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História Karate Kid - But Is Lawrusso - Capítulo 10


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Notas do Autor


Boa leitura :)

Capítulo 10 - Você e eu


Johnny jura que tem sido mais feliz nas últimas semanas do que em todos os seus dezessete anos de vida. Ele não sentia mais raiva, ou como se estivesse perdendo alguma coisa. Estar com Daniel o ajudou de maneiras que ele nunca poderia ter imaginado. Ele se sentia amado. Ele se sentia completo. Johnny nunca se sentiu assim com Ali. Com Daniel, as coisas pareciam reais. Elas não pareciam forçadas ou falsas, pareciam cem por cento reais.




E Daniel finalmente está completamente feliz na Califórnia. Ele não podia acreditar que ele queria ir embora. Tudo o que ele queria desde o segundo que ele chegou aqui era voltar para Newark, agora ele não queria ir embora nunca. Ele não queria deixar Johnny. Newark era legal e Judy (sua ex) era ótima, mas...




Isso... isso era amor verdadeiro.




E é, é amor verdadeiro, Daniel pensou enquanto sorria para si mesmo no banco do passageiro do Firebird. Ele olhou para Johnny, que estava dirigindo e balançando a cabeça ao som da música. Ele parecia tão bom como sempre, sua franja loira caindo solta em seu rosto e ele estava usando roupas bonitas que o faziam parecer o menino mais bonito da Califórnia. Inferno, ele era o menino mais bonito.




Johnny o levava para a escola desde que começaram a namorar. Dessa forma, eles ficavam um pouco juntos antes do início das aulas e tendo que fingir que eram apenas amigos. Eles não podiam dar as mãos nos corredores ou beijar ou mostrar afeto ou apenas ser um casal em geral.




Eles podiam viver com isso, no entanto. Fora da escola, eles não conseguiam tirar as mãos um do outro. Eles frequentemente iam para o apartamento de Daniel depois da escola, ou a algum lugar onde possam ter um encontro. Esses momentos eram preenchidos com sessões de amassos acaloradas ou simplesmente sentados ali, confortáveis ​​e relaxados nos braços um do outro, conversando sobre tudo e qualquer coisa, o que geralmente acabava nos beijos apaixonados. Eles também tentavam treinar apenas para ver quais movimentos o outro fazia, mas sempre acabavam se agarrando no chão no primeiro minuto.




Daniel não podia esperar até que eles pudessem fazer isso hoje, já que ambos estavam livres. Eles não podiam passar todos os dias juntos, pois os dois treinavam. Mas passar um tempo juntos nunca ficava cansativo, não com Johnny. Sempre havia algo novo para falar. E acredite ou não, beijar não era chato também. Eles não iam além disso, ainda não. O pensamento passou pela cabeça de Johnny algumas vezes, mas ele não fazia nenhum movimento. Ele queria também, e ele iria, talvez em breve.




Por enquanto, eles tinham que lidar com a escola. Johnny estacionou o Firebird em seu novo local de costume, que era longe de todos para que ninguém pudesse ver ele e Daniel se fizessem alguma coisa. O loiro estava meio nervoso hoje, Sid o fez limpar seu quarto e enquanto fazia isso ele encontrou seu anel de classe que sua mãe o fez pegar no outono, mas ele nunca o tinha usado já que ele não via o ponto. Ele sabia que outros garotos geralmente deixavam suas namoradas usarem seus anéis de classe, e Daniel definitivamente não era uma garota (embora ele o chamasse de 'Danielle' às vezes), mas ele decidiu deixá-lo usar. É por isso que ele estava nervoso, por causa do que dar o anel para alguém geralmente simbolizava, a seriedade de um relacionamento. Ele também só queria dar a Daniel algo que era dele. (Os vários moletons não contavam, Daniel os roubou).




— O que é isso? — Daniel perguntou enquanto observava Johnny puxar algo de seu bolso. Johnny se virou para encará-lo, mostrando o anel que tinha na mão.




— Ah, só o meu anel de classe. Eu não uso muito. — Ele nunca o usou, na verdade. — Eu encontrei no meu quarto e uh-... bem, você quer usá-lo? — Johnny acrescentou, os olhos passando do anel para Daniel, que parecia surpreso.




— O que? Você está me chamando de garota? — Daniel brincou, ganhando uma revirada de olhos de Johnny. O adolescente de cabelos escuros sabia que os caras geralmente davam os anéis de classe às suas namoradas quando eles realmente se importavam com eles e quando eles estavam sérios com elas. Era também um sinal de que estavam comprometidos. Se Daniel o usasse, pensariam que era dele ou que ele o roubou de alguém, já que quem era de Reseda geralmente não os comprava. Mas, na realidade, seria apenas algo que seu namorado secreto deu a ele como um sinal de compromisso.




—Sim, princesa. Não, só estou lhe oferecendo um anel. — Era só isso. Daniel poderia até pensar nisso como um presente de aniversário antecipado. Era um anel de prata simples com o símbolo da escola e o ano '1984' com pequenas jóias azuis em alguns pontos.




