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História Kanui (imagine bnha) - Capítulo 19


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Capítulo 19 - Pequenas mudanças


-Ta brincando!? A gente topa sim! -Jim responde animado e quase derrubando seu almoço após ele e Ken ouvirem a proposta de Kanui.

-Vai ser óh! -o azulado faz "top" com a mão- Chupetinha!

-Sério mesmo? Vocês aceitam me ajudar? -(S/n) sorria abertamente, assim como Satori dissera os dois meninos não pensaram duas vezes em aceitar ajudar a (c/c) com os uniformes- Eu nem sei como agradecer!

-Não tem que agradecer, na verdade isso vai ser até bom pra gente. -Ken sorri.

-Sim! Reformular esses uniformes é um ótimo desafio pra começar o projeto da Convenção dos Mestres! -Manzai se anima ao lado da amiga.

-Falando nisso, você já terminou a pesquisa teórica, (S/n)? -Jim pergunta curioso pra ela.

-Bem... quase! Falta rever alguns detalhes e complementar algumas informações, mas ela já pode estar considerada pronta. -ela sorriu.

-Vai ser complicado fazer isso, hein!? O projeto é enorme. -Ken diz enfiando mais uma batata frita na boca.

-Eu estava pensando nisso, não vamos conseguir construir o projeto. -(S/n) diz depois de engolir o que comia.

Ao ouvir aquilo Jim cuspiu todo o seu refrigerante de volta no copo fazendo o mesmo se obrigar a jogar sua bebida fora.

-Como assim "não vamos conseguir"!? -ele pergunta colocando o copo na ponta da mesa um pouco mais afastado deles.

-O projeto possui peças e materias que a universidade não disponibiliza, além disso eles são extremamente caros e alguns até difíceis de achar. -Kanui diz um tanto cabisbaixa.

-Mas não tem nada que possamos fazer sobre isso!? -Satori pergunta desacreditada.

-Eu realmente não sei gente, mas segundo a minha pesquisa... Não.

Um clima de tristeza e decepção se instala na mesa dos jovens cientistas por alguns segundos, todos tentavam pensar em alguma saída que o projeto pudesse ter enquanto finalizavam seus almoços. Minutos depois o sinal do fim do intervalo toca e Jim bate de leve na mesa chamando a atenção dos seus amigos.

-Todos vamos pensar em como resolver isso. Nós definitivamente não vamos desistir desse projeto!

O pessoal trocou olharem e depois de alguns segundos compartilharam um sorriso, todos concordaram e saíram da mesa com olhares determinados para as suas respectivas aulas.

Kanui não sabia dizer com exatidão como tinha sido seu dia, embora mal o tenha sentido passar foi como se tivesse demorado uma eternidade para chegar ao fim. Mal conseguira prestar atenção nas aulas da tarde pensando em como resolver seu problema com o projeto da Convenção dos Mestres e a ideia de ainda não ter pensado em nada apenas a deixava cada vez mais frustrada.

Naquele exato momento estava em seu dormitório, estudando as aulas que teve no dia e não conseguiu entender direito por conta da sua distração. A (c/c) parou de escrever um pouco e se espreguiçou na cadeira completamente cansada.

Deu uma olhada no relógio, eram quase três da manhã, a mesma bocejou e decidiu encerrar seus estudos desligando o notebook e fechando seus livros e cadernos. Trocou a roupa colocando seu pijama e se enfiando debaixo das cobertas de uma vez pronta para dormir. Desligou a luz do abajur e se confortou no travesseiro fechando seus olhos, neste exato momento a mesma ouve o toque de nova mensagem do celular sobre a cabeceira.

Kanui suspirou e se virou novamente conferindo a nova mensagem.


Verdinho

Tá acordada?


A garota sentia os olhos pesarem, mas mesmo assim contornou seu sono e desbloqueou o celular para responder Izuku.


Você

Estou ss

Aconteceu algo

??

Verdinho

Eu n to conseguindo dormir, é a primeira noite nos dormitórios e dá uma sensação mto estranha

Foi assim com vc???

Ss isso é normal nas primeiras noites, ainda é td mto novo

Mas dps vc acostuma

Eu lembrei q vc disse q as vezes fica a madrugada toda acordada

Ai pensei qnd conversávamos até tarde

Tdb pra vc??


Kanui sorriu, cheia de cansaço.


Você

Claro

Sobre o q qr conversar?

--X--

-Segundo Torbern Bergman, as moléculas orgânicas constituídas apenas de carbonos e hidrogênios são, na maioria das vezes, obtidas da destilação do Petróleo, apesar de alguns poucos serem encontrados naturalmente. Obviamente vocês sabem que estou falando de hidrocarbonetos, então me respondam a seguinte pergunta.

O professor se vira do quadro branco para a sua classe.

-Como vocês mesmos viram há pouco na experiência que eu fiz aqui na frente,a combustão completa de um hidrocarboneto o leva à formação do mesmo número de moles de CO2 e H2O. Quando esse composto foi colocado em presença de H2 e de um catalisador, observou-se o consumo de um mol de H2 por mol do composto orgânico.

O homem cruza os braços e aponta para o quadro com a estrutura do composto.

-Que hidrocarboneto é esse?

Kanui encarava seu caderno com as anotações enquanto pensava na resposta, porém, antes que pudesse chegar a uma conclusão, outro aluno atrás dela levantou a mão.

-Seria um alifático acíclico insaturado, senhor?

-Exatamente. Muito bem, jovem. Próxima questão... - o sinal do intervalo interrompe o professor- Dispensados. Não esqueçam de conferir o artigo que publiquei ontem, vamos discutir sobre ele na próxima aula.

(S/n) arrumou suas coisas e saiu da sala rumando para a biblioteca. Bocejou e decidiu passar no banheiro para lavar o rosto mais uma vez. Ficara até às cinco e meia da manhã conversando com Midoriya, embora ela já estivesse acostumada a virar noites, o dia seguinte era sempre uma canseira.

Conferiu o horário com seus óculos inteligentes e sentou em uma mesa mais ao fundo da biblioteca. Tinha 40 minutos até sua próxima aula, esse era o seu tempo de almoço, porém a (c/c) não estava com fome e preferiu aproveitar esse tempo para descansar a cabeça um pouco.

Sua mente rondava sobre tantas coisas ao mesmo tempo que a mesma sentia-se até tonta. Naquele manhã recebera mais um trabalho, junto dos outros totalizava quatro para fazer até a próxima semana. Além disso ainda tinha o projeto das plantas medicinais para pensar sobre, sem contar na tortura que o problema do projeto da Convenção dos Mestres estava dando.

A garota cruzou os braços e apoiou sua cabeça em cima. Tudo o que Kanui queria era um pouco de descanso.

Sentiu seu celular vibrar no bolso do jaleco, suspirou e levantou a cabeça logo pegando o aparelho e atendendo a ligação.

-Alô?

-Eu preciso de ajuda. E você é a única que saberia me explicar, não estuda aqui e não me irrita.

Kanui estranhou o pedido repentino, especialmente por vir de Kacchan.

-Tem que ser agora? -ela pergunta.

-TEM! Eu não entendi a porra da aula de matemática e no próximo período vão passar umas questões em dupla.

