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História Karate Kid - But Is Lawrusso - Capítulo 9


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Notas do Autor


Boa leitura :)

Capítulo 9 - Sempre foi você


Daniel queria fugir para o mais longe possível de Encino Hills. Para longe de Johnny. Mas ele não podia, suas pernas não o levaria além da lateral do prédio. Ele odiava o fato de que seu estado emocional agora estava afetando seu estado físico. Ele simplesmente não conseguia se forçar a correr e sair dali, ele havia esquecido completamente que havia pegado sua bicicleta.




De qualquer forma, provavelmente é melhor não andar de bicicleta enquanto sua visão está turva por causa das lágrimas.




Daniel disse a si mesmo que não choraria se isso não desse certo. Ele não vale a pena, disse ele, não pode doer tanto, disse ele. Mas aconteceu. Doia como o inferno. Daniel não conseguiu evitar que as lágrimas escorressem. Ele se sentia como uma garota de treze anos que acabara de ser abandonada em seu primeiro encontro.




Mas não foi assim. Isso, isso era amor verdadeiro.




O adolescente com olhos de corça apenas ficou lá, olhando para o chão com os braços cruzados em volta do estômago. Ele estava chorando silenciosamente, embora ninguém mais estivesse por perto para vê-lo/ouvi-lo.




O que Ali tinha que ele não? Johnny acabou de usá-lo para se vingar dela o tempo todo? Foi tudo falso? Os looks, os toques, os beijos, tudo falso? Johnny chegou ao ponto de perder a amizade com Dutch por causa disso. Ela importava tanto assim?




Não, ela não importava. Nunca foi sobre Ali, foi sempre sobre Daniel, Johnny pensou enquanto corria pela rua, olhando em volta para ver se Daniel ainda estava aqui. O garoto era rápido, Johnny esperava que ele já não tivesse saído dali e estivesse por ali em algum lugar.




Ele estava, Johnny podia sentir. O loiro olhou em volta e o viu na lateral do prédio, de costas para ele e parecia que estava olhando para baixo. Johnny sabia que ele estava realmente chateado, ele parecia estar chorando.




Com esse pensamento, Johnny correu até ele, mas parou a alguns metros de distância, ouvindo soluços que eram praticamente silenciosos. Ele se sentiu ainda pior ouvindo aquilo, sabendo que era sua culpa.




— Danny. — Johnny estava meio que esperando que Daniel se virasse, o visse e então o socasse, mas ele não o fez. Ele simplesmente congelou. Ele não precisava se virar para saber que era Johnny, ele reconheceria aquela voz de qualquer lugar. Sinceramente, Daniel teria gostado de se virar e socá-lo, mas ele não conseguia se mover. Ele estava preso.




— O que diabos você quer? Pensei ter dito para você me deixar em paz. — Daniel tentou dizer em um som ameaçador, mas soou lamentável já que ele estava chorando. Johnny estremeceu com o tom de sua voz, odiando-se ainda mais a cada segundo.




— Eu sinto muito. — O loiro não sabia mais o que dizer. Ele nunca foi bom com as palavras quando se tratava de expressar emoções como essa. Inferno, ele não conseguia se lembrar da última vez que ele se desculpou por qualquer coisa (exceto aquela vez no baile de Halloween). Daniel soltou uma risada seca e se virou, totalmente ciente de que havia pequenas manchas de lágrimas em seu rosto. Não poderia ser pior do que o espaguete com que suas roupas ainda estavam cobertas.




— Você sente muito? Isso é engraçado. Sabe, você tem coragem, cara. — Daniel zombou, dando a Johnny um olhar mortal. Ele não sabia se podia acreditar nele. A expressão no rosto de Johnny era sincera e havia culpa em seus olhos azuis, mas Daniel ainda não sabia se ele realmente estava arrependido.




— Não, olha eu sinto muito pelo que eu fiz. Eu sei que estraguei tudo, mas- — Mas eu vou te compensar. Eu te amo. Jamais farei isso de novo, Johnny queria dizer, mas não tinha certeza se iria realmente dizer. Ele não conseguiu terminar no entanto. Daniel já o havia cortado.




— Sim, você estragou tudo. — Daniel concordou, deixando seu temperamento levar o melhor dele. Ele estava muito bravo com Johnny agora para se preocupar com o quanto ele se arrependia. Ele teve a chance de ser honesto sobre tudo, mas estragou tudo.




— Eu sei… — Johnny estava fazendo o possível para não chorar. Ele não aguentava ter Daniel o odiando. Era difícil para Johnny se abrir com as pessoas, mas ele gostaria de poder voltar no tempo e contar a Daniel a verdade completa sobre... bem, sobre tudo.




— Por que você fez aquilo? Por que você a beijou bem na minha frente? Você estava apenas me usando para se vingar dela? — Daniel tinha cerca de um milhão de perguntas para as quais também precisava de respostas. Parte dele queria ligar k foda-se e não ouvir o que Johnny tem a dizer, mas a outra parte dele, a parte que ainda estava perdidamente apaixonada por Johnny e queria estar com ele, queria ficar e ouvir.




