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História Kakashi e Akira - Akai Ito? - Capítulo 17


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Notas do Autor


Espero que gostem 💖

Capítulo 17 - XVI - Complicações


Fanfic / Fanfiction Kakashi e Akira - Akai Ito? - Capítulo 17 - XVI - Complicações

    Estavam oficialmente juntos há dois meses e Kakashi sentia-se... diferente. Nunca havia tido um relacionamento antes e sequer pensava em manter um. Ele dificilmente passava de um terceiro encontro, para evitar ter de magoar uma mulher por não poder suprir as necessidades sentimentais dela, mas com Akira era tudo tão simples. Era novo e leve e recíproco.

   Ela não o pressionava, não o obrigava a ter grandes gestos românticos e palavras bonitas na ponta da língua. Talvez fosse pelo pouco tempo de relacionamento, talvez isso mude no futuro... “Futuro...”, aquilo o assustou. Não havia pensado nisso, acreditava que ninguém havia pensado também, levando em consideração a reação de todos. Ele riu enquanto lembrava-se.

   Há algum tempo, quase dois meses atrás, foi aniversário de Guy. Estavam preparando uma festa surpresa e, para a surpresa do próprio Kakashi, a ideia e o posto de organizador não era apenas de Lee: era de Akira também. Parece que eles eram bons amigos e Kakashi sequer sabia.

   Eles organizaram tudo enquanto Akira passeava com o amigo que estava profundamente magoado por ela não se lembrar da data especial. Vezes e vezes, ele soltava palavras que dessem a entender que aquele era o dia de seu aniversário e, toda vez que Akira fingia não captar a mensagem, ele ficava à beira das lágrimas.

   - Sabe, hoje o fogo da juventude queima um pouco mais fraco em mim, Akira-chan - ele a olhava de lado.

   - Talvez você devesse procurar Kakashi para um novo desafio, Guy.

   Quando por fim chegaram a casa de Guy após o passeio, ele sentiu o chakra de alguém dentro de sua própria casa e logo quis bancar o herói para Akira.

   - NÃO SE PREOCUPE, AKIRA-CHAN, EU TE PROTEGEREI! - ele dizia enquanto empurrava a própria cadeira em direção a porta de entrada. Akira apenas tentava conter as risadas.

   Quando escancarou a porta, pronto para acabar com qualquer inimigo independente de sua cadeira de rodas, foi surpreendido por seus queridos amigos gritando juntos:

   - SURPRESAAAA!

   Imediatamente os olhos dele brilhavam com as lágrimas e ele olhou para Akira que ria aos montes.

   - Você estava me enganando? - ele perguntou, realmente sério.

   - Ora, Guy, você acha mesmo que eu esqueceria o aniversário do meu melhor amigo? - ela perguntou e ele chorou mais ainda enquanto Akira pegava uma caixa grande no chão para entregá-lo.

   - Eu não acredito... - ele disse enquanto chorava mais - ESSE PRESENTE É LEGAL DEMAIS.

   Ela riu enquanto o abraçava. Desde então, Guy anda para todo lado com a cadeira personalizada: Akira havia dado uma capa para a cadeira que dizia "Nada pode parar a força da juventude” e combinava com as roupas de Guy.

   Enquanto ela conversava, Kakashi aproximou-se de Akira com um prato de bolo, sabia o quanto a mulher adorava doces. Parou ao lado de Akira e, com uma delicadeza que reservava apenas para a bela kunoichi de cabelos dourados, levou o garfo cheio até os lábios dela.

   - Uau, está uma delícia. Sabia que o Lee saberia escolher um bolo decente - ela disse enquanto encostava-se em Kakashi.

   Todos pareciam... chocados.

   - KAKASHI-SENSEI ESTÁ NAMORANDO AKIRA-CHAN! SABIA QUE MEU PLANO DARIA CERTO, DATTEBAYO! - Naruto gritava animado.

   - MEU RIVAL E MELHOR AMIGO ESTÁ NAMORANDO A MINHA MELHOR AMIGA? - Guy intrometeu-se afoito - ISSO É PERFEITO!

