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História Kalel - o filho de Ártemis - Capítulo 11


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Notas do Autor


Obrigado a todos por ler, favoritar e comentar. Fiquem agora com mais um capítulo, espero que gostem!

Capítulo 11 - Baby, if you hold me then all of this will go away


Kalel Waahi – outono de 2019

 

 

Kalel abre a porta do quarto que ele e Aimée tinham alugado, utilizando um cartão magnético. Ficam maravilhados ao ver o conforto que o hotel oferecia aos semideuses.  Uma enorme cama de casal jazia no meio, uma televisão de LED estava fixa à parede em frente à cama, um banheiro com uma grande banheira, e um frigobar cheio de bebidas e guloseimas.

 

- Os romanos sabem ser bons anfitriões. – Aimée olhava ao redor, maravilhada.

 

- Esse quarto lembra o hotel que ficamos na primeira missão que saímos com Percy – diz Kalel – mas é ainda mais luxuoso.

 

 

Quando os dois tinham nove anos cada, Percy os levou para o exterior em uma caça de monstros, junto com Hallie, Harry, Sean e outros companheiros de armas.

 

- Ah, sim. A gente ainda se odiava – lembra Aimée, e ri.

 

- Sim – confirma Kalel – e você matou o ciclope que eu queria matar.

 

- É – Aimée ri, lembrando-se de como o namorado ficou irritado – e, para se vingar, uma semana depois, você roubou toda a minha roupa íntima e pendurou no mastro de bandeira do Acampamento.

 

- Percy e Annabeth ficaram muito bravos comigo por causa disso. – Kalel ria. – me desculpe por isso.

 

Aimée vai até a frente do namorado, tentando encará-lo. Para ela era impossível, visto que a filha de Poseidon tinha 1,68 de altura e Kalel mais de 1,80.

 

- Você fica tão lindo quando abre esse sorriso. – Aimée diz, e o beija.

 

Era a primeira vez que os dois ficavam daquele jeito, sozinhos, com privacidade. Ele retribui o beijo com paixão, repousando a mão sobre a sua cintura, o que a faz arrepiar-se por completo.

 

Quando o beijo começa a ficar mais quente, os dois deitam-se na cama. Ela sobe por cima dele, rebolando em seu colo. Kalel e Aimée sentiam um desejo enorme um pelo outro, estavam muito excitados. O filho de Ártemis leva as mãos e aperta com força as lindas nádegas de sua namorada, que geme, gostando muito.

 

- O que estamos fazendo? – Kalel pergunta, em meio aos amassos.

 

- Não sei, mas não consigo parar. – Aimée volta a beijá-lo.

 

Kalel acerta um tapa no bumbum de Aimée, que sorria e gemia, excitada. Os dois mexiam-se com muita harmonia, parecia até mesmo que transavam há muito tempo, tamanha era o quanto um conhecia ao outro. Sabiam exatamente o que gostavam.

 

- Bata na minha bunda de novo. – Pede Aimée, fitando Kalel com um olhar intenso.

 

- Safada. – diz Kalel, e acerta o tapa, o que a faz gemer mais ainda.

 

- Eu, né? – ela diz enquanto rebolava em seu colo.

 

Ainda com a namorada rebolando em seu colo, Kalel insinua os seus dedos dentro do shorts jeans, sentindo a pele macia do bumbum dela. Aimée amava aquilo, aquele tipo de intimidade com o amado. Pareciam sincronizados, tamanho o tesão que sentiam um pelo outro. Quando ele a beijava no pescoço, ela se arrepiava por completo e sentia o seu sexo se molhar todo.

 

Os dedos de Kalel começam a deslizar ainda mais para dentro do shorts de Aimée, passando por dentro da calcinha.

 

- Posso, amor? – Kalel pergunta, receoso se era aquilo que a namorada queria.

 

- Ela é toda sua, meu amor. – Aimée sussurra no ouvido de Kalel, o que o faz arrepiar por completo.

 

Ouvir aquilo fez Kalel pirar de tesão. Delicadamente, ele desliza os seus dedos para dentro da calcinha de Aimée. Ao penetrar seu sexo, bem devagar, com o seu dedo médio, ele sente que ela estava muito molhada. Aquilo foi o suficiente para enlouquecer a filha de Poseidon.

 

Delicadamente, eles se despem. O corpo de Aimée nu era a coisa mais linda que Kalel já vira. Mesmo sendo a primeira vez dos dois, foi incrível. Quando ele a penetra, ela sente dor no começo, e prazer depois.  Chegam a um intenso orgasmo juntos, o primeiro dos dois.

