História Kai - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Ansiedade, Depressão, Romance Gay
Visualizações 26
Palavras 1.640
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Poesias, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - O Aluno Novo


 

02 de Fevereiro, SEGUNDA-FEIRA, começo das aulas 

- Oi Mel, finalmente acabou as férias estava com saudades - digo entusiasmado.

- Ai que saudades migo, como foram suas férias? - Mel fala animada.

- Mesma coisa de sempre, chorei muito e tive algumas crises e as suas como foram? - falo já com a cabeça a baixa.

- Nossa nem para me ligar para eu te ajudar...foram boas - Mel parecia decepcionada.

- Desculpa, não queria te incomodar - falo dando um abraço nela.

*SINAL TOCA*

Entramos para a sala de aula e logo o professor começou a falar de suas férias para gente, mesmo a gente não querendo saber, ele era o típico professor que se acha, ele é novo na escola entrou ano passado e já se acha o rei da escola, toda as garotas da escola dão em cima dele por ele ter uma aparência jovem e ser galanteador, para mim ele é um merdinha que não sabe o que tá fazendo da vida.

*Durante essa faladeira do professor uma bolinha de papel é jogada em mim*

- Quem jogou isso? - falo procurando.

- Foi eu... - Moacir diz rindo baixinho.

- O que houve? - fico sem entender.

- Vamos sair hoje depois da escola? - Moacir parecia querer conversar.

- Pode ser. - falo despreocupado.

Depois dessa aula fomos liberados mais cedo, pois a diretora queria conversar com os professores, logo Moacir ficou animado com isso já que íamos poder sair mais cedo e conversar logo, demos tchau pra Mel que ficou indignada por não ser convidada pro rolê, falamos que era papo de garoto. a gente decidiu ir em uma lanchonete perto que tinha aberto recentemente, era um lugar muito aconchegante e tinha um aspecto rústico, sentamos em uma das primeiras mesas e pedimos um milk-shake e uma porção de batata frita.

- Então sobre o que queria falar? - digo rápido.

- É que não sei como fazer uma surpresa pra Mel, ela sempre me surpreende com algo e eu nunca faço nada... me ajuda cara - Ele parecia desesperado.

- Claro que te ajudo, assim que eu chegar em casa vou procurar umas ideias, mas você tem que colocar todo seu amor nessa ideia, se não ia acabar sendo qualquer coisa sem importância, entende? - falo pensativo.

Assim que terminamos de comer e combinar algumas coisas sobre o colégio, ele foi me levar em casa de pé mesmo, assim que chegamos agradeci por ele ter me levado, entrei e fui pra o meu quarto, liguei o notebook e comecei a pesquisar sobre surpresas pra namorados e acabei pensando em quando eu começaria a namorar, nunca me interessei por ninguém, todos parecem sem graça, nunca ninguém se interessou por mim também, afinal acho que um total de 0 pessoas reparam em mim.

Achei umas ideias muito boas e acabei separando duas escolhas pro Moacir ou ele fazia uma música pra ela, já que ele sabe cantar e tocar violão ou ele faria um mural com fotos de todos os meses que já estão juntos, espero que ele goste de alguma das ideias, já que fiquei procurando e pensando esse fim de tarde todo.

- MÃEEEEEEEEEEEE - falo gritando do meu quarto.

- Pode dizer - ela fala da cozinha.

- O jantar tá pronto? - falo um pouco alto - estou com fome - digo meio que desesperado por comida.

- Está sim, pode vir pegar já - ela fala meio alto.

Vou até a cozinhar e pego o jantar que era batata doce, logo após levo ao quarto, sempre como em meu quarto e por incrível que pareça minha mãe se acostumou com isso, ela sabe que não gosto de ficar na sala de jantar, por sempre lembrar que o meu pai jantava com a gente toda noite, ele largou a gente quando eu tinha 12 anos pra ficar com outra mulher e aquilo ainda mexia comigo, quando ele nos deixou eu sempre ouvia minha mãe chorar em seu quarto tarde da noite e eu não tinha como ajudar ela, sempre tentava demonstrar apoio a ela, muitas vezes eu entrava em seu quarto pedindo pra ela parar de sofrer e ela mandava eu ir para o meu quarto e dizia que não era nada, isso doía muito, acabei sofrendo junto com ela por não aguentar ver minha mãe daquele jeito. Após terminar minha batata doce que por sinal estava muito boa escrevi o que sentia sobre meu pai e minha mãe.