— Você realmente me daria seu anel de classe?




— Sim. Quer dizer, eu nunca uso isso. — Johnny apontou, encolhendo os ombros enquanto falava. Ele olhou para os olhos castanhos de cervo de Daniel, eles estavam um pouco maiores que o normal porque ele ainda estava surpreso. Era uma coisa normal os casais darem um ao outro coisas assim, significando algo ou não. Johnny dera várias coisas a Ali, mas porque ela dava a ele também. Isso era diferente. Ele não tinha que dar nada a Daniel, mas ele queria também. Ele queria que Daniel usasse seu anel.




— Sabe, as pessoas geralmente não entregam esse tipo de coisa para qualquer um. — Daniel se amaldiçoou por pensar demais. Ele só queria ter certeza de que Johnny estava falando sério sobre isso. Isso significava que esse relacionamento era sério. Um sinal de dedicação. Daniel não precisava de um anel para saber que era especial para Johnny, mas ainda poderia usá-lo.




— Bem, você não é qualquer um, Danny. Cristo, você está começando a soar como uma menina. — Johnny riu quando Daniel deu um tapa nele, esquivando-se do golpe como sempre fazia. Daniel cruzou os braços e fez um beicinho, o lábio inferior mais saliente do que o normal. Johnny lutou contra a vontade de se inclinar para frente e beijá-lo, querendo morder seu lábio inferior. Ele faria isso mais tarde. Por enquanto, ele só queria que o idiota pegasse o anel para que eles pudessem continuar com o dia.




— Cale a boca, idiota. É só, e se você mudar de ideia e- — Agora Daniel só estava fazendo isso para irritar Johnny, e o loiro sabia disso. Johnny não mudaria de ideia. Ele estava nisso por um longo prazo, e Daniel também.




— Jesus LaRusso, você quer o maldito anel ou não? Não é como se eu estivesse pedindo para você se casar comigo. — Johnny revirou os olhos. Daniel estava aqui agindo como se fosse um pedido de casamento completo quando não era nem mesmo um anel de compromisso. Daniel sorriu nervosamente para ele, pronto para parar de falar e apenas pegar o anel.




— Sim, claro, eu aceito. — Daniel estendeu a mão e Johnny sorriu para ele antes de pegar o anel e deslizar pelo dedo médio. Daniel tinha mãos magras também (grande surpresa), então teria que ir para lá ao invés do dedo anelar.




— Tenha isso como um presente de aniversário antecipado. — Johnny sugeriu enquanto terminava de deslizar no anel, inclinando-se para o banco do passageiro para ficar mais perto de Daniel.




— Meu aniversário é em uma semana. — Daniel apontou quando Johnny começou a beijar suavemente seu pescoço, não planejando deixar uma marca (já havia muitas), apenas querendo beijá-lo. Daniel admirou o anel em seu dedo, não era um ajuste perfeito, mas ele e Johnny eram.




— Eu sei, é por isso que eu te dei antes. Eu tenho outro presente para o seu aniversário de verdade. — Johnny sussurrou em seu ouvido antes de beijar de volta seu pescoço, puxando a gola de sua camisa para baixo para que pudesse beijar sua clavícula. Ele tinha dois outros presentes em mente, um deles um item material, o outro... bem, o outro era outra coisa.




— Ah, olhe para você, sendo legal pela primeira vez. — Daniel brincou, segurando o rosto de Johnny e movendo sua cabeça para cima. Ele acariciou suavemente a bochecha do outro garoto, olhando profundamente em seus olhos azuis brilhantes. Johnny pode ser um pouco punk às vezes, mas também era a pessoa mais doce e carinhosa que Daniel já conheceu. Ele não poderia pedir um namorado melhor. Johnny era perfeito, Johnny era bom para ele.




— Cale a boca, idiota. — E com isso, Johnny se inclinou e capturou os lábios de Daniel, beijando-o suavemente. Ele estava prestes a prender o lábio inferior entre os dentes, mas o sinal tocou. Ambos os adolescentes gemeram com o momento infeliz.




A dupla saiu do carro e entrou na escola, ficando o mais próximo que podiam sem parecer suspeitos. Eles tinham o primeiro período juntos, então era para onde eles tinham que ir.




~🏯




Johnny observou Daniel do outro lado da sala, rindo para si mesmo enquanto o observava discutir com Freddy sobre o que eles deveriam estar fazendo. Eles tinham que fazer alguma tarefa estúpida que Johnny não dava a mínima, e eles não poderiam escolher seus parceiros desta vez. Johnny seguiu o modelo de uma garota, mas ela não estava aqui, então ele teve que fazer todo o trabalho sozinho. E era isso que ele estava fazendo, parado ali, ouvindo música com seu walkman e cuidando da própria vida, quando Bobby se aproximou dele.