 

- Gostou? Da nossa primeira vez? – Pergunta Aimée, insegura.

 

- Foi perfeita – Kalel a beija – você é a coisa mais linda que existe nesse mundo. Eu te amo.

 

Aimée arregala os olhos, deitada no peito de Kalel. Era a primeira vez que ele lhe falava isso Porém, era um sentimento que ambos só sentiam crescer.

 

- Eu também amo você – responde Aimée, levantando a sua cabeça do peito de Kalel e fitando-o nos olhos – tinha medo de te falar isso e você não gostar.

 

- Você é muito tonta, mesmo – Kalel diz – porque eu não iria gostar? Eu amo você, foda-se.

 

- Delicado, como sempre. – Aimée ria gostosamente.

 

Os dois conversam mais um pouco sobre como seria a festa de casamento no dia seguinte. No final, o cansaço de acordar cedo os venceu. Adormeceram juntos, pela primeira vez na vida.

 

Kalel não teve sequer um sonho. Dormiu como um rei, acordou totalmente descansado. Ao se levantar, vê que Aimée não estava na cama, porém ouve o som do chuveiro e logo entende que a amada já estava tomando um banho. Como precisava muito escovar os dentes, entrou no banheiro com ela lá.

 

- Bom dia, encrenqueiro. – ela sorri para ele.

 

-  Bom dia, encrenqueira. – diz Kalel, e começa a escovar os dentes.

 

- Teve uma boa noite de sono? – ela pergunta.

 

- A melhor. – responde Kalel, e cospe a pasta de dentes na pia – e você?

 

- Foi muito gostosa – ela admite – você não vem? A água está uma delícia.

 

Aimée vira-se para ele ao dizer isso. A água do chuveiro da banheira caía sobre seu corpo.  Sua imensa cabeleira negra caía preguiçosamente sobre os seus ombros.

 

- Teria que ser muito idiota para não aceitar. – Kalel sorri, começando a se despir.

 

No banho, a mesma chama que acendeu na noite anterior se reacende. Novamente, Kalel e Aimée fazem amor.

 

Após o relaxante banho, vestem-se com roupas do Acampamento Meio-Sangue e descem ao restaurante do hotel para tomar um café da manhã. Lá, Kalel tem uma surpresa muito grande ao se deparar com o seu pai.

 

Ele ainda era exatamente como Kalel se lembrava: 1,95 de altura, pele morena, barba rala, cabelos compridos presos em coque de samurai, e o sorriso travesso que passara para o filho. Na hora que os olhares de pai e filho se encontram, ambos correm um para o outro.

 

- Meu garoto – Hani diz, com Kalel chorando em seus ombros – meu filho. Você cresceu tanto.

 

- Pai... – Kalel não sabia nem o que dizer.

 

- Você está tão grande! Olha o grandioso semideus que você se tornou – Hani o olhava, maravilhado – me desculpe por não ter feito mais...

 

- Está tudo bem, pai – Kalel sorria muito, com lágrimas aos olhos – está tudo bem, de verdade. A sua hora tinha chegado. O que importa é que você e mamãe estão felizes.

 

- Você não ia acreditar no quanto – Hani também tinha lágrimas aos olhos – Estamos muito felizes no Olimpo. Mas não se engane, nós dois não saímos do seu lado, nem por um minuto.

 

- Eu sei disso, do fundo do meu coração. Quero que você conheça alguém muito especial – diz Kalel – venha aqui, Cabeça de Alga.

 

Hani  ri do apelido que Kalel chamava a namorada. Aimée, que observava à cena de longe, atônita, junta-se a pai e filho.

 

- É um prazer conhecê-la, Memê – Hani sorria – tenho muitas histórias do Kalel bebê para te contar!

 

- Pai! – Kalel vira os olhos.

 

- Vou adorar ouvi-las. – Aimée ria.

 

Um trovão ribomba à distância, mesmo com o céu estando completamente limpo de nuvens.

 

- É melhor eu ir, se não Zeus vai encher o saco da sua mãe – Hani dá uma piscadinha para Kalel – vim apenas buscar o vestido dela e o meu smoking. Vejo você à noite, meu filho.

 

Em um clarão de luz, Hani desaparece, assim como todos os imortais faziam.

 

- Seu pai é muito legal – comenta Aimée – e grande. Se você ficar daquele tamanho, coitada de mim para te beijar.

 

- Mas você me beijaria do mesmo jeito – responde Kalel – sou irresistível.

 

- Tá bom, convencido – ela diz – vamos comer.