Vocês se lembram da última vez que me viram sorrir?

ou só lembram da primeira vez que me viram chorar em 01?

eu cresci sozinho sem saber quem sou e ao menos se importaram,

completamente dominado por essa sociedade que sempre é movida pelo desprezo e ódio.

graças a você pai senti uma dor que uma criança nunca deveria sentir.

o abandono e a incompetência de ser eu mesmo, hoje eu tenho 17 anos,

17 anos que você nunca saberá quem sou de verdade,

17 anos que eu nunca vi amor verdadeiro entre vocês.

pai o dinheiro que você paga da pensão não preenche o buraco no meu peito.

mãe ser trocada por outra mulher é realmente difícil, mas você ainda tenho um filho pra cuidar.

de uma criança que amadureceu rápido.

Logo após fui dormir.

03 de Fevereiro, TERÇA-FEIRA, o dia em que tudo mudou

Hoje acordei cansado com um peso nas costas e uma preguiça de ir para o colégio, queria mais um pouco de férias, mas agora terei que esperar pelas férias do meio do ano, fui fazer minha higiene e tomei um banho de água fria pra acordar direito e meio que funcionou, caminhei até a cozinha e peguei um biscoito de morango, já que eu não curto tomar café da manhã, não sinto fome ao acordar, fui embora pro colégio sem se despedir da minha mãe e comendo o biscoito até chegar lá.

Ao chegar lá Mel falou que tinha um aluno novo e eu fiquei meio surpreso mas desinteressado afinal séria mais um hétero pra praticar bullying naquele colégio cheio de gente homofóbica, ao entrar na sala falei com Moacir sobre esse tal aluno novo e ele me falou que talvez ele fosse gente boa...

- Oi, eu sou Charlie prazer, sou novo na escola - disse o aluno novo com suas bochechas vermelhas.

- Olá, me chamo Kai - falo desconfortável por ter sido pego de surpresa.

- Queria saber se alguém senta nesse lugar atrás de você... - ele fala um pouco agoniado.

- Não. - digo despreocupado.

- Vou sentar nele, pode ser? - diz Charlie já sentando no lugar.

- Tudo bem. - digo sem me importar.

Tivemos 3 aulas horríveis de Biologia e logo após foi o intervalo, eu estava ansioso para falar a Mel que o aluno novo falou comigo e ainda foi super educado, talvez eu estivesse julgando ele antes de conhecer e isso é meio ridículo da minha parte, quando vi a Mel no pátio fui correndo falar a ela e ela ficou me falando para não julgar as pessoas e que talvez eu tenha feito um novo amigo e isso era muito bom para mim.

Após o intervalo, voltamos para sala de aula e meio que Charlie estava tentando puxar assunto comigo, falando que era novo na cidade e na escola, acho que ele estava meio que pedindo para eu fazer que é um tour pela cidade com ele, mas eu estava morrendo de vergonha, afinal acabei de conhecer ele, não sei se posso ficar saindo com um total estanho assim, enfim acabei de chamando ele para sair pela cidade, eu estava com o que na cabeça? e ele TOPOU e ainda pediu que fosse essa tarde, já que ele podia sair.

Ao terminar as últimas duas aulas, ele foi comigo se despedir da Mel e do Moacir

que nos olharam com caras de tipo ''já vão sair né haha'' e eu fiquei meio envergonhado.

Apresentei a ele a lanchonete que fui com o Moacir ontem, o parque que as crianças e os adolescentes ficam, um mercado que tem basicamente tudo que a gente precisa, uma panificadora que era perto de minha casa, e acabei descobrindo que ele mora perto da minha casa, tipo na frente, e eu só não vi ele saindo hoje, porque ele achou que estava atrasado e na verdade foi bem cedo para escola, eu realmente nem percebi que tinham se mudado pra frente da minha casa, afinal sempre estou preso em meu quarto com janelas e fechadas e tudo mais, ouvindo música com meus fones de ouvido. Ele parecia feliz ao saber que eu morava na frente da casa dele, ele era tão lindo, seus cabelos pretos lisos se encaixam perfeitamente com a cor dos seus olhos que também eram pretos, ele ao falar eu sentia o grave da sua voz e me sentia uma pessoa sortuda de ter conhecido ele a algumas horas atrás.

Ele me levou até a porta da minha casa.

- Obrigado por essa tarde, e também por ser meu amigo - fala ele feliz.

- Não foi nada - digo de cabeça baixa envergonhado.

(Um aperto de mão rolou.)

- Tchau, vou para minha casa - disse ele indo embora.

- Tchau - falo já entrando.

Fui até o meu quarto e coloquei meus fones de ouvido, abri o spotify e fui ouvir K.Will que era meu cantor favorito, todas as músicas dele são perfeitas, estava ouvindo a música Talk Love que falava uma coisa assim:

Por que está sempre perto de mim?

O que você faz me incomoda

E estou curioso, o que você está fazendo

Comecei a refletir sobre hoje e eu realmente não consigo parar de pensar no rosto dele...estou até sem fome acho que não vou comer nada hoje para dormir.



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