História Kara Danvers, you are my hero - Capítulo 4


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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor
Tags Karlena Supercorp
Visualizações 94
Palavras 3.389
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Leitura ;

Capítulo 4 - Jack Spheer


Ela assistiu o sol nascer, sentada na poltrona de seu quarto. O acidente na noite passada desencadeou duras lembranças de seu passado, lembranças que seu subconsciente lutava para esquecer ou pelo menos tentava esconder. Mas, por incrível que pareça naquele momento, não era em seus pesadelos que pensava.

O cabelo de Kara estava molhado, ela tinha um desespero no olhar que nunca virá em outra pessoa, não quando se tratava de sua vida.

-Você não pode me assustar assim Lena – Disse Kara, e Lena se flagrou repetindo aquela frase em sua mente, várias e várias vezes seguidas.

Ela inconscientemente levou os dedos aos lábios, suspirou e então houve um corte e ela agia de forma rude com Kara, nos olhos azuis ela se lembrava de ter notado um misto de raiva e magoa.

Batidas na porta, Jess sua assistente entrou no quarto, carregava uma bandeja com o seu café da manhã.

-Jess – Lena reclamou levantando-se da poltrona –Eu já estava descendo.

-Soube da outra tentativa senhora Luthor – Disse Jess, o tom levemente preocupado –Sinto muito... Deveria ter sido mais cuidadosa quanto à contratação do motorista... – Lena notou as lagrimas se acumulando nos olhos de Jess, se aproximou da assistente e apertou seus ombros carinhosamente.

-Não foi sua culpa Jess – Lena sorriu amavelmente e segurou a bandeja das mãos da assistente –Pode dizer a senhorita Danvers que estou a aguardando...

-Sim senhora – Jess assentiu e deixou a Luthor sozinha.

-Não – Lena voltou atrás –Pensando bem, eu vou até a casa.

-Como quiser senhora Luthor.

Winn acordou ouvindo o barulho no andar de baixo, teve uma noite mal dormida graças a sua melhor amiga e os barulhos que fazia, quando desceu as escadas não se surpreendeu ao ver que sua amiga havia afastado os moveis da casa e improvisado um lugar para treinamento, nesse momento ela socava o que deveria substituir um saco de areia. Um pedaço grosso de concreto, como ela havia conseguido trazer todos aqueles instrumentos para dentro da casa, Winn não perguntou. Ela não estava sozinha, Alex estava ao seu lado a instruindo.

-Como foi a sua noite Winn? – Perguntou Winn fingindo estar em uma conversa com as duas amigas, já que nenhum delas se quer notou a presença dele na sala –Ah, eu não consegui dormir direito... Mas por que Winn? – Fingiu um tom preocupado, e viu que finalmente havia chamado à atenção das mulheres, Kara o olhava com um leve sorriso nos lábios, enquanto Alex a ajudava a tirar as luvas de suas mãos –Estava ouvindo uns barulhos estranhos a madrugada inteira, como tem um assassino a solta eu ficava imaginando ele entrando pela casa e me sufocando com o travesseiro...

-Você não é tão importante como Lena Luthor – Alex provocou o amigo.

-Ai! – Winn levou a mão ao peito.

Os três ouviram batidas na porta. Kara congelou no lugar, Winn se aproximou da porta e a kryptoniana o impediu.

-Deus Kara – Exclamou Winn –Nós já não conversamos sobre usar sua velocidade desse jeito...

-É a Lena – Disse e olhou a sua volta de forma nervosa.

-E – Ele a instigou a continuar.

-E se ela veio para nos demitir? – Perguntou

-Não vamos saber se não abrirmos a porta – Alex interrompeu os dois e abriu a porta quando ouviu novamente as batidas.

Lena olhou a ruiva de cima a baixo, usava ainda as roupas de treino e seu corpo estava banhado de suor, causando um brilho em sua pele. Alex sorriu e abriu passagem para Luthor.

-Bom dia senhora Luthor – Winn a cumprimentou.

-Você é o senhor...

-Scott, geralmente fico na van escondido... – Winn retribuiu o aperto cordial de Lena –Está é agente Danvers, irmã da...

Winn olhou para o lado, no entanto, Kara não estava mais ao seu lado.