-Isso é bom, assim você vai enten... -ela é interrompida.

-EU TENHO QUE ENTENDER AGORA!

-Mas por quê?

-PRA'QUELES MERDAS NÃO ACHAREM QUE EU SOU IGUAL A ELES!

Kanui não sabia se suspirava ou ria, aquilo era a cara do Bakugo. Deu uma olhada no relógio do óculos sobre seus olhos, mesmo se quisesse ela não conseguiria negar um pedido de Katsuki, mesmo que fosse pedido daquela maneira grosseira dele.

-Okay Kacchan. Qual é o assunto?

--X--

Quando o sinal do fim do intervalo tocou (S/n) já estava na sala de aula esperando pelo professor e os demais alunos. Conseguiu fazer Kacchan entender matemática faltando 6 minutos para o fim de seu intervalo, assim que encerrou a ligação a garota desistiu de tentar ter algum descanso e seguiu para a sala da sua próxima aula.

Não sabia qual seria o assunto da sua aula de Biologia, mas esperava que fosse algo que a distraísse um pouco das suas diversas preocupações. Suspirou pesado e assistiu aos poucos seus colegas daquele período entrarem e sentarem em alguma classe.

Assim que o professor chegou a aula fora dada como iniciada, com uma caneta azul e outra vermelha o professor começou a escrever no enorme quadro branco da sala que ia quase de uma ponta a outra da parede. Kanui começou a escrever também e acompanhar seu professor. Em vermelho bem no centro estava escrito em letras grandes: "Adaptações das espécies".

A (c/c) sorriu, pelo menos o assunto seria interessante.

Assim que terminou de desenhar um mapa mental no quadro o professor se virou para os seus alunos.

-Há alguns dias atrás eu estava estudando o assunto da nossa aula e encontrei uma reportagem, e no seu título estava escrito: "Espécies podem se adaptar rapidamente a mudanças bruscas no ambiente". O que me fez pensar o quanto a natureza é incrível e assustadora. Reflitam comigo, o que precisa acontecer para alguma espécie ser obrigada a se adaptar?

Nos primeiros segundos um silêncio se instaura na sala, logo um aluno algumas classes à frente de Kanui levanta a mão.

-Precisa acontecer alguma modificação na natureza. -o aluno respondeu.

-Okay, mas que modificações seriam essas? -o professor prossegue.

-O aquecimento global? A extinção que alguma espécie? -Uma garota no outro lado da sala se pronuncia.

-Ai é que está! -o professor sorri- A evolução não é lenta? O que aconteceria com esses animais enquanto ainda não evoluíram?

-Eles seriam extintos. -outro cara responde.

-Exato! Porém, uma pesquisa realizada pela Universidade McGill, no Canadá, mostra que talvez as espécies possam se adaptar com mais velocidade do que se supunha. Ou seja, essa evolução acontece mais rápido do que imaginamos!

-Isso é Biologia ou Filosofia, afinal? -Kanui ouviu um aluno atrás de si resmungar baixo para o colega do lado.

-Pesquisadores avaliaram o destino de mais de 2 mil populações de fungos que foram submetidos a graus variados de estresse durante vários meses. Em função do aprofundado conhecimento que se tem a respeito das características genéticas das leveduras e porque elas podem se reproduzir em questão de horas, a experiência é capaz de mostrar rapidamente as mudanças que podem ocorrer ao longo de gerações. -o professor diz.

"Foi concluído que a capacidade de adaptação evolutiva depende da severidade da transformação no ambiente e do isolamento de uma população em relação à outra. Mas, de forma geral, a evolução pode ocorrer rapidamente ao longo de cinquenta a cem gerações! Alguém aqui consegue me listar algum exemplo de adaptação?" -o profissional pergunta.

Silêncio, Kanui pensava no assunto enquanto terminava de escrever o que o professor dissera. Algo lhe veio à cabeça e a garota decidiu levantar a mão.

-Essas transformações são relacionadas aos mecanismos de defesa, reprodução, locomoção, alimentação e condições climatológicas desfavoráveis do seres.

O professor a encarou nos olhos e sorriu.

-Correto! A camuflagem ou mimetismo dos répteis para a defesa, o formato da língua do tamanduá para a sua alimentação, o formato do bico do beija-flor, entre outros diversos exemplos. Todas essas características são adaptações que a natureza encontrou para garantir a sobrevivência das espécies!

-Professor, mas você falou que essa evolução acontece rapidamente, em cerca de cinquenta a cem gerações, mas todo esse tempo não é muito demorado para os estragos do aquecimento global? -uma aluna sentada mais ao centro perguntou.

-Entenda, o aquecimento não começou ontem, quando nós percebemos é que foi. Esse problema já está ai há muito tempo e nós não tínhamos notado, mas a mãe natureza notou e desde o início já começou a trabalhar. Estamos constantemente evoluindo, nunca paramos, então quando o aquecimento chegar ao seu ápice a natureza já terá preparado suas espécies.

-A natureza age sozinha e em silêncio, enquanto achamos que estamos com tudo sob controle ela manda um terremoto ou um tsunami para mostrar quem é que manda. -comenta um aluno sentado na frente seguindo o raciocínio do professor.

-Exatamente! E percebam, nós nunca estivemos, não estamos e nunca estaremos no comando. A natureza não desperdiça nada, ela nunca vai jogar algo fora, ela sabe como aproveitar absolutamente tudo. E nós como cientistas temos que aprender isso, para entendermos os segredos do mundo, primeiro precisamos respeitá-los. É como diz a famosa frase de Lavoisier: "Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma".

Kanui estava completamente mergulhada no assunto, acompanhava o raciocínio do professor e dos colegas com tranquilidade, estava conseguindo entender onde seu superior queria chegar. Ela sorriu, impressionada com a genialidade filosófica da aula. Pegou uma caneta colorida e destacou a frase.

"Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma."

De repente, sua ideia sobre as modificações nos uniformes de Deku e Kacchan vieram a sua mente, ela começou a listar mentalmente as coisas que queria colocar nos uniformes, adaptações que os favorecessem, mas sem agredir a natureza das suas personalidades e sua funcionalidade, esse era seu desafio e tudo parecia querer ficar mais claro.

-Sejam cientistas, saibam fazer mudanças sem precisar mudar nada. -seu professor pregou e aquilo era tudo o que Kanui precisava, ela alargou seu sorriso.

Era exatamente aquilo que ela faria.

--X--

Kanui corria entre os corredores tentando não chamar muita atenção para si, era começo de noite e a mesma combinara de se encontrar com seus amigos no laboratório duas horas depois do fim das aulas da tarde, porém a mesma ficara tão entertida esquematizando os uniformes de Midoriya e Bakugo que perdera completamente a noção do horário.

Abriu a porta meio desengonçada por carregar sua bolsa de carteiro, livros e os papéis com os esquemas dos uniformes. Ao notar a amiga precisando de ajuda, Satori se apressou a pegar os livros de (S/n).

-Obrigada Sati. -elas trocaram um sorriso.

-De nada. -a loira põe os livros sobre a mesa.

-Desculpa o atraso pessoal, eu não vi o tempo passar. -Kanui se explicava enquanto colocava sua bolsa sobre a mesa.

