1. Spirit Fanfics >
  2. Kagaho - Segunda chance >
  3. Família

História Kagaho - Segunda chance - Capítulo 35


Escrita por: DanUndomiel

Notas do Autor


Oi!

Muito obrigada pelos comentários, vou responder todos!! Vcs não tem ideia de como me motivam!!!
Espero que gostem!!

Capítulo 35 - Família


Fanfic / Fanfiction Kagaho - Segunda chance - Capítulo 35 - Família

Flashback

Chovia muito muitos trovoes, relâmpagos. Suikyo entrou correndo sabia que Ana tinha muito medo de tempestades. Após a partida do Kagaho nas noites de tempestades eles dois ficavam na sala conversando ate o amanhecer ou até a tempestade passar.

Foi com surpresa que encontrou Ana fazendo o jantar.

S: Esta tudo bem?

Ana sorriu – sim. Acredita que ela dormiu com essa tempestade, com esse barulho?

S: Você esta bem? Fiquei preocupado quando vi o tempo mudando.

Ana o abraçou mesmo molhado - Obrigada por se preocupar comigo, mas hoje aprendi que não posso ter mais medos de tempestades, eu vou enfrentar meus medos.

S: Fico feliz! Falam que a maternidade muda as mulheres e vejo que isso esta acontecendo com você – sorriu – na verdade você esta ficando cada dia mais bonita.

Ana sorriu – obrigada! Agora vá trocar de roupa para não ficar gripado. E venha jantar porque já estou terminado.

FIM

 

Ana estava sem reação, não esperava um pedido de casamento, na verdade nem pensava em casamento, mas não podia fingir que não sentia algo por ele, na verdade sabia que era algo sincero, mas não sabia exatamente o que sentia por ele, afinal Kagaho ainda estava em seu peito, mas ele não estava ali ao contrario de Suikyo que nunca saiu do seu lado.

Ana balbuciou – eeeu...

S: Desculpe. Sei que a peguei de surpresa, mas eu não tenho duvidas do que quero.

A: Desculpa. Eu não sei o que pensar. Eu nunca pensei em me casar, mas eu também nunca pensei em ficar tanto tempo em um lugar ou ter um filho. Eu...

Suikyo guardou o anel e se sentou ao lado dela – eu sei que ainda pensa nele, mas sei que não sou indiferente a você e acredito que nós dois seriamos muito felizes juntos. Acredito que podemos construir coisas lindas juntos. – segurou a mão dela, estava gelada – tudo bem não me responder agora. Na verdade... podemos ir com calma... um namoro? – sorriu tentando acalmá-la.

A bebê chorou chamando a atenção deles.

S: Pode deixar que eu vou.

Ana ficou sentada no sofá olhando para a caixinha do anel que estava na mesinha. Pegou a caixinha e abriu, pensou em como sua vida havia mudado, em como ela havia mudado.

Caminhou até o quarto do bebe e viu Suikyo cuidando dela, lembrou-se da vida feliz que teve ao lado dos pais, sorriu e foi ajudá-lo a cuidar da pequena.

 

No dia seguinte Ana estava sozinha em casa com Joana.

A: Eu não sei o que fazer.

J: Como assim não sabe? Ana, é tão bom ter alguém. Alguém para dividir o dia difícil, as piadas sem graça, alguém para te abraçar e fazer o coração acelerar.

A: Você esta muito feliz no seu noivado, ne?

J: Muito e gostaria que você também estivesse feliz.

A: Eu estou feliz!

J: Não, minha amiga. Você não esta. Desde que o senhor Kagaho foi embora você não é a mesma.

A: Eu sinto muito a falta dele, mas eu devia saber que ele...

Ana limpou a teimosa lagrima que escorria – Estou tentando ficar bem, mas a saudade ainda dói. Eu sei que vai passar, mas não posso usar o Suikyo para esquecer o Kagaho, na verdade nem sei se isso é possível.

J: Você não esta usando ninguém ate porque o Suikyo sabe dos seus sentimentos pelo outro. O que vice tem que fazer é ver se esta preparada para dá uma chance para este sentimento que você tem por ele se transformar em algo mais.

A: Você acha?

J: Claro! Acho que um namoro não irá fazer mal para ninguém. – sorriu para a amiga – e não faça essa cara! É um namoro não um casamento. Ah, para! Namorar aquele deus não deve ser tão difícil – e as duas sorriram.

Ana se arrumou e foi trabalhar.

Após um longo dia de trabalho, Ana colocava a bebe para dormir enquanto Suikyo estava na sala lendo um livro.