-Irmã da Kara – Concluiu

Não foi difícil ouvir o barulho vindo do andar de cima, acontece que a kryptoniana corria de um lado para o outro do quarto a procura de uma roupa. Quando Alex entrou no quarto da irmã para chamá-la, encontrou um borrão veloz de um lado para o outro do quarto, até que finalmente parou e Kara ainda estava de roupa intima e visivelmente nervosa.

-Kara, Lena está lá em baixo ela quer conversar...

-Se ela vai me demitir eu quero... Eu quero estar apresentável – Disse Kara nervosa.

-Ela não vai demitir você.

-Não vai?

Lena estava diante da janela observando a mansão, não usava suas roupas para trabalho, estava com uma calça de moletom cinza, extremamente diferente da formal e impecável Luthor que via em fotos de jornais e até mesmo pessoalmente, e no fundo Kara acreditava que aquela era a Lena que havia dentro da mulher diante de seus olhos, e não a impecável e inabalável que a Luthor tentava incansavelmente passar para as outras pessoas, seu cabelo negro estava mal preso por um rabo de cavalo e quase não usava maquiagem, olhando bem para seu rosto, Kara teve certeza de que Lena não usava maquiagem alguma e de fato não havia mudança.

-Até onde sei – Kara olhou a hora em seu relógio de pulso –Não estou atrasada.

-Eu só queria conversar... Na verdade – Lena pigarreou –Me desculpar pela forma rude como agi eu só... – Ela pigarreou novamente, parecia estar deslocada, Lena sorriu de forma nervosa e as pernas de Kara a aproximaram involuntariamente, porque se dependesse dela, provavelmente continuaria parada no meio da sala a uma grande distancia da Luthor –Estava assustada...

-Eu sei – Disse Kara, e inconscientemente tocou o ombro de Lena –E eu não deveria ter... Bem... – Kara sentiu suas bochechas formigarem e sabia que estava corando.

-Tudo bem Kara – Lena sorriu, e seu sorriso contagiou a kryptoniana.

-Bem – Kara repetiu e olhou nervosamente para os lados, conseguia ver sua irmã e seu melhor amigo escorados na parede ouvindo curiosos a interação das duas mulheres –Er-Estou pronta para...

-Hoje é dia da minha psicóloga – Disse Lena, e mexia em suas mãos, encarando o chão, ela não compreendia o motivo de seu súbito nervosismo ou o porquê de suas mãos estarem suando.

Kara ouviu os batimentos acelerados da Luthor.

-Bem, então nesse caso... Eu já estou...

-Tecnicamente eu tenho que acompanhar você... Er-quero dizer... Se você quiser...

-Deus – Alex sussurrou de forma exasperada para o amigo –Elas são horríveis – Winn começou a rir e então ouviram a porta da frente ser fechada.

Encontraram Kara parada a frente da porta. De costa para os dois, as mãos ainda na maçaneta da porta ouvindo atentamente a Luthor chegar até a mansão. Alex e Winn se entreolharam, os dois conheciam a kryptoniana melhor do que ninguém e no fundo sabiam onde tudo isso os levaria, Winn parecia empolgado pela amiga, diferente de sua irmã que começou a sentir um medo subindo por sua espinha, um medo gélido atiçando seus instintos, ela sabia que deveria intervir no que quer que estivesse tendo inicio ali, seria melhor, talvez se conseguisse outra pessoa para fazer a proteção de Lena, entretanto, melhor do que ninguém, com o caso que tinham em mãos, ninguém era melhor para o serviço do que alguém de aço, só esperava que sua irmã não saísse tão machucada quanto imaginava.

 

-São os mesmos pesadelos – Kara ouviu a voz da Luthor, estava sentada a frente de uma porta de madeira, e mesmo sendo contra sua moral ouvir a conversa dos outros, se deixou levar por sua curiosidade e tinha medo de que a psicóloga de Lena, na verdade fosse uma assassina contratada –Estou na frente do rio... Assistindo ela morrer enquanto a correnteza levar seu corpo...

Ela não sabia explicar, mas ouvir o choro de Lena partia seu coração. Caminhou de um lado para o outro, tentando concentrar sua audição em outra coisa além da mulher quebrada que desde que chegara a família Luthor não teve se quer um minuto de sossego, mas principalmente tentou concentrar sua força de vontade em outra coisa além do desejo de entrar na sala e abraçar a Luthor, dizer que tudo ficaria bem. Lena saiu da sala segurando um lenço, Kara não precisou dos olhos inchados e a voz um tanto nasal de Lena para confirmar que ela havia chorado, não era preciso, ela havia escutado.