-Tá tudo bem. -Jim sorri.

-É, de boa. -Ken sorri também.

-Eu estava desenhando os esquemas dos uniformes, tive algumas ideias de melhora que seriam muito úteis. -a (c/c) tira de dentro da bolsa um tablet preto- A grande maioria das minha ideias tem relação com a cabeça, quero implantar um computador nas máscaras deles.

-Que nem nos nossos óculos? -Satori perguntou.

-Exatamente! -Kanui sorriu- Uma inteligência artificial que é programada para obedecer apenas uma voz, sistema GPS, visão noturna e periférica, lentes detectoras de calor e reconhecimento de rosto!

-Se for só isso vai ser molezinha! -Ken sorri confiante.

-Por que você tem tanta certeza? -Jim pergunta.

-Você ta zoando? Esse tipo de programação foi uma das primeiras coisas que eu aprendi aqui na Universidade! Sem contar que esse é um projeto que todos aqui já conhecem.

-Sim! É até bem simples! Eu estava pesquisando o material, podemos encomendar a placa e pedir para o endereço da U.A. -a garota senta em uma das cadeiras da mesa de vidro e põe seu tablet sobre a mesma- Os meninos me mandaram fotos das máscaras deles e os tamanho, eu queria que a tela ficasse dentro e cobrisse toda a parte aberta para os olhos.

(S/n) mostra as fotos para os seus colegas que olham atentamente. Ela explica exatamente como imagina todas as mudanças e Satori rapidamente rabisca um molde.

-Assim? -ela pergunta mostrando seu rascunho.

-Sim! Mas eu estava pensando, essa máscara do Deku é um pouco estranha, talvez implatar o computador dentro da máscara dele deixe desconfortável, sem contar que nem sempre ele está usando essa máscara, ela fica grudada no uniforme.

-Acho que entendi onde você quer chegar. -Jim diz olhando fixamente para a foto da máscara de Deku e coçando o queixo- Podemos usar uma tela moldável para a máscara dele.

-Tela moldável? -Manzai pergunta.

-Sim, ela é feita da mesma maneira que o espelho. -Jim responde olhando para a loira.

-Ah! Eu acho que já vi! O espelho é um líquido quentíssimo derramado sobre um pedaço plano de vidro e quando seca dá reflexo. -Ken comenta.

-Exato, nós podemos fazer essa mistura mas com micro robôs e derramar num plástico emborrachado, ai antes que seque a gente implanta a placa mãe sincronizada com os robôs e passa uma segunda camada. Quem olhar vai jurar que é uma tela de celular, mas dobrável. -o moreno termina seu raciocínio.

-Jim, isso é simplesmente incrível! -Kanui sorri.

-Eu já fiz algo parecido uma vez. -ele sorriu dando de ombros.

-Ai nós programamos o computador por VR via internet! -Ken sorri ficando cada vez mais animado- Vai ser fácil!

-Sim, mas para que seja rápido também é melhor deixarmos tudo o que pudermos pronto o quanto antes. -Jim diz.

-Quando pretende ir, (S/n)? -Satori pergunta.

-Eu tava pensando em ir nesse final de semana, mas se fica muito em cima podemos adiar para o próximo.

-Que dia é hoje? -Jim pergunta olhando para seus amigos.

-Terça-feira. -Ken responde.

-Eu acho que conseguimos até lá, mas vamos ter que começar agora. -Jim diz um pouco perdido em pensamentos- Temos micro robôs suficiente, mas vamos precisar reprogramar tudo de novo e criar a inteligência artificial do zero, por sorte Ken já tem uma programação base, só precisamos personalizar.-ele diz por fim.

-Vamos precisar fazer as encomendas dos materiais também e formular todas as melhorias uma por uma. -Kanui fala.

-Eu não planejava dormir hoje mesmo. -Ken diz se dirigindo para seu computador e fazendo todos rirem.

--X--

Planerajam, organizaram, construiram, programaram, ordenaram e arrumaram tudo o que seria preciso para o fim de semana. Na noite anterior, quarta-feira, o grupo de cientistas combinou que viajariam para Musutafu na sexta bem cedo, assim teriam tempo de sobra para os imprevistos e os erros técnicos que o "upgrade" dos uniformes de Deku e Kacchan poderiam ter.

Kanui almoçava com seus amigos, não podia negar que estava ansiosa para fazer os reparos que estava planejando há 4 dias, já havia avisado os garotos de que iria vê-los e expôs suas intenções. Deku ficara animado com a ideia e agradeceu a iniciativa da amiga, já Kacchan apenas estalou a língua e deu de ombros dizendo: "Foda-se", mas (S/n) sabia ler o loiro nas entrelinhas e entendeu o seu "obrigado". A resposta positiva dos amigos só deixou a (c/c) mais animada, finalmente todos os seus amigos estariam juntos e interagindo no mesmo lugar.

Isso até Ken interromper seus pensamentos.

-Eu não vou poder ir com vocês amanhã. -o azulafo anunciou sem graça e brincando com o garfo.

-O quê? Por quê? -Kanui perguntou meio atônica.

-Meu professor de mecânica física de eletrônicos vai fazer uma prova prática amanhã, recebi o e-mail hoje cedo. -ele mostra o e-mail no celular- Se eu faltar corro o risco de ficar de recuperação.

-Eu também não vou conseguir ir com vocês. -Manzai se pronuncia tristonha- Tenho um trabalho para apresentar amanhã, eu teria me esquecido completamente se não fosse Jim me perguntar ontem a noite.

-Sério? -a expressão de (s/s) se desanima- Vamos adiar então?

-Eu vou conseguir ir com você, podemos ir na frente e adiantar o que for possível. -Jim sorri de lado para Kanui.

-Sim! Ken e eu podemos ir no sábado, nos encontramos lá! -a loira sorri.

-Claro, prometemos que vamos pegar a primeira viagem para Musutafu que tiver! -Kenizy concorda.

-Vocês tem certeza? -(s/n) pergunta ainda um pouco insegura, não queria causar mais estresse para seus amigos, afinal, eles já tinham suas próprias responsabilidades.

-Olha, por mim tá tudo bem. -Jim da de ombros.

-Pra mim também! -Satori diz.

-Por mim também, tudo tranquilo. -Ken diz por fim. Kanui sorriu.

-Se pra vocês está bem, então pra mim também!

Todos sorriram e continuaram seus almoços mais satisfeitos e aliviados que o problema estava resolvido, (S/n) sentiu o celular do bolso vibrar e o pegou para conferir a nova mensagem, ao ler ficou surpresa.

Akemi

Pode desmarcar todos os seus compromissos dessa tarde, pois sua transformação vai set hoje!

Kanui ficou realmente nervosa, nunca imaginou que Yamazaki estava falando sério.

--X--

(S/n) andava de um lado para outro no próprio dormitório, estava ansiosa, nervosa e acima de tudo, indignada. Ela já que faltar as aulas de sexta, mas agora faltar as de quinta também? Tudo bem, ela assitiu as da manhã e até conseguiria correr atrás do prejuízo, mas não se conformava em faltar por um motivo tão... desnecessário.

-CHEGUEI MONAMOUR! -Akemi grita praticamente arrombando a porta da (c/c) e carregando uma imensidão de sacolas que são jogadas todas sobre a cama.