Eles não se falavam na escola desde a situação no dojo. O que só estava piorando. Kreese estava realmente dando duro com eles, preparando-os para o torneio que seria em pouco mais de uma semana. Estava sendo difícil. E pela primeira vez Johnny temeu aquele maldito torneio. Ele não queria lutar com Daniel. Nenhum dos dois havia tocado no assunto durante as conversas e Johnny estava grato por isso, porque não queria que uma discussão começasse. Ele e Daniel sempre tiveram discussões bobas sobre coisas estúpidas, mas não eram sérias. O torneio, entretanto, poderia definitivamente iniciar uma discussão séria, e nenhum dos dois queria isso.




De qualquer forma, no dojo, Johnny e Dutch continuavam se envolvendo em brigas. Bobby, Jimmy e Tommy tentavam tomar partido, mas na verdade não falavam com ele na escola. Johnny presumiu que era porque ele estava falando publicamente com Daniel novamente, o que Dutch teve um problema porque, de novo, ele pensou que Johnny estava ficando 'mole'. Felizmente, ele não tinha permissão para mexer com Daniel até o torneio. Quanto aos outros, Johnny ficou meio desapontado por eles terem parado de falar com ele na escola, mas às vezes ligavam para ele. Bobby até perguntou sobre Daniel algumas vezes, você sabe, perguntando a Johnny se eles eram um casal ou algo assim, mas Johnny sempre desligava o telefone quando ele perguntava isso. Ele não tinha certeza se deveria contar a Bobby ou não.




— Ei Johnny. Johnny olhou para ele, erguendo uma sobrancelha. Bobby desajeitadamente desviou o olhar, olhando para qualquer coisa, menos para Johnny. O loiro revirou os olhos e voltou a trabalhar no que diabos ele deveria estar fazendo. Honestamente, tudo o que ele fez nesta aula foi ouvir música e olhar para Daniel.




— Oh, você está falando comigo na escola agora, hein? — O loiro questionou. Ele podia sentir Bobby finalmente olhar para ele. Bobby se sentia meio mal, ele ouvia Dutch e se mantinha afastado de Johnny na escola, já que estava sempre com Daniel. Ele ficou meio intimidado com Dutch, preocupado com o que faria se descobrisse Bobby falando com eles, então decidiu que era melhor ouvi-lo, pelo menos por enquanto.




— Olha cara, me desculpe por não falar com você. Dutch estava sendo um idiota sobre... você sabe. — Ambos sabiam do que Bobby estava se referindo também. A questão era que Daniel não estava deixando Johnny mole, não. Ele apenas o fez não querer ser um idiota. Há uma diferença entre ser durão e ser um valentão.




—Sim, sim, eu sendo amigo de LaRusso. Está aqui para questionar minha amizade com ele, de novo? — Johnny imediatamente se arrependeu de ter mencionado isso, sabendo que o espertinho de Bobby iria provocá-lo sobre isso. Ele olhou para Daniel, que ainda estava discutindo com Freddy, e parecia que estava perdendo. Johnny balançou a cabeça e sorriu suavemente para ele. Ele esqueceu que Bobby estava parado ali olhando para ele, e ele podia ver a maneira como ele olhava para Daniel, seus olhos cheios de amor e admiração.




— Johnny, acho que nós dois sabemos que vocês dois são mais do que amigos. — Bobby realmente não se importava de quem Johnny gostava, ele só queria que ele fosse feliz. Ele precisava de alguém bom para ele depois de ter tantas pessoas más em sua vida. E Daniel sem dúvida era bom para ele. Bobby conhecia Johnny desde que eram crianças e nunca o tinha visto sorrir tanto.




Johnny se chutou mentalmente por olhar para Daniel daquele jeito na frente de Bobby. Ele já devia saber que nada passa por ele.




— Como você ousa sugerir isso. — Johnny engoliu em seco, olhando para o chão. Ele parecia tão falso, era quase divertido.




— Mesmo? Você acha que eu sou cego? Eu vejo a maneira como ele olha para você. Da mesma forma que você olha para ele. Amigos não olham uns para os outros dessa maneira. — Os amigos não se olham com os olhos cheios de puro amor. Johnny nunca olhou para Ali assim. Era tão óbvio que ele estava apaixonado por Daniel.




Johnny apenas suspirou e continuou olhando para baixo, ele não conseguia olhar para Bobby.




— Escute, eu não vou te julgar, cara. Eu só quero que você seja feliz. E bem... com LaRusso, você parece muito feliz. — Bobby havia lhe dito um milhão de vezes que ele não iria julgá-lo, e esta foi a primeira vez que Johnny acreditou. Ele olhou para cima e para Daniel, que agora estava olhando para ele. Um pequeno sorriso se formou em seu rosto, seus olhos castanhos de cervo brilhando com a luz da janela que ele estava parado ao lado. Não havia outra palavra para descrever como ele está agora, exceto lindo.




Johnny não queria desviar o olhar dele. O sorriso voltou a aparecer em seu rosto e ele finalmente decidiu contar a verdade a Bobby. Ele não podia simplesmente mentir quando estava olhando diretamente para o garoto por quem estava apaixonado.