Quando a conduziu para dentro do estacionamento, foram acompanhadas por um silencio desconfortável. Lena parecia viajar dentro de sua própria mente perturbada, então algo que jamais imaginou que fosse acontecer... Aconteceu, simplesmente foi demais para segurar, Kara pressionou o botão de emergência do elevador o parando quase no primeiro andar, enquanto Lena chorava logo atrás de si, seu corpo escorado no fundo frio de aço. Quis novamente abraça-la, porém não sabia o quanto de limite poderia ultrapassar. Virou-se lentamente e a viu de cabeça baixa, os cabelos negros, agora soltos, cobriam todo seu rosto. As mãos da kryptoniana tremiam quando as aproximou das laterais do corpo de Lena, a Luthor estremeceu com o toque cheio de cuidado e chegou a reconhecer carinho, Kara deslizou suas mãos nos braços de Lena subindo e descendo o mais lento que lhe era possível, tentando passar para mulher a sua frente todo o seu apoio, e ela não sabia se era pelo rosto confiável ou por estar emocionalmente abalada, ela sempre ficava abalada depois de conversar com sua psicóloga, relembrar coisas de seu passado era sempre dolorido e ela estava farta de aguentar todo aquele fardo sozinha, mas lá estava ela, abraçada a uma completa estranha enquanto era reconfortada, Lena chorou tudo que tinha para chorar, e quando voltou a encontrar os olhos azuis, esperava ver algum tipo de julgamento, e novamente Kara a surpreendeu, seus olhos que pareciam constelações, expressavam tanta compaixão e admiração que fez Lena ter certeza que jamais esqueceria desse ato.

Com a ponta de seus dedos, Kara limpou as lagrimas do rosto de Lena, sorriu, e já que havia mandado os limites para o espaço, porque não aproveitar? Levou seus lábios a testa de Lena e deixou um breve beijo, as mãos da Luthor deslizaram por seu corpo e apertaram sua cintura, como um agradecimento silencioso.

Uma vez já recomposta, a kryptoniana voltou a pressionar o botão do elevador o fazendo mover-se novamente. E agora o silencio não era sufocante, mas confortável.

-Kara – Winn a chamou no ponto –Tem um sujeito próximo ao carro, talvez seja um jornalista, não tenho certeza...

-Eu já estou vendo Winn, obrigada – Disse Kara que já tinha em seu campo de visão o homem de terno.

O que ela não esperava era ver Lena correr em direção ao sujeito e pular em seus braços, ele a prendeu em um abraço apertado. Confusa, Kara continuou parada no lugar, em nenhum dos arquivos que leu sobre Lena, mencionava um namorado.

-Eu não pude vir antes – Ele disse e beijou os lábios vermelhos, Lena tinha os braços em volta do pescoço do sujeito.

Ela não sabia se era a pose do sujeito de ar arrogante ou o sotaque dele, mas a kryptoniana definitivamente não foi com a cara dele e o alistou automaticamente na lista de suspeitos.

 

-Jack Spheer, não acredito – Winn parecia que estava conhecendo o próprio Jesus Cristo, os dois apertaram as mãos cordialmente, ele quis pessoalmente conhecer a equipe de segurança pessoal da Luthor –Mestre da nanotecnologia, senhora Luthor se me permite – Winn olhou para Lena e voltou a olhar com admiração para o homem a sua frente –Que bom gosto o seu – Elogiou, Kara revirou os olhos o que não passou despercebido por seu melhor amigo -Tentei um estágio nas Indústrias Spheerical, mas conheci a Kara então...

-Eu fico feliz que Lena tenha uma equipe tão boa quanto essa – Disse Jack, com o que deveria ser um sorriso em seu rosto –Ouvi dizer que a salvou duas vezes no mesmo dia. Como posso agradecer?

Pode voltar para seja lá onde você estava – Kara pensou, porém não o disse. Apenas forçou um sorriso e Winn tomou a frente.

-Um autógrafo seria ótimo – Disse Winn –E uma foto.

Kara revirou os olhos mais uma vez, e desta vez quem flagrou o ato foi à própria Lena.