-O que é tudo isso, Yamazaki!? -Kanui pergunta num misto de raiva e espanto.

-Apenas algumas coisinhas que vamos precisar para a sua transformação, baby.

-Meu Deus, Akemi! Você não...!? -a mesma se interrompeu, precisava manter a calma de alguma forma- O que pensa que está fazendo!?

-Não está óbvio!? Estou transformando o sapo em princesa!

Kanui suspirou pesado colocando os dedos indicador e polegar sobre a testa. Não sabia o que era pior, Akemi ter levado aquilo tão a sério ou não saber o feminino de sapo.

-Não podemos fazer isso, eu não tenho tempo. Aliás, nós NÃO VAMOS fazer isso!

-Não só vamos fazer como vamos fazer AGORA! Ja chega de fugir que nem rato de laboratório, (S/n)! Você PRECISA de ajuda.

-Não, VOCÊ que supôs que eu precisava por não preencher todos os requisitos de garota bonita que por algum motivo você achou que eu precisava preencher! Eu tenho outras coisas pra fazer!

Akemi suspirou, como se a maluca da história fosse Kanui, e por alguns segundos ela realmente acreditou que era. (S/n) nunca se importou verdadeiramente com sua aparência e nunca se achou feia, porque isso agora?

-Escuta, (S/n), isso é só insegurança.

-Eu não estou insegura.

-Está sim! Está com medo de sair da zona de conforto porque sempre fez e usou as mesma coisas!

Kanui nada disse, apenas cruzou os braços e sentou na cadeira de rodinhas da sua escrivaninha. Akemi se aproximou e pôs a mão sobre o ombro da (c/c).

-Isso não é por causa de padrões de beleza, acredite, isso é por você. Eu sei que você nunca achou que isso fosse algo importante, mas por que não tentar? Às vezes, um momento pra si é tudo o que você está precisando, é terapêutico, é reconfortante.

(S/n) levantou os olhos para a loira, um pouco mais convencida.

-Acha... mesmo isso? -ela perguntou. Akemi sorriu.

-É claro! (S/n), você é linda! Deixe essa beleza transparecer! Se mostre! Não para os outros, pra ti. Beleza não é só aparência, é cuidado também.

Kanui sorriu, Akemi tinha razão em cada palavra que disse. Uma vez lera que cuidar da aparência ajudava na saúde mental e na autoestima, mas não dera muita importância na época. Suspirou e levantou-se da cadeira. Sempre teve curiosidade em mudar um pouco de aparência, mas não tinha coragem de realmente o fazer.

-Tudo bem Akemi. Vamos fazer isso.

Yamazaki deu um gritinho dando pulinhos e batendo palminhas de felicidade.

--X—

-Seu banho está pronto! -Akemi grita de dentro do banheiro do dormitório de (S/n).

-Meu banho? -a (c/c) perguntou confusa, quando a loira disse que ia preparar a transformação dela não era bem um banho que Kanui tinha em mente.

-Honey, se você quer ficar diva vai precisar de muito mais do que um simples hidratante pra dar um jeito nessa sua pela maltratada. -a loira disse apontando para (S/s).

Kanui olhou atentamente para as partes descobertas do seu corpo, não sabia dizer o que estava "maltratado". Akemi pegou um potinho com uma mistura que aparentemente ela mesma fez e se virou para a (c/c) a encarando indignada.

-Não tirou suas roupas ainda!? O que está esperando? Um convite da Rainha?

-Eu... er... -Kanui ficou sem jeito, não sabia exatamente o que fazer- Pode se virar, por favor? -ela perguntou um tanto tímida, Kanui não era do tipo de garota tímida e insegura, mas aquela situação já estava ficando íntima demais.

-Ah (S/n)! Por favor né? Nós duas temos as mesmas coisas! Eu também tenho seios e uma vagina!

Percebendo que a (c/c) continuava sem graça e hesitante Akemi suspirou.

-Tá, tira logo as roupas e entra na banheira. -a loira diz fazendo careta e se virando para o lado oposto enquanto continuava mexendo a mistura de cor estranha.

Kanui rapidamente tirou suas roupas e as jogou no cestinho que ficava no canto do banheiro, lugar este destinado para as roupas sujas. Sentiu sua pele arrepiar pelo tempo gelado e a mesma apressou-se em entrar na banheira. Levantou seu cabelo para não molhar e usou um pregador que deixava na ponta da pia para segura. Quando seu corpo ficou coberto até os ombros a cientista permitiu que a amiga se virasse novamente.

-Agora sim! Vamos começar!

Akemi se aproximou e se ajoelhou no chão ao lado da banheira. Kanui a assistiu pegar um paninho e molhar passando por todo o seu rosto. A (c/c) não disse nada, apenas deixou que sua amiga umidecesse seu rosto. Depois de limpar, Akemi começou a passar a mistura no rosto de Kanui utilizando um palito de madeira. Quando o rosto inteiro da (c/c) estava coberto da mistura, Yamazaki pegou duas rodelas de pepino que a mesma cortou e colocou sobre os olhos da garota, logo a loira pegou outra rodela e comeu.

-Para quê é isso que você passou na minha cara? -Kanui perguntou juntando as sobrancelhas.

-Não faça expressões faciais! Vai rachar a máscara! E evite falar também, pelo menos por enquanto. -Akemi a advertiu- Isso é uma mistura especial minha, vai deixar sua pele facial lisinha e limpinha! Ela limpa seus poros e hidrata, quando tirar vai estar com o rosto macio igual bumbum de nenê! -a loira sorriu.

-Entendi. -Kanui respondeu mexendo seu rosto o mínimo possível.

-Agora levanta uma das sua pernas. -Akemi pede- Você se depila, não é?

-Claro.

-Você não acabou de dizer que se depila!? -Akemi pergunta indignada quando Kanui levanta sua perna e mostra para a loira.

-Mas só quando tá quente, por eu vou depilar as pernas se vou usar calças?

Akemi bate a mão na testa tão forte que a mesma chega a ficar tonta.

-Meu Senhor. O que seria dessa garota sem mim?

-O que foi? -Kanui pergunta.

-Você ainda tem muito o que aprender. -Akemi diz se levantando para pegar a lâmina de barbear- Vamos fazer logo isso, você ainda tem que lavar o cabelo.

--X--

Duas horas de banho depois, Kanui estava de banho tomado e depilada. Mas não podia negar, sua pele estava realmente mais macia e se sentia até mais leve. Agora estava com uma toalha enrolada na cabeça com outra mistura maluca de Akemi.

A pedido da amiga, (S/n) passou dois produtos diferentes por todo o corpo e colocou um roupão também levado pela loira. Assim que terminou de passar os cremes, (S/n) saiu do banheiro se encontrando com Yamazaki que preparava outras coisas para a próxima etapa da transformação de Kanui.

-Agora que está cheirosa e hidratada, senta aqui. -Akemi pediu colocando as mãos na cadeira de rodinhas.

Kanui obedeceu o pedido e sentou na cadeira percebendo que a loira tirara todas as suas coisas e colocou outros milhares de produtos e equipamentos. Deu uma olhada em volta e achou suas coisas que antes estavam na escrivaninha agora estava na cama, bom, numa ponta dela. Akemi levantou seu rosto para que olhasse para ela, depois pegou uma pinça. (S/n) se assustou.