— Eu sou. — Ele finalmente admitiu, incapaz de impedir que seu sorriso se alargasse. Daniel sorriu mais brilhante também, não sendo capaz de ouvir o que Johnny estava dizendo, mas apenas sorrindo por causa de quão fofo ele parecia. Eles nem estavam conversando, apenas olhar para Johnny era o suficiente para iluminar seu dia.




— Você gosta dele? — Bobby perguntou, já sabendo a resposta, sendo oficialmente óbvio assim que viu a troca de olhares entre os dois.




— Sim. Estamos juntos agora. — Johnny confessou, pronto para ouvir Bobby. Daniel finalmente quebrou o torpor que eles estavam quando Freddy começou outra discussão, desta vez recebendo algo atirado nele. Johnny riu e desviou o olhar, finalmente olhando para Bobby. Ele tinha um sorrisinho irritante no rosto.




— Eu sabia! — Bobby exclamou, incapaz de parar de se gabar. Johnny revirou os olhos, sabendo da quantidade insuportável de perguntas que viriam.




— Nem comece. — Johnny avisou, tentando soar intimidador, embora ainda houvesse um sorriso em seu rosto.




— Então, você e LaRusso, hein? Você está apaixonada por ele? — Bobby o cutucou de maneira provocante, feliz por Johnny finalmente ter lhe contado a verdade.




— Sim. Agora pare com as perguntas e não conte a ninguém ou eu mato você. — Johnny o cutucou de volta, com mais força do que ele, quase derrubando o outro adolescente.




— Relaxa. Estou feliz por você, cara. — Bobby riu, colocando a mão no ombro de Johnny. Era bom ter um amigo que o apoiava, mesmo que fosse apenas um deles. Johnny estava simplesmente aliviado por Bobby realmente não o julgar.




— Obrigado. — Johnny observou enquanto Daniel e Freddy eram repreendidos pelo professor por jogarem coisas um no outro, fazendo o possível para conter o riso. Hoje tinha sido bom até agora. E Johnny tinha a sensação de que só iria melhorar.




~🏯




Algumas horas se passaram e agora era a hora do almoço. Johnny geralmente se encontrava com Daniel em algum lugar do refeitório, e na maioria das vezes eles saíam e encontravam seu próprio lugar, para que pudessem ficar sozinhos. Hoje, porém, Bobby praticamente arrastou Johnny para a biblioteca com ele, reclamando de algum projeto que ele tinha que fazer no último minuto. Johnny apenas revirou os olhos e encostou-se na estante, com os pensamentos em outro lugar.




Nem mesmo um segundo depois, Daniel entrou correndo pela porta, olhando em volta nervosamente. A expressão nervosa em seu rosto foi embora quando viu Johnny, que o olhou com curiosidade.




— Fugindo de alguém? Deixe-me adivinhar, Dutch? — Johnny perguntou enquanto Daniel caminhava até ele, com a expressão usual que seu rosto tinha depois que ele faz algo que um merdinha como ele faria.




— Eu posso ou não ter esfregado na cara dele que ele não poderia me atacar por mais uma semana. Isto é, se um de vocês ganhar. — Daniel típico. Johnny não resistiu a rir dele, optando por ignorar a última parte. Ele ignoraria falar sobre o torneio enquanto pudesse.




— Estou chocado. Seu idiota. — Johnny comentou, cruzando os braços.




— Você me ama. — Daniel afirmou, olhando em volta para se certificar de que ninguém estava olhando antes de empurrar Johnny para o canto entre a prateleira e a parede. Johnny deixou, é claro.




— Sim, sim, claro. — Johnny mordeu o lábio enquanto Daniel se apoiava nele, pressionando suas costas contra a parede. Ele sentiu as mãos de Daniel dentro de sua camisa a subindo pelo peito, passando a mão pelo abdômen duro de Johnny. Daniel se inclinou para beijá-lo, deslizando o braço pela nuca de Johnny e tocando seu cabelo, enquanto o outro permanecia em seu peito. Johnny retribuiu o beijo no início, deixando-se encostar na parede.




— Não deveríamos fazer isso em uma biblioteca. Alguém pode nos ver. — O loiro disse ao interromper o beijo, para desespero do moreno. Momentos como esse eram em que manter o relacionamento em segredo era uma droga. Daniel suspirou, ele quase tinha esquecido que eles estavam dentro da biblioteca. Ele sabia que seria para o bem deles se não corressem o risco.




— Sim, eu sei. Por que você está aqui? — Daniel questionou enquanto recuava, ainda deixando apenas alguns centímetros entre ele e Johnny.




— Bobby, o maldito nerd, me arrastou até aqui. — Johnny respondeu, olhando para trás de Daniel e percebendo que o dito nerd estava parado ali. Johnny ficou feliz por ter contado, presumindo que provavelmente os tivesse visto se beijando.