   - Naruto-kun, achei que seu plano fosse juntar Kakashi-Sensei com Hanare-San - Hinata indagou.

  - Não, a Hanare-San apareceu do nada e eu achei que seria bom pra causar ciúmes na Akira-chan. E se não desse certo, o Kakashi-Sensei ainda poderia ter uma namorada. Só que meu plano deu certo, mas a Hanare ainda está aqui pela vila. Ela é um pouco estranha na verdade, Dattebayo!

   Eles riram, realmente o jovem Hokage havia sido perspicaz.

   - Fico feliz por vocês, mas devo dizer que já suspeitava - Sakura disse - Eu percebi que Kakashi-Sensei parecia menos emburrado desde que você chegou.

   - Eu não vejo ligação entre uma coisa e outra - Kakashi respondeu - Akira apenas me estressa.

   Eles riram quando Akira tirou o prato de bolo da mão de Kakashi para que ele não sofresse danos enquanto Akira socava o Shinobi.

   - Você está distraído demais, Kakashi-Sensei - a voz de Sakura o tirou dos devaneios.

   - Desculpa, Sakura. Estou começando a ficar cansado.

   Estavam treinando os ninjutsus médicos há horas. Faziam isso quase que diariamente, tanto quanto a rotina pesada que Sakura mantinha no hospital permitisse. Akira sempre sumia algumas horas no dia e Kakashi aproveitava para treinar os jutsos que vinha aprendendo, com ou sem a tutoria de Sakura. Ele vinha fazendo algum progresso e sua antiga aluna era uma ótima professora.

   - Certo. Acho que está bom por hoje. Vamos embora, preciso de umas horas de sono, Sensei.

   - Teoricamente, você é a Sensei agora - ele sorriu sob a máscara.

   - É, verdade - ela riu - Como está Akira-chan? As mulheres ainda querem caçá-la por monopolizar toda a sua atenção? - ela disse rindo da expressão de Kakashi.

   - Semana passada, enquanto fazíamos compras pela vila, ouvimos uma mulher dizer que Akira era "Uma safada que queria se aproveitar do Rokudaime" - ele fez uma careta mediante as palavras - Então Akira fez um cão de fogo perseguir a mulher. Ela tem um temperamento terrível, mas é engraçado.

   Enquanto contava a história ele parecia... Leve. Sakura sorriu, sabia que seu Sensei costumava viver rodeado de um ar pesado, mortificado pelo luto e pela guerra. Sabia que ele mantinha-se forte, por mais que tivesse tantas dores em seu íntimo, em sua alma. Ficava feliz por ver que o Shinobi que tanto cuidou de seus alunos, de sua vila, havia encontrado alguém para cuidar dele com tanto carinho.

   - Ela é uma graça mesmo, Kakashi-Sensei.

****

  Era perto da hora do jantar quando Akira chegou em casa. Kakashi estava com Sakura, em uma atividade que ela desconhecia, e logo chegaria. Ele nunca perguntava o que Akira passava o dia fazendo, apenas perguntava como havia sido o dia dela e a mulher considerava isso uma benção.

   Tomou um longo banho, colocou uma camisola rosada e, enquanto ia para cozinha, ouviu um barulho na sala. Ao olhar para o local, viu uma nuvem de fumaça dar lugar ao pequeno gato preto com grandes olhos dourados.

   - Bichano! - ela exclamou enquanto ia até o pequeno animal. Mesmo sabendo que ele não deveria estar ali, a mulher estava contente em vê-lo - Que saudade de você!

   Ela acariciou o pelo sedoso do gato gordo e, assim que notou um pergaminho preso a ele, agarrou o escrito. Ficou séria no momento que viu quem o mandava.

   I.E.HINOSEI

   Ela estava prestes a abrir o pergaminho quando ouviu as batidas à porta e sentiu o chakra dele. Ainda bem que, mesmo com a intimidade entre eles, Kakashi insistia que seria um ato mal educado entrar na casa de Akira de qualquer forma.