— Não! De jeito nenhum. Tudo com você era real. É-... parecia mais real do que qualquer coisa. Eu ignorei você, eu a beijei porque eu estava-... eu-... eu estava tentando te afastar. Eu sinto muito. — Johnny queria não acreditar que Daniel pensava que tudo isso tinha sido uma atuação. Se fosse, ele não teria socado Dutch. Johnny odiava admitir, mas provavelmente teria apenas deixado que o batessem se não se importasse com Daniel. Mas ele não era mais aquele cara. Ele queria ser honesto, ele queria que Daniel confiasse nele e lhe desse uma chance de consertar as coisas. Ele não o afastaria, não mais.




— Tentando me afastar? Por que você não pode simplesmente falar comigo? — Daniel estava confuso. Então se Johnny não gostava de Ali, ele só estava tentando afastá-lo? Ele não entendia. Johnny havia falado com ele sobre isso antes, por que isso estava mudando agora? Ele estava apenas com medo de compromisso ou algo assim? Ele não entendia por que Johnny não podia simplesmente falar com ele e por que ele estava tentando afastá-lo.




— Eu irei. Eu direi tudo o que você quiser saber. — Foi um grande salto para Johnny. Ele nunca se sentiu tão vulnerável perto de ninguém. Esta seria a primeira vez que ele diria isso, e que realmente queria dizer. Ele diria qualquer coisa a Daniel.




— Do que você tem tanto medo? E não se atreva a mentir. Seja honesto pelo menos uma vez e admita que está com medo. — Daniel era teimoso, então Johnny sabia que demoraria muito para reconquistá-lo. Ele teria que realmente contar a ele sobre seus sentimentos, ele não poderia escapar apenas lhe dando presentes e beijos. Não funcionava assim. Eles tinham que se comunicar.




— Eu estava com medo, ok? Eu estava apavorado pra caralho. É isso que você queria ouvir? — Johnny percebeu que ele parecia amargo. Admitir medo e fraqueza era algo que ele odiava. Mas era algo que ele estaria disposto a fazer se isso significasse que ele ficaria com Daniel.




— De que diabos você está com tanto medo? — Daniel perguntou, ele não conseguia pensar em nada além de que as pessoas geralmente não gostavam de gays. Mas não era como se eles tivessem que contar a alguém. Johnny suspirou e olhou para a grama, tentando não sentir vergonha por admitir para Daniel que estava com medo.




— Muitas coisas. Estou com medo de você se machucar por minha causa. Estou com medo de foder com tudo. Estou com medo de baixar a guarda. E acima de tudo, estou com medo de perder você. — Surpreendentemente, Johnny não se sentiu tão envergonhado quanto pensava que ficaria. Ele não estava bravo consigo mesmo por se abrir. Daniel entendeu o que ele quis dizer, na maior parte. Ele não entendia muito bem o contexto, mas iria descobrir.




— Por que eu iria me machucar por causa de você? Se você está falando sobre seus amigos do Cobra Kai- — Era muito mais do que eles. Dutch não era nada comparado a Kreese ou Sid, principalmente Kreese, já que Sid nem sabia que Daniel existia. Johnny decidiu contar a Daniel a verdade sobre Kreese, embora não estivesse pronto para admitir totalmente para si mesmo que o homem era cem por cento mau.




— Não são só eles. É meu sensei também, e Sid e todos os outros. Eles ficariam irritados se descobrissem o que eu sinto por você, você não vai querer saber as coisas que eles provavelmente farão. — Johnny estremeceu ao pensar no que Kreese faria. Ele era o principal problema. Daniel entendeu ainda mais agora. Aquele Kreese era perigoso, e Johnny estava com medo de que ele descobrisse e fizesse algo horrível.




— E como você se sente sobre mim? — Daniel perguntou, embora já soubesse a resposta. Ele só queria ter certeza, mas também queria ouvir Johnny dizer isso em voz alta.




— Eu gosto de você. Não sei como expressar o que sinto por você em palavras. Mas você já sabia disso, não é? — Era um eufemismo. Johnny ainda não tinha certeza se poderia chamar de 'amor'. Claro, ele tinha dito isso para Ali, mas era diferente. Ele não tinha fodido as coisas ainda. Embora Johnny tivesse certeza de que estava apaixonado por Daniel mais do que quando ele era por Ali, ele ainda não sabia se deveria dizer isso ou não. E se Daniel não sentir o mesmo? E se ele tivesse perdido todas as suas chances? Isso doeria como o inferno.




— Sim. Eu só queria ouvir você dizer em voz alta. — Daniel admitiu, sorrindo para tentar aliviar o clima. Ele ainda não tinha certeza se daria outra chance a Johnny. O garoto moreno dissera a si mesmo que sua última chance seria no Country Club, mas agora que Johnny foi honesto com ele, ele estava tendo dúvidas. Johnny sorriu de volta, mas rapidamente se transformou em uma carranca. Ele se sentiu péssimo pelo que estava fazendo e decidiu dizer mais.




— Sinto muito por tudo que fiz. Só não queria que você se machucasse por minha causa. Eu só pensava no que as pessoas diriam e atrapalhariam o que eu realmente queria, e era você. Eu cansei de deixar todo mundo tomar decisões por mim. Eu quero estar com você, Danny. Eu sempre quis. — Johnny confessou, olhando para os olhos de corça de Daniel. Ele pareceu surpreso. Daniel não esperava ouvir isso. Ele quase não acreditou. Johnny, o garoto por quem ele estava apaixonado, queria ficar com ele. Mas Daniel ainda estava em conflito.




