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História Kadabra - Capítulo 4


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Notas do Autor


Mais um capítulo pra vocês!
Ia ser um capítulo bem grande, mas resolvi cortar ao meio :3

Capítulo 4 - A Carta


O resto do dia foi bastante calmo, ainda mais porque Pierce teve que ir para a enfermaria depois do banho de café quente. Parecia que as queimaduras tinham sido bem feias por conta da temperatura alta do líquido e seria necessária uma atenção especial. Hazel ainda não tinha entendido como aquilo aconteceu, porém não ter Anaya por perto já era um alívio e tanto. Não que desejasse o mal da garota, mas foram muitos anos de puro tormento.

Depois da aula de história veio um tempo de matemática e o primeiro intervalo, por volta das dez horas da manhã. Gudowicz estava sentada no pátio sobre uma grande raiz de árvore. Ela comia uma maçã distraída quando de repente ouviu uma gritaria estranha. As amigas de Anaya, Caroline e Hay Lin, implicavam com uma garota do ensino fundamental.

- Por favor, me desculpa, eu esqueci de trazer! – pedia a menina que era quase a metade do tamanho das garotas sendo encurraladas por ambas.

- Escuta aqui, Wright, não é porque Anaya teve que ir pra enfermaria que não vamos cobrar o dinheiro do lanche! – disse Caroline a empurrando de um lado.

- É, então você dá o dinheiro ou acabamos com você! – falou Hay Lin empurrando do outro lado.

- Ei! Vocês não tem vergonha na cara não!? Por que não mexem com alguém do seu tamanho? – perguntou Hazel se aproximando irritada. Ela deu mais uma mordida na maçã e então a lançou direto no lixo que estava a dois metros de distância.

- E o que vai fazer, Gudowicz? – perguntou Caroline de braços cruzados.

- É, vai bater na gente? Somos duas contra uma! Você tá ferrada! – disse Hay Lin.

- E se eu for? – perguntou as encarando. – Vocês são duas covardes mesmo.

Naquele momento Hazel lançou um olhar para a menina Wright, a pedindo para se afastar. Não demorou para que ela saísse correndo, deixando o trio sozinho. A garota não sabia o que fazer, entretanto se sacrificaria para proteger um inocente, ainda mais uma criança que devia ser do sétimo ou oitavo ano, que nem tinha como se defender daquelas duas barangas.

O olhar de Gudowicz era rápido. Ela olhava em volta pensando no que poderia fazer, em um possível plano de fuga, porém nada vinha à sua mente. Foi aí que Hazel viu o bebedouro atrás das duas garotas que pareciam bem irritadas e desejou mais que tudo que ele explodisse na cara delas. De repente começaram a ouvir estalos por perto que se tornavam cada vez mais altos.

- Ei, que porra é essa? – perguntou Caroline achando o barulho estranho.

- Amiga, olha aquilo! – disse vendo a água começar a brotar do chão.

E não deu outra, o cano praticamente explodiu quebrando o piso do chão e a parede bem no lugar onde a dupla estava. Uma água muito forte, quase que um tsunami, as atingiu com tudo, as fazendo cair longe doloridas. Hazel apenas se afastou com medo de também ser atingida.

 Por conta do incidente, que obviamente obrigou a escola a fechar a água, todos os alunos foram liberados mais cedo. Sim, Gudowicz nunca tinha tido um aniversário agitado daquele jeito. E ver as pessoas que mais odiava se dando mal, bem, era a melhor coisa do mundo, apesar dos eventos, tanto do café quanto da água, terem sido um tanto estranhos.

A garota de cabelos escuros e olhos azuis e brilhantes então pegou suas coisas e saiu dos domínios escola. Ela caminhava em direção à estação do metrô, percurso que demorava uns cinco minutos, contente por estar voltando mais cedo. Sua avó provavelmente gostaria muito daquilo, afinal, não era todo aniversário que podiam almoçar juntas.

Assim que estava descendo a escadaria para ter acesso à plataforma pensando no que iria fazer com o resto do dia livre, alguém esbarrou com tudo em Hazel. Seu ombro doeu muito e já ia virar para tirar satisfação, mas só viu algo que parecia um homem de quase dois metros de altura vestido com uma capa estranha seguir na direção contrária.

Como ele era muito maior do que si e nem parecia ter percebido o esbarrão, Hazel apenas continuou seu caminho. A dor foi sua fiel companheira durante bons minutos, até o lugar começar a pinicar e coçar. Ela subiu as escadas do prédio, enfim entrando no apartamento, indo direto para à frente do espelho.

- Vó, cheguei! – disse puxando o tecido de seu ombro e vendo que no lugar que coçava tinha um tipo de marca. – Tem alguma coisa pra coceira? Acho que algum bicho me pegou. Vó?

Não houve resposta e a casa parecia silenciosa demais para o gosto de Gudowicz. Será que tinha saído para fazer compras? Ela então começou a andar pela casa em busca da velha senhora, passando pela cozinha onde avistou uma carta jogada no chão. O envelope era branco e possuía uma linda caligrafia em letras douradas escrito “para Hazel Gudowicz”, sendo selada por um tipo de cera com  um desenho estranho.

A menina pegou a tal carta e a olhou de vários ângulos. Não tinha o nome de quem tinha enviado e muito menos endereço, o que tornou a coisa mais estranha ainda. Hazel então resolveu pegar mais um pedaço do bolo de chocolate e abrir enfim a carta, achando que fosse algum tipo de brincadeira.

 

“Nesta cidade, 22 de setembro de 2020.

Para a minha querida neta Hazel Gudowicz.

Querida Hazel,

Creio que quando estiver lendo esta carta provavelmente não pertencerei mais ao mundo dos vivos. São tantas coisas que gostaria de falar, porém já não há mais tempo. Eu tentei protegê-la todos esses anos, entretanto o tempo se esgotou. Preciso que fuja o quanto antes, pois as sombras que vieram atrás de mim em breve virão atrás de você, filha de Apóllon e Sibila Gudowicz. Preparei uma mochila com tudo o que irá precisar que está no armário da cozinha, terceira porta à direita. Vá para a casa de seus tios Alestor e Minerva em Gimli, eles irão te ajudar. O colar irá te guiar. Fique bem, minha menina.

Com amor,

Vovó Amarilis.”

 

Hazel terminou de ler a carta e ficou olhando o papel durante alguns instantes meio séria. O que tinha dado em sua avó? Será que ela estava tomando seus remédios direito? Talvez precisasse levá-la ao médico e pedi-lo para aumentar a dose mais uma vez, pois era muito triste ver a senhorinha tão boa daquele jeito. 


Notas Finais


E aí? O que acharam?
Deixem comentários, isso me incentiva a continuar escrevendo.


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