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História Karate Kid - But Is Lawrusso - Capítulo 3


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Notas do Autor


Boa leitura :)

Capítulo 3 - Ele Definitivamente É Gostoso


Cerca de uma semana se passou desde que Daniel e Johnny se tornaram oficialmente 'amigos'. Tem sido quase sem intercorrências, embora Daniel não pudesse evitar olhar para seu rosto divino sempre que tinha a chance. E ele mal sabia que Johnny se sentia exatamente da mesma maneira. Daniel era simplesmente cativante.




Tudo estava quase perfeito. Quase.




O único problema eram os chamados amigos de Johnny. Daniel sentia que eles o atormentavam sempre que podiam, e ele estava ficando muito cansado disso. Ele não apenas sentou e ficou pensando, balbuciou também, e ele teve sorte de não ter levado um chute na bunda. Ele sabia que isso aconteceria em breve, no entanto.




Johnny tentou convencer seus amigos a ficarem longe de Daniel, mas todas as vezes que ele o fazia, eles o acusavam de ter uma 'pequena paixão'. Nem preciso dizer que eles levavam um tapa na cabeça toda vez que diziam isso. O loiro sabia que não poderia mantê-los longe de Daniel para sempre, não importa o quanto ele quisesse também.




Pelo menos ele e Daniel estavam se aproximando. E isso era ótimo. Daniel não podia deixar de sorrir cada vez que pensava em Johnny, imaginando aquele sorriso de estrela de cinema, era como se ele estivesse colado em sua mente. O outro garoto estava com medo, com medo de se aproximar de Daniel, porque ele estava com medo de estragar tudo. Arruinar tudo como ele arruinava tudo o que mais o fazia feliz.




Daniel era tudo em que Johnny conseguia pensar enquanto entrava no dojo, revirando os olhos para os outros garotos que estavam brincando até que Kreese pudesse chegar e encerrar aquela merda. O medo não existe neste dojo, nem brincadeiras.




— O que há com você, cara? Você tem ficado maravilhado ultimamente. — Bobby brincou, jogando um braço em volta dos ombros de Johnny e dando-lhe um olhar astuto. Johnny revirou os olhos e se fosse qualquer um dos outros caras, ele puxaria seu braço para fora da órbita. Bobby teve sorte, ele apenas tinha boas intenções.




— Aww, o pequeno Johnny está apaixonado! — Dutch acrescentou enquanto caminhava em direção a eles, com um sorrisinho irritante no rosto. Ambos os adolescentes sabiam o que viria a seguir.




— Não diga isso. — Johnny avisou. Todo mundo aqui sabia que ele poderia chutar a bunda de Dutch. E ele chutaria duas vezes se trouxesse Daniel para isso.




— Oh sim, ele tem uma queda por Danielle! — Dutch não pegou o aviso e disse mesmo assim. Danielle era novo. Johnny ficou puto como esses caras o odiavam sem motivo. E ele não iria ficar quieto.




— Juro por Deus, Dutch, vou te matar — O adolescente loiro quase deu um passo à frente, pronto para nocautear o rosto de Dutch, mas foi interrompido por uma voz alta e estrita.




— Há algum problema aqui? — Os três meninos ergueram os olhos e viram Kreese parado na porta de seu escritório, os braços cruzados com sua expressão usual no rosto. Os meninos imediatamente se endireitaram. Normalmente haveria uma chance de Kreese encorajar a luta, mas faltavam alguns meses para o torneio e ele não queria problemas. Não hoje, pelo menos.




— Não sensei! — Os meninos gritaram em uníssono. Johnny realmente esperava que Kreese não tivesse ouvido a parte sobre sua 'pequena paixão'. Ele não queria receber um sermão hoje. Ele também esperava que Kreese não descobrisse que ele está distraído, porque isso não acabaria bem.




Graças a Deus ele não conseguia ler mentes. Tudo em que Johnny conseguia pensar era em Daniel, Daniel, Daniel. Aquele cabelo escuro e espesso, aqueles olhos de corça hipnotizantes, aquela pele bronzeada que brilhava no...




— Foi o que eu pensei. Agora vá vestir o karategi. Não temos tempo para conversas. — Os pensamentos de Johnny foram interrompidos mais uma vez, mas ele sabia que voltariam um segundo depois. Isso o estava deixando louco.




~🏯




Nesse ínterim, Daniel estava ficando doente e cansado de Dutch e dos outros capangas. Ele não queria levar um chute na bunda de novo, então ele decidiu realmente tentar encontrar um dojo para que ele pudesse aprender a chutar de volta.