— Você poderia apenas ter sido honesto comigo, sabe. — Daniel suspirou. Johnny sabia que ele estava certo. As coisas teriam sido muito mais fáceis e eles poderiam estar juntos nas últimas duas semanas, em vez de sentirem falta um do outro.




— Eu sei. É tarde demais para consertar as coisas? — Perguntou Johnny, desejando que Daniel lhe dissesse que não era tarde demais e que o amava e queria estar com ele também. Mas Daniel não disse nada. Ele ainda não tinha certeza. O menino ficou quieto, ainda pensando nisso. Johnny interpretou isso como um sinal de rejeição e de saída.




— Certo. Ok. Compreendo. Vou te deixar em paz agora. — Johnny podia ouvir sua própria voz falhando. Ele começou a se virar e se afastar, não querendo chorar na frente de Daniel. Ele estava ferido, como poderia não estar? Ele tinha fodido com tudo, como sempre fazia. E ele quebrou seu próprio coração no processo.




Assistir Johnny se afastar não parecia certo para Daniel. Ele sabia que se deixasse Johnny ir embora, então seria o fim. Ele tinha que tomar uma decisão, e rápido. Daniel poderia dizer que o outro garoto estava arrependido pela expressão em seu rosto, a culpa em seus olhos e o tom de sua voz. Foram as palavras que mais o tocaram, ele sabia que não era fácil para Johnny se abrir, mas ele se abriu, porque gostava dele. Daniel pensou em tudo que eles haviam passado e como tudo aconteceu desde agora. Johnny estava apenas assustado. Com medo de perdê-lo. E ele cometeu um erro, assim como todo mundo faz. Ele merecia outra chance.




Daniel não perdeu mais um segundo. Ele correu atrás de Johnny, pronto para acabar com todo esse mal-entendido.




— Não. Johnny. Espere. — Daniel agarrou o braço de Johnny e o virou. Os olhos do loiro estavam encobertos, suas lágrimas prontas para cair. Daniel imediatamente o abraçou, envolvendo os braços em volta da cintura do outro garoto e o puxando para perto de si. Johnny suspirou de contentamento, esperando que não fosse um abraço de despedida e que, em vez disso, significasse que Daniel o havia perdoado.




— Eu não me importo com o que as pessoas pensem. Eu nunca me importei. De qualquer maneira, não é da conta de ninguém. Não é como se alguém tivesse que saber. — Daniel apontou, ainda segurando Johnny como se sua vida dependesse disso. Johnny finalmente o abraçou de volta, colocando os braços em volta dos ombros de Daniel. Ele descansou a cabeça lá também, sentindo o cabelo macio de Daniel roçar em seu rosto e respirar seu cheiro familiar. Era bom tê-lo de volta em seus braços novamente.




— E se eles souberem? — Johnny ainda estava um pouco preocupado se as pessoas descobrissem, mas não permitiria que isso o impedisse. Afinal, era a vida dele. Se alguém tivesse um problema, eles poderiam se ir se foder.




— Então vamos superar isso juntos. Eu quero estar com você também. — Daniel quebrou o abraço, mas apenas para pressionar sua testa contra a de Johnny. Os dois adolescentes ainda estavam abraçados, nenhum dos dois querendo se soltar. Johnny estava feliz demais para desistir. Daniel ainda queria estar com ele. Ele sentia que não merecia isso, mas também se sentia a pessoa mais sortuda do mundo.




— Eu realmente não mereço você, Danny. — Johnny murmurou, deixando sua mão viajar pelo o cabelo de Daniel. Ele lentamente passou os dedos por ele, gostando de como parecia macio. Daniel queria revirar os olhos com o que Johnny acabara de dizer. Isso não era verdade.




— Pare de falar isso. — Daniel colocou a cabeça no ombro de Johnny, tornando o abraço apertado novamente. Ele não conseguia mais ver o rosto de Johnny, mas podia sentir o loiro tremendo. Johnny merecia o mundo. Aos olhos de Daniel, Johnny era perfeito. O adolescente de cabelos escuros o amava, tanto que doía.




Foi então que deu um clique: Johnny precisava saber disso. Ele precisava saber que alguém o amava, essa pessoa especificamente sendo Daniel. Daniel sabia que era uma espécie de grande passo, mas eles tinham chegado tão longe e ele sentiu que Johnny precisava ouvir. Ele deveria saber como Daniel se sentia.




— Quer saber uma coisa? — Daniel perguntou, quebrando o abraço completamente desta vez e agarrando as duas mãos de Johnny.




— Sim…? — O adolescente de olhos azuis não tinha certeza do que Daniel iria dizer, e por algum motivo ele estava um pouco nervoso com isso. Daniel respirou fundo, preparando-se para o que estava prestes a dizer. Ele nunca disse essas três palavras a ninguém além de sua família. Ele tinha certeza de que Johnny era a primeira pessoa por quem ele estava totalmente apaixonado.