   -  JÁ VOU! - Ela avisou e diminui o tom para falar com o gato - Estava com saudade, mas já pode vazar, garoto.

   Ele torceu o fucinho e sumiu. Akira fez uma careta, às vezes, tinha certeza de que aquele animal a compreendia. Escondeu o pergaminho no fundo da estante e foi abrir a porta.

   - Suponho que estava no banho, está muito cheirosa - ele falou enquanto se aproximava.

   - Acertou - ela disse enquanto sorria - Sabe de uma coisa? Preciso de um bolo! - ela disse enquanto fazia uma careta fofa.

   - E você quer que eu busque? - ele perguntou, erguendo uma sobrancelha, e Akira assentiu em resposta - Você é muito folgada.

   - Tudo bem, então eu vou - ela disse enquanto rumava para fora, de camisola e tudo.

   - Não, não - Kakashi a segurou pelo braço - Estou realmente precisando pegar um ar, de qualquer forma.

   Ela ficou na ponta dos pés para dar um beijo na bochecha de Kakashi antes dele revirar os olhos e ir atrás do bolo para a kunoichi mimada.

  Assim que sentiu o chakra de Kakashi se distanciar, a kunoichi correu de volta ao pergaminho.

   - Por que diabos eles estão arriscando me mandar uma mensagem? - ela perguntava-se afoita ao abrir a carta que vinha de seu grupo de Inteligência e Espionagem.

   Leu a carta duas vezes para ter certeza de que seus olhos não a traíram. “Merda, merda, merda”, sua mente repetia. A informação ali mudava muitas coisas que, provavelmente, nem o grupo de Inteligência sabia, visto que Akira ainda não havia passado a eles algo importante, apenas porque não possuía provas que sustentasse a informação, entretanto, a mensagem contida no pergaminho que recebera poderia sustentar a suposição que a própria Akira possuía.

Mesmo assim, não queria entregar a informação, nem para o Hokage, nem para seu grupo de Espionagem. Akira sabia que, no momento que escolhesse mandar a mensagem para um desses lados, tudo que construira ali poderia desmoronar. Caso entregasse ao Hokage, estaria traindo a informação confidencial enviada por seu país. Se devolvesse ao grupo de Inteligência, estaria colocando em risco tudo deste lado do oceano.

   Correu até o fundo do closet e puxou uma tábua, revelando o fundo falso. Puxou alguns mapas que havia conseguido e os estendeu sobre o chão que estava tão frio quanto suas trêmulas mãos. Analisou o território a sua frente: as vastas terras de Konohagakure, as fronteiras e as posições estratégicas que uma legião inimiga tomaria.

   Akira sabia que os tempos de paz eram firmes entre as grandes nações Shinobis, não seria fácil encontrar alguem disposto a atacar agora, principalmente se o ataque em questão fosse voltado a região onde viviam os grandes heróis da grande guerra ninja. Mas, se havia alguma terra capaz de tal ato, seria aquela. Akira estudava o mapa atentamente, com planos e ideias formadas em sua mente, e sua atenção voltou-se aquele pequeno pedaço de terra comumente esquecido por Kami-sama: Amegakure. Lembrou-se também que havia uma ninja daquela terra hospedada em Konoha. “Hanare logo receberá uma visita”, Akira bufou.

   - Merda - ela pronunciou outra vez aquilo que seria seu novo mantra.

   Escondeu rapidamente os mapas no fundo falso e segurou o pergaminho que acabara de receber. Leu mais uma vez, memorizou cada palavra daquele que seria o contrato de sua provável ruína, e queimou até que tudo que restasse daquela maldita informação fosse o pesar de Akira pelo que estaria por vir.

****

  Caminhavam juntos por algum canto de Konoha até um local que seria surpresa para Akira, mas, a julgar pelo cheiro que vinha da pequena cesta que Kakashi a obrigava a carregar, seria uma ótima surpresa.