Para a sorte dele, ele viu uma placa que dizia 'caratê' bem ao lado do restaurante em que sua mãe trabalhava. Como é que ele nunca tinha notado isso antes? Oh sim, provavelmente porque toda vez que ele caminhava aqui depois da escola, ele só pensava em uma coisa. Johnny.




O adolescente balançou a cabeça e chamou a atenção de sua mãe da janela, apontando para onde estava indo. Ela apenas acenou com a cabeça e voltou ao trabalho, e Daniel disparou em direção ao dojo.




Ele abriu a porta, e eles já estavam parados e ouvindo o que seu sensei estava dizendo. Havia algumas outras crianças ouvindo, então Daniel apenas se sentou com eles.




— O medo não existe neste dojo, existe?




— Não sensei!




— Dor não existe neste dojo, existe?




—Não sensei!




— A derrota não existe neste dojo, existe?




— Não sensei!




Que discurso inspirador, Daniel pensou. Na verdade. Este lugar parecia difícil. O sensei parecia assustador, isso é certo. O cara disse um monte de outras coisas que eram um pouco questionáveis, mas Daniel apenas deu de ombros. Ele não estava realmente ouvindo e, em vez disso, estava esperando que eles começassem a fazer movimentos. Ele também estava pensando em Johnny, o que não era novo. Pensar nele definitivamente tornava difícil prestar atenção em qualquer outra coisa. O menino não tinha saído de sua mente desde o dia em que se conheceram.




—Senhor. Lawrence. — Daniel se animou com isso, porque esse era o sobrenome de Johnny. Por um segundo, o adolescente de cabelos escuros pensou que estava apenas ouvindo coisas porque, novamente, Johnny estava constantemente em sua mente. Isso foi até que ele ouviu uma voz familiar.




— Sim, sensei. — O menino de olhos de corça sorriu para si mesmo ao ouvir a voz, parecia exatamente a de Johnny. Espere, talvez fosse Johnny.




— Aqueça-os. — Daniel observou enquanto alguém caminhava em direção à frente da sala. Ele ainda não conseguia ver quem era. Ele não conseguia ver que era Johnny.




— Posições de combate. Jab soco. — Essa maldita voz de novo. Todos os meninos se curvaram lentamente, e os olhos castanhos de Daniel se arregalaram quando ele viu que o dono da voz era, na verdade, Johnny. O outro adolescente também o notou, quase instantaneamente, e de todo o caminho através da sala.




Johnny não sabia como, ele apenas sentiu a presença de Daniel ali (era como um sexto sentido) e decidiu olhar para cima para ver se ele estava certo. E ele foi. O olhar severo em seu rosto se transformou em um sorriso (ou um sorriso malicioso). Ele esqueceu que deveria estar liderando o aquecimento e, em vez disso, estava olhando para o garoto moreno. E caramba, ele parecia bem. Johnny não conseguia tirar aquele sorriso diabólico/coquete do rosto.




Daniel revirou os olhos de brincadeira ao ver o rosto de Johnny. Ele não conseguia descrever, mas estava quente. Daniel lambeu os lábios de uma forma distraída, mas para Johnny, era sedutor. Ele era tão atraente e não era justo. Johnny nunca quis tanto nada em sua vida como agora. Ele só conhece esse menino há uma semana e ele já sente que já se passaram anos e ele sente que sabe de tudo, mas ele só quer saber mais. Ele só o quer. Ele só quer Daniel.




O loiro praguejou para si mesmo ao notar as outras crianças na frente dele, crianças que ele deveria estar liderando, olhando para ele de forma questionável. Merda. Eles não podiam saber o que ele estava olhando. Para sua consternação, ele teve que desviar os olhos de Daniel, não importa o quão perturbador ele possa ser.




— Preparar. — Johnny ainda tinha aquele sorriso no rosto ao se levantar novamente. Daniel foi perfeito. Ele não deveria estar em um lugar como este. Johnny não queria que Daniel entrasse no dojo, apenas porque não queria que ele fosse derrubado por Kreese e empurrado pelos outros meninos. Ainda assim, foi bom vê-lo fora da escola, no entanto. Ele sempre teve aquele olhar adorável em seu rosto, que poderia fazer qualquer um sorrir em um milissegundo.




Daniel observou Johnny se levantar, tentando gravar o sorriso em sua mente. Ele então percebeu que se Johnny estava aqui, seus capangas provavelmente estariam aqui também. Ele olhou e viu Dutch e Bobby, que não pareceu notar sua presença. Ver aqueles dois foi o suficiente para tirá-lo de lá.