-O que está fazendo!?

-Não é óbvio? Vou fazer sua sobrancelha!

-Mas eu nunca fiz a sobrancelha antes!

-É, eu percebi. -Akemi fez careta.

-Mas depois que faz a sobrancelha começa a crescer mais rápido, não fica a mesma coisa!

-Depilação nas pernas e genital também. Cutícula também, e você vai fazer hoje. Não fuja do seu destino como mulher, a beleza dói mesmo, mas vale a pena.

-Akemi! Não!

A loira bufou.

-Okay, eu não vou tirar suas cutículas, mas as sobrancelhas não escapam! -a expressão de tristeza e desespero de Kanui foi tão notável que fez Akemi quase desistir- Não fica assim, acredite em mim, não tem sensação melhor do que se olhar no espelho depois e se sentir linda.

-Eu já me sentia linda.

-Então você vai ver como a sensação vai aumentar.

Depois de fazer as sobrancelhas e passar mais uns cremes no rosto Kanui lavou o cabelo novamente e tirou a mistura que Akemi fizera, seu cabelo estava brilhando, macio e completamente soltinho. (S/n) nunca o tinha visto daquele jeito e ficou surpresa com o que aquela mistura fazia em 50 minutos. Yamazaki passou mais uns cremes e o molhou, Kanui estava muito satisfeita até ver Akemi pegar a tesoura. A garota pulou da cadeira e correu até o outro lado do quarto.

-É sério isso, (S/n)!? -a loira perguntou indignada e bufando.

-Eu que devia perguntar isso! O que você ACHA que vai fazer com essa tesoura!? -a garota pergunta claramente nervosa e segurando seu cabelo.

-O que as pessoas fazem com uma tesoura!? -Akemi revira os olhos- Eu não vou te deixar careca!

-Por favor, tudo menos isso!

-(S/n), esse corte não combina com você! Ele tá com o caimento péssimo e não beneficia nem um pouco a forma do seu rosto!

-Mas do quê você está falando!?

Yamazaki suspirou pela milésima vez naquele dia, seria assim com todas as etapas?

-Você claramente não tem tempo nem paciência pra cuidar de um cabelo longo desses! Eu fiquei os últimos dias estudando os cortes de cabelo certos para o formato do seu rosto! Os produtos que iriam te favorecer, os melhores métodos, qualidade, tudo! Ou você acha que todas essas sacolas vieram do meu quarto!? Algumas até vieram, mas a grande maioria eu comprei pra você! Então se você acha que eu não me preocupo com como você vai ficar por que aceitou tudo até agora!?

Kanui olhou para as diversas sacolas, não tinha pensado nisso, realmente tinha mais coisas do que caberiam no quarto da amiga, todos os dormitórios tinham o mesmo tamanho e (S/n) sabia que aquilo tudo não cabia no quarto dela.

Akemi esteve a semana toda preparando tudo para ela e tudo o que fizera até então era hesitar e discordar. Se ela não queria mudar então por que aceitara? Okay, ela não tinha tecnicamente aceitado, mas também não tinha negado. Já tinha dado uma chance pra tudo até então, por que seu cabelo deveria ser diferente? Já teve seus fios curtos quando mais nova, podia ver como eles ficariam agora mais velha, não é?

Kanui respirou fundo e lentamente voltou para a sua cadeira, convencida de que aquela era uma mudança para melhor e que ela não se arrependeria depois. Akemi sorriu com o voto de confiança, pegou um espelho retangular de tamanho médio em uma das sacolas e a colocou sobre a escrivaninha escorada na parede. Kanui olhou seu reflexo dando um último adeus para suas madeixas longas.

-Você me diz até onde quer cortar que eu faço o penteado. -a amiga disse olhando reconfortante para Kanui através do espelho.

(S/n) sorriu, convencida de que ela queria realmente mudar.

--X—

-Prontaaaa! -Akemi cantarolou assim que tinha dado os últimos retoques nos cabelos da (c/c) e terminado de passar o hidratante.

A loira pegou o espelho antes deitado para não deixar Kanui ver o processo e o levantou. O espanto de (S/n) foi enorme, a mesma pôs a mão sobre a boca para tentar abafar um pouco o susto, o que fora completamente inútil já que sua expressão continuava perceptível.

Akemi começou a ficar insegura com o corte de tamanho que era a expressão assustada de Kanui. Será que ela calculou a altura errada? Ou era o molde? Decidiu arriscar e perguntar.

-Eai? O que achou? -ela encolheu um pouco os ombros.

Kanui lentamente tirou a mão de seu rosto, porém sem mudar a expressão, seus olhos vidrados no espelho mal piscavam.

-Eu... Meu cabelo...

(S/n) mexia no cabelo, ainda em choque, aquilo já estava agonizando Akemi.

-Fala logo! Esse suspense todo já está me dando rugas!

Mais alguns segundos de silêncio em que Kanui não tirava os olhos do espelho, Yamazaki já estava quase roendo as unhas quando finalmente percebe um sorriso brotar no rosto da (c/c).

-Eu... eu tô maravilhosa!

Seu sorriso cada vez aumentava mais, Akemi estava certa em cada palavra, a sensação era incrível. A loira suspirou aliviada e sorriu, satisfeita por ter feito a amiga tão feliz.

-Vamos para a penúltima parte! Pés e mãos!

Kanui assentiu com a cabeça, agora mais animada com aquilo. Akemi pegou uma bolsinha de tecido no meio das sacolas e colocou em cima da escrivaninha. De dentro foi possível ver uma imensidão de esmaltes, acetona, algodão e mais alguns "equipamentos" que Kanui não sabia o nome. A loira tirou uma pequena bacia que tinha o formato de dois pés e encheu de água morna no banheiro, ao voltar a mesma pede para (S/n) pôr os pés ali, pedido esse que fora imediatamente atendido.

-Como eu prometi, eu não vou tirar suas cutículas, mas eu vou tirar as beiradas, okay?

Kanui apenas concordou, Akemi já provara que sabia o que estava fazendo.

A loira tirou as beiradas das cutículas, lixou, hidratou e limpou todas as dez unhas de (S/n) que nem fazia ideia de quantas coisas tinha pra fazer antes de realmente pintar as unhas. Quando finalmente o momento de pintar chegou Akemi mostrou na bolsa todos os esmaltes que possuía para a (c/c).

-Agora o momento é seu, escolha o que te agrada. Podemos fazer combinações também com mais de uma cor, mas isso depende de você.

Kanui olhou indecisa todos os esmaltes, tinham muitas cores lindas e tons que a mesma nem sequer sabia que existiam. Pensou no que Akemi dissera, podia escolher mais de uma cor, mas mesmo assim ela optou por usar uma cor única.

-Ótima escolha! -Akemi sorriu depois de Kanui entregar sua escolha com muita dor no coração de precisar descartar as outras. Como se lesse seus pensamentos, Akemi completou- Não se preocupe que você ainda terá que escolher a cor para os pés!

Kanui sorriu.

