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História Kaguya-sama: Love is War. Um soldado na escola. - Capítulo 20


Escrita por:


Notas do Autor


Espero que gostem do capítulo e só para avisar:

Os próximos capítulos serão os últimos capítulos desse Arco!

Capítulo 20 - Ódio. -Parte 1.


Ódio.









Horário: 22:17.

Local: Hospital Local.









-Aki, você não precisa se preocupar. Tenho certeza que o seu amigo vai ficar bem... -Disse Rosswal tentando confortar Aki.




Rosswal e Aki estão no corredor do 3º andar do hospital local, ambos estão sentados nas duas cadeiras que ficam exatamente ao lado do quarto onde Jonh está passando por exames.


Logo a frente deles (do lado esquerdo do corredor) estão Kaguya, Hayasaka, Onodera, Nao e Ryuju. 


Todas elas, juntamente de Rosswal, haviam acompanhado Aki até o hospital.




Aki está apenas vestindo uma camisa social branca, uma gravata preta, uma toalha branca jogada sobre seus ombros e uma calça jeans que Rosswal havia entregado para o mesmo vestir. 


Toda a parte de cima da roupa de Aki está completamente molhada e amassada, pois o mesmo havia saltado da ponte com aquela mesma camisa e gravata.




-Eu me preocupo com o Aki-kun... -Disse Nao enquanto observava o mesmo sentado na cadeira.


-É, eu também tô um pouco preocupada com ele. Nunca vi ele daquele jeito. -Concordou Hayasaka olhando para o mesmo.




Desde a hora que Aki havia chegado no hospital e mudado sua roupa, o mesmo não havia falado sequer uma palavra. Está completamente quieto e olhando para baixo, impedindo com que qualquer pessoa possa olhar para o rosto do mesmo.




-É melhor deixarmos ele do jeito que está. -Ryuju.


-Sério...? -Perguntou Onodera surpreendida.


-Eu concordo. -Respondeu Kaguya cruzando seus braços.


-Agora... 


-Eu acho que ele precisa de um momento para pensar sobre tudo isso. -Respondeu Ryuju olhando para Aki com um pouco de pena.











Clack.











A porta do quarto de Jonh é aberta e o homem que sai da mesma é: Shozo Tanuma.







Shozo é um homem de 65 anos e um dos médicos particulares da família Shinomya, sendo considerado também como um dos dez melhores médicos do mundo.


Ele é um cardiologista mestre, além de também ser mestre em algumas áreas de cirurgia cerebral.


Embora Shozo geralmente tenha uma atitude profissional, ele tende a compartilhar demais e relembrar suas próprias experiências anteriores (quando era mais jovem).







Após se retirar do quarto do paciente, Shozo percebe que Kaguya está sentada logo a frente da porta e decide ir falar com ela.


-Olá, Kaguya-sama. -Disse ele abaixando sua cabeça para a mesma.


-Olá, Doutor Tanuma. -Respondeu ela acenando para o mesmo e com um calmo sorriso em seu rosto.


-Já faz um bom tempo que eu não te vejo. Você está se sentindo bem? -Shozo.


-Sim, meu corpo está completamente bem. Obrigada pela preocupação. -Kaguya.


-Fico feliz em ouvir isso,mas agora preciso me retirar. -Disse ele abaixando a cabeça para todas as garotas que estão em sua frente.




Virando-se de costas, Shozo olha para as duas pessoas que estão sentados nas cadeiras ao lado do quarto que ele havia acabado de sair.


Ele foca seu olhar para o garoto que está olhando para baixo e caminha em direção ao mesmo.




-Boa noite. Por acaso seu nome é Aki Shinomya, não? -Perguntou Shozo com um pequeno sorriso em seu rosto.


Após escutar as palavras do mesmo, Aki levanta seu rosto e começa a encarar Shozo.


-Hum. -Disse ele surpreendido enquanto sentia um calafrio em todo o seu corpo.







-Esse garoto...


-Me lembra muito da Kaguya-sama.