— Eu amo você, Johnny. — Daniel confessou, olhando para o rosto de Johnny para ver qual era sua reação. Ele parecia... surpreso.




Johnny tinha ouvido essas palavras somente de duas outras pessoas. Sua mãe e Ali. Johnny as disse primeiro a Ali, só porque sentia que também deveria dizer. Era o que casais que namoram há um ano fazem, certo? Ela estava feliz e disse isso de volta, é claro. Mas tudo isso era história antiga, como Bobby havia dito antes.




Ouvi-los de Daniel era diferente. Parecia real, não parecia forçado, estava cheio de verdade. Johnny estava sentindo tantas emoções agora que não conseguia falar. Daniel ainda estava olhando para ele, sem esperar que ele dissesse de volta, inferno, ele não sabia o que esperar.




Johnny também o amava, disso ele sabia, mas estava emocionado demais para dizer isso agora. Ele queria chorar.




— V-você me ama? — Foi tudo o que Johnny conseguiu dizer antes de começar a soluçar. Não eram apenas soluços tristes, eram soluços de felicidade também. Johnny não conseguia acreditar que a primeira vez que chorou em tipo, dois anos, era por causa disso. Ele não esperava que nada significasse tanto ao ponto de fazê-lo chorar.




E Daniel não esperava que Johnny chorasse em reação à sua confissão de amor. Daniel não hesitou em envolver os braços em volta dele e puxá-lo para perto, segurando Johnny perto do peito. Johnny era um pouco mais alto, então teve que se abaixar um pouco, mas não importava. O calor e o conforto do toque de Daniel valiam a pena.




— Está tudo bem. Eu estou aqui. — Daniel sussurrou enquanto acariciava o cabelo de Johnny, fazendo o possível para confortá-lo. Ele sabia que precisava disso, precisava que lhe dissessem que era amado e que precisava chorar. Daniel deu um beijo em sua testa, deixando-o saber que ele está aqui e não vai a nenhum outro lugar.




Johnny soluçou nos braços de Daniel por alguns minutos, deixando escapar todas as emoções que havia reprimido nos últimos anos, já que não se permitia chorar. E sabe de uma coisa? Ele também não se sentia culpado por chorar. Ele estava surpreendentemente feliz. O loiro finalmente conseguiu parar de chorar, pelo menos o suficiente para que ele pudesse falar e suas palavras não saíssem como uma gagueira ou incompreensíveis.




— Eu também te amo, bebê... eu te amo pra caralho. — Johnny começou a soluçar de novo logo depois de dizer essas palavras, mas estava começando a se acalmar. Ele falava sério também, tinha certeza de que nunca falou tão sério em toda a sua vida. Ele amava Daniel, com cada fibra de seu ser.




Daniel sentiu seu coração parar de bater. Johnny o amava de volta. Era tudo o que ele queria. O outro adolescente finalmente parou de soluçar e se acalmou. Daniel enxugou as lágrimas de Johnny, apenas para que ele pudesse acariciar sua bochecha. Johnny sorriu para ele, ele não conseguia parar de sorrir.




— Olha cara, se vamos tentar fazer isso funcionar, temos que ser honestos um com o outro, ok? Você não pode mais me ignorar! — Daniel disse sério, tirando a mão da bochecha de Johnny. Em vez disso, agarrou uma das mãos de Johnny, segurando-a e entrelaçando seus dedos.




— Eu não vou. Eu prometo que não vou. — O loiro prometeu, e ele manteria sua palavra. Ele nunca mais iria ignorar Daniel novamente.




— Ótimo. — O garoto moreno olhou em volta por um minuto, certificando-se de que ninguém estava olhando. Ele então inclinou a cabeça para cima e pressionou os lábios contra os de Johnny.




Foi um beijo simples, apenas seus lábios roçando levemente, deslizando um contra o outro. Tudo acabou em cerca de dez segundos, os dois meninos queriam que demorasse mais, mas não queriam que ninguém visse. Era uma merda ter que fazer isso, mas eles estavam planejando dar muitos beijos a portas fechadas.




—Então, você me ama, hein? — Daniel brincou, ganhando uma revirada de olhos de Johnny, embora o loiro tivesse um sorriso no rosto.




— Sim. Tenho quase certeza de que sempre amei. — Johnny tinha certeza de que se apaixonou por Daniel no segundo em que pôs os olhos nele, ele simplesmente foi muito estúpido por não ter percebido antes. Bem, estava tudo no passado. Agora eles poderiam simplesmente desfrutar de estar juntos, se é isso que eles eram.




— Vamos. Quer ir para minha casa? Eu realmente quero tirar essa roupa suja. — Os dois adolescentes haviam esquecido que as roupas de Daniel ainda estavam cobertas de espaguete. Estava seco agora, mas ainda parecia estranho.




— Sim, você parece muito idiota. — Johnny deu uma risadinha e Daniel olhou de brincadeira para ele. Afinal, era meio engraçado. O adolescente de olhos castanhos olhou Johnny de cima a baixo, finalmente sendo capaz de verificar o quão lindo ele ficava naquele terno.




— Cuidado, Lawrence. Você está com seu carro? Ou sua motocicleta? — Daniel teria preferido a motocicleta, então ele poderia ficar com Johnny, mas infelizmente ele não estava.




