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História Karlek - Capítulo 11


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Capítulo 11 - Primeiras vezes.


Fanfic / Fanfiction Karlek - Capítulo 11 - Primeiras vezes.


— Como despedida, nós podemos nos aproximar ainda mais? Podemos criar uma lembrança inesquecível? Cumprir com o nosso pacto?

Perguntei, reparando em cada detalhe de seu rosto, desde a mínima mudança em sua expressão. Me olhou atônito.

— Siv, quer dizer... Fazer amor? — concordei.
— Se for realmente embora, eu quero criar um laço contigo. Para me lembrar que foi confiando em você, que me despedi. Não quer?

Quando estava já pronto para me responder, um de seus amigos o chamou. Me olhou um pouco confuso ainda.

— Tenho que ir...

Se afastou, já desvencilhando o nosso toque. Não permiti que as nossas mãos se afastassem completamente. Eu o puxei de volta, aproximando os nossos corpos. Os nossos rostos estavam agora próximos, as nossas respirações se chocando. Fiquei na ponta dos pés, tocando as nossas bocas por um tempo longo, indeterminado. Esse era o meu primeiro beijo.

Nos afastamos e o olhei, vendo-o ainda com os seus olhos fechados. Os abriu devagar, piscando algumas vezes. Aquela voz o chamou outra vez.

— Eu sei, precisa ir. — ri soprado. — Durma bem, que Thor esteja contigo.

Assentiu, dando uma olhada para trás enquanto corria de volta para a vila. Nem mesmo eu imaginava que tudo aquilo que nunca desejei em 19 anos, agora queria desvendar com a sua presença.

Era tão inesperado, repentino... Talvez se eu realmente tivesse me casado com quatorze anos, como a minha mãe, hoje em dia eu sequer teria a chance de ter o meu primeiro beijo com alguém que realmente quis.

Ele não me respondeu sobre aquilo... Será que quer mesmo ter essa experiência comigo?

[...]

Bocejei, indo com certa preguiça alimentar os cavalos.

Carregando um balde repleto de cenouras, eu mantinha o meu passo lento e o meu rosto desanimado. Entrei no estábulo e passei a mão em todos eles, dando uma cenoura pra cada um. Voltei pela mesma fila, repetindo o processo com outra. Eles já se alimentavam de feno, mas era bom um nutriente a mais para deixá-los fortes.

Bufei, acabando com os vegetais todos, jogando o balde para o alto no susto de ter a porteira aberta com pressa. Vi Jeongguk, ele parecia eufórico, cansado de tanto correr. Caminhou apressado até mim, parando quando estávamos já bem próximos.

— Aceito. — o olhei confusa. — Fazer contigo, eu aceito. Vamos.

Me puxou pela mão e parei no lugar, não dando mais um único passo. Como assim? Fazermos agora?!

— Vamos onde? Se acalma...
— Eles falaram de ir embora amanhã. Siv, nós... Nós não vamos nos ver outra vez, eu não quero isso. — disse apavorado. — Não quero me afastar assim. Quero me lembrar. O nosso... O nosso pacto! Como vamos fazer isso longe?

Suas palavras surgiam rápidas, quase sem dificuldades. Tanto tempo pra conseguirmos nos comunicar assim e logo agora ele ia embora? Não era justo.

— Onde vamos fazer isso? Eles vão nos encontrar... — o olhei pensativa. — Já sei!

Agora eu quem o puxei pela mão, deixando os relinchos dos cavalos para trás no momento em que saímos correndo pelo campo até uma cabana distante de tudo. Ela era feita de madeira e não muito grande.

Inicialmente, tinha sido construída para que a minha avó vivesse perto dos animais silvestres, como ela dizia ser o seu sonho. Faleceu antes que fosse concluído, então ninguém nunca colocou os pés aqui.

Pretendiam usar como estoque de comida, mas por ser um pouco longe acabaram desistindo da ideia também.

Entramos ali. Havia poeira, alguns insetos. Tossimos um pouco e saímos pegar algumas folhas, tendo o trabalho de nos livrarmos das teias de aranha e insetos antes de tentarmos qualquer coisa. Chegava a ser cômico ter que fazer toda essa preparação rápida, para aquele momento.

A janela foi feita como um vitral, desejo também da minha avó. As luzes fracas adentravam o espaço pequeno, iluminando o suficiente. A cama estava ali, inutilizada. Demos uma boa olhada antes, tendo a certeza absoluta que não havia nenhum bicho ou animal escondido acima do couro. Gukk tirou sua blusa de lã, forrando o material como um cavalheiro faria.

O olhei e sem vergonha de me despir em sua frente, me livrei do meu vestido e o coloquei também ali, me deitando. Me olhou e se livrou do resto das peças, subindo na cama. A partir daí, eu já não sabia como funcionaria.

— Vamos mesmo fazer isso? — perguntei, olhando-o em cima de mim.
— Ainda quer? — questionou e concordei.

Ele parecia um pouco nervoso. E admito que eu também estava ficando assim, a cada momento. Era estranho que estivéssemos agora nus, com uma distância consideravelmente curta entre nós.