-Ele possui um rosto calmo e inexpressivo, e também possui esse olhar fixo e desabalado dentro de olhos tão frios e mortos.


-Mas ele tem uma coisa escondida nesse olhar que a Kaguya-sama não tem...







-Seria isso...







-Ódio...?








Pensou ele enquanto encarava Aki, o qual havia se levantado e está logo em sua frente.




-Sim, sou eu mesmo. Prazer. -Disse Aki oferecendo um aperto de mão para Shozo.


-Sou Shozo Tanuma. O prazer é meu. -Respondeu ele retribuindo o aperto de mão.




-Então você é a mesma pessoa que fugiu do ônibus escolar carregando aquela garota nas costas e ainda por cima destraiu o sequestrador e permitiu que a grande maioria dos alunos fugissem do ônibus. -Disse Shozo sorrindo e um pouco eufórico enquanto se lembrava dos feitos de Aki no dia do sequestro.


-Você é realmente um herói. -Continuou ele.


-Você salvou tanto aqueles alunos dentro do ônibus quanto esse garoto que ia se suicid---




-Doutor, eu não estou com tempo para isso.


-Por favor, me passe as informações do paciente agora mesmo. -Disse Aki totalmente calmo e cortando as palavras de Shozo.


-Ce---Certo. -Respondeu ele surpreendido por ter sido interrompido tão abruptamente.


-Aki, por favor seja mais educado. -Pediu Nao.


-Não, não. Está tudo bem. -Disse Shozo enquanto limpava seus óculos com um pano.


-Certo. Irei contar o estado dele. -Acrescentou Shozo colocando seus óculos no rosto.







-Já que ele caiu de uma altura de 25 metros na água, ele sofreu uma concussão na cabeça e ainda por cima quebrou seu braço direito e perna esquerda.


-Por causa da concussão que ele teve, eu posso afirmar que ele vai ficar inconsciente por 1 a 3 dias.


-A queda dele foi tão grave assim, Doutor? -Perguntou Ryuju a qual está em pé e andou até o lado direito de Aki.


-Sim, foi bem grave.


-Se o Aki não estivesse lá, o Jonh com certeza teria morrido naquele rio. -Afirmou Shozo.


-Por sinal, a equipe de resgate descobriu que no local onde o Jonh pulou havia uma carta.

-E nela seu nome está escrito na frente da carta, Aki. -Afirmou Shozo retirando uma carta, ainda selada, de dentro de seu jaleco.


Shozo mostra a carta para Aki e, sem pensar duas vezes, o mesmo a pega e abre retirando o papel que está dentro dela.


Com a intenção de ter mais privacidade em sua leitura, Aki vira-se de costas para todos e começa ler a carta.




Finalizando sua leitura, o mesmo coloca o papel dentro do envelope novamente e começa a segurar o mesmo.


Mesmo após ler a carta de suicídio de seu amigo, Aki se mantém calmo, com um rosto e olhar que não esbanjavam nenhum tipo de expressão ou reação. 


-Rosswal. -Chamou Aki caminhando em direção ao mesmo e olhando para baixo, o mesmo está com um tom de voz depressivo.


Ficando frente a frente com Rosswal, Aki coloca sua mão direita em cima do ombro esquerdo de Rosswal e diz:




-Beleza! Hoje eu vou dormir aqui! -Disse Aki com um olhar vívido e um grande sorriso em seu rosto.

-Os responsáveis do Jonh só vão chegar no hospital amanhã de tarde, então eu vou dormir aqui. -Complementou.




-Ele mudou tão rápido! -Pensou Shozo surpreendido.




-Amanhã você pode passar aqui para me buscar e por favor traga o meu celular e meu fone de ouvido junto com você, Rosswal. -Aki.


-Ca---Calma aí, você não tá triste ou incomodado com as coisas que aconteceram hoje? -Perguntou Nao também surpreendida, pois esta é a primeira vez que ela vê uma mudança de personalidade tão rápida.