 

Eles tomam um belo café da manhã, o Buffet do hotel contava com muitas opções de comida. Kalel e Aimée sempre foram de comer muito, então se esbaldaram. Depois disso, tiraram  o dia para conhecer Nova Roma.

 

Era uma bela cidade, repleta de lindas casas, grandes prédios e um comércio muito vivo. Frank e Hazel fizeram um ótimo trabalho ajudando nas melhorias. Depois de Kalel provar o seu smoking e Aimée o seu vestido, eles vão visitar Tyson e Ella, na residência que os dois moravam.

 

Nada preparou Kalel para o abraço de urso que o ciclope dá nele e na namorada quando os dois chegam à casa.

 

- Que saudades de vocês dois! – Tyson tinha um em cada braço. Até Kalel, que era bem alto, era envolvido pelo abraço – agora vocês são namorados! Eu gosto que vocês sejam namorados!

 

- Senti muita saudade de você também, grandão – Aimée sorria. Amava Tyson – conseguiu um terno que lhe servisse?

 

- Sim! Precisamos de todas as tecelãs de Nova Roma, mas ficou bom! – Tyson sorria.

Ele mostrou o horroroso terno marrom. Era enorme, caberiam dois homens adultos tranquilamente na peça de roupa.

- Bonito – diz Ella, empoleirada no ombro esquerdo do ciclope – o marido de Ella ficou muito bonito. Venham conhecer o pequeno Bob.

 

A criança era a coisa mais fofa que Kalel já vira. Era um retrato falado de Percy, com rebeldes cabelos negros e olhos verdes marcantes. Muito falante, também. O filho de Poseidon havia deixado o menino sob os cuidados do irmão mais novo. Tyson tinha assado para o casal um grande bolo de chocolate. Os dois ficam conversando com o ciclope e sua esposa harpia quase a tarde toda.

 

- Adoro mimar vocês dois. – Tyson diz, vendo os dois adolescentes se empanturrando de bolo.

 

- Que saudade de quando você fazia esse bolo no Acampamento – Kalel diz – eu adorava.

 

- Eu e Ella apareceremos por lá um dia – diz Tyson – hoje é dia de festa!

 

- Nada de uísque. – Ella sentencia ao marido.

 

- Mas Ella... – Tyson parecia desapontado.

 

- Não – Ella estava irredutível -  Tyson fica vândalo quando bebe álcool. Vandalismo não é bom para harpias.

 

Kalel olha para Aimée, e percebe que, assim como ele, ela tentava esconder o riso. Tyson embriagado de uísque devia ser uma cena catastrófica.

 

Depois daquele desconforto entre o casal de monstros, Kalel e Aimée decidem voltar ao hotel. Estava começando a anoitecer, e logo a cerimônia ocorreria.

 

Ele se arruma rapidamente, apenas com banho e perfume. Vestiu o smoking, gostando do que via no espelho. Aimée demora um pouco mais, mas quando a maquiagem e o cabelo estavam prontos, Kalel sente o coração disparar. Ela usava um lindo vestido branco.

 

- Você está magnífica – Kalel a observava com um brilho no olhar – deixa Afrodite no chinelo.

 

- Você com esse smoking deixa qualquer olimpiano no chinelo. – Ela lhe dá um sorriso cativante.

 

Juntos, os dois deixam o hotel e rumam ao grande salão que seria a festa do casamento. Estava difícil para Aimée andar, pois não estava acostumada a usar salto alto. No caminho, encontram-se com os amigos do Acampamento: Hallie, Harry e Sean.

 

- Vocês dois estão muito bonitos – Sean comenta – Kalel até parece gente.

 

 

Os cinco dão risada.

 

- Não sei se estou pronta para conhecer a minha mãe. – diz Hallie.

 

- Hécate estará na festa? – pergunta Kalel.

 

Hallie assente.

 

- Ajudou Percy, Annabeth e os outros do Argo II a derrotar Clítio – conta a filha de Hécate – fez questão de vir, pelo que Percy me contou.

 

- Você viu Percy? – pergunta Aimée.

 

- Eu, Sean e Harry ficamos na casa dele e Annabeth. – conta Hallie.

 

- Espera, vocês conheceram a casa do meu irmão e eu não? – pergunta Aimée, com uma pontada de ciúme.

 

- Acho que ele gosta mais de mim – Hallie dá de ombros – aluna favorita.

 

- Cale a boca, bocó. – Aimée vira os olhos.

