retorna a Batcaverna sem dizer uma sequer palavra, e Evanora se propõe a me ajudar com a louça. Desisto de fazer objeções no momento em que ela cruza os braços, se posiciona ao lado da pia e me encara com um ar de deboche, como quem diz "Pode falar o que quiser mas eu não vou sair daqui".  Então eu ligo meu pequeno rádio e sintonizo em uma estação que só toca músicas antigas, músicas da minha época.

Eva, que está tirando a mesa, até começa "balançar" no ritmo da canção depois de um tempo, e eu dou uma leve risada. Enquanto arrumamos tudo, vou lhe contando sobre como eram os bailes da época em que eu era jovem, os métodos de conquista, enfim, tudo. A jovem parece encantada em ouvir o que digo, e quando estamos terminando tudo, ela me pergunta algo que me deixa no mínimo surpreso.

- Me ensina a dançar Alfred?

Guardo a última panela no armário e a encaro.

- Como é?-digo de cenho franzido.

- Por favor, me ensine, quero aprender como eram essas danças.-Eva me encarava com os olhos radiantes de expectativa.

- Mas e o seu braço?-arqueio uma sobrancelha.

- Já está melhor.-diz ela tirando a tipoia.- Olha.-ela movimenta o braço em questão.- Por favor!-ela novamente suplicou.

Foi impossível não atender a tal pedido.

Uma nova música se iniciou, e eu imediatamente comecei a lhe explicar os "principais" conceitos básicos dos passos a serem seguidos. E Eva muito rapidamente entendeu tudo, de modo que logo senti que ela estava pronta pra colocar os ensinamentos em prática.

- Se me dá licença.-fiz uma breve reverência e lhe estendi a mão em seguida.

Eva também se reverenciou e aceitou meu convite. Delicado e respeitosamente coloquei minha outra mão em sua cintura, e ela por sua vez, apoiou sua mão livre em meu ombro e ambos sorrimos. E assim começamos, a cozinha era espaçosa, de modo que dançamos sem qualquer problema. A jovem se mostrou extremamente versátil, acompanhava a velocidade de meus passos, não se atrapalhava quando eu a girava e tinha uma leveza notável em seus movimentos. Enfim, demos altas e gostosas risadas e nos divertimos muito, essa menina é realmente especial. 

Narradora

Ambos não sabiam, mas da Batcaverna, um certo homem morcego assistia à tudo de um de seus computadores. Nenhum dos "pés de valsa" sabiam das câmeras recentemente colocadas no recinto. Só que por incrível que pareça, o Batman não estava desconfiado, não, podia se dizer que ele estava até admirado com tal cena, tão admirado, que sequer notou que esboçava um leve sorriso abobado nos lábios e batia o pé no chão no ritmo das músicas.

Evanora

Depois de dançarmos até nos cansarmos, eu e Alfred fomos assistir um filme. Ele me indicou "A Noviça Rebelde" e eu prontamente coloquei, me encantando instantaneamente, as músicas, a história, tudo, que filme lindo. Quando o dia começou a findar-se, Alfred foi para a cozinha novamente e basicamente me obrigou a ficar assistindo tv, alegando que eu já o havia ajudado o suficiente por um dia.

Obedeci, e fiquei assistindo "O anjo do farol", um filme lindo, extremamente divertido e cheio de dança que me fez ficar encantada pela protagonista, uma menininha com o cabelo todo cacheado que sapateava extremante bem. Pra minha sorte, o filme terminou no mesmo momento em que Alfred me chamou para jantar, e eu prontamente fui.

Bruce não se juntou a nós, e eu não sabia se me sentia grata por isso ou não. Novamente ajudei o mordomo com a louça, e antes de me despedir, Alfred me aconselhou a usar a tipoia por mais um tempo. Ele estava surpreso com meu processo de cura, mas queria me prevenir de alguma complicação. Me despedi lhe desejando uma boa noite e agradecendo pela agradável e memorável tarde, para então ir para o meu quarto.

Artemísia saíra para caçar, me avisando que voltaria mais tarde, de modo que eu ficaria sozinha por um tempo. Então assim que cheguei no quarto, tomei um banho rápido mas relaxante, vesti meu pijama, me joguei na cama e desatei a escrever em meu diário.

Narradora

E Evanora escreveu tanto, que acabou adormecendo sobre o diário, acordando apenas com um som ao qual ela se lembrava de ter escutado apenas uma vez. Já era tarde da madrugada, disso ela tinha certeza, então quem estaria fazendo tal som?