— A-Acho que já estou pronto. — olhou pra baixo e fiz o mesmo, vendo-o ereto como daquela vez.

Ele evidentemente estava preparado, mas e eu? Eu precisava me preparar para isso também? Alguma coisa em mim mudaria?

— Estou com medo. — falei baixo. — Vai doer, Ragna me disse isso uma vez.
— Vou ser cuidadoso... Aprendi bastante ouvindo, acho.

Olhou para mim atento, me dando um beijo na bochecha para me tranquilizar. Afastou a parte superior de seu corpo, me olhando distante. Tocou os meus joelhos com as mãos geladas e os afastou. Cobri minha parte íntima com timidez quando tentou olhar.

— Não veja, é vergonhoso.
— Mas preciso saber se está molhado aí.
— Molhado? Como assim?

Afastei as minhas mãos e ele tocou seus dedos ali no meio, me fazendo arregalar os olhos, ruborizada. Começou a esfregar ali e senti o meu corpo se aquecer de um jeito estranho. Uma boa sensação começava a me dominar e minha respiração acelerava, com os meus batimentos rápidos. Cobri a minha boca quando sem querer a minha voz quase saiu.

Escutei um som úmido, semelhante ao de quando o toquei nas margens daquele rio. Era tão estranho sentir, perceber que era gostoso...

— Hah. — meus olhos se reviraram. — I-Isso é estranho! Hm.
— Acho que já se preparou também... — suspirou. — P-Podemos começar?

O olhei, respirando fundo. Seus dedos continuavam ali, entre as minhas pernas, parados dessa vez. Senti algo descer por mim. Parecia pegajoso, realmente úmido. Vendo-o ainda erguido, eu concordei, imaginando se seria bom como tinham me contado.

Afastou mais as minhas pernas, um pouco envergonhado. Se colocou entre elas, tocando a si mesmo. Encostou as nossas partes íntimas e vi o quanto aquilo parecia estranho. Me olhou e levou suas mãos ao lado de minha cabeça.

— Posso e-entrar?
— Po-ode, eu acho.

O olhando, eu senti aquilo invadir devagar um espaço que eu nem sabia que tinha até então. Uma dor terrível me dominou e me contorci, agarrando os seus ombros. Ele parou no mesmo momento, apavorado, repetindo pedidos de desculpas. Senti algo quente escorrer por nós dois.

Apertei meus olhos fechados, acenando negativamente. Já tínhamos ido longe demais para pararmos agora.

— Desculpa Siv, eu...! — disse choroso.
— Não, tudo bem! — suspirei. — Estou bem... Continua, devagar...

Assentiu, me olhando enquanto continuava indo. “Será que isso tá mesmo certo? E se eu estiver machucando o lugar errado?” A preocupação me dominou, mas no momento em que presenciei seu corpo estremecer e um gemido sair de sua boca, percebi que ao menos para alguém as coisas pareciam fluir do modo certo.

— Oh... — fechou os olhos. — Siv, é tão...
— O q-que você sente?
— É quen... Quente, apertado e... Macio. Ah, ah...

Parou quando os nossos corpos pareciam unidos. Ele realmente estava dentro de mim. Saber que isso estava mesmo acontecendo, era estranho agora. Abracei o seu corpo, fazendo com que se aproximasse um pouco mais. Respirou fundo em meu ouvido.

— Desculpa... — pediu quando voltou a se mexer, afastando sua parte. Senti dor ainda, apertando o nosso abraço. — N-Não consigo parar.

Disse se mexendo mais rápido, colocando e tirando. A dor começou a ir embora aos poucos, o prazer começou a me dominar. Era alucinante e muito bom. Eu me sentia completa, necessitada. Gemi arrastado, pedindo que fosse mais rápido. Todas as minhas palavras pareciam ser influenciadas pelo momento, como se eu estivesse sob domínio.

— Gu-u-ukk. Ha-ahn! É bom, é mesmo b-bom!
— Uh, Siv! — abraçou minha cintura. — Siv! Ah!

Sua voz estava saindo mais alta e fina, assim como a minha. Os nossos corpos se empurravam, parecia uma luta corporal. Eu sentia calor, como se ar faltasse naquele cômodo. As nossas peles se batiam causando sons altos de tapas.

— Ah, eu vou derreter... — disse rápido, arfando.
— Yng... Tão quente.

Franzi minhas sobrancelhas, arranhando as suas costas com força.

— Hmn!

Saiu rápido, melando a minha barriga com aquela sua coisa branca enquanto eu pulsava por dentro. Beijou a minha testa um pouco trêmulo e nos olhamos. Tinha sido menos difícil do que eu imaginava e melhor do que eu esperava.

Esperamos um pouco e ele se levantou, me ajudando a fazer o mesmo. Limpei meu ventre melado com um tecido velho que havia ali.

Quando me virei para pegar o meu vestido, vi que a camisa que ele tinha usado para forrar a cama, estava manchada com sangue. Olhei para as minhas coxas, vendo uma gota ainda escorrer. Ele olhou para si mesmo, se vendo um pouco sujo de vermelho.