-Agora, voltando àquele assunto de antes. -Yamazaki sorriu sapeca- Me conte mais sobre o seu Boy Magia.

(S/n) riu sem graça.

-Eu não vou te dizer mais nada.

Kanui nunca falara tanto de sua vida em um único dia, desde o começo da transformação as duas garotas conversavam durante as etapas. Akemi era realmente muito engraçada e se mostrara uma ótima ouvinte, mas uma comentarista não muito boa. Kanui sentia-se bem conversando com a loira e sentia que aquele dia tinha aproximado muito as duas.

-Qual é (S/n)! Você já me contou praticamente sua vida inteira nas últimas horas, continua vai!

A garota suspirou derrotada.

-Ele me chama de Kanui.

-Kanui? Tipo um apelidinho romântico? Neném, Amorzinho, Vidinha, Ursinho,... -Akemi começou a listar todos os apelidos que já ouvira, mas fora interrompida pela (c/c).

-Não! Eles dois me deram esse apelido quando nos conhecemos.

-Aff, e vocês não tem um apelido só de vocês? Que não envolva o terceiro?

-Claro que não! Ele nem sabe...

-Que você gosta dele? E por que não contou ainda? -a loira interrompeu -Troca de mão.

Kanui tirou a mão com as unhas pintadas e entregou a outra.

-Por que eu contaria? Isso nem faz diferença mais. Moramos longe agora, mesmo que ele sentisse algo se volta, um relacionamento a distância nunca dá certo.

-Isso é você que tá dizendo.

Kanui semicerrou os olhos para Akemi, um sorrinho de lado surgiu em seus lábios.

-Mas e você? Pra mim você parece aquelas garotas que tem todos os rapazes aos seus pés, babando por você. -ela sorriu sapeca.

-Na época da escola até tinha e às vezes vem um Zé Mané me encher o saco aqui na universidade também. Mas eu nunca dei papo pra eles. -a loira deu de ombros- Mas sim, eu já fui aquelas populares que andam em grupinho e recebe zilhões de cartas no dia dos namorados.

-E por que?

-Por que o quê, doida?

-Desculpa, mas na primeira vez que eu te vi eu jurei que você era do tipo pega mas não se apega.

Akemi riu alto.

-Fica tranquila, Honey. Já estou acostumada com esse tipo de conclusão.

As duas riam.

-E não vai me dizer por que nunca deu uma chance pra nenhum cara?

A loira suspirou e olhou bem nos olhos de Kanui, um sorrisinho de canto e até meio debochado.

-Porque eu gosto de garotas.

(S/n) abriu a boca pra falar algo, mas nada saia. Ficou sem reação. Por essa nem ela esperava. De repente começou a pensar porque Akemi fez tanta questão de ajudá-la a cuidar da própria aparência e olhou em volta, seu quarto estava cheio de sacolas e produtos de beleza. Akemi riu percebendo onde os pensamentos da (c/c) estavam chegando.

-Relaxa menina. Eu não tenho uma queda por você ou algo do tipo. Eu quis te ajudar como uma amiga.

Percebendo como agira, Kanui apressou-se em se desculpar.

-Eu não queria parecer preconceituosa nem nada do tipo. Perdão! Só que isso foi realmente uma surpresa pra mim.

-Já disse que está tudo bem. -a loira riu novamente- Eu entendi.

Kanui sorriu.

-Como você descobriu? Quero dizer... hã... -a (c/c) se enrolou com as palavras.

-Foi simples até. -Akemi a interrompeu respondendo a pergunta- Eu percebi que não estava tendo prazer em beijar os caras. Ai um dia minha melhor amiga ia passar a noite na minha casa, nós assistimos um filme e... aconteceu.

-E vocês duas ainda se falam?

-Às vezes, eu vim pra U.C.T e ela se mudou para o outro lado do estado, só nos falamos por mensagem.

Kanui riu fraco.

-Você é uma caixinha de surpresas, Akemi.

A loira sorriu.

--X—

Depois que suas unhas das mãos e dos pés estavam impecáveis. Kanui e Akemi passaran para a última etapa da transformação.

-Aulas? -a garota pergunta confusa.

-Óbvio! Eu não vou estar aqui o tempo todo para te deixar maravilhosa, baby! Você vai ter que aprender a se cuidar sozinha. -a loira pega algumas sacolas e põe dentro alguns dos produtos que elas usaram naquelale dia- Aqui tem hidratantes, esfoliantes, creme pro cabelo, máscaras faciais e eu ainda fui legal em deixar escrito algumas das minhas receitas caseiras, tanto para o rosto quanto para o cabelo.

Kanui pegou a sacola olhando os produtos dentro.

-Okay.

-Eu já te ensinei como usa cada um aqui. Agora, maquiagem!

Yamazaki pegou outra sacola da cama, seu sorriso era maior que tudo. Despejou tudo sobre a escrivaninha, assustando Kanui.

-Como você ainda está aprendendo eu peguei só o básico: Batom, gloss, rímel, sombra, lápis de olho, blush, delineador, base, primer, corretivo e claro, os pincéis.

-O básico, né? -respondeu irônica e encarou séria a loira.

-Sim? Foi o que eu acabei de dizer!

-Akemi, eu não sei usar tudo isso.

-Mas vai aprender, não se preocupe, aos poucos eu vou te ensinar absolutamente tudo o que eu sei. Por hora, apenas aprenda o seguinte: Blush nunca é demais! Eu até já comprei no seu tom de pele.

-Mas eu... hã... -ela olhou todos aqueles produtos completamente confusa- O que usa primeiro?

-Ah sim, primeiro passa um hidratante, depois o primer, corretivo, base, contornos, sombras, cílios e batom! -ela diz apontando para cada produto na sua respectiva ordem.

-Isso são cílios postiços? -Kanui diz pegando uma caixinha com três pares de cílios.

-Óbvio! São incríveis! Você só tem que...

-Eu não vou usar isso. -Kanui diz balançando a cabeça negativamente e entregando a caixinha para Akemi. A loira bufou.

-Tá! Eu fico com eles então!

-O que é isso? -(S/n) pergunta segurando outro objeto que para ela era muito estranho.

-Isso é um modelador de cílios! Você só coloca assim, mas não aperta com muita força, e pronto! Olha a diferença. -Akemi pega o modelador e mostra como usar em si mesma, depois deixa Kanui ver a diferença.

-É, legal.

-Você ainda tem muito o que aprender. -Yamazaki revira os olhos- Se não fosse por minha linda pessoa, você ainda seria um bichinho do mato, Kanui.

Dessa vez foi (S/n) quem bufou.

-E esse pentezinho aqui? Pra que serve?

-Isso é um pincel duplo, aqui é as cerdas, que servem para pentear as sobrancelhas e esse do outro lado é o pentinho para separar os cílios depois de usar o rímel ou a máscara de cílios.

-Meu Deus.

-Você vai aprender. Agora aqui. -a garota pega outras três sacolas da cama enquanto Kanui guarda os produtos de maquiagem novamente- Eu não ia comprar, pois eu gosto de como você se veste, sabe aproveitar as curvas do seu corpo. Mas quando eu estava no shopping eu não resisti!