Com a imagem do sorriso de Johnny permanentemente colada em sua cabeça, Daniel se virou e saiu, olhando por cima do ombro mais uma vez. O sorriso foi substituído por um olhar mais sério enquanto o adolescente socava o ar. Daniel apenas pensou que era porque ele deveria estar liderando o aquecimento.




Não foi esse o caso. O sorriso se foi porque Daniel estava indo embora. Ele sabia que era melhor para ele, mas ainda assim. Agora ele não tinha nada bonito para olhar. Daniel poderia fazê-lo feliz apenas por estar na mesma sala que ele.




~🏯




Daniel voltou para o Oriental Garden, o restaurante em que sua mãe trabalhava. Ela sorriu para ele e o levou até uma mesa perto da janela, a mesa que ela estava limpando antes. Lucille sentou-se em frente ao filho, sabendo imediatamente que algo estava em sua mente... ou alguém.




— O que há com o dojo? — Lucille perguntou curiosamente. Ela era inteligente o suficiente para saber que Daniel não ficava com o olho roxo por causa de uma queda. Era quase imperceptível agora, mas ainda a irritou que alguém tivesse machucado seu bebê. Ela era totalmente a favor dele aprender caratê, se isso impedisse que acontecesse novamente.




— Nada, mãe. Só não é para mim. — O adolescente encolheu os ombros. Lucille sabia que havia mais do que isso, e ela descobriria o que era, eventualmente.




— Bom. Não podíamos pagar de qualquer maneira! — Ela brincou, e Daniel sorriu levemente antes de voltar para a cara que ele normalmente fazia quando estava perdido em pensamentos. Ele está gostando de alguém, Lucille pensou instantaneamente.




— E a situação com as garotas? —Daniel se animou com isso, como se ela o tivesse pego desprevenido. Não era exatamente uma garota que ocupava todos os seus pensamentos ultimamente.




— Uh... bem... — Ele não sabia se devia contar a ela ou não. E se ela o odiasse? Daniel olhou para ela com aqueles olhos de cervo, sabendo que ela podia sentir o nervosismo neles com seus instintos maternais. Lucille não disse nada, demorando um segundo para registrar o que aquele olhar significava, antes de dar um sorriso conhecedor.




— Situação com meninos? — O coração de Daniel quase parou e ele sentiu um calor nas bochechas. Parecia que sua mãe sabia de tudo.




— Mãe! — Lucille riu quando Daniel olhou para o chão e, por seu constrangimento, ela sabia que estava certa, seu filho tinha uma queda por um menino. Ela não se importou, embora não fosse fácil gostar do mesmo sexo no período atual em que estavam, ela esperava que ele soubesse dos riscos e fosse capaz de manter isso em segredo. Ela queria que ele fosse feliz aqui, esse era o motivo de se mudar. O que quer que o fizesse feliz funcionava para ela.




— O que? Só estou perguntando, não me importo se for um menino, contanto que você esteja feliz. — O garoto moreno suspirou de alívio com as palavras de sua mãe. Ela ainda o amava da mesma forma. Ele poderia ser honesto com ela. Ele não queria contar a ela todos os detalhes sobre Johnny, mas iria contar o básico.




— Obrigado, mãe. A situação está... bem. — Daniel respondeu nervosamente.




— Tudo bem? Para mim, parece que o mundo inteiro ficou loiro! Você está de olho em alguém? — O olhar em seu rosto deu a resposta mais uma vez. Ele havia encontrado alguém. Lucille não pôde evitar o largo sorriso que se formou em seu rosto.




— Oh? É fofo? — Ela queria saber tudo sobre esse menino. Com a palavra fofo, Daniel imediatamente imaginou Johnny e seu sorriso adorável. Ele era mais do que fofo. Esse menino era perfeito.




— Não é fofo. Ele é além de fofo. — Daniel sorriu para si mesmo ao pensar em cada detalhe de Johnny. Seu cabelo loiro ondulado, a franja quase caindo nas pálpebras de seus olhos azul celeste brilhantes, o jeito que ele sorria para ele, deus, Daniel estava mal. Ele daria ao menino o mundo inteiro se pudesse.




— Ele é loiro, certo? — Lucille perguntou. Daniel riu levemente, ele sempre teve uma queda por loiras. E agora, por causa de Johnny, ele gostava ainda mais de cabelos loiros.




— Ele tem cabelo loiro, sim.




— Ele é tão atraente quanto Judy? — O garoto de Jersey já havia se esquecido de Judy. Ela era coisa do passado. Claro que ela era bonita, mas Johnny era outra coisa. Era perfeito.




— Ele deixa Judy no chinelo. — Ele deixa qualquer um em um segundo no chinelo, Daniel pensou consigo mesmo. Ele poderia continuar falando por horas sobre como ele nunca conheceu ninguém tão atraente quanto Johnny Lawrence.