Lena acabou indo para Luthor Corp pelo período da tarde, enquanto seu namorado ficou na biblioteca da mansão, Kara a acompanhou em todos os seus compromissos, sempre distante, tão distante que a própria Lena chegou a imaginar de onde Kara estaria a vigiando. Havia alguma coisa de errado na kryptoniana aquele dia, talvez ainda estivesse com algum tipo de rancor guardado dado a forma como Lena a tratara na noite anterior. Não... Definitivamente era outra coisa a incomodando, algo que nem mesmo a própria Kara sabia identificar. Quando voltou para mansão, ficou boa parte de seu dia com o namorado. De quem Kara definitivamente não gostava e ela não era a única, os outros dois Luthors não gostava do sujeito. Mas, ele tratava Lena com carinho e tinha certo amor em seus olhos quando a olhava e isso era um ponto.

O resto do dia não houve tentativa de homicídio, o que segundo a kryptoniana já era um avanço. A noite veio tranquila e vez ou outra Kara ouvia a conversa animada de Lena e seu namorado, falavam sobre a mesma coisa tinham os mesmos gostos, chegava a ser entediante. Já passava da meia noite, a única coisa que a kryptoniana conseguia ouvir era o barulho dos grilos a quilômetros de distancia e nas redondezas que cercavam a mansão.

-Olha o que eu trouxe – Disse Alex, erguendo duas caixas de pizzas.

-Você é a minha irmã favorita sempre – Disse Kara pausadamente, abraçou a irmã e sentaram na varanda da casa.

-Sou sua única irmã – Afirmou Alex e viu a kryptoniana abrir a caixa e devorar um pedaço da pizza –Vinha mais cedo, mas... Tive um imprevisto – Kara quis perguntar que imprevisto havia sido esse, no entanto sua boca cheia a impossibilitava –Onde está Winn?

-Dormindo... Apagou abraçado naquela foto ridícula dele e o Spheer...

-O novo personagem desse enredo da família Luthor – Comentou Alex e quando tentou pegar um pedaço da pizza, sentiu o leve tapa em sua mão –Isso não é bom – Kara engoliu o pedaço da pizza e suspirou –O que está chateando você?

-Er-na verdade – Kara respirou fundo e sentiu a brisa batendo em seu rosto, como ela poderia explicar para sua irmã o que estava sentindo quando se quer compreendia –Eu não sei Alex, sinceramente...

Alex passou seu braço em volta dos ombros da irmã e deitou sua cabeça no ombro da irmã casula. Kara continuou comendo em silencio, até ver a silhueta feminina saindo da mansão. Fazia frio ao ponto de sua respiração formar uma pequena nuvem diante de seus olhos, continuou caminhando em passos rápidos chegando a correr, ela não pensava direito no que estava fazendo, ainda estava dormindo.

-Aquela é a... – Disse Alex, porém Kara levantou-se abandonando a caixa de pizza vazia.

-Lena – Kara a chamou, e não obteve resposta. Lena atravessou o portal da mansão indo em direção à rua.

Lena continuou caminhando parecia aérea a tudo a sua volta, Kara se aproveitou da rua deserta e agradeceu por bairros nobres serem sempre assim, usou de sua velocidade para alcançar a Luthor, Lena era sonambula, ou pelo menos aquela noite era. A kryptoniana preferiu não acorda-la já ouvirá casos horríveis de pessoas que foram acordadas durante um ataque de sonambulismo.

-Ela está bem? – Perguntou Alex ao ver a irmã carregando Lena para dentro da casa.

-Está dormindo – Disse Kara e subiu as escadas, a levou para seu quarto e a deitou na cama. Não sabia como seria a reação da chefe, ao acordar em sua cama, mas qualquer coisa era melhor do que ter que levar Lena de volta para o quarto onde seu namorado estava.

Lena parecia ter embarcado em um sono sereno, Kara a cobriu com seu cobertor, observou o rosto da Luthor, vez ou outra Lena franzia a sobrancelha, murmurava coisas sem nexo algum e apertar suas mãos com força. Naquele momento vendo o rosto ser banhado pela luz da lua que atravessava a janela, Kara suspirou, a observou por instantes até ter a devida coragem para aproximar seu rosto do de Lena e deixar um beijo rápido em sua testa, ela não entendia essa nova mania que havia adotado, mas queria que Lena soubesse e sentisse que podia confiar nela, que com ela estaria segura. Agradeceu a Rao por Lena não ter acordado desta vez, e rezou para que ela não surtasse na manhã seguinte, porque alguém definitivamente surtaria.

