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História Kandira - Capítulo 6


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Capítulo 6 - O Labirinto das Fadas, parte 1


P.O.V Mai

Segundo dia em Izrul. Acordei e vi Shinkite brincando com a gosma dele... Roberto. O rosto displicente que ele tanto expressava... Se foi. Fico feliz por isso.

- Bom dia, humana.

- Ah... O... Oi. Bom dia... Dia. Eh... Tudo bem?

- Sim.

O que eu falo agora? A conversa não dá margem para lugar nenhum... Socorro.

- Eh... Eh... Ah... Eu vou para cozinha, hehe... Café da manhã!

Eu corri para cozinha. Bem, pelo menos já é um bom começo... Ele geralmente fica fechado e com raiva no canto dele... Ele amanheceu de bom humor hoje. Valeu, Roberto.

* Quebra de tempo *

- Shinkite, vem logo!

- Tá, tá... Essa corda é pesada, tá bem?

Saímos dos arredores de Izrul. Esse lugar é uma floresta, mas temos que chegar no Labirinto das Fadas. É lá que cresce o mascruz, a erva que encomendaram.

- Ei, que erva é essa? Por que ela só cresce aí?

- Porque o Labirinto das Fadas é o local ideal para o crescimento de ervas medicinais. A natureza de lá contribui para o crescimento em massa dele. Eu preciso coletar a erva e sementes. O hospital pretende fazer uma horta com essa erva e outras.

- Porque cresce melhor lá?

- Os monstros de lá as protegem e passam em si quando se machucam.

- Só isso?- Shinkite parou de andar.

- É... O que esperava?

- Sei lá, que fadas a protegessem.

- Shinkite, fadas não existem.

- Existem sim. Meus pais sempre contaram-me histórias de fadas quando crianças.

- Sim, não discordo. Os meus também.

- Ué? Então por que não acredita?

- Eles falavam de fada dos dentes, por exemplo. Mas uma vez, meu dente caiu e eu coloquei o de baixo do meu travesseiro e não contei para eles. Passaram 3 dias, e nada de fada. No quarto dia, contei para meus pais. Fiquei a noite acordada fingindo dormir. No meio da madrugada, tava minha mãe pondo o dinheiro debaixo do meu travesseiro. Nunca mais acreditei em fadas.

Shinkite ficou sem reação. Ele respirou fundo e disse:

- É por isso que vocês humanos são tão gananciosos e frios. Você fez uma experiência social com seus pais quando era uma criança e seus pais te davam dinheiro. Os meus me davam balas.

Eu não sei o que dizer. Realmente, foi isso que eu fiz com minha mãe.

- Mas eu não sou gananciosa.

- Ah, deixa. Para onde fica o Labirinto das Fadas mesmo?

Continuamos a andar até que encontramos o local. Era uma caverna MUITO grande, mas com uma entrada pequena e decorada. Peguei a corda e amarrei bem fixamente, uma parte numa árvore e outra no Shinkite.

- ... Sério?

- Quê? Estamos entrando num labirinto. A corda é para não nos perdermos.

Shinkite suspirou e concordou.

- Por que tá claro dentro da caverna?

- Faço a mínima ideia, nosso objetivo é coletar mato, não analisar a biodiversidade local. Eu odiaria fazer isso.

Shinkite P.O.V.

Já estamos andando há um bom tempo, a humana já coletou o mato, que fica longe da saída.

- Shinkite... O que é isso?

Ela apontou para a corda que estava me segurando, mas estava rasgada, roubada e na boca de um roedor monstro.

- É a corda sendo roída.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!

A humana ficou estérica.

- SHINKITE, O QUE EU FAÇO AGORA, ESTAMOS PERDIDOS NO MEIO DE UM LABIRINTO, SEM ÁGUA, COMIDA, NADA-

- Calma, calma.

- COMO QUE EU VOU FICAR CALMA?

- Tem comida aqui sim, tem diversas árvores carregadas de pastelas, e a água do rio é doce. Tenho uma meia limpa aqui comigo, é só colocar na água do rio. Com água e comida, podemos facilmente chegar na parede da caverna, e então é só seguir até achar uma saída.

- Shinkite, você é um gênio! Tá, mas o que é uma pastela?

- Você nunca comeu uma pastela?

- Não.

- Meu deus. É por isso que humanos são amargos.

Eu subi numa árvore e peguei umas 5 pastelas e joguei uma para a humana.

- Tome.

- O que eu faço com isso?

- Descasca e come. Ou come com a casca, não é muito saborosa, mas é nutritiva.

Ela mordeu em cheio a fruta. Os olhos dela brilharam e então ela atacou a fruta com tudo que tinha. Terminando de comer, ela pediu mais e eu dei. Talvez, se humanos comerem mais pastelas, sejam mais calmos. Ou talvez queiram comercializar isso. Depois de um tempo comendo, ela se sentou e disse:

- Ah... Tô cheia. Obrigada Shin... Kite.

- Tá, de nada. Já esqueceu que estamos perdidos?

Ela abriu os olhos e suspirou.

- Tinha mesmo. Essa fruta é viciante! Posso levar uma para casa?

- Pode, mas nenhuma vai parar em casa se não encontrarmos a saída.

- Ah... Tá bem. - Ela se levantou. - Vamos procurar essa saída.



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