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História Karlena- Minha vida é você - Capítulo 70


Escrita por: CVPDanvers

Notas do Autor


Oi, galera.
Outro capítulo tenso👀
O final é bem...😣😟
Boa leitura.

Capítulo 70 - Contra o tempo: escolhas e consequências.


Fanfic / Fanfiction Karlena- Minha vida é você - Capítulo 70 - Contra o tempo: escolhas e consequências.

Tudo que Lena queria era que aquilo tudo não passasse de um pesadelo, que quando ela abrisse os olhos estaria tudo bem. Ela estava ajoelhada naquele cubículo, com a testa encostada no vidro, seus pulsos estavam fechados tentando tirar toda a raiva e ódio que estavam presente naquele momento. Os seus olhos estavam fechados, ardendo em lágrimas, sabia que se abrisse veria o cenário assustador em que estava. Tudo parecia perdido, sem solução e saber que Kara estava sofrendo, fazia ela se sentir culpada.

Gritos... de dor, era o que ela estava ouvindo, queria que aquilo terminasse, mas parecia que tudo estava indo contra a sua vontade. Cada vez que ela escutava um grito, suas pálpebras se apertavam com mais força e lágrimas escorria por seu rosto. A angústia era um grande buraco em seu peito, que era preenchida por uma dor insuportável. Então derrepente os gritos pararam, parecia que o pesadelo tinha acabado, porém ainda estava longe do fim.

A porta da sala, a qual os capangas do Edge levaram Kara, foi aberta e do lugar Morgan saiu. Lena olhou em sua direção e a imagem que ela viu, fez seu coração doer.

-Você com certeza é um monstro- Lex gritou, vendo o estado em que Kara estava e Lena chorando ao ver a loira machucada.

Edge ignorou Lex, enquanto os dois capangas carregavam Kara de volta para a câmara. A loira mal se aguentava em pé, por causa dos ferimentos e se não fosse por causa das duas pessoas que a segurava ela cairia, como aconteceu quando ela foi colocada no cubículo e não se passou um minuto, então ela foi de encontro ao chão.

-Amor- Lena a chamou, com a voz trêmula e fraca, se aproximando do vidro que a separava da loira. Kara estava deitada no chão, sua roupa estava com algumas marcas de sangue, em seu rosto tinha alguns hematomas. Acima da sombracelha direita tinha um corte, que escorria sangue, no lábio inferior também. Quando Kara ouviu a voz de Lena, ela olhou em direção a morena e deu um leve sorriso, quase imperceptível, por ver a mulher que ama bem. Porém derrepente, uma lágrima escorreu pelo rosto, por ser perguntar: até quando Lena ficaria bem? Edge tinha todos nas mãos- desculpa, amor- Lena viu Kara tentar falar algo, porém desistindo e fazendo uma careta de dor. A morena sabia que os ferimentos da loira eram graves.

Kara ergueu o seu braço devagar até tocar no vidro a sua mão, que estava ensanguentada. Lena posicionou a mão ali querendo tocar em Kara, porém era impossível.

-Viu, Lena?- Edge questinou e se agachou perto da câmara da morena, que continuava com a sua atenção em Kara- amor apenas traz dor e sofrimento. Você sabe, né? É por sua culpa que a Kara está assim. Se não fosse o amor que ela sente por você, ela não se colocaria no seu lugar e estaria bem- Lena continuou a olhar para Kara, que tentava dizer algo, porém não conseguia. E ela não pode não pensar, que era mesmo a sua culpa- a Sasha estava um pouco empolgada, quando começou o trabalho com a Kara e talvez exagerou um pouco, algumas costelas quebradas- Lena olhou pela primeira vez para o homem a sua frente e depois para a mulher que ele falou, alguém que não passava de uma marionete- você deveria agradecer, que a Kara não foi espancada até a morte- Lena não se segurou, a sua raiva já estava bem evidente, então ela deu um soco no vidro, mas o ato só fez Edge rir- isso são apenas tentativas em vão- Edge fez um sinal com a cabeça para os dois capachos e então eles sairam do local.