 

Eles chegam ao salão de festas. Já estava apinhado de convidados. Música alta era tocada. Dão de cara com Will Solace e Nico Di Angelo, seus antigos instrutores do Acampamento Meio-Sangue.

 

- Meus pequenos – Will sorria – ou nem tão pequenos assim! Vocês estão muito crescidos!

 

- Como vocês estão? – Harry pergunta, sorridente.

 

- Muito bem – responde Nico  - Will conseguiu se tornar o principal médico da cidade. Eu participo dos treinos dos jovens semideuses romanos. Compramos um sobradinho aqui perto, venham nos visitar e conhecer nossa filha!

 

- Vocês adotaram uma criança? – pergunta Sean, maravilhado.

 

- Sim – responde Will – uma pequena mortal que  enxerga através da Névoa. Chamamos de Leah.

 

- Como vocês sabem que ela enxerga através da Névoa se ela é apenas um bebê? – questiona Harry.

 

- Boa pergunta – responde Nico – há um teste simples, mas como não sou médico, não sei explicar como.

 

Todos dão risada e entram no salão. Em alguns minutos, a cerimônia começaria.

 

- Ora, ora, o filho de Ártemis. – diz uma voz feminina atrás de Kalel.                          

 

Ele vira-se e fica estupefato com o que vê. Era uma mulher com uma beleza quase sobrenatural. Usava um vestido dourado que chamava muita atenção, a maquiagem, os cabelos, as sobrancelhas, os cílios, tudo estava perfeito. Fora o lindo corpo.

 

- Afrodite. – diz Kalel.

 

- Sabe, eu votei à favor de não executá-lo, quando você nasceu. – conta  a deusa – Até agora não me arrependi disso. A história de amor que você vive com a filha de Poseidon, ah... tão fofinhos!

 

- Ah, obrigado, senhora. – Kalel sorri, tímido.

 

- Acho que eu poderia dar uma complicada para dar mais graça... – a deusa começa a dizer, mas é interrompida.

 

- Você pode deixar o meu filho em paz – diz uma voz atrás de Kalel – se interferir em qualquer questão na vida dele, farei da vida de todos os seus filhos um inferno.

 

Kalel vira-se e dá de cara com Ártemis, sua mãe.

 

- Ora, estamos vendo favoritismos aqui? – pergunta Afrodite, com um falso sorriso no rosto.

 

- Exatamente – Ártemis sustentava o mal olhar para Afrodite – fique longe de Kalel.

 

- Como queira. – era amargo para Afrodite não poder interferir em uma vida amorosa, porém ela se retira.    

 

- Isso foi foda para caralho – Kalel arregala os olhos. Ártemis era muito impressionante – obrigado, mãe.

 

Kalel é ainda mais surpreendido quando a deusa lhe estende os braços. Quando é abraçado pela mãe, o rapaz sente uma inexplicável sensação de paz.

 

- Eu te disse – Ártemis olhava com adoração para o filho – não deixarei nenhum deus mexer com você.

 

- Mãe, preciso te apresentar alguém especial. – Kalel diz, apontando para uma envergonhada Aimée, que observava à cena de longe.

 

A filha de Poseidon se junta a mãe e filho. Ártemis a cumprimenta com um sorriso cordial no rosto.

 

- Olá, Aimée Leroux, filha de Poseidon – a deusa diz, com entusiasmo – formidável guerreira. Daria uma excelente caçadora, mas...

 

De repente, Kalel se lembrou da informação de que Ártemis podia espiar a sua vida quando bem entendesse. O rapaz corou.

 

- Você me lembra muito Percy Jackson – conta Ártemis – tenho certeza que será grandiosa como ele.                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

 

Aimée sorri, ainda muito sem graça por conta do comentário em que Ártemis deu a entender que sabia o que os dois fizeram na véspera. A música de festa para e a cerimônia do casamento se inicia.

 

Primeiro, Percy entra de braços dados com Sally Jackson, sua mãe. Os dois estavam muito bonitos. Depois, Annabeth entra com Frederick Chase. Era a primeira vez que Kalel via os pais dos seus instrutores.

 

Assim que vê Annabeth radiante do jeito que estava, Percy começa a chorar. Kalel podia entender, tudo o que eles passaram juntos devia estar fresco na memória do casal. Viajar ao Mundo Inferior para recuperar o Raio de Zeus, navegar pelo Mar de Monstros, vagar pelo terrível Labirinto de Dédalo, defender Nova Iorque do ataque de Cronos, os meses em que Hera sumiu com Percy, viajar pela Europa, despencar juntos e fugir do Tártaro(quando presenciaram um ataque do próprio deus Tártaro), derrotar Gaia, ajudar Apolo em sua missão. Até Kalel chegou a derramar algumas lágrimas de alegria.