Ainda sonolenta ela se sentou na cama e massageou o pescoço, para em seguida bocejar e esfregar os olhos. E naquele momento Artemísia entrou voando pela janela e pousou ao seu lado.

"Ainda acordada?"-Artie pulou em seu joelho.

- Acabei de acordar, está ouvindo esse som?

A ave virou a cabeça levemente em direção a porta e ficou parada escutando.

"Estou, vamos ver o que é?"-ela voltou a encarar a amiga.

- Tudo bem.-Eva respondeu sorrindo.

E assim a garota se levantou, levou a coruja ao ombro, e ambas saíram do quarto em busca do misterioso som. 

Subiram mais um andar, e aos poucos a garota percebeu que o som se tratava de uma música, que por sinal era muito bela. A melodia vinha de uma sala no fim do corredor, e mesmo com uma voz em sua cabeça dizendo para ela dar meia volta e sair dali, a garota continuou caminhando em direção ao som.

E por uma fresta da porta, Evanora o viu, iluminado pela forte luz da lua que atravessava as janelas. Bruce estava sentado diante do que a jovem lembrou ser um piano. O instrumento era grande, imponente e negro como a noite, impossível não se impressionar.

Mesmo sabendo que era arriscado, a jovem não conseguiu conter o impulso de abrir mais um pouquinho da porta de forma sorrateira, para poder ouvir melhor o som que a despertara. Bruce parecia absorto em pensamentos enquanto tocava, então a garota pensou que ficar ali sem dar sinal de vida seria o bastante para não ser notada.

- Eu sei que está aí.-a música parou suavemente.

Evanora quase caiu de susto, mas se recompôs a tempo, como era possível?

- Entre.-a voz do morcego era calma.

A jovem olhou para a amiga, e mesmo apreensiva, entrou no recinto. A sala era grande e tinha um aspecto antigo, mas Evanora não ficou muito focada nisso, pois sua atenção se voltou totalmente ao homem a sua frente.

Bruce

Evanora entrou na sala a passos vacilantes e analisou tudo ao redor bem rapidamente, para depois voltar a atenção a mim e ao piano. Ela parecia encantada com o instrumento e eu ri de canto discretamente.

- Quer que eu continue?-perguntei me referindo ao piano.

Ela olhou para a coruja, para depois voltar a me encarar, e depois de alguns segundos, ela assentiu timidamente com a cabeça. Eva caminhou até o antigo sofá de meus avós, e lá se sentou e ficou a olhar para o vazio enquanto eu tocava.

- Não sabia que tocava piano.-disse ela encarando as próprias mãos.

- Há muitas coisas que não sabe sobre mim.-digo sem parar de tocar.

E assim ficamos por um longo tempo, eu tocando, e ela escutando, e de vez em quando fazendo algumas perguntas sobre a minha vida. Em certo momento, noto que Eva está muito quieta, e quando olho pra ela, noto que a mesma adormecera. Olho meu relógio, já era muito tarde, e eu logo teria de voltar a resolver meus problemas. 

Me levanto, vou até Eva, a pego nos braços e a levo para seu quarto. Depois de colocá-la na cama, vou até a Batcaverna e encontro Alfred mexendo no computador. Ele ri assim que me posiciono ao seu lado, sei ao que ele se refere.

- Não diga nada ok?-cruzo os braços.

 

 

 


Notas Finais


Pra vcs terem ideia das músicas que eles estavam dançando, aqui estão os links

https://www.youtube.com/watch?v=Oe9RwAFVn9U&list=PLcf5L4ipjMz2dl8f00DPBWwddTZCSQMDm&index=66

https://www.youtube.com/watch?v=-XQybKMXL-k&list=PLcf5L4ipjMz2dl8f00DPBWwddTZCSQMDm&index=68

https://www.youtube.com/watch?v=fFv_PoZ2iP0&index=70&list=PLcf5L4ipjMz2dl8f00DPBWwddTZCSQMDm

https://www.youtube.com/watch?v=Lq7wO1qtQuM&list=PLcf5L4ipjMz2dl8f00DPBWwddTZCSQMDm&index=71

E sim, fiz referência a dança (Shirley Temple "O anjo do farol" e "A Noviça Rebelde") pq eu danço (e amo de paixão essa incrível forma de arte)

Espero que tenham gostado
Já sabem o que fazer certo? Se sim ok, se não, é só deixar aquele feedback maroto da maneira que preferir
Bjus. L


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