-E pensar que teve uma época que te chamei de amigo- Lex falou e Edge andou em direção a câmara que ele estava- foi tudo apenas uma ilusão e erros cometidos. Eu fui ignorante por muito tempo e deixei ser manipulado por meus pais, enquanto eles usavam a vida dos outros para ter de mim o que eles queriam. Tirei vidas inocentes e machuquei pessoas- ele olhou em direção a Lena e Kara. A morena estava observando a loira no chão, mas escutava o que o irmão dizia- nunca fui um bom homem, mas tentei mudar, e consegui uma família e amigos de verdade. Você se diz forte e inteligente, mas não passa de um covarde. Você não é tão diferente de mim, Morgan, no fundo nós somos iguais. Mas tem algo que diferencia nós dois, você nunca vai saber o que é ser amado de verdade. Você sempre diz que amor é uma fraqueza, mas não sabe que é aquilo que nos dar força. Se não fosse o amor que a Kara sente pela Lena, ela não teria coragem para fazer o que fez. Mas você nunca vai entender o que é isso, pois não tem ninguém ao seu lado e enquanto você não sentir, nuca saberá o que é o amor.

Lex viu que aquelas palavras mexeu com Edge do jeito que queria, porém ele também sabia que palavras iriam adiantar em nada, pois os três continuariam presos.

-Você ficou muito sentimental, Lex- Edge falou e começou a andar pelo local, até chegar em uma mesa onde pegou um tablet- vamos ver o que todo esse sentimentalismo vai fazer com você- ele selecionou algo no aparelho, que fez ligar uma tela que tinha em uma as paredes e mostrou uma imagem de satélite da cidade- agora, vamos colocar o meu plano em ação- Lena e Lex se olharam preocupados- com certeza nessa hora tem gente atrás de vocês, então eu fiz algo. Um plano bem elaborado, onde todos vão ter que fazer escolhas. Vocês nunca se perguntaram, o que eu planejava com os produtos que eu roubei- um silêncio no local, então Edge resolveu continuar- bem... bombas- ele mostrou algo na tela, seis pontos em regiões diferentes no mapa e Lena sabia onde ficava cada um- vamos brincar um pouco e ver até onde vai a agilidade de todos. Aqui temos seis bombas, em seis lugares diferentes- disse e Lena não poderia acreditar no que via- cada uma tem uma contagem de 30 minutos, porém, 3 podem ser captadas mais rápido. O sinal delas é bem mais forte que um sinal de GPS ou de celular, essas vão ser o passatempo dos seus amigos- ele olhou para as câmaras e viu Lena e Lex com pavor, Kara parecia estar inconsciente- tenho certeza que eles vão tentar encontrar vocês pelo seus celulares- ele apontou para a mesa onde estavam os aperelhos- então quando eles fizerem isso, vão perceber que tem bombas pela cidade. Eles vão ter que escolher: vocês ou os três lugares onde estão as bombas. E sabendo como eles são, tenho certeza que vão escolher desarmar as bombas.

-Você não tem compaixão?- Lena questionou e viu um sorriso em Edge, então soube a resposta para sua pergunta- colocar vidas em perigo, por causa de uma vingança idiota.

Edge riu, fazendo o som ecoar pelo local.

-Você não viu nada- ele falou- continuando, seus amigos ocupados, então sem tempo para ajudar ou salvar vocês. Agora, três ratinhos em gaiolas, antes de uma possível liberdade. As outras 3 bombas só podem ser desarmadas, com esses painéis que estão em cada câmera, e vocês vão ser responsáveis por isso. Qualquer erro com essas bombas, o cronômetro delas vai aumentar o ritmo da contagem- ele começou a andar novamente, para perto das câmaras- está vendo isso- ele apontou para algo a frente das câmaras- isso também é uma bomba, que também tem uma contagem de 30 minutos, porém diferente de todas, essa não tem como ser desativada e se tentar, ela explodi e leva esse galpão inteiro pelos ares, com tudo que estiver em dentro- Edge estava gostando do pavor presente naquele lugar- então, quando eu ativar tudo isso, as bombas vão ser ativadas e com ela, a proteção contra sinais de satélite deste lugar vai ser desativada. As câmaras tem travas com senha, que vocês também vão ter que tentar descobrir. Avisos, vocês podem escolher desativar as bombas ou tentar a liberdade de vocês. Porém, se vocês escolher primeiro sair para conseguir ajuda, para desativar as bombas, o cronômetro vai ser zerado e as três bombas vão explodir. Eu sei que vocês vão fazer a escolha certa e escolher desativar as bombas, para depois tentar a sorte e tentar sair da câmara, antes que essa bomba exploda- aponta para a bomba a frente das três câmaras.

-Você não tem mais salvação- Lena falou- se você brinca assim com a vida dos outros, fazendo de tudo um jogo, tudo o que você merece é a morte- seu tom de voz era sério, poderia até parecer calmo- você não merece viver, o seu lugar no inferno.