— Ei, LaRusso. — Bobby tinha uma expressão em seu rosto que deixou Johnny saber que ele viu tudo. Daniel parecia assustado, olhando para Johnny com pânico nos olhos.




— Não se preocupe, ele sabe sobre nós. Ele está bem com isso. — Johnny o tranquilizou, colocando a mão em seu ombro e esfregando-o suavemente. Daniel suspirou de alívio e finalmente se virou para Bobby, que ainda tinha aquele sorriso idiota no rosto.




— Oh uh... obrigado? — Daniel não tinha certeza se poderia confiar em Bobby, considerando o que aconteceu no campo de futebol em setembro. Bobby percebeu que nunca se desculpou por isso.




—Escuta cara, sinto muito pelo que fiz no campo de futebol alguns meses atrás. Eu não deveria ter ouvido Dutch. — Bobby não era um covarde nem nada, Johnny sabia disso, só estava um pouco preocupado com as coisas que Dutch teria feito/faria. Johnny estava convencido de que Dutch um dia acabaria na prisão. Enquanto Johnny via Kreese apenas como uma figura paterna (ou antes, seu respeito pelo homem estava diminuindo aos poucos), Dutch praticamente o idolatrava.




Daniel poderia dizer que o pedido de desculpas de Bobby era sincero. Ele não era como o Dutch, o cara tinha um bom coração. Ele só andava com as pessoas erradas, assim como Johnny.




— É, está tudo bem. — Daniel deu de ombros, honestamente falando sério. Ele não pensava nisso há meses. Bobby acenou com a cabeça em resposta, observando enquanto Johnny lentamente envolvia os braços em volta da cintura de Daniel por trás. Ele interpretou isso como um sinal de ir embora antes de ver algo que o deixaria com uma cicatriz para o resto da vida.




— Vou apenas deixar vocês dois com seus... negócios. — Bobby piscou para eles antes de ir embora, ganhando o dedo de Johnny e um sorriso nervoso de Daniel. Johnny girou Daniel de volta, ainda mantendo os braços em volta da cintura do menino menor. Ele deixou suas mãos viajarem mais para baixo, encontrando um lugar nos bolsos traseiros de Daniel. O adolescente de cabelos escuros corou, Johnny nunca tinha ido tão longe antes. Mas ele gostou e pôs os braços em volta do pescoço de Johnny para mostrar que sim.




— Então, LaRusso, quer ir a um encontro esta noite? — Johnny perguntou, ele havia planejado para eles irem para a praia onde se conheceram. Você sabe, sentar na areia e observar as ondas e, possivelmente, acabarem entrando, mesmo que a água esteja fria demais para nadar.




— Hmm, vou ter que pensar sobre isso. — Daniel brincou, claro que ele iria, era engraçado mexer com Johnny. O loiro fez uma careta para ele de uma forma brincalhona, o pirralho.




— Seu pequeno provocador. — Johnny ergueu Daniel, fazendo o outro garoto rir alto. Ele enrolou as pernas em volta da cintura de Johnny, permitindo que o pegasse e pressionasse contra a estante de livros. Se fosse outra pessoa o pegando, Daniel provavelmente o chutaria, mas ele gostou da sensação dos braços de Johnny ao seu redor. Ele se sentia seguro, sabendo que Johnny não o deixaria cair, ele era muito forte para isso. O loiro colocou as mãos nas costas das pernas magras do namorado, mantendo-o contra a estante. Daniel ainda estava com os braços em volta do pescoço de Johnny e agora estava olhando para ele, sorrindo para o outro menino.




Johnny não perdeu mais um segundo antes de se inclinar para um beijo, os lábios de Daniel encontrando os dele em um ângulo estranho. Foi um beijo desleixado, já que eles não estavam na melhor posição, mas funcionou. Isso foi até Johnny aprofundar o beijo, empurrando Daniel ainda mais contra a estante, o que acabou derrubando alguns livros.




— Tem alguém aí? — A voz da bibliotecária soou na frente da sala, fazendo Johnny colocar Daniel no chão rapidamente. Eles se separaram o mais rápido que podiam, não querendo ser pegos.




— Uh, sim senhora, nós, uh... caímos? — Não parecia uma mentira muito convincente, Johnny gostaria de ter deixado Daniel inventar. Ele era o único que era bom em enganar as pessoas, um dia seria um grande vendedor de carros.




— Sim, seu idiota, vou sair com você. Para onde? — Daniel riu enquanto Johnny enfiava a camisa de volta para dentro. Johnny olhou para ele, mas não conseguiu conter o sorriso em seu rosto ao pensar no encontro deles mais tarde.




— Praia. Você sabe, o lugar onde nos conhecemos. — Ah sim, o dia em que se conheceram. Esse dia foi certamente memorável, por vários motivos.




— Oh sim, onde você quase me bateu por causa de um rádio. — Daniel brincou, era uma maneira incrível de começar o que um dia se tornaria um relacionamento. Um relacionamento que era saudável e beneficiava a ambos, um relacionamento que qualquer pessoa que os conhecesse pudesse ver era cheio de amor e confiança. Um relacionamento que iria durar.