Passos pesados ecoava pela mansão, o homem parecia ofegante, Jack surtou ao acordar aquela manhã e não ser capaz de encontrar a namorada, seguranças varriam todo o terreno da mansão a procura de Lena Luthor, no entanto, a própria Lena permanecia dormindo serenamente, abraçada ao travesseiro fofo, na madrugada quando Lena encolheu seu corpo na tentativa de afastar o frio, Kara a cobriu com um segundo cobertor, e sentou-se na poltrona xingando apenas em seus pensamentos o homem que dormia ao lado de Lena, ou que pelo menos deveria estar dormindo, Lena desaparecia e ele se quer era capaz de perceber. Durante toda a noite ela sentou em uma cadeira e a observou dormir.

-Tem certeza de que não quer que eu avise a eles que Lena está aqui? – Perguntou Winn para a amiga, Kara olhava através da janela, Jack estava nervoso, ela queria dar a ele o medo de perdê-la para fazê-lo perceber que não era brincadeira toda aquela situação, então decidiu fazê-lo procurar por Lena, sabia que era cruel, mas havia algo nele que a incomodava –Eles pensam que estamos procurando por ela.

-Não – Disse Kara, jogou a tigela de seu cereal vazia na pia e subiu as escadas carregando uma bandeja –Eu quero conversar com ela primeiro.

-Kara – Winn a chamou tentando trazer a amiga de volta à razão, mas era muito tarde para isso, a kryptoniana parou na escada para olhá-lo por cima do ombro –Deixa pra lá – Ele jogou suas mãos no ar e balançou a cabeça incrédulo com toda aquela situação.

Winn viu a amiga entrar no quarto, ele gostaria de ter dito a ela o quanto isso era perigoso, que os dois seriam demitidos dessa vez.

Lena acordou ouvindo o click da porta demorou um tempo até situar onde estava. Sentou-se na cama e viu a kryptoniana colocar ao seu lado da cama uma bandeja com o café da manhã. Automaticamente sua mente tratou de formular uma explicação para toda a situação em que se encontrava: pijamas, café da manhã na cama... No entanto, quando forçava sua memoria lembrava-se exatamente de estar ao lado de Jack dormindo...

-Você sabe como chegou aqui? – Perguntou Kara e sentou na ponta da cama, Lena ouviu a madeira rangendo, se perguntou qual seria o peso de Kara, balançou a cabeça negando, e Kara empurrou a bandeja em direção a ela –Lena eu encontrei você na rua, estava dormindo...

-Nossa – Lena suspirou e levantou-se da cama empurrando os cobertores para longe –Isso... Isso...

-Lena – Kara parou diante dela, e suas mãos pousaram em seus ombros em um toque suave, Lena a olhou nos olhos, Kara abandonou qualquer formalidade e abraçou apenas a preocupação que sentia pela mulher a sua frente, ela parecia perdida e precisar de ajuda e Kara realmente queria ajudá-la –Isso já aconteceu antes?

-Eu preciso ir – Lena tentou chegar à porta, porém Kara foi mais rápida –O que pensa que está fazendo? Eu quero ir embora e se quiser manter o seu emprego...

-Que se dane esse emprego – Kara a interrompeu e continuou parada na porta, Lena a lançou um olhar indignado e a kryptoniana respirou fundo antes de se aproximar novamente –Lena, eu... Por favor, me deixe ajudar você...

Lena mudou o peso de seu corpo para outra perna, e finalmente cedeu, sentiu algo quente molhar seu rosto, e tratou de limpar a lágrima teimosa. Ela queria conversar com alguém além de sua psicóloga, e Kara parecia tão... Lena baixou sua cabeça pensando em suas palavras, ela parecia se importar diferente de todas as outras pessoas que já entraram em sua vida.

-Não foi à primeira vez – Disse e sua voz sairá sussurrada ao ponto de fazer a kryptoniana agradecer por ter sua super audição, e Lena finalmente baixou sua guarda –Aconteceu quando eu era...

-Lena! – Ela ouviu a voz de Jack no andar de baixo, e logo, não demorou muito para que vissem o homem abrindo de forma brusca a porta do quarto.


Notas Finais


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