História Kakasaku - Teu sangue corre nele. - Capítulo 9


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Categorias Naruto
Tags Anime, Hentai, Kakasaku, Kakashi, Naruto, Sakura
Visualizações 73
Palavras 1.649
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olaaaá, desculpem a demora, eu estou numa semana de feriados e imaginei que estaria mais inspirada, mas parece que fico mais inspirada quando estou mais atarefada. Mas enfim, boa leitura amores❤
Capitulo em revisão, qualquer erro me avise.

Capítulo 9 - Olhos vermelhos


Fanfic / Fanfiction Kakasaku - Teu sangue corre nele. - Capítulo 9 - Olhos vermelhos

Sakura manteve-se calada e encolhida naquele momento, observando aquela cena carinhosa e especial entre Kakashi e Iori.  Uma lágrima insistiu em cair ao ver aquilo, ela não queria admitir que era por ciúme, pois Iori não demonstrava tanto afeto daquela maneira por ela que sempre zelou por ele desde seu nascimento, e se entregava daquele jeito a Kakashi, o pai ausente que apareceu a poucos dias em sua vida.  Ódio toma conta de si no momento, arrancando aquele vitimismo de antes, ela cerra os punhos e suspira, se levantando, chamando a atenção daqueles dois.

Os dois coram na mesma hora, se entreolham, ainda abraçados.

Sakura ainda estava nua, se surpreende com a reação daqueles dois, que já a viram nua antes, mas é claro, em diferentes situações.

-- Ei! Olha pra lá, não pode olhar ela assim! – Diz Iori nervoso tampando os olhos do pai e virando sua cabeça para o lado oposto da figura feminina.

A kunoichi sorri, Iori apesar de não demonstrar sentimentos facilmente sempre teve um ciúme extremo com ela, nunca fora bom em dividir nada, não seria agora que aprenderia.

-- Iori... – Diz a rosada se aproximando do filho devagar, se ajoelhando – Pode ir andando na frente, preciso falar com Kakashi, isso vai ser bem rapidinho, eu prometo. – Sorri sem mostrar os dentes

-- Ah, sim... É claro. – Ele a olha desconfiado, se levantando e caminhando devagar para a saída daquela caverna.

 O prateado vira o olhar a ela devagar, suspira, sem muita ciência do que viria agora, ela tem seus altos e baixos, nunca se sabe o que se esperar dela.

Os dois ajoelhados no chão, Kakashi sente seu corpo esquentar e as típicas borboletas no estomago.

O silencio é quebrado pelo grito que parecia incessante de Kakashi, que acaba de levar um soco no rosto, bem carregado de chakra. Bate as costas na parede, e da um gemido de dor com as mãos no rosto.

-- Nunca mais, tente tomar o meu filho de mim. – Ela deu ênfase na palavra meu, Kakashi sente um certo receio, ela não deixaria ver o filho? Ele poderia ter contato com o Iori?

-- Sakura... Ouça, eu não pretendia fazer isso eu apenas

-- Não diga nada, você sabe bem o que eu quis dizer. – Ela o interrompe, fechando a cara e correndo ao encontro de Iori.

A kunoichi correu rapidamente para alcançar o filho, ele não estava longe, mas ela não queria passar mais nenhum momento afastada do filho, nunca mais. Apenas pediu para ele seguir na frente, pois precisava muito dar aquele soco em Kakashi, aguardou anos.

Tinha tantas coisas a respeito dele que ela sentia, que nesse tempo todo guardou para si mesma, mas que não se permitiria demonstrar ou sentir intensamente.

Se pudesse já teria se deliciado no corpo definido de Kakashi para espantar aquela vontade que depois de sua partida nenhum outro homem preencheu.

Ou, teria chorado em seu ombro e desabafado o quanto se sentiu sozinha e abandonada nesses últimos anos. Ah, que coisa não é? Chorar no ombro do motivo que te fez chorar.

Sobre Kakashi, ela se sentia ambivalente, mas em respeito à Iori, e em respeito a si mesma, seria fria perante a ele. Era o que ele merecia.

 

Sakura estava nua, não poderia partir daquele modo, olhou para trás, Kakashi já alcançava os dois, ele jogou um olhar para ele, relançando para seu corpo, coberto por Iori, que estava em seu colo. O shinobi mais velho logo entendeu o recado e foi andando na frente.

-- Eu já volto, com roupas, e o que for preciso para seguirmos viagem.  -- Disse logo partindo

Sakura assentiu e Iori pediu para que ele não demorasse, estava com fome e sua mãe não queria mais dar leite do peito para ele, pois segundo ela, ele já era velho demais para isso.

Quando Kakashi voltou, uns quarenta minutos mais tarde, Iori estava dormindo no colo de Sakura enquanto a mesma o aninhava.

O mais velho estende as roupas em direção a ela, que torce o nariz e o encara.

-- É... como conseguiu essas roupas? – Ela pergunta desconfiada

-- Roubando é claro. – Ele diz como se fosse extremamente obvio.

As roupas eram largas, mas tudo bem, era o melhor que poderia ter agora, agradeceu a Kakashi secamente e deixou Iori cochilando no chão.

-- Pode se virar para lá, por favor? – Ele permanecia estático com as mãos na cintura olhando em sua direção.

Ele franziu  o cenho, estranhando seu pedido, logo depois entendendo a situação ele sorri cínico e se vira de costas.

-- É claro... Não somos mais um casal. – Ele diz desgostoso, suspirando fundo se escorando na parede.

Uma risada arrogante sai da boca da mulher. Kakashi não tinha dito aquilo por mal, nem tinha escolhido bem suas palavras, mas ela, interpretou de uma maneira errônea.