— Sim. Você era um pouco punk na época e você é um pouco punk agora. — Johnny bagunçou o cabelo de Daniel, bagunçando-o. Daniel bufou quando o sinal tocou e ele tentou arrumar o cabelo, ignorando o sorriso malicioso no rosto de Johnny.




— Cuidado. Eu vou te mostrar meus movimentos durões de caratê. Eventualmente. Agora vamos para a aula porque alguns de nós não querem ser reprovados. — Daniel tinha realmente se tornado muito bom no caratê, Sr. Miyagi era um ótimo sensei e Daniel estava convencido de que seus métodos de ensino eram o oposto de tudo o que Kreese estava ensinando a Johnny e aos outros. Cada vez que Daniel pensava em Kreese, ele sentia um ódio ardente. Por causa dele, ele teria que enfrentar Johnny no torneio. Ele meio que queria falar com Johnny sobre isso, talvez tentar convencê-lo a sair do Cobra Kai, mas ele sabia que não era justo pressioná-lo a fazer isso. Por mais que Kreese fosse um pé no saco, Cobra Kai era como um lar para Johnny e Daniel não queria tirar isso dele. Então Daniel evitava esse tópico. Eventualmente viria à tona em alguma conversa, mas não agora.




— Você é um nerd. — Johnny comentou enquanto eles saíam da biblioteca em direção à próxima aula. Ele mal podia esperar pelo encontro desta noite. Seria simples, nada de especial ou extravagante, mas era com Daniel. E qualquer lugar com Daniel estava perfeitamente, cem por cento bem.




~🏯




Voltar para o local exato onde se conheceram trouxe de volta uma enorme onda de memórias para Daniel e Johnny quando eles saíram do Firebird e foram para a areia fria.




Daniel se lembra de ter vindo para a Califórnia e instantaneamente ter odiado. Ele não esperava se apaixonar por um típico garoto loiro da Califórnia que era muito mais discreto. Ele não esperava uma montanha russa de amor que o levasse até onde ele estava hoje. E isso só iria continuar.




Johnny pensou que ele estava indo à praia para uma festa idiota que começaria o verão antes do último ano. Ele não esperava se apaixonar pelo idiota que estava 'flertando' com sua ex. Ele não sabia que este ano seria o melhor de sua vida (até agora). Ele não sabia que encontraria a verdadeira felicidade.




— Droga, as memórias deste lugar. — Johnny disse enquanto caminhava em direção ao oceano, Daniel o seguindo. Ele parecia estar se lembrando de algo que aconteceu anos atrás, embora tenha se passado apenas alguns meses.




— Você age como se nós tivéssemos cinquenta e três anos e estivesse comemorando nosso trigésimo quinto aniversário. — Daniel provocou, aproximando-se dele e agarrando seu braço, envolvendo-se em torno dele e apoiando a cabeça no ombro de Johnny. Ninguém mais estava ali, já que a água estava fria, então ele poderia fazer o que quisesse.




— Bem, eu sinto que se estivesse com um idiota como você há anos. — Johnny retrucou, desviando o olhar do oceano e olhando para Daniel, com um sorriso suave e provocador no rosto.




— Isso era pra ser um elogio ou um insulto? — Daniel riu, inclinando-se impossivelmente mais perto de Johnny. Era um elogio. Daniel pode ser um verdadeiro pé no saco às vezes, mas Johnny o ama de qualquer maneira, porque ele é um pé no saco também. E parece que ele conhece Daniel há anos, e ele quer ficar com ele por muitos anos. Ele sabe que isso pode acontecer.




— Ambos. — Johnny concluiu, agarrando a mão de Daniel. Ele entrelaçou os dedos, roçando o polegar nas costas da mão. O loiro se inclinou e beijou-o na testa, admirando o quão fofo ele ficava abraçado a si.




Os dois caminharam até um ponto isolado na praia, mas não o suficiente para que eles não pudessem ver o Firebird. Eles se sentaram na areia, as mãos ainda juntas. Eles apenas ficaram sentados lá olhando para o oceano, a cabeça de Daniel apoiada no ombro de Johnny e a cabeça de Johnny apoiada no topo da de Daniel. Eles se sentaram em um silêncio confortável, o único som sendo as ondas quando batiam na costa.




— Por que você não me bateu naquele dia? — Daniel perguntou do nada. Ele sempre se perguntou se Johnny havia sentido a mesma atração instantânea que Daniel sentia por ele.




— Você quer dizer... aqui, quando nos conhecemos? — Obviamente, Johnny pensou consigo mesmo, a que mais Daniel poderia estar se referindo também?




— Sim, por que você não o fez? — Daniel queria saber honestamente. Ele estava pronto para lutar contra Johnny, mas não o fez. Ele não conseguiu nem terminar a frase porque foi pego por aqueles olhos azuis cheios de importância.