— Te machuquei?! Siv, me desculpa!
— Não, tudo bem. Não está doendo nem nada... Será que minhas regras chegaram? — bufei. — Você não pode vestir ela assim...
— Vou sem, não tem problema.

Se alguém o visse correndo por aí sem parte das roupas, isso pareceria suspeito. Mesmo assim, não havia muito o que fazer sobre isso. Coloquei meu vestido outra vez e ele sua calça.

Eu havia omitido, estava sim levemente dolorida, com as pernas um pouco bambas e aquela parte um pouco pulsante. Mas nada que me impedisse a caminhar normalmente.

Dobrou sua camisa e a segurou, levando-a consigo quando saímos do lugar.

Ele ia mais em minha frente e eu via o quanto tinha arranhado as suas costas brancas. Me senti envergonhada por isso. Entre as suas cicatrizes do chicote, haviam marcas vermelhas e ainda recentes.

Chegamos depois de algum tempo e ele se despediu de mim com um selar na bochecha, correndo até a tenda. Eu fui me banhar, me livrando daquela água suja depois. Coloquei um novo vestido e saí buscar mais água no rio, voltando com alguns galões feitos à mão bem resistentes. Deixei tudo no lugar e logo que saí, vi minha amiga. Ela passou por mim, mas a chamei. 

— Ragna... Até quando vai me evitar? Sinto muito pelo que aconteceu. Mas você é como minha irmã, deveria pensar em mim também, ao invés de focar tanto em Arvid.

Ouvi o seu bufar. Ela se virou, com os braços ainda cruzados e uma feição arrependida.

— Eu sei, mas estava revoltada contigo. Por ter deixado isso acontecer...
— Ele é adulto, foi quem permitiu isso, não eu. Batalhas acontecem toda hora e eu nunca quis me casar com ele. É injusto, eu estava sufocada.

Ela concordou, parecendo tentar compreender o meu lado também. Sorriu fraco e me abraçou.

— Me desculpe por ter agido daquela maneira contigo, Siv... Realmente gosto de Arvid, talvez um dia você entenda esse sentimento estranho.
— Eu... Acho que entendo...

Ela se afastou de mim no mesmo instante, com uma cara surpresa e sapeca. Olhou ao redor e me puxou até sua tenda, entrando comigo nela. Mandou eu me sentar numa cadeira e o fiz, vendo-a me olhar atenta, puxando uma outra para se acomodar.

Me encarou e esperou que eu começasse a dissertação. Mas o que eu deveria dizer? Era a primeira vez que algo assim acontecia comigo, eu não sabia ao certo o que estava sentindo.

— Gosta de quem? Uma artesão? Pescador, joalheiro? Alguém que eu conheça?! Já sei! É o Knut. Ele é mesmo bonito.
— Não... Acho que gosto de Yngve...

Ela me olhou em choque, acenando em negação desacreditada. Riu soprado, me fitando com estranhamento.

— Sabia que o olhava demais, mas nunca imaginei que fosse chegar a gostar. O que houve? Ele é tão diferente, sequer esbanja masculinidade... Ele nem precisa cuidar da barba, porque não cresce pelos em seu rosto. Quer alguém assim?
— E-Eu não sei como explicar. Foi diferente desde que nos olhamos pela primeira vez. Ele não é como os outros, eu me sinto segura, à vontade quando estamos juntos. Sinto que posso fazer loucuras, como dar a ele a minha virgindade...

Desviei o olhar um pouco apreensiva. Ela se levantou da cadeira, correndo até mim. Ajoelhou-se em frente aos meus pés, me olhando mais de perto com os olhos arregalados. Tocou os meus braços, me sacudindo eufórica.

— Como isso aconteceu?! Quando?! Como?!

Expliquei o que pude, dizendo inclusive o quanto a experiência tinha sido dolorosa e boa. Ela me olhava fixamente, com um enorme sorriso em seu rosto. Chegava a me assustar.

— Incrível! Agora é uma mulher adulta, Siv! Então posso começar a te contar coisas sobre isso.

Ragna sempre foi próxima da curandeira, principalmente depois que seus pais morreram por causa de uma praga. A mulher passou a cuidar da menina desde então, lhe dando tudo quanto precisava até que completasse 17 anos e tivesse a sua própria tenda. Era de se esperar que por causa de sua proximidade, ela agora soubesse muito mais sobre o corpo humano e eu queria aprender.

Foi assim que me contou que o seio feminino, têm sensibilidade. Disse também sobre um tal clítoris, coisa que segundo a própria, poucos sabiam existir. Falou sobre tantas e tantas coisas, que minha cabeça começava a girar entre informações.

Era muito pra assimilar ainda, mas eu a enchia de perguntas, curiosa sobre as novas descobertas daquela vida adulta.


Notas Finais


Podia ter sido uma primeira vez muito mais fofa, se pra começar eles soubessem como aquilo funciona KKKKKKK Tadinhos dos meus babies inocentes 😔✊💕


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