Edge ouviu o que Lena falou e começou a se distanciar de todos, com o tablet na mão e um sorriso no rosto. Ele não hesitou no que fez, um simples comando no aparelho em suas mãos e um "bip" na bomba que tinha no local, aquele era o sinal que tudo era contra o tempo.

...

Há 40 minutos...

-Droga!- Alex disse alto, batendo a mão contra a mesa, com o seu nervosismo presente. A ruiva tinha terminado de sair da ligação com Brainy e ela estava com Sam em um escritório do hospital, tudo parecia um beco sem saída- nós não temos nada... exatamente nada.

Sam estava andando de um lado para o outro no local, também nervosa por não saber onde seus amigos estavam.

Derrepente alguém bateu na porta, o que fez Sam ir até ela e abri-la. Era uma enfermeira, que estava com uma planilha nas mãos.

-Desculpa interromper- ela falou, olhando para dentro do local e vendo Alex vindo até ela- mas a senhora Danvers disse que quando a senhorita Gordon acordasse da cirurgia era para avisar, então ela já está no quarto esperando por você.

Alex assentiu e saiu do local sem dizer qualquer palavra.

-Obrigada por nos avisar- Sam disse a enfermeira e depois também foi em direção para onde foi Alex.

...

No quarto, Barbara estava olhando para o teto, parecendo um ponto interessante para se olhar, quando alguém bateu na porta e entrou derrepente. Era Alex acompanhada por Sam e ela viu pela cara das duas, que não tinham notícias boas a serem dadas.

-Aconteceu alguma coisa?- ela questionou, sentindo a tensão no ar.

-Kara, Lena e o Lex foram sequestrados- Alex respondeu de uma vez e Barbara ficou sem reação- e não sabemos para onde foram levados. O Brainy estar fazendo de tudo para encontra-los, porém está sendo um trabalho em vão.

-O que?- Barbara pareceu que não acreditou, pois antes de sair para a cirurgia estava tudo bem e derrepente tudo mudou- como isso aconteceu? A Lena e a Kara sairam daqui para se encontrar com o Lex.

-Eles foram sequestrados no lado de fora de uma cafeteria- Sam falou, também nervosa- foi tudo derrepente.

-O Brainy já tentou localizar eles pelos celulares, mas não conseguiu- Alex falou e Barbara viu que o auto-controle que tinha em nela sumiu, pois ela viu o quanto a ruiva estava nervosa- a placa da van que levaram eles era clonada, o sistema de segurança da cidade foi invadida e não sabemos para qual rumo o veículo levou, então não temos nada- ela não chegou a gritar, porém falou alto.

Sam se aproximou de Alex, a abraçando.

-Se acalma, amor- ela disse a ruiva, que estava muito nervosa- não podemos perder a esperança.

Foi quando Barbara lembrou de algo, com a fala de Sam.

-Esperança...- ela repetiu, tentando lembrar de algo, uma conversa. Como ela tinha acabado de sair de uma cirurgia e de acordar em poucos minutos, o seu raciocínio estava um pouco lento, porém ela lembrou. "...as vezes eu esqueço que é um GPS, nem ligo na verdade... pra mim o que importa é o valor simbólico dele..."- o pingente- falou derrepente e Sam e Alex a olharam- o colar da Kara, aquele que ela carrega no pescoço e não tira por nada. O pigente é um chip, um localizador para ser mais exata. Vocês podem usa-lo para poder encontra-los.

Como Alex não lembrou desse detalhe? Ela sabia do colar, mas o nervosismo no momento só servia para atrapalhar.

-Eu vou ligar para o Brainy e avisar- Alex falou.

-Espera- Barbara falou e tentou se levantar, mas Sam a impediu- eu quero ajudar.

-Você estar se recuperando de várias cirurgias- Sam avisou e Barbara a olhou séria- você não pode ficar...

Barbara a interrompeu.

-Eu quero ajudar- ela falou decedida- só me traga uma cadeira de rodas e me leve para um lugar que tenha no mínimo um computador.

Sam olhou para Alex, que já estava fazendo a ligação, para avisar ao Brainy. Ela suspirou em derrota, vendo que Barbara não desistiria fácil.

-Ok, eu vou ver uma cadeira de rodas.

...

Em menos de cinco minutos, as três estavam no mesma sala que Alex usou para conversar com Brainy.

Barbara ignorou os avisos de todos que estavam tentando a impedir de sair do quarto e foi ajudar no que podia. Ela estava em uma cadeira de rodas, o bioestimulante, pelo o que ela viu já estava funcionando porém não conseguia andar ainda.