-- É claro! Eu devia ter te recebido de braços abertos! Não, não, eu deveria ter feito uma festa! Para receber você, as pessoas compareceriam sabendo que é para você, o ninja mais deteriorado de toda Konoha! – Ela ia  gritando mais alto a cada palavra, talvez tenha exagerado um pouco, mas Kakashi a tirava dos limites, de todas as maneiras possíveis.

As pessoas realmente compareceriam caso fosse uma festa para acolher Kakashi, não tinham tanto preconceito em relação a ele, por ser homem. Era algo comum os homens abandonarem suas mulheres gravidas em Konoha. Na mente das pessoas, eles não estavam preparados para isso e precisavam espairecer.

Os boatos de Sakura e Kakashi eram intensos na vila, ninguém sabia ao certo se Kakashi realmente era pai de Iori, mas todos julgavam Sakura como uma vadia. Ela já se acostumara com os comentários negativos em relação a ela e o filho. Mas apenas se fossem em cochichos, caso alguém a atacasse diretamente , que pena do sujeito.

Os comentários que ela já ouviu de Kakashi eram mais leves e quase nunca ouvidos, como “Comeu e vazou”, que nojo ela sentia ao ouvir isso.

Ela sabia em seu interior que Kakashi não partiu por isso, e sim para não se envolver mais nessa relação para não a machuca-la, não queria pensar mais nisso, só de pensar já se sentia naquela cama, naquele dia, procurando por ele entre lençóis vazios.

Kakashi permaneceu calado sobre aquelas acusações, se ela havia interpretado daquela forma tinha toda razão de se sentir assim.

Mas o que incomodou mesmo, foi quando direcionou o olhar ao canto da caverna, vendo Iori em posição fetal tampando seus ouvidos, os gritos da mãe deviam ser assustadores para ele. Era outro motivo para que ele não tivesse coragem para responder da mesma forma que Sakura, Iori já sofreu de mais na sua ausência, e sofrer mais na presença dele seria  trágico.

Kakashi fitou os pés e olhou na direção de Iori com um olhar acalentador, deu o melhor sorriso que poderia dar naquela situação e disse:

-- Vamos?

Iori se levantou, limpou a poeira de suas roupas e assentiu com a cabeça, e retribuiu o sorriso tentando dar seu melhor.

Sakura, sentiu-se envergonhada pelo show que deu, os papeis pareciam se inverter e Kakashi estava sendo o sensato da situação?

(...)

Seguiram a viagem, com mais calma dessa vez, pararam para dormir, se alimentar e banhar-se, o que aumentou a viagem para dois dias. Kakashi e Sakura trocaram apenas o indispensável quando se tratava de conversar. Porém Iori, sempre observava atentamente o pai, e tinha fascínio por cada simples ação que ele fazia, como pescar,  montar o acampamento entre outros. Aquilo deixava Sakura imensamente irritada, sempre fez tudo isso, mas Iori tinha mais curiosidade em tudo que o pai fazia, é, realmente ele sentia falta de um figura paterna.

Chegaram em Konoha por volta de meia noite, Kakashi acompanhou os dois até em casa mesmo Sakura reforçando que não seria necessário. Queria garantir a segurança deles.

Sakura, chegando em casa, abriu a porta rapidamente e já foi entrando, estava exausta.

-- Iori, se despeça de Kakashi entre. – Disse impassível subindo para o quarto.

Iori coçou a nuca envergonhado pelo comportamento da mãe, sorriu sem graça.

-- Desculpe por isso... Obrigada por nos acompanhar e por tudo – Ele disse tímido olhando para baixo.

-- Não fiz mais que minha obrigação. – Ele disse se agachando ficando da altura do filho.

-- Eu fiz isso para você durante as noites de acampamento.  – Ele tirou um papel dobrado de seu bolso, estendendo em direção ao mais velho.

Kakashi, deslumbrado com seu gesto, pegou o papel delicadamente, antes que pudesse abrir, Iori deu um tênue beijo em sua bochecha.

-- Boa noite. – E saiu correndo para dentro, para evitar broncas desnecessárias da mãe.

Kakashi, se sentou no tapete de entrada, encostou as costas na porta e abriu o papel.

No papel, um desenho, com traços bonitos e infantis. Esboçado, ele e Sakura, segurando kunais e cobertos de sangue, com uma legenda no canto da folha em letra de forma.

“Mamãe e papai, vocês exterminam um clã como ninguém”

Kakashi sorriu, dobrou o papel e colocou em seu bolso, soube naquele momento, que guardaria aquilo com todo o carinho do mundo.

(...)

-- Iori – Sakura falou do banheiro em um tom arrastado. – Seu banho está te esperando.

-- Ah mãe, eu já tomei para ir para academia. – Ele disse em desaprovação do que a mãe sugeria.

-- Sem discutir! – A mãe bateu o pé.

-- Tá bom, tá bom. – Disse o filho, entrando na banheira a contragosto.

A mãe começava a ensaboar o filho passando a esponja por seus finos bracinhos, quando ele a olha curioso, e a indaga:

-- O que o moço de cabelos escuros é seu? – Ele disse franzindo o cenho.

-- Oi? Cabelos escuros? – Ela engole em seco.

-- Sim... ele me parou na porta da escola, na saída, me perguntou de você, como você estava. Você acredita que os dois olhos dele são vermelhos?!

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


hehehe, o que acharam? Acham que isso vai afetar mais ainda essa família que já está machucada? Comentem por favor, obrigado por lerem, beijoss❤


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