História Kai - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Tags Ansiedade, Depressão, Romance Gay
Visualizações 17
Palavras 922
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Poesias, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Tudo Mudou


5 de Novembro, Quarta-Feira, o dia em que...

Muitos meses se passaram e eu estou passando por muitas dificuldades com o colégio por não saber como proceder depois dela, não sei o que quero fazer, eu não tenho ideia, não fiz nenhum vestibular, o Enem é daqui alguns dias e eu não estou preparado para isso, meu relacionamento com o Charlie continua secreto, mas rolou um pedido de namoro e ele meio que quer contar as nossas mães, eu estou cansado de tudo, minha mãe a cada dia que passa fica mais dura e fria comigo, eu não estou mais aguentando morar aqui.

Estou me sentindo sufocado com tanta pressão em cima de mim.

9:00

Acordei.

Eu começo a chorar.

Algo está me prendendo em minha cama e eu só estou pensando negativo em relação a tudo, estou sentindo um enorme medo dentro de mim, estou sem ânimo para levantar, olho meu celular e não tem nenhuma mensagem, estou ficando pior a cada diz que passa e eu tenho noção disso, não se falo ao Charlie.

Estou cansado de me esconder tudo

Sempre tento me mover

E então de repente

Estou no mesmo lugar

Nunca sai dele

Preso em um ciclo

Medo das minhas emoções

Medo das minhas esperanças acabarem

Sentindo toda a dor

Olhando para a parede

Contando as feridas e estou tentando não sentir todas elas

Meu coração

Meu sangue

Meu suor

Minha dor

Recebi uma ligação.

- Alô.

- Alô é o Kainan?

- Pai?

- Sim, sou eu.

- Porque está me ligando? vai parar de pagar a pensão novamente?

- Nada disso, estou indo te visitar moleque.

Meu coração parou ao ouvir isso.

- Me visitar? mas você nem gosta de mim.

- Tenho que conversar com você e sua mãe, estou indo amanhã tchau.

Ele desligou antes mesmo de eu me despedir.

Fui correndo até a sala e encontrei minha mãe sentada no sofá.

- Mãe, o pai falou que está vindo amanhã, peça pra ele não vir - digo a ela desesperado.

- Nossa e ele fala assim em cima da hora - sua expressão apresentava felicidade.

- Mãe? porque você está feliz com isso? - falo indignado.

- Ele é o seu pai e eu tenho que ir no salão agora, tchau - ela fala pegando sua bolsa no quarto e saindo pela porta da frente.

Subi até meu quarto e logo mandei uma mensagem pro Charlie.

Amor vem até aqui eu preciso de você 13:54

Aconteceu algo? eu estou ocupado 13:55

Sim, meu pai vai vir me visitar 13:55

Quando? 13:55

Amanhã e eu não quero que ele venha 13:56

O que você está sentindo? 13:56

Medo, já que ele nunca vem aqui e decide isso do nada 13:57

Acho que não vou poder ir até ajudar agora, se der depois dou um pulo aí 13:57

Ok 13:57

Ele não veio e eu estou perdendo meus sentidos. 

6 de Novembro, Quinta-Feira, talvez fosse melhor

Não consegui dormir, deitei em minha cama e só passou pela minha cabeça todos os meus erros ou todas às vezes que pensei que errei, novamente e novamente, meu pai chega em algumas horas, eu estou tendo um ataque de ansiedade, parece até que to me sufocando, eu não aguento mais essa espera toda e esse suspense, porque será que pra mim sempre é tudo sentido ao extremo? eu estou cansado de ficar surtando com essas coisas, mas não consigo evitar.

**QUEBRA DE TEMPO**

Ele estava na porta.

Eu abro a porta.

Ele entra sem nem mesmo me dar oi.

- Aonde está sua mãe? - ele fala com um tom irritado.

- Estou aqui querido - ela sai do quarto dela com uma roupa totalmente extravagante.

- Porque você está vestida assim? - ele pergunta.

- Soube que você viria visitar a gente - minha mãe fala com um enorme sorriso.

- Então eu só estou aqui pra saber disso - ele pega o celular e mostra uma foto da sua galeria em que eu estou beijando Charlie.

- O QUE É ISSO? - minha mãe começa a gritar.

- EU TAMBÉM QUERO SABER - meu pai grita junto dela.

- Eu... eu... não sei - começo a chorar.

- Você sempre foi um viadinho de merda né? - meu pai fala muito bravo.

- Eu amo ele... e não é minha escolha gostar de garotos, estamos namorando - falo com intervalos de choro.

- Você é uma vergonha para nossa família - minha mãe fala enfurecida.

- Apenas me desculpem - minha cabeça estava a ponto de explodir e eu apenas corro até meu quarto e tranco a porta.

Eles estavam discutindo na sala e dava pra ouvir tudo, me sentia rejeitado, inseguro e triste.

Não queria sentir aquilo.

Eu começo a não pensar direito.

Pego meus remédios, que estavam em meu guarda-roupa e engulo vários de uma vez, eu estava desistindo, eu estava desistindo de mim.

.

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.

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A Depressão e a Ansiedade podem acabar com sua vida, te fazem se fechar para as ajudas, e você pode não consegui suportar isso e tentar acabar com a sua vida, está tudo bem com a sua saúde mental? por favor não deixe de buscar ajuda.

Ligue 188 ou 141 para conversar com alguém que possa te ajudar a evitar esse pensamentos melancólicos, talvez conversar com um amigo, familiar ajude, ou busque ajuda profissional de um psicólogo ou neurologista, mas por favor não desista da sua vida, você é importa e você faz a diferença.

https://www.cvv.org.br/



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