-Droga- ela murmurou enquanto digitava códigos em um computador. Sam estava sentada ao seu lado e Alex em outro, enquanto em outro computador estava ligado em uma vídeo chamada com o Brainy, que estava tentando fazer a mesma coisa que ela- o chip não está sendo localizado- ela disse e ouviu os que estavam presente suspirarem, enquanto Brainy batia no teclado por também não conseguir. Essa era a diferença de Barbara com o resto: ela sabia se manter calma, quando a situação era complicada- eu tentei todos os tipos de códigos para localizar e nada. Parece que tem algo impedindo, como eles estivessem em um lugar que está impossibilitando que sinais de satélite seja captado.

-Como um elevador?- Alex questionou e Barbara assentiu.

Depois de pensar um pouco, Barbara teve uma ideia.

-Eu vou tentar outro meio- ela voltou a digitar- uma varredura pela cidade, que em milhares de variantes vai 'filtrar' uma possível localização do chip. Vai ser como encontrar uma agulha em um palheiro. Algo duvidoso, porém nossa única opção. Esse tipo de varredura capta qualquer sinal na cidade e vai filtrando por categoria, por isso é duvidoso- ela olhou a tela, onde tinha a vídeo chamada com Brainy- vai tentando encontra-los, eu também vou fazer isso, enquanto a varredura acontece.

-Ok- Brainy disse, um pouco mais calmo- eu já tentei triangular os lugares que o GPS passou nos últimas horas, e foi no hospital e na cafeteria, então o sinal foi perdido quando entrou na van e o sistema de segurança da cidade falhou.

Barbara começou a andar com a cadeira de rodas, até um outro computador que não estava sendo usado.

Eles continuaram tentando localiza-los, enquanto o programa fazia a varredura e a cada tentativa, era algo falho. Barbara e Brainy eram ótimos gênios da tecnologia, porém algo estava interferindo eles na localização. Eles não sabiam que o lugar que Lena, Kara e Lex estavam tinha proteção a qualquer tipo de sinal de satélite, então qualquer trabalho de busca era em vão. E também não sabiam que, na hora que eles conseguissem captar algo, isso seria um sinal que todos estariam trabalhando contra o tempo. Algo esse, que demorou apenas alguns minutos para acontecer, quando o programa que estava fazendo a varredura deu algum tipo de sinal.

-O que foi isso?- Sam questionou e Barbara se moveu para o computador- você não deveria estar se esforçando- Sam avisou e deu um olhar acusador para Barbara, quando a mesma estava se movimentando com a cadeira de rodas pelo local- seus pontos vão abrir desse jeito.

-Fica tranquila, Sam, que eu...- Barbara parou de falar quando viu algo no computador, que iria deixar todos com mais pavor. Alex e Sam se olharam, estranhando o silêncio repetino- temos um grande problemas nas mãos.

Agora...

Contagem: 30 minutos

Barbara olhava para a tela do computador e aquilo não estava certo. Ou estaria?

-O que foi, Barbara?- Alex questionou, vendo a amiga engolir a seco e ficar sem reação- Barbara?

-Droga- ela fechou os olhos, tinha que dar uma explicação rápido sem perder muito tempo. Mas como dizer o que tinha, sem deixar todos com mais pânico?- as buscas vão ter que esperar um pouco- ela disse e começou a digitar algo.

-O que?- Alex não acreditou no que acabou de ouvir, como assim? Deixar a busca de lado por enquanto?- o que você está dizendo, Barbara? Nós temos que encontrar eles, antes que seja tarde demais- falou impaciente.

Enquanto Alex estava dizendo algo, Barbara já tinha enviado as novas informações a Brainy, que ficou preocupado.

-Não, Alex, não podemos- Brainy falou pela vídeo chamada- temos problemas maiores.

Alex e nem Sam estava entendendo o que estava acontecendo.

-Quais problemas?- Alex questionou perdendo a paciência. Barbara estava quieta, prestando atenção no que fazia no computador- o que está acontecendo, para algo ser mais importante que encontrar eles?

Barbara parou as suas mãos sobre o teclado, respirando fundo.

-Algo mais importante, é que, tem centenas de vida em perigo nesse exato momento- Barbara respondeu. Ela não tinha tempo a perder e tinha que ir contra o tempo- a varredura não captou a localização deles, porém detectou sinais pela cidade.

-Que tipo de sinais?- Alex questionou.

-Em três lugares da cidade há três bombas- Barbara disse. Ela não tinha dúvidas que foi o Edge que tramou isso, para tirar o foco das buscas, para colocar em algo que teria que ter mais atenção.

Alex e Sam não podiam acreditar naquilo, o Edge estava colocando vidas em perigo.