— Não. Viemos no carro de Sid e ele me mataria se eu o pegasse. Podemos ir buscar meu Firebird, eu acho... — O loiro teria levado o carro, mas ele ainda queria que sua mãe voltasse para casa. Daniel suspirou desapontado, olhando para sua bicicleta que estava na beira do estacionamento. Ele e Johnny não cabiam nela.




— Acho que vamos ter que caminhar até sua casa então. Além disso, você fica lindo nesse terno. — Daniel não resistiu em adicionar essa última parte quando começou a andar em direção à calçada, sorrindo por cima do ombro. Johnny não pôde deixar de sorrir com o elogio. Ele odiava usar terno, era apertado e desconfortável, mas ele não odiava tanto agora.




— Obrigado. — Johnny seguiu Daniel pela calçada enquanto eles começavam a caminhar em direção à mansão.




~🏯




Johnny destrancou a porta da frente da mansão e pegou as chaves, agradecido por Daniel não ter pedido para entrar. Ele só queria pegar as chaves e ir para a casa de Daniel. O loiro correu escada acima, porém, agarrando um de seus moletons para deixar Daniel usar no passeio em vez de sua camisa coberta de espaguete.




Quando a loira correu de volta para fora, ele jogou o moletom azul para Daniel, que estava admirando o enorme jardim que eles tinham. Sua atenção estava de volta em Johnny no segundo que ele saiu, e ele estava secretamente feliz por ter agora um de seus moletons. Johnny não o teria de volta, não tão cedo.




Daniel tirou a camisa e olhou para Johnny por um segundo, não sendo capaz de impedir o sorriso zombeteiro que se formou em seu rosto. Johnny gostou de ver Daniel sem camisa. Seu corpo esguio era definitivamente excitante. Daniel não o provocou por muito tempo e colocou o moletom, o que também foi excitante, já que agora ele estava usando as roupas de Johnny.




Johnny teve que se esforçar para desviar o olhar e destrancar o carro. Os dois entraram, tendo sua discussão usual sobre a escolha da música. Eles finalmente escolheram algo e Johnny começou a dirigir em direção à casa de Daniel. Os dois ficaram sentados em um silêncio confortável, Daniel olhando pela janela e Johnny prestando atenção na estrada, embora seu cérebro estivesse em outro lugar.




— Eu realmente sinto muito por ter beijado Ali. — O loiro disse de repente, sentindo que deveria se desculpar novamente. Daniel apenas olhou para ele, sem precisar de outro pedido de desculpas, mas sabendo que Johnny ainda se sentia mal.




— Está tudo bem. Eu não ligo pra isso. — Daniel colocou a mão no joelho de Johnny, garantindo-lhe que estava tudo bem e que ele o perdoou. Johnny olhou e sorriu para ele, amando a sensação de seu toque. Era como faíscas voando, e Johnny ansiava por isso. Ele queria mais do toque de Daniel.




— Contanto que eu seja o único que você vai beijar de agora em diante. — O adolescente de cabelos escuros acrescentou brincando, deslizando a mão ainda mais pela perna de Johnny. Johnny mordeu o lábio, tentando não ficar muito excitado enquanto dirigia.




— Claro que você será o único, LaRusso. — Johnny voltou sua atenção para a estrada, ignorando Daniel rindo dele porque sabia como o afetava. Johnny estava planejando sufocá-lo com beijos mais tarde.




~🏯




Os dois meninos finalmente chegaram ao apartamento, entrando em silêncio, já que Daniel havia dito a Johnny que havia escapado. O idiota rebelde.




— Quer passar a noite aqui? — Daniel perguntou. Quando sua mãe vir Johnny lá, ele apenas dirá que veio tarde e precisava de um lugar para dormir.




— Se você não monopolizar a cama desta vez, então sim. — Johnny importunou, brincando, é claro. Ele gostava de ficar apertado com Daniel.




— Acho que não deitar com você então — Daniel brincou de volta, virando as costas para Johnny e caminhando em direção ao seu quarto.




— Não, espere… — Johnny correu atrás dele, entrando no quarto de Daniel e fechando a porta, pronto para praticamente pular em Daniel. Johnny nunca foi do tipo que abraça, mas gostava de abraçar Daniel. Ele gostava de como Daniel era quente e macio em seus braços, gostava de como seus cílios batiam contra seu peito, ele só gostava de estar perto de Daniel.




— Estou brincando. Você sabe que não consigo ficar longe de você. — Daniel beijou os lábios de Johnny provocativamente, sabendo que o loiro queria mais. O adolescente de cabelos escuros caminhou até a cama, gesticulando para que Johnny o seguisse. Ele rapidamente tirou as calças cobertas de espaguete e colocou a calça de moletom, ignorando os olhares lascivos que recebeu de Johnny, que também estava ficando só com a cueca boxer. Ok, ele secretamente amava os olhares que Johnny estava dando a ele, mas ele não iria admitir para seu... namorado? O que eles eram agora?