— Ele deixa Judy no chinelo? Me fale depois, eu te amo! Cuidado como você vai para casa! — Lucille ignorou seus colegas de trabalho a chamando para que ela pudesse ouvir sobre a nova paixão de Daniel, mas ela não queria perder seu emprego, então ela teve que ir, deixando seu filho atordoado.




Atordoado de pensar em cabelos dourados, olhos azul celeste e músculos tensos.




— Ele tem um sorriso excelente. Ele é muito inteligente. Eu diria que ele é bonito. Eu acho ele lindo. Eu acho que ele é outra coisa. Ele é sensual. Definitivamente gostoso. — Daniel continuou, falando com ninguém em particular, pensando em voz alta.




Ele não percebeu que Johnny havia se aproximado da janela e o estava observando falar consigo mesmo como um esquisito. O loiro revirou os olhos de brincadeira e entrou no restaurante. Ele não ouviu o que Daniel estava falando, mas com certeza queria saber.




— Falando sozinho, LaRusso? — Johnny sorriu maliciosamente enquanto sentava na frente de Daniel, que pulou ao som de sua voz. Seu coração estava batendo trezentas milhas por minuto, porque ele estava preocupado que Johnny tivesse ouvido o que ele disse. Não havia como o outro garoto saber que ele estava falando sobre ele, mas ele não queria ficar nervoso e admitir isso.




— Quanto você ouviu? — Daniel perguntou nervosamente, mordendo o lábio. Porra. Johnny quase perde o controle toda vez que faz isso. Está tão quente e tudo que ele consegue pensar é o quanto ele queria ser o único mordendo aquele lábio.




— Nada, só estava olhando para você falando sozinho como um louco pela janela. — O loiro provocou, ganhando uma revirada de olhos como resposta.




— Stalker.




— Ei, pelo menos eu não sou esquisito.




— O que você está fazendo aqui? Sua aula de caratê acabou? — Johnny quase se esqueceu disso. Ele realmente esperava que Daniel não estivesse planejando se juntar ao dojo. Isso não acabaria bem. Seria muito bom treinar com ele (mesmo que se eles lutassem, ele provavelmente acabaria ficando duro e teria que tirar Daniel de cima dele o mais rápido possível), mas não poderia acontecer. Kreese sendo o principal motivo, até mesmo Johnny sabia que o homem que ele idolatrava poderia causar vários problemas. Ele não queria que Daniel tivesse que lidar com as coisas que ele tinha que lidar. Ter que lidar com Dutch e os outros. Eles aproveitariam todas as chances que tivessem para humilhá-lo.




Johnny percebeu que havia se perdido em pensamentos no último minuto, e Daniel ainda estava olhando para ele com aqueles lindos olhos castanhos e esperando sua resposta.




— Sim, acabou. Olha cara, eu só queria te dizer, fique longe do Cobra Kai. Não é um bom lugar para alguém como você e eu não quero que você se envolva com isso, ok? — Daniel parecia confuso e um pouco desapontado. Johnny odiava vê-lo tudo menos feliz, mas não iria colocá-lo em perigo.




— Uh... ok? Onde devo aprender caratê? — O garoto moreno ainda queria saber como se defender. Da próxima vez que um daqueles idiotas viesse para cima dele, ele os derrubaria.




— Eu não sei, só... só não no meu dojo, ok? — Johnny suspirou, olhando para baixo. Quando ele olhou de volta para Daniel, ele viu um flash de dor em seus olhos. O loiro estremeceu assim que viu, a última coisa que ele queria fazer era machucá-lo.




— Você não me quer lá? — Daniel perguntou tristemente, e Johnny pareceu surpreso. Não era nada disso. Se não fosse por Kreese e Dutch e os outros, Johnny não teria problemas com isso. Mas não era como se eles pudessem simplesmente desaparecer. Às vezes você tem que fazer a escolha certa, mesmo que odeie.




— Não é isso! Simplesmente não é o lugar para você, ok? Eu não quero que você se machuque. Só estou tentando te proteger. — Johnny admitiu, sua voz um pouco trêmula. Era verdade, ele faria qualquer coisa para protegê-lo. Ele sentiu que finalmente encontrou algo que valia a pena. E se ele se sentia assim agora, imagine como se sentiria com o passar do tempo e conhecendo Daniel ainda mais.




Daniel queria desmaiar, porque isso era tão doce e ele só queria beijá-lo, se isso fosse possível. Mas ele não podia, então, em vez disso, recorreu à sua teimosia de costume.