   Por fim, pararam em um campo solitário e agradável. Estenderam um lençol de retalhos no chão e tiveram um piquenique ao pôr do Sol. Akira tinha certeza de que Kakashi não sabia o quanto ela o achava atencioso. Era um homem romântico, apesar de não saber e nem se esforçar para ser. Ela mal sabia que aquilo era algo espontâneo, que ela gerava aquele tipo de vontade nele sem que ele mesmo percebesse.

   Observavam as cores no céu, era quase poético: Akira apoiada no peito do homem que, sem realmente saber, possuía seu coração, enquanto admiravam o céu mesclar as cores como um grande artista pincelando sua aquarela. Ela suspirou profundamente e disse:

   - Akai Ito - ela o olhou e os olhos dele não transpareciam nada - Duas pessoas ligadas pelo Fio Vermelho do Destino. São chamadas de parceiros.

   Ela voltou-se para Kakashi, admirando cada linha daquele rosto que se tornara a fonte de todos os seus sonhos e pesadelos.

   - O problema é que a alma parceira da sua pode ter vindo ao mudo há 500 anos, ou virá apenas em algumas décadas. Pode até mesmo ter sido um bebê morto antes de nascer... Ou uma pessoa do outro lado de um oceano.

   Ela deitou-se de volta no peito de Kakashi.

   - Em meu país, há poucos casais que afirmam serem parceiros - ela riu - Isso já foi motivo grandes disputas. Algumas vezes, a pessoa em questão já estava casada quando encontrou a alma com quem tinha um laço. Alguns apenas entendem e divorciam-se, outros insistem em lutar pela mão de uma pessoa que não é sua própria parceira.

   Ela ficou em silêncio, o céu tomara uma coloração azul intensa e alguns vagalumes começavam a piscar aqui e ali. Era como uma bela pintura e, nos braços de Kakashi, ela sentia-se em casa. Conseguia até mesmo esquecer os problemas que rondavam sua mente, as preocupações de que aquilo que ela considerava como sua casa pudesse não durar tanto tempo.

   - Akai Ito... - Kakashi ecoou.

   A verdade é que ele sentia-se, realmente, ligado a Akira. Quando parava para refletir, achava loucura o quanto estava envolvido. Adorava chegar em casa e ver que ela estava lá preparando algum tipo estranho de comida, que era sempre surpreendentemente boa, amava a forma que sua própria casa parecia cheia de vida quando ecoava as risadas daquela mulher, amava acordar com o cheiro dela infiltrando suas narinas e, por vezes, apenas acordava mais cedo para admirá-la dormir. Estava inegavelmente preso àquela mulher.

Ela parecia entender cada parte ferida do coração de Kakashi, bem como ele entendia o dela. Havia acostumado-se, quando sua mente o atordoava com os pesadelos de guerra e luto e dor, abraçava-se ao corpo da mulher e aquilo parecia acalmar-se dentro de si. Assim como Akira que, ao acordar com a visão turva e atordoada pela dor da perda e do sangue que tinha nas mãos, sentia cada gota do desespero em sua própria alma esvair-se quando estava nos braços daquele homem.

   - Eu estou... Não - ela virou-se para olhá-lo quando Kakashi finalmente se pronunciou - Eu sou completamente apaixonado por você, Akira.

   - Kakashi... - ela não sabia o que dizer, apenas pulou no colo dele enquanto sentia algumas lágrimas quentes fluírem pelo próprio rosto. Abraçou-o enterrando o rosto no pescoço de Kakashi, sentindo os cabelos sedosos do homem pinicarem seu rosto - Eu sou, perdidamente, apaixonada por você, Kakashi Hatake.

   Então, lentamente, abaixou a máscara dele, selando seus lábios juntos naquele beijo que representava uma promessa de ambos, uma promessa que Akira não tinha certeza se poderia manter.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!!!
Espero que vocês estejam bem, sei que a quarentena é complicada, voltar a escrever tem tornado meus dias melhores 💖
Se precisarem conversar, ou se eu puder ajudar de alguma forma, não hesitem em mandar uma mensagem, beijos 💖


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