Akemi tira de uma das sacolas um vestido, não era chamativo nem muito curto, parecia leve e era perfeito para sair com os amigos ou em alguma outra situação mais casual. Kanui sorriu, havia adorado.

-Uau. É muito bonito.

-É mesmo, não é!? -Akemi sorria animada- Aqui também tem outros conjuntos que eu acho que você vai A-MAR! Agora tem tudo para divar!

Por insistência da loira (S/n) colocou o vestido, e colocou um pouco de maquiagem só pra aprender o que ela ainda não sabia fazer, uma coisa bem leve e rápida. Depois que as etapas acabaram Kanui se olhou no espelho e se impressionou, estava realmente deslumbrante, se sentia extremamente feliz, Akemi comprara tudo ali pensando nela e fizera uma verdadeira transformação, sentia-se linda, estava linda e ela não queria mais parar de olhar.

-O sapo virou princesa! -Akemi sorriu extremamente orgulhosa do ótimo trabalho que fizera na amiga.

-O certo é sapa! -Kanui corrigiu ainda não tirando os olhos do espelho e sorrindo boba.

-Que seja! Os dois estão bombásticos!

-Obrigada. -Kanui sorriu para a loira, verdadeiramente feliz.

-Só de ver esse sorriso e saber que finalmente seu cabelo ganhou um pouco atenção já basta. -ela sorriu de volta.

Akemi separou as sacolas que seriam de Kanui e pegou suas coisas de volta. A (c/c) se ofereceu para ajudar a amiga a levar tudo de volta, afinal, era o mínimo que poderia fazer, mas a loira recusou.

-Curta a nova (S/n) um pouco! Ela merece!

Kanui assentiu e sorriu abertamente, acompanhou a amiga até a porta e a fechou. Pegou seu celular pela primeira vez desde que Akemi chegara e se assustou, era dez horas da noite. Ainda bem que ela e seus amigos já tinham deixado tudo pronto e não combinaram de se encontrar. Arrumaria suas coisas que ganhou e se prepararia para dormir, se aproximou da cama para começar mas encontrou o espelho e se encarou novamente. Talvez algumas fotos antes não fariam mal.

Pensou em mandar para Deku e Kacchan, mas preferiu deixar surpresa, se contentou em mandar apenas para sua mãe e sua tia e aproveitar um pouco mais da noite consigo mesma. Afinal, não se sentia bem daquele jeito haviam anos.

--X—

Mesmo no dia seguinte Kanui ainda não tinha se acostumado completamente com sua nova aparência, no bom sentido.

Levantou um pouco mais cedo, prometara para Akemi e para si mesma que iria se cuidar melhor. Tomou banho, usou hidratante, arrumou o cabelo, escolheu um dos "looks" comprados por Yamazaki e fez uma maquiagem neutra. Ainda não sabia exatamente como se maquiar, base, blush, rímel e um batom deviam ser o suficiente por agora, pelo menos enquanto ainda não sabia fazer uma "make" avançada.

Deu uma olhada no espelho e sorriu abertamente com o que viu, estava realmente diferente, mas era um diferente bom. Gostava muito daquela Kanui. Checou a hora no celular, estava na hora! Exatamente o horário que planejou sair. Pegou sua mochila que arrumou na noite passada para passar o fim de semana e sua bolsa, saindo do dormitório e rumando para o laboratório 112.

-Aqui estão os equipamentos, aqui as ferramentas e aqui a peças para montagem. -Ken dizia mostrando as bagagens com seus respectivos utensílios- Eu também organizei o projeto por escrito e coloquei nesta pasta.

O azulado termina de dizer e entrega para Jim que assente.

-Entendi.

-Oi gente! Bom dia. Eu me atrasei? -Kanui pergunta entrando na sala às pressas e se virando para seus amigos.

Ao bater os olhos na (c/c) o queixo de Kenizy cai.

-Cuidado para não entrar mosca. -Jim sussurra no ouvido do amigo e cumprimenta (S/n) com um "Bom dia" e um sorriso logo se virando para a mesa no centro.

Ken o encara sério e se vira para Kanui lhe direcionando um sorriso e se aproximando.

-Uau. Você está... magnífica. -ele abre o sorriso de lado- Quer dizer, você já era linda antes, digo bonita antes, mas agora... uau.

A garota riu fraco e pôs uma mecha do cabelo atrás da orelha.

-Obrigada Ken.

-Só por via das dúvidas... Você é a (S/n), não é? -ele pergunta claramente brincando e sorrindo sapeca. Ela ri baixo.

-Eu também não acredito nisso ainda. Mas a não ser que minha alma tenha trocado de corpo, sou eu. -ela sorriu abertamente.

-Uau.

Os dois riram e se aproximam de onde Satori e Jim estão.

-Meu Deus do Céu, (S/n)! Você está linda! -Sati sorri abertamente e impressionada ao ver Kanui.

-A mudança está tão visível assim? -ela pergunta sem graça.

-Está, mas não se preocupe, é um visível bom!

-Temos uma hora e meia até a saída do nosso trem. -Jim diz olhando no relógio- Ken acabou de me passar as instruções, já vou pedir o nosso táxi, okay?

-Certo. -Kanui assente.

-Vem cá. -Satori puxa (S/n) para um canto mais afastado- Isso tudo é pro crush? -ela pergunta brincalhona.

-Não! -Kanui olha pra trás para ter certeza de que Ken e Jim não ouviam- Uma amiga fez isso, ela disse que eu não mostrava toda a minha beleza corretamente ou algo assim.

-Mas que anjo da guarda é esse!? Me passa o contato depois!

Kanui riu.

-Eu não fiz nada demais.

-Nada demais!? Tudo bem que você já era linda, mas agora parece que você trabalha como modelo!

-Não exagera.

-É sério!

-Sati. Chega.

As duas voltaram para perto dos garotos e juntos repassaram o projeto mais uma vez

--X—

Já fazia algum tempo que não conseguia tempo para ler e Kanui gostava de aproveitar o tempo da viagem de trem para isso. Fechou o livro a fim de descansar os olhos um pouco e pegou seu celular.

Já iria fazer meia hora de viagem, ainda demoraria cerca de uma hora para o trem chegar na estação de Musutafu. Olhou para Jim, embora o visse quase todos os dias, os dois mal conversavam, não sabia quase nada sobre ele.

-Jim. -chamou e o moreno imediatamente desvia o olhar da janela para a (c/c)- Eu acho que não sei nada sobre você.

O garoto sorriu.

-Eu também acho que não sei nada sobre você.

-Você ainda deve saber mais sobre mim do que eu sobre você. Eu nem sei a sua individualidade.

Ele suspirou e estendeu a mão direita para Kanui.

-Puxa meu dedo- (S/n) o encarou confusa e receosa- Não é aquela brincadeira idiota de peido. Tô falando sério.

Kanui então pegou o dedo indicador de Jim e puxou. O dedo começou a esticar e quanto mais a garota puxava mais esticava até que ela soltou e o dedo voltou a forma normal.

-Nossa! Você consegue se esticar! -ela sorriu e Jim riu fraco.

-Na verdade não. Meus dedos se esticam, mas é só. Não é que nem desenho animado que se eu quiser pegar algo é só esticar o braço que ele vai até o outro lado da sala. Eu não consigo fazer por conta, algo ou alguém precisa estar segurando ou puxando.