— Honestamente, eu queria te dar um soco duas vezes mais forte porque eu achava que você era uma gracinha e não sabia de onde viam aqueles pensamentos, mas algo me disse para não o fazer. Eu simplesmente não conseguia fazer isso. — Johnny respondeu com sinceridade. Ele não sabia como lidar com seus sentimentos naquele dia, ele nunca sentiu atração por outro cara. Daniel era adorável e Johnny o queria, mas ele não sabia como lidar com isso, então ele queria socar como sempre fazia. Mas ele não podia, seu corpo não o deixava.




— Você simplesmente sentiu que não podia e não queria? — Daniel sabia exatamente como era. Ele não sabia se foi amor à primeira vista, mas definitivamente foi como se sentiu quando o conheceu. (Ah, mas foi, foi amor à primeira vista).




— Sim, havia algo sobre você. Eu já sabia que você era um idiota, mas você seria alguém importante. Eu estava atraído por você, ou algo estúpido assim. — Johnny admitiu, um sorriso brincalhão se formando em seu rosto. Ele estava certo, porém, Daniel era a coisa mais importante para ele agora. E ele sentiu que iria durar. Muito, muito tempo. (Para sempre).




— Não é estúpido. Eu me sentia da mesma forma, seu punk. — Daniel tirou a cabeça do ombro de Johnny, olhando para ele de brincadeira. Esse brilho nunca falhava em fazer Johnny rir..




— Por favor, você não conseguiu nem terminar a frase porque me achou muito bonito. — E isso era um fato. No segundo em que Daniel olhou para ele, ele ficou sem palavras.




—Cala a boca, Lawrence. Mas você realmente estava bonito. Especialmente com essas mechas douradas. — Daniel pegou sua mão livre e passou-a pelos cabelos de Johnny, acariciando aquelas mechas macias e douradas que ele tanto amava.




— Você tem uma queda por loiros, LaRusso? — Johnny sabia que sim. Johnny não tinha um tipo por palavra, mas agora a única pessoa com quem ele queria estar era Daniel. Então ele adivinhou que seu tipo eram os italianos cabeças-quentes de Jersey que tinham pele bronzeada brilhante e lindos olhos castanhos de corça.




— Sim. Mas agora o único loiro pela qual tenho uma queda é você. — Daniel tentou subir em cima de Johnny e montá-lo, mas Johnny também o venceu. Ele se viu sob Johnny, que prendeu os pulsos no chão e agora o encarava com seus lindos olhos azuis.




— Bom. Você é meu, Danny. — Johnny se inclinou e beijou-o, finalmente tendo uma chance real de morder seu lábio inferior. Daniel gemeu contra seus lábios, pegando seus braços e envolvendo-os em volta dos ombros de Johnny, usando a oportunidade para tocar seu cabelo dourado novamente. Johnny continuou a beijá-lo, seus lábios se roçando suavemente, até que se lembrou que estavam em uma praia pública.




— Espere, estamos em público. — O loiro disse entre beijos, não conseguindo se conter por muito tempo. Os lábios de Daniel eram tão quentes, úmidos e macios que Johnny simplesmente não se cansava deles.




— Há apenas nós dois aqui. — Daniel disse quando teve a chance, e isso foi o suficiente para tranquilizar Johnny. Mais ninguém estava ali, ele poderia beijar Daniel o quanto quisesse.




E foi isso que ele fez. Johnny se inclinou, colidindo seus lábios com os de Daniel. Sua língua traçou os lábios do outro garoto, sua boca imediatamente se abrindo para permitir sua entrada. Suas línguas se chocaram enquanto o beijo se aprofundava, Johnny completamente em cima de Daniel. Os beijos eram apaixonados e doces, do melhor tipo. E eles se perderam nisso.




Tão perdidos que não ouviram outro carro estacionar. Eles eram tão viciados em beijar um ao outro que não ouviram uma garota suspirar de surpresa e correr até eles. Tão perdidos que quase não a ouviram falar.




Quase.




— Daniel? Johnny? O que... o quê? — Os dois meninos imediatamente se separaram, praticamente caindo um sobre o outro enquanto se sentavam e tentavam parecer normais, mas não adiantava mais. A garota já os tinha visto.




— Uh... ei Ali. — Johnny não sabia o que dizer para sua ex que acabara de pegá-lo beijando sua ex-paixão. Essa era uma situação e tanto.




— “Ei, Ali”. — Ali zombou, revirando os olhos para Johnny. — O que está acontecendo aqui? — Ela perguntou, olhando para os dois. Ela não parecia zangada ou magoada, apenas confusa.




— Você não pode contar a ninguém que nos viu. — Johnny implorou, o medo aparente em sua voz. Isso era algo que Ali nunca tinha visto antes. Ela olhou para Daniel, que parecia preocupado, e tudo começou a fazer sentido.




— Escute, eu não vou, mas... o que está acontecendo? Vocês estão juntos? — Ali se sentou em frente a eles, pronto para uma explicação. Eles não tinham escolha a não ser ser completamente honestos com ela. Ela já os viu.