Era como se Johnny tivesse lido a mente de Daniel, ou talvez ele estivesse apenas se perguntando a mesma coisa. De qualquer maneira, ele se viu de pé bem na frente de Daniel, que agora estava sentado na cama. Eles ainda pareciam meio ridículos, Johnny vestindo apenas sua boxer e Daniel vestindo o moletom de Johnny e um par de calças de moletom, mas isso não importava no momento. Tudo o que importava era a questão a seguir.




— Ei, Danny, tenho que te perguntar uma coisa… — Johnny queria que fossem oficiais, então iria pedir a ele que se tornasse seu namorado. Ele sabia que Daniel provavelmente diria sim, mas ele ainda estava um pouco nervoso porque, bem, ele sempre ficava um pouco nervoso perto de Daniel. O menino com olhos de corça tem esse efeito sobre ele.




— Sim? O que é? — Daniel questionou, fingindo não saber o que Johnny estava prestes a perguntar.




— Então, uh... você sabe como eu disse que te amava e toda aquela merda... bem... eu queria saber se você queria sabe, ficar comigo. Oficialmente. — Johnny sentou ao lado de Daniel na cama, certificando-se de olhar em seus lindos olhos castanhos enquanto falava. Eles estavam cheios de alegria.




— Você quer dizer ser seu namorado? — Os olhos de Daniel brilharam quando Johnny assentiu, sorrindo para o outro adolescente. Ele era tão fofo quando estava feliz. Esqueça isso, ele é sempre fofo.




— Sim... um relacionamento real. Eu sei que é arriscado e pode ser perigoso, mas eu- — Seria difícil. Eles não podiam dar as mãos, beijar ou tocar um ao outro em público, não podiam ser abertos sobre seu relacionamento, eles teriam que manter isso em segredo para que ninguém descobrisse. Johnny ainda estava um pouco preocupado com o risco, ele estava preocupado com a segurança de Daniel enquanto Kreese e os outros estivessem por perto.




— Vale a pena o risco. Você vale o risco. — Daniel o interrompeu, dando um leve beijo em sua bochecha e colocando sua cabeça no ombro de Johnny. O loiro passou o braço em volta dele... seu namorado, puxando-o para mais perto. Parecia tão certo.




— Eu me sinto tão mal sabendo que poderia ter falado com você o tempo todo... Eu sou um idiota. — Johnny também ainda se sentia culpado por tudo que os fez passar, quando na verdade ele poderia apenas ter conversado com Daniel e eles poderiam ter resolvido as coisas mais cedo. Mas talvez ele apenas precisasse aprender que às vezes podia baixar a guarda, que não havia problema em chorar e que algumas coisas valem o risco.




— Sim, você é. Mas, sério, John, não ligo mais pra isso. Você estava fazendo o que achava ser o melhor. E eu aprecio isso. — Daniel entendeu por que ele fez tudo aquilo e se recusou a usar isso contra ele. Seria estúpido fazer isso, quando eles tinham um futuro para olhar. Apenas os dois, juntos nisso. Nada poderia mudar isso. Eles nunca serão perfeitos, mas foram feitos para ser. Definitivamente destinado a ser, Johnny pensou enquanto encostava a cabeça em cima da de Daniel.




—Ainda temos que ter cuidado. Ninguém pode saber sobre nós. Eu não acho que seriam muito compreensivos. — Johnny não tinha certeza se eles conseguiriam contar a alguém. Daniel balançou a cabeça, só agora se lembrando de dizer a ele que sua mãe estava bem com isso.




—Na verdade, minha mãe sabia que eu tinha uma queda por você... ela sabe. Tenho certeza de que o Sr. Miyagi também sabe. Ele sabe tudo. — Daniel contou a ele, e Johnny ficou surpreso que eles sabiam. Ele percebeu que era de Daniel ter falado muito sobre ele, o que ele iria usar para provocá-lo mais tarde. Ele só queria saber se eles concordavam com isso.




— E eles estão bem com isso?




— Sim, eles estão. Eu sei que nem todo mundo é assim. Podemos manter isso em segredo. Mas a portas fechadas...




— Atrás de portas fechadas, não vou ser capaz de manter minhas mãos longe de você. — Johnny se inclinou e beijou-o então, sentindo os fogos de artifício que aconteciam toda vez que seus lábios se tocavam. Daniel deixou Johnny praticamente pegá-lo e deitá-lo na cama, ele passou os braços em volta dos ombros do loiro e as pernas em volta de sua cintura. O beijo se tornou mais profundo quando Johnny ficou em cima dele, lambendo o lábio inferior. Daniel abriu ligeiramente a boca, deixando a língua quente de Johnny bater na sua. Eles se beijaram por alguns minutos, respirando um ao outro.




— Eu gostaria de saber exatamente como explicar o que sinto por você. Não sou bom com palavras. — O loiro disse ao interromper o beijo, pressionando seus narizes.




— Então me mostre. — Os dois meninos sabiam que não iriam até o fim esta noite, eles apenas começaram oficialmente a namorar e ambos não estavam prontos para isso, ainda não. Eles apenas se beijariam, se abraçariam e fariam merdas assim, mas Johnny tinha outra coisa em mente. Outra forma de demonstrar amor. Uma mordida de amor.