-E tem um limite?

-Eu não sinto nada, mas começa a doer depois de 3 metros. Ah, os dedos do pé esticam também.

-Sua individualidade é engraçada. -ela ri.

-É, às vezes eu brinco com ela quando estou entediado, fazendo nós entre os dedos ou algo assim.

Os dois começaram a conversar, Kanui achava que Jim era reservado sobre sua vida pessoal, mas era só falta de intimidade. Em certo momento Kanui olhou pela janela.

-Ja estamos quase chegando.

-Hã... (S/n). -ele a chamou e ela se mostrou atenta- Eu queria me desculpar novamente por aquele incidente na amostra científica.

-Eu já tinha te desculpado.

-Eu sei, mas eu fui realmente um idiota com você naquele dia, quero dizer, você salvou o nosso projeto e tudo o que eu fiz foi surtar e jogar culpas em ti. Eu fiquei muito mal depois, eu sei que não somos próximos, mas ainda somos amigos, eu não devia ter te tratado daquela maneira.

Kanui encarou o moreno, ele ainda se culpava daquilo? Achava que ele até ja tinha esquecido, mas Jim realmente se preocupou com como ela se sentiu naquele dia e ela sorriu por isso.

-Hey, está tudo bem. Eu não fiquei recentida nem nada, eu sei como devia ser difícil ter uma responsabilidade daquelas, é normal perder o controle nessas situações. Você não fez nada de errado, Jim.

Ele encarou Kanui e sorriu, precisava ouvir aquilo dela para finalmente ficar tranquilo consigo mesmo.

-Obrigado. -ele suspirou- Então, já que isso ficou esclarecido. Eu...er... queria te pedir um favorzinho.

(S/n) riu fraco.

-Diga o que precisa.

-Bom, eu sei que já pedi a Sati em namoro, você e o Ken foram até testemunhas, mas... é como se ainda não tivéssemos uma relação séria.

-Mas você deu uma aliança pra ela, não foi?

-Foi! Mas sei lá. Como eu posso firmar o nosso namoro?

(S/n) pensou um pouco, nunca foi boa com relacionamentos, na verdade ela nunca esteve em um, mas se estivesse, o que ela gostaria que acontecesse para ter certeza de que era sério?

-Já sei! -ela estalou os dedos- Dá um presente pra ela!

-Um... presente. -Jim a encarou desacreditado.

-Não um presente qualquer, tem que ser algo que carregue emoção, que tenha valor, sentimental, no caso.

-E o que eu poderia dar?

-Bom, eu não sei, talvez... um colar ou... um pingente, algo assim.

Jim suspirou, não fazia ideia do que poderia dar.

-Olha, quando chegarmos meus amigos ainda vão estar em aula, nós procuramos uma hospedagem e depois podemos procurar ideias de presente.

Jim assentiu.

-Aliás, onde nós vamos trabalhar?

-Midoriya disse que falou com o diretor, eles têm uma turma que são tipo os cientistas dos heróis, entende? Vão emprestar uma das salas deles pra nós. Só precisamos nos apresentar para o diretor quando chegarmos.

-Tudo bem, então nós já temos algumas coisas pra fazer. -ele sorriu de lado e Kanui riu fraco.

-É, eu acho que sim.

--X--

Midoriya estava ansioso a semana inteira, Kanui finalmente iria passar o fim de semana com ele!

Tudo bem, não era exatamente apenas com ele, Kacchan estaria junto e ela estava indo "à trabalho", mas ainda sim, poder ver a (c/c) o fim de semana inteiro já era incrível.

Estava pensando em convencê-la a ficar na sua casa e o esverdeado também passaria sábado e domingo com sua mãe! Na sua cabeça tudo já estava planejado e perfeito.

Segundo a amiga ela iria para a academia depois que as aulas dele acabassem e por isso assim que o sinal tocou Izuku disparou para a entrada.

Bakugo não perdeu tempo e correu tão rápido quanto, afinal ele também estava com saudade de (S/n).

-Será que ela vai demorar pra chegar? -Deku pergunta.

-Eu tenho cara de vidente!? -o loiro respondeu ríspido, Midoriya apenas revirou os olhos.

Alguns minutos depois e os dois garotos percebem um táxi parar na frente dos mesmos. De repente tudo pareceu andar em câmera lenta, a porta do táxi abriu e Kanui saiu dali, os olhos do esverdeado e do loiro se arregalaram, ela estava extremamente linda.

Izuku não entendia como alguém conseguia ficar mais bonita do que já era, Kanui tinha mudado muito mas a única coisa que literalmente tinha mudado era seu cabelo, como aquilo acontecia?

Katsuki a encarou de cima a baixo, se existia uma definição para perfeição aquela garota era com certeza essa definição, notou que ela estava de maquiagem, ela sempre dizia que não gostava muito de usar e por isso a via poucas vezes maquiada, mas daquele jeito, tão natural e ao mesmo tempo tão encantador, era inédito.

A (c/c) abriu um enorme sorriso e abraçou seus dois melhores amigos ao mesmo tempo, eles demoraram alguns segundos a mais para reagir mas logo retribuiram o gesto.

-Senti tanto a falta de vocês! -ela disse depois de se soltar do abraço.

-Você... está... -Izuku parecia em transe- está linda!

-Isso é muito mais que lindo. -Kacchan completou- Quero dizer! Tá diferente. -ele rapidamente desviou o olhar e cruzou os braços.

-Eu mudei alguns costumes. -ela riu sem graça pondo uma mecha do cabelo atrás da orelha- Fico feliz que gostaram.

-Gostamos. Gostamos muito. -Midoriya diz ainda sem tirar os olhos dela.

-Bem... -ela olha pro carro- Hora de trabalhar!

Para surpresa dos garotos, a porta do outro lado do táxi abre e de lá sai... um cara?

Todo o mundo mágico que tinha se formado na cabeça de Izuku foi friamente destruído em pedaços ao ver aquele moreno saindo do carro e abrindo o porta malas.

Katsuki não fazia nem ideia de quem era ou o que fazia ali, mas já o odiava com toda a sua força e sua vontade era de pular no pescoço do garoto.

-Verdade! -(S/n) olha para o moreno e o puxa de leve para ficar do seu lado- Meninos, quero que conheçam o Jim!


Notas Finais


Oi genteeee! Vejam quem voltou!!

Então, quase um mês sem atualização, eu sei, porém vejam o tamanho desse capítulo!

Sinceramente eu não esperava e nem queria que tivesse ficado tão grande, eu não sei vocês, mas eu não gosto muito de capítulos tão extensos, mas eu não queria cortar no meio para dividir em dois, até pq eu queria fazer a transformação e os meninos conhecerem o Jim no mesmo capítulo ksksksk

Então eu meio que não tive o que fazer.

Mas enfim, espero que tenham gostado! Considerem esse cap gigante como a atualização do mês tudo junto!

Me digam! O que será que vai acontecer agora? E como vocês imaginam a Kanui de vocês? Ela mudou muito? Mudou pouco? Sinta-se a vontade! ^^

Obrigada a você que leu até aqui e desculpa a demora o um capítulo tão massante.

Beijos e até a próxima!


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