A: Você esta muito ocupado? Podemos conversar?

Suilyo sorriu gentilmente e fechou o livro – claro.

A: Eu pensei muito no que você falou, no que eu sinto, no que você senti. Eu não sei o que deve ser dito, então eu vou abrir meu coração como sempre fiz com você porque você além de tudo é meu amigo. Eu não esqueci o Kagaho e sinto muito a falta dele, mas não posso fingir que não sinto nada por você. Eu sinto e sinto muito forte, mas...

Suikyo não a deixou completar e a beijou, ela correspondeu, um beijo calmo.

Quando se separaram Suikyo viu que algo estava diferente nos olhos dela.

A: Eu não quero magoar você.

Ele a interrompeu – não precisa falar. Eu percebi.

Suikyo era experiente e sabia quando uma mulher correspondia seu beijo, seu sentimento.

A: Juro que eu queria que desse certo, que fossemos uma família. Juro que eu iria tentar, mas... eu não estou pronta agora e nem sei se um dia estarei. Você sem duvidas é o homem perfeito para qualquer mulher, mas meu coração é burro. E eu não quero fazer algo que possa nos machucar, nos afastar. Sua amizade é muito importante para mim e eu não quero perde-lo.

S: Acho que se eu tivesse uma irmã e a beijasse nosso beijo seria próximo a isso – sorriu com o olhar triste – acho que eu forcei um pouco e talvez confundi você. Eu pensei que pudéssemos tentar algo a mais, mas também não quero por nossa amizade em risco. Você não precisa ser minha mulher para ser minha família, Ana – a abraçou – e sim, seu coração é burro – eles sorriram.

Ana segurou as mãos dele – Por falar nisso. Sabe o advogado que meses atrás pedi para vir me ver?

Suikyo não compreendeu o porquê dela ter chamado o advogado do pai dela, já que ele que resolvia tudo, mas não perguntou respeitava o espaço dela.

Ana se levantou e pegou um papel no quarto e o entregou.

Suikyo leu com emoção, seus olhos estavam molhados segurando as lagrimas e abraçou.

S: Tem certeza disso? Nós não precisamos disso.

A: Não, nós não precisamos. Mas me deixaria muito feliz. Eu sei que você não conheceu sua família e foi criado no santuário como órfão e virou cavaleiro, antes de se tornar juiz de Hades. Sei que não ter sobrenome traz certas dificuldades no nosso mundo e eu acho que Suikyo Bertolori combina muito com você. O advogado falou que esta certidão já é valida.

S: Você colocou o nome dos seus pais na minha certidão – falou emocionado - Suikyo a abraçou – não ganhei uma esposa, mas ganhei uma irmã.

Ana sorriu com o bom humor dele, sempre procurava ver tudo da melhor forma.

S: Eu não sei o que falar.

A: Não precisa falar nada. Meus pais amariam ter um filho como você! Agora assina este documento.

Ele leu parecia incrédulo – eu não posso assinar isso.

A: Por que não? Você administra todos os meus bens. Alias, administra muito bem, esta me fazendo ficar mais rica. E como meu irmão acho justo receber uma parte da herança.

S: Não. Eu não quero seu dinheiro. Eu já ganho muito bem administrando seus bens.

A: Calma que não estou te dando metade. É só uma parte.

S: Ana, é uma parte muito valiosa.

A: Eu sei! E você oficialmente é minha família agora. Na verdade sempre foi e eu quero saber que se algo me acontecer você e minha filha ficarão bem, ficarão seguros financeiramente. Ninguém melhor para cuidar dos meus tesouros. Eu sei que você a ama e ama os barcos que meus pais fizeram. Entende que não são apenas barcos.

Suikyo estava emocionado, Ana lhe confiava o que mais era sagrado para ela. Alem de um sobrenome aquele papel representava coisas que ele nunca sonhou em ter.

S: Nada irá acontecer com vocês! Vocês são minha família, minha FAMILIA!

A: Vai acordar a pequena – e os dois continuaram conversando e sorrindo.

 

De manha na cozinha Joana questionada.

J: Eu não acredito que vocês não estão juntos.

A: Estamos juntos! Mas não da forma que pensei que ficaríamos. Eu não sei explicar, mas quando ele me beijou algo dentro de mim me mostrou o que eu já sabia.

J: Pelos deuses, Ana! Talvez você devesse ter beijado mais. Talvez beijou de forma errada. Talvez ter mais tempo?

Ana sorriu – Acho que não tem forma errada p isso. E quando é p ser não é o tempo, é a emoção. Eu só não senti o que devia sentir. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...