— Eu não preciso de você para me proteger. Mas obrigado. — O adolescente de olhos azuis revirou os olhos para a teimosia do outro garoto. Ele teve sorte de ser tão fofo e charmoso. Se fosse qualquer um que não fosse ele, Johnny teria achado essa teimosia irritante.




— Não diga isso, LaRusso. Só não quero que você seja como eu e os outros caras. Idiotas. — Johnny deu de ombros, pensando em como ele costumava ser um garotinho inocente, mas como isso mudou quando sua mãe se casou com Sid e ele encontrou Cobra Kai, e Kreese encontrou uma maneira de usar sua raiva para o pior. Johnny não queria ser assim, ele não queria ser um cara mau humorado. Não mais. Ele só queria aproveitar a porra de sua vida.




Daniel queria dar um tapa nele por falar sobre si mesmo assim. Johnny era nada menos que perfeito. Para os outros, ele pode parecer um valentão, mas para Daniel, ele era um verdadeiro amor.




— Você não é um idiota. Acho que você é o oposto, na verdade. — O adolescente de olhos castanhos se aproximou e gentilmente passou a mão sobre a de Johnny. Ele percebeu o quanto isso era um risco e que poderia acabar levando um tapa, mas não o fez. O outro adolescente não fez um único movimento.




Johnny ficou tenso no início, mas rapidamente relaxou. Tocar em Daniel causou arrepios em sua espinha e eletricidade em suas veias.




Nenhum deles falou por um minuto. Eles apenas sentaram lá olhando nos olhos um do outro, suas mãos se roçando suavemente. Ambos achavam que as mãos dos outros eram macias e macias, e não queriam as soltar tão cedo. Eles só queriam estar perto um do outro.




Daniel quase entrelaçou os dedos, mas Johnny percebeu que eles estavam praticamente de mãos dadas em um lugar público. Johnny rapidamente retirou a mão, colocando-a no bolso e olhando ao redor sem jeito. O outro adolescente franziu a testa com a perda de contato, mas ele entendeu. Isso não tornou menos difícil, no entanto.




— Estou tentando ser porque, por algum motivo, não quero mais ser como eles, e-... preciso ir, ok? — Mais uma vez, Johnny teve que ir. Ele tinha que ir antes de dizer metade das coisas que queria também. Ele queria desesperadamente beijar o outro garoto, abraçá-lo, tocar cada parte de seu corpo... sim, ele tinha que ir. Agora. Só de olhar para o rosto de bebê de Daniel o estava deixando louco, porque ele sabia que não poderia tê-lo.




— Ok. Foi bom ver você. — Daniel estava um pouco confuso porque não tinha ideia de quão violento Cobra Kai poderia ser. Ele decidiu apenas confiar em Johnny e ouvi-lo, ele aprenderia a fazer caratê em outro lugar.




— Tenho certeza que foi. Foi bom ver você também. Até amanhã. — Johnny piscou para Daniel antes de sair do restaurante. Daniel o observou sair e sinalizou, sentindo um pequeno vazio sem ele. Ele se perguntou quanto tempo demoraria até que ele estivesse perdidamente apaixonado pelo garoto loiro.




Johnny não queria ir. Ele queria ficar e conversar mais um pouco, mas precisava ir embora. O adolescente decidiu que teria que aprender a controlar seus sentimentos perto de Daniel, e decidiu que o saco de pancadas que tinha em seu quarto seria uma boa maneira de aliviar essa tensão. Ele não poderia continuar assim por muito tempo. O menino já estava fazendo com que ele não quisesse mais ser um idiota. Ele o fez querer coisas que eram impossíveis. Johnny sabia que a melhor solução seria simplesmente se afastar de Daniel para sempre e ignorá-lo, dessa forma ele estaria a salvo dos outros Cobras e Johnny não ficaria tentado a dizer a ele (e mostrar a ele) seus sentimentos. Mas ele não conseguia. Ainda não. Ele só queria se aproximar. Quão perto estava?




Daniel observou a figura de Johnny desaparecer na rua, antes de se virar e suspirar feliz, os pensamentos dele enchendo sua cabeça mais uma vez.




— Era ele? — Ele não percebeu que sua mãe tinha visto a interação e que estava pronta para fazer um milhão de perguntas. O rosto de Daniel imediatamente esquentou novamente.




— Mãe! — O adolescente gritou, escondendo o rosto. Lucille riu e voltou ao trabalho, deixando Daniel sozinho para continuar a pensar no outro garoto.


Notas Finais


eu sou muito cadelinha dos lawrusso véi, é surto atrás de surto traduzindo essa fic.

até o próximo cap 💓


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