A poucos segundos atrás, ele estava completamente melancólico e vazio, mas agora está agindo como se nada daquilo tivesse acontecido.


-Nem pá. 

-Ficar triste e depressivo é Ishigami demais--- 

-Quer dizer,  emo demais. -Brincou ele com um sorriso sarcástico em seu rosto.

-Fora que ficar depressivo não combina comigo. -Complementou enquanto alongava seu braço direito.




Olhando para a esquerda, Aki encara Kaguya e caminha em direção a mesma.


-Você ainda está com raiva de mim? -Perguntou ele.


-Contanto que você apague os vídeos depois, eu não vou ficar brava com você. -Respondeu ela que havia voltado a ser a "Kaguya normal", ou seja, a que não está com raiva e não está com os olhos frios e repletos de desprezo.


-Tá, eu faço isso depois. -Respondeu.




-Bom! Vejo vocês amanhã! -Disse Aki acenando para as pessoas que estão atrás dele enquanto caminha em direção a porta do quarto de Jonh.


Chegando na porta do quarto e abrindo parcialmente a mesma, Ryuju segura a mão esquerdo de Aki (a mesma mão que ele está segurando a carta de Jonh).


-Que foi? -Perguntou ele olhando para trás e encarando a mesma.


-Vamos ter que conversar bastante depois, entendeu? -Perguntou ela.


Após escutar isso, Aki se vira para Ryuju e envolve suas duas mãos por cima do quadril da mesma, abraçando a mesma.


-Nós vamos conversar muito bem. -Disse ele aproximando bastante seu rosto para o rosto de Ryuju, quase beijando-a.


-Não na frente de todo mundo... -Disse ela envergonhada e tentando sair do forte abraço do mesmo.


Aki solta Ryuju e observa a mesma completamente envergonhada e encarando-o com um pouco de raiva.


-Hehe. -Riu ele.




-Bom, vejo vocês amanhã. Eu vou dormir na cadeira do quarto, então eu tô de boa. -Disse ele abrindo a porta do quarto e entrando no mesmo.


-Espera aí--- -Ia dizer Onodera, mas Aki apenas fecha, tranca a porta e abaixa a cortina da janela da porta sem pensar duas vezes.







Após ele fechar a porta, um grande silêncio toma conta do corredor e as pessoas que estão no mesmo, vão embora para suas respectivas casas.







Dentro do quarto de Jonh, Aki está sentado na cadeira ao lado da cama do mesmo... 




O quarto está escuro e frio, a única luminosidade do quarto vem da janela ao lado da cama e os aparelhos médicos que estão conectados ao Jonh.




Observando seu amigo que está respirando com o auxílio de uma máscara de oxigênio, com uma faixa enrolada em sua cabeça e com um braço e uma perna quebrada.




-Você realmente é alguém que eu respeito, Jonh. -Disse Aki enquanto lia novamente a carta.




Seu olhar vazio e expressão calma tomam conta de seu rosto novamente.




-Você realmente fez um ótimo trabalho em aguentar todas as coisas que esses lixos fizeram a você e, ainda por cima, trouxe diversas informações sobre as pessoas que fizeram da sua vida uma merda.




Guardando a carta novamente e deixando-a de baixo do travesseiro de Jonh, Aki se aproxima do ouvido direito do mesmo e diz.




-Antes mesmo que você acorde...







-Eu vou fazer com que a sua vida volte ao normal.




-E vou garantir que nenhum desses lixos tentem fuder com você novamente.




-Apenas aguarde, Jonh. -Disse Aki olhando para as feridas de seu amigo com um olhar vazio, repleto de desprezo e ódio...













Em sua mais pura forma.





Notas Finais


Sinto cheiro de sangue...

Sinto cheiro...

De porrada!

Foi mal se o capítulo de hoje foi curti demais, mas eu tive que """"apressar"""" um pouco as coisas porque eu vou atualizar o meu celular e é BEM provável que quando eu atualize eu perca todo o esboço do meu capítulo...


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