— Sim, estamos juntos. — Daniel admitiu, desviando o olhar. Ali ficou quieta por um momento e Johnny honestamente não conseguiu ler sua expressão. Ela nem parecia tão chocada.




— Eu sabia! — Ali exclamou, sorrindo para os dois. Ela ficou um pouco decepcionada, pois isso significava que ela não teria uma chance com Daniel, e ela também ainda estava brava com Johnny, mas isso não importava.




— O que? — Os dois meninos perguntaram em uníssono, olhando um para o outro, extremamente confusos. Eles olharam para Ali, que estava sorrindo.




— Tudo faz sentido agora... por que você não pôde lutar com ele na praia, por que você sempre corria para falar com ele antes que eu pudesse, por que vocês dois sempre passavam tanto tempo juntos sem brigar, por que você tinha o braço em volta dele no Golf N Stuff... por que você correu atrás dele na festa… — Tudo parecia claro para ela agora. Ali sabia que devia ser assustador para eles, dois meninos que gostavam um do outro. Ela não estava brava por eles estarem namorando, ela era compreensiva porque sabia o quão difícil a situação deles devia ser.




— Droga, éramos tão óbvios? — Johnny riu sozinho, sentindo-se um pouco desconfortável. Ali sempre foi inteligente, embora às vezes se fizesse de boba.




— Acho que sim... eu só não queria acreditar. — Ela encolheu os ombros, olhando para os dois. Johnny decidiu que agora seria um bom momento para se desculpar com ela pelos eventos que aconteceram no clube de campo. Ele não a tinha visto nas últimas semanas, ela parecia estar o evitando. Ela tentou falar com Daniel, mas nunca realmente teve chance. Esta foi a primeira vez que ela teve uma conversa real com qualquer um deles.




— Olha Ali, eu realmente sinto muito pelo que fiz na festa. Foi errado da minha parte fazer aquilo, eu estava apenas... — Johnny parou de falar, sem saber como encontrar as palavras certas. Ele queria fazer as pazes com ela porque realmente sentia muito.




— Tentando afastar Daniel, eu sei, eu te perdôo. Eu entendo e não estou brava com nenhum de vocês. — Ali sorriu para os dois, seria bom ter os dois como amigos agora que tudo estava calmo. Ela sempre se preocuparia com os dois, isso era certo. E essa era a verdade. É por isso que eles não podiam ficar longe um do outro por tanto tempo. É por isso que eles ainda se amavam, apesar de todo o drama. Porque eles estavam apaixonados e nada iria mudar isso.




— Ali, vamos! — Ali se virou para ver suas amigas esperando por ela perto da água. Ela olhou de volta para Daniel e Johnny, sorrindo suavemente mais uma vez antes de se levantar.




— Eu tenho que ir, mas vejo vocês dois na escola. Espero que possamos ser amigos agora. — Ela acenou para eles antes de correr para seus amigos, que estavam alheios a toda a situação.




— Claro que podemos! Obrigado por nos apoiar! — Daniel disse, feliz que ela os apoiava, ela sorriu por cima do ombro. Johnny não esperava que isso acontecesse. Mas ele estava feliz por isso, ele não precisava se preocupar com ela dando em cima de Daniel, e era bom saber que outra pessoa o apoiava. Os dois poderiam ser amigos agora, sem mais brigas.




— Uau, eu não posso acreditar que ela reagiu assim. Achei que ela ficaria brava. — Johnny moveu-se para o local em que Ali estava e pegou a mão de Daniel novamente, desta vez era a que estava com o anel. Ele gostava de ver Daniel usando suas coisas, então esta não foi exceção.




— E eu não posso acreditar que ela nos pegou nos beijando no mesmo lugar onde eu quase te bati. — Daniel se inclinou para frente, chegando perto do rosto do outro garoto.




— É? Bem, eu poderia totalmente vencê-lo agora. — Suas testas colidiram, fazendo com que os dois rissem. Ambos sabiam que não lutariam esta noite. Eles não queriam pensar em mais nada. Seriam apenas os dois, estando juntos na praia sem nenhuma preocupação no mundo.




— Em seus sonhos, LaRusso. — E com isso, Johnny se inclinou para frente e beijou Daniel novamente, desta vez lento e suavemente. Suas mãos viajaram para o rosto de Daniel, segurando ambas as bochechas e sentindo a pele lisa contra sua palma. Daniel colocou as mãos nos joelhos de Johnny, virando a cabeça para o lado para aprofundar o beijo.




Eles ficaram lá pelo que pareceram horas, apenas os dois, beijando-se suavemente e apenas curtindo a companhia um do outro. Apenas os dois, não preocupados com o que estava por vir. E o que quer que fosse, eles enfretariam juntos.


Notas Finais


Solteira não tem um dia de paz mesmo. Aff tô boiolinha com esses dois bobões ✋🏼😔

Gostaro do cap? Espero que sim :)

Até o próximo, beijos 💓


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