 

Ao final de seus votos, eles oficialmente se casam. Annabeth joga o buquê para trás, e esse é pego por Travis Stoll. Kalel ri bastante diante da cena, imaginando quem o homem conhecido por suas pegadinhas iria desposar.

 

- Ora, ora, filho de Ártemis – Hera diz para Kalel, quando os dois estavam frente a frente – Votei contra a sua sobrevivência quando nasceu. Uma família equilibrada não deve ter deusas quebrando juramentos.

 

- Sorte que você pensa assim. Já pensou um filho mortal seu? O coitado seria tão chifrudo quanto você. – Kalel responde, desaforado.

 

- Cuidado com a língua, filhote de Ártemis – Hera diz, em um tom ameaçador – sua mãe não pode sempre lhe proteger.

 

- Nesse caso, eu mesmo me protejo. – responde Kalel, e sai andando, irritado.

 

Encontra-se com Annabeth na festa. Ela estava deslumbrante de linda, com um vestido longo de noiva. Kalel abraça a amiga, parabenizando-a pelo casamento.

 

- Vi você e Hera discutindo – diz Annabeth, preocupada – ela o aborreceu?

 

- Não ligo para essa chifruda. – Kalel dá de ombros.

 

- Cuidado – Annabeth adverte – ela me infernizou por anos.

 

- Pode deixar. – garante Kalel.

 

E sai andando, procurando pelos amigos.  Nesse meio, encontra-se com um homem que quase achou que era Percy, tamanha a semelhança. Poseidon.

 

- Olá, Kalel. – cumprimenta o deus do mar.

 

- Lorde Poseidon. – Kalel responde, respeitoso.

 

- Tive minhas dúvidas quanto a você – conta o deus – mas você se provou um grande herói. Fico feliz que minha filha tenha um semideus como você ao seu lado. Aimée tem sorte de ter você na retaguarda. Obrigado por isso.

 

- Eu que tenho sorte de tê-la em minha vida, senhor – Kalel responde prontamente – aquela menina é um verdadeiro tesouro. O senhor devia ficar orgulhoso.

 

- Certamente estou. – o sorriso de Poseidon era acolhedor.

 

O restante da festa foi muito bom a Kalel. Reviu muitos amigos, conheceu alguns outros deuses. Se divertiu bastante. No fim da comemoração, volta a conversar com a sua mãe e seu pai.

 

 

- Está tudo bem, Kalel? – Ártemis pergunta.

 

Kalel pensa se devia contar. Sentia-se muito confortável na presença dos pais. Sabia, no fundo do coração, que podia confiar neles. No final, decide compartilhar com a mãe os sonhos que ele e Aimée tiveram.

 

- Temo isso, também – admite Ártemis – as minhas caçadoras estão presenciando grandes mobilizações de monstros. Estão agitados, algo está os comandando, sinto isso.

 

- Mas será Cronos ou Gaia? – Kalel se arrepia só de pronunciar aqueles nomes.

 

- Não. Não acho que seja Cronos ou algum de seus titãs – responde Ártemis – tampouco Gaia com os seus gigantes. Ainda não senti a energia dessa entidade, então não tenho certeza.

 

- Seja o que for, é o amo das criaturas que me mataram. – Hani entra na conversa.

 

- Bem, manterei o Olimpo informado se descobrir qualquer coisa. – Ártemis garante.

 

 

A festa estava em seu fim. A maioria dos deuses já tinha ido embora, apenas Apolo decidiu ficar em Nova Roma, dando-se o direito de dormir no mesmo hotel que Kalel e Aimée estavam hospedados.

 

Os dois voltam junto com o deus do sol para o hotel, aluga um quarto para si e despede-se do casal. Porém, quando Kalel e Aimée chegam ao quarto, têm uma surpresa. Na cama, jazia uma grande foice. A arma era inteiramente prateada, o metal de Ártemis. Ao lado dela, havia um bilhete.

 

Para Kalel. Era a favorita de Cronos. Achei que fosse gostar, a refiz para você em prata, metal de Ártemis. Espero que seja útil.

 


Notas Finais


E aí, quem refez a foice de Cronos para Kalel?
Quem é o responsável pela mobilização de monstros?
Gostaram do casamento?
Deixem a sua opinião nos comentários. É muito importante ao escritor ter um feedback de quem consome a sua obra, ou seja, como os leitores se sentem lendo. Muito obrigado, e até a próxima.


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