Daniel estendeu a mão para desligar a luz, a única luz então sendo da lua. Johnny se inclinou para beijar Daniel novamente, as mãos permanecendo no quadril do outro garoto. Suas línguas rangeram juntas quando Daniel puxou Johnny impossivelmente para perto, apenas querendo senti-lo e nunca mais deixá-lo ir. Eles continuaram se beijando, não conseguindo se cansar de como os lábios um do outro se sentiam contra os seus e de como eles eram. Eles negaram isso por muito tempo, e agora que eles estavam finalmente juntos, eles não iriam perder essa chance. Eles eram simplesmente viciados um no outro.




Eventualmente, Johnny se viu beijando até o queixo de Daniel. O outro garoto segurou a cabeça para trás, adivinhando o que Johnny iria fazer e já dando acesso ao seu pescoço. Ele não tinha muita experiência, mas aprendia rápido e Johnny gostava disso.




Johnny colocou os lábios contra o pescoço de Daniel, começando a sugar e morder a pele lisa. Daniel soltou um gemido suave, movendo as mãos para cima para que pudessem passar pelas mechas douradas de Johnny. Johnny continuou a morder ali por meio minuto, antes de ir para outro lugar. Daniel sentiu um formigamento no local em que seu namorado acabara de morder, sabendo que ficaria uma marca.




E esse não seria o único local. Johnny continuou a ir para diferentes pontos de seu pescoço, encontrando novos lugares para morder e chupar a pele sensível. Daniel nunca teve um chupão antes, mas estava amando a sensação. Ele teria que usar algo amanhã para esconder as marcas, no entanto.




Daniel decidiu que não seria o único com o pescoço coberto de chupões. Assim que Johnny terminou o que era seu terceiro ou quarto, Daniel ergueu o rosto para que eles pudessem se beijar novamente e, em seguida, inclinou a cabeça de Johnny para que pudesse acessar seu pescoço. Johnny inclinou a cabeça para trás, claramente querendo que Daniel lhe desse um. O garoto moreno não tinha certeza de como fazer isso, mas se viu chupando a pele macia de Johnny como se tivesse feito isso a vida inteira. Ele poderia dizer que Johnny gostou, no entanto, pelos sons que ele estava fazendo e a maneira como sua mão deslizou pelo peito de Daniel.




Daniel deixou mais alguns chupões, saboreando os sons que vinham de Johnny enquanto ele deixava as mordidas de amor em seu pescoço. Johnny amava a sensação dos lábios carnudos de Daniel, ele não se cansava disso. Logo os meninos se encontraram se beijando novamente, desta vez os beijos foram mais desleixados, já que estavam se cansando. Eles se beijaram por mais alguns minutos, os beijos sendo lentos e suaves. Nenhum dos beijos compartilhados esta noite foi áspero ou rápido, todos foram lentos e apaixonados.




Eles não podiam simplesmente ficar juntos a noite toda, infelizmente. Tem sido uma noite longa, então eles estavam cansados ​​de qualquer maneira. Johnny caiu ao lado de Daniel, sua mão imediatamente encontrando a do outro garoto.




— Deus, minha mãe vai pirar quando vir todos esses hematomas no meu pescoço. — Daniel riu para si mesmo, tocando as mordidas de amor em seu pescoço. Ele não podia vê-los, já que literalmente não conseguia ver seu próprio pescoço, mas sabia que eles estavam lá e provavelmente eram de um roxo profundo.




— A minha também. — Johnny esperava que sua mãe não notasse. Ou pior, Sid. Ele nunca ouviria o fim de tudo e seria constantemente questionado se estava saindo com alguém. Ele decidiu que se isso acontecesse, ele iria ignorar. Ele estava cansado de viver pelas regras deles.




No passado estavam os dias em que ele vivia secretamente pelo medo, quando atacava ou fugia para evitar seus problemas. Johnny não faria isso, não mais. Não para si mesmo e não para Daniel. Afinal, Daniel era a razão pela qual ele percebeu isso. Às vezes, você precisa ser lembrado de que alguém se preocupa com você e de que deve se preocupar consigo mesmo.




Os dois meninos ficaram em silêncio, suas mãos ainda entrelaçadas. Ambos estavam pensando. Johnny estava pensando em como ele era grato por ter Daniel. Ele realmente havia aprendido com seus erros. Ele sabia que não estava completamente fora de perigo, ele ainda tinha problemas porque a vida nunca seria perfeita. Ele ainda tinha coisas para lidar, mas elas foram empurradas para o fundo de sua mente agora. Ele se preocuparia com eles mais tarde. Contanto que ele tivesse Daniel para lembrá-lo de que quando as coisas ficassem difíceis, ele nunca precisaria ficar sozinho, Johnny acha que ele ficará bem.




— Sabe, eu poderia enfrentar seus amigos idiotas. — Daniel disse do nada, seus pensamentos sendo sobre o quanto ele queria socar Dutch por dar a Johnny outro olho roxo. Dutch estava fora de si desde que o Sr. Miyagi e Kreese haviam feito aquele acordo, mas ainda irritava Daniel que ele estava sendo um idiota sobre toda essa situação. Ele nem sabia da metade, ele estava simplesmente bravo porque Daniel havia deixado Johnny 'mole'. Não, Johnny era duro, ele simplesmente não era um idiota. Não mais.




— Certo. — Johnny respondeu provocadoramente enquanto Daniel se aproximava dele. Johnny moveu o braço para cima para que Daniel pudesse se aconchegar em seu peito nu. Daniel apoiou a cabeça ali, ouvindo o som dos batimentos cardíacos de Johnny. Johnny passou o braço em volta dele casualmente, deixando seus dedos deslizarem pelas costas de Daniel.




— Não, sério, eu fiquei muito bom no caratê. Eu provavelmente poderia te chutar na próxima semana. — Daniel se gabou, cutucando a bochecha de Johnny. Johnny deu um tapa nele com a mão livre, mas Daniel se esquivou e Johnny acabou se esbofeteando.




— Continue sonhando, LaRusso. — Johnny zombou enquanto ignorava Daniel rindo dele, mas era honestamente adorável.




— Você acha que eu não consigo fazer isso, hein? — Daniel zombou, apoiando-se no peito de Johnny. O loiro revirou os olhos e sorriu para ele.




— Não. — Ok, Johnny sabia que Daniel provavelmente tinha ficado muito bom, embora nunca o tenha visto fazer nada. Ele ainda não achava que Daniel poderia vencê-lo, no entanto. Nunca. (Nem mesmo no torneio, que os dois haviam esquecido. Nenhum dos dois queria realmente mencionar e estragar o momento).




— Eu provarei para você então. Você e eu, vamos agora. — Daniel disse enquanto se sentava, falando sério, mas também lutando contra uma risada. Johnny achou que ele estava brincando, mas ficou desapontado quando o outro garoto saiu de cima dele. Agora ele estava com frio.




— Querido, você está louco pra caralho se acha que vou realmente sair da cama agora. — Johnny comentou, puxando o cobertor sobre si mesmo, já que Daniel decidiu se levantar.




— Você é um preguiçoso. — Daniel brincou, ainda sentado. Se ele realmente queria treinar agora, então ele realmente é louco. Provavelmente era por volta da meia-noite agora. Ambos haviam perdido a noção do tempo há muito tempo.




— Não, você só está quentinho — Isso foi o suficiente para fazer Daniel se deitar, rastejando para debaixo das cobertas e de volta ao seu lugar no peito de Johnny. Johnny puxou o outro garoto para mais perto, apreciando o calor do corpo de Daniel contra o seu.




— Vou te chutar mais tarde, então. — Daniel murmurou enquanto se aconchegava no peito de Johnny, envolvendo um braço em volta de seu abdômen e ficando o mais perto que podia dele.




— Como quiser. — Ambos os adolescentes riram levemente de sua pequena discussão boba. Os dois queriam lutar eventualmente, mas não à noite, quando eles estavam cobertos de beijos e chupões.




— Estou feliz que finalmente conversamos sobre as coisas. — Daniel sussurrou depois de um minuto. Johnny estava feliz por eles conversarem sobre as coisas também. Ele não baixaria a guarda para mais ninguém, apenas Daniel. Ele não iria bagunçar as coisas como fez com Ali. Daniel era apenas... diferente. Ele fazia Johnny não querer ser agressivo, não querer lutar. Ele apenas o fazia se sentir melhor.




— Eu também. Eu nunca vou te ignorar de novo e estou falando sério. — Johnny inclinou a cabeça e deu um beijo no topo da cabeça de Daniel, o cabelo macio do adolescente de cabelos escuros fazendo cócegas em seus lábios.




— Eu te amo bebê. — Daniel fechou os olhos depois de dizer isso, cansado demais para falar mais esta noite. Mas ele ia dizer a Johnny que o amava todas as noites, se pudesse, ele o lembraria disso todos os dias até que soubesse muito bem que era verdade e que as coisas nunca mudariam.




— Eu também te amo, Danny. — Johnny respondeu, sem hesitar por um momento. Ele se sentia como se tivesse alcançado um novo capítulo de sua vida. No início do ano quando chegou com os amigos à praia, ele sabia que ia melhorar este ano. Com isso ele quis dizer suas notas, não ele mesmo. Ele não tinha planejado mudar.




Ele não tinha planejado se apaixonar por Daniel. Johnny não sabia que aquele punk na praia tentando ensinar futebol para sua ex acabaria sendo tão importante para ele. Ele não tinha ideia do quanto estar com ele o mudou. Ele não era mais aquele valentão agressivo. Ele era apenas Johnny. Johnny doce, atencioso e teimoso.




E juntos, ele e Daniel eram apenas duas pessoas que foram feitas um para o outro. Duas pessoas que deveriam existir. E nada iria impedir isso, não mais.


Notas Finais


CARAS, finalmente tudo se ajeitou amém!!!!


Traduzi esse capítulo ouvindo Solo Importas Tú do CNCO e véi a música é os lawrusso todinho dessa fic, amooo.


Aproveitando também para avisar que a fic está chegando ao fim :( tem somente mais três capítulos para eu traduzir e postar.


Porém se acham que a história dos lawrusso termina aqui estão enganades ;)


Enfim espero que tenham gostado do cap e me perdoem se tiver algum erro, prometo revisar ele mais tarde.


É isso até o próximo, beijos 💓


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