-Eu mando o esquadrão anti-bombas do FBI para os locais- Alex falou.

-Isso vai custar muito tempo- Barbara avisou e voltou a sua atenção no computador- as bombas já estão com o cronômetro nos 25 minutos, até o esquadrão anti-bombas chegar nos locais, vai ser tarde demais e centenas de pessoas vão morrer.

-Onde estão essas bombas?- Sam questionou.

Barbara suspirou e olhou para o computador, que ocorria a vídeo chamada, então Brainy entendeu.

-Três bombas, em três lugares difetentes- Brainy começou a explicar, porém como não tinha tempo a perder, ele continuou digitando algo no notebook- de acordo com os sinais delas, tudo leva a crer que são bombas capazes de fazer uma explosão com raio de um 1 quilômetro. E a localização?- ele hesitou um pouco antes de continuar- cada uma das bombas estão no, Centro de idosos, na Universidade e no Departamento de Polícia. Tentar evacuar todos causaria um grande tumulto. Pessoas apavoradas fugindo são como uma manada, difícil de conter e de ser controladas.

-Isso não pode estar acontecendo- Alex falou, passando as mãos pelo cabelo e respirando fundo- o Edge esta brincando com a gente e a cidade- ela se levantou da cadeira e começou a andar pelo local.

-Calma, Alex- Sam falou, também se levantando e parando os passos da esposa- perder a cabeça não vai resolver a situação.

Alex assentiu, tentando se acalmar.

-Brainy- Barbara o chamou e ele a olhou- nós não podemos desativar elas uma de cada vez, isso vai custar tempo e por azar alguma pode ser detonada.

-E qual é a sua ideia?- ele perguntou.

Os dois estavam calmos, sabiam que a situação dependiam deles.

-Alinhar os sinais das bombas- Barbara sugeriu. Ela estava vendo uma imagem por satélite das três bombas, enquanto passava pela cabeça a situação toda, caso desse algo de errado- usar o sinais delas para fazer apenas um ponto de acesso, alinhando elas. Vai ser como um gatilho único para três bombas, em que nós vamos apertar o 'botão" certo, então elas vão desativar, depois o esquadrão ati-bombas vai poder agir.

-Mas se der errado...

-Eu sei- Barbara sabia quais seriam as consequências- mas se não tentarmos, não vai ter nenhuma opção.

-Ok.

Alex e Sam estavam afastadas deles, elas não iriam colocar pressão nos dois.

-Será que como estão eles?- Alex questionou. Mesmo sabendo que era por um bem maior, que estavam deixando as buscas de lado, ela não deixava de pensar em que isso tudo daria.

-Eu não sei.

...

Contagem: 20 minutos

Lena e Lex estavam trabalhando contra o tempo. Quando Edge deixou eles ali, com três bombas para serem desarmadas, três câmaras para serem desbloqueadas e isso tudo com a pressão de uma bomba ali ao lado deles, sabiam que esse era o fim do jogo dele, algo grandioso. Se o Lex ou a Lena falhassem, todos morreriam.

Por coincidência ou não, eles estavam fazendo a mesma coisa que o Brainy e a Barbara, pois essa era a única opção que eles tinham e eles já estavam trabalhando há alguns minutos neste plano.

-O Edge fez de nós ratos e resolveu brincar com a vida das pessoas- Lena falou. Ela estava mexendo no painel que tinha dentro de sua câmara, trabalhando junto ao Lex para desarmar as bombas. Vez ou outra ela olhava para a câmara ao lado, onde estava Kara, e seu peito doía ao ver o estado da loira. Kara estava desacordada e machucada, precisando de cuidados- por que você nunca contou, que os nossos pais foram os causadores da morte dos de Kara?- questionou. Ela sabia que aquela não era uma boa hora para conversarem sobre o assunto. Mas quando seria? A esperança dela era pouca. Eles estavam trabalhando para desarmar as bombas que estavam na Catco, na L-Corp e no Hospital da cidade. Talvez parte dela acreditava que aquele era o fim, que não teria salvação para eles.

-Lena, alguns segredos é melhor deixar enterrados- Lex falou. Era ruim trabalhar para desarmar uma bomba, com pouco recursos. Na tela do galpão, mostrava a as seis bombas espalhadas pela cidade, três que Lex mais Lena estavam tentando desativar e as outras três que eram os amigos deles, e contando aquela que estava ali dentro do galpão- para que desenterrar uma história? Isso não faria diferença.

-A Kara merecia saber a verdade da morte dos pais dela- Lena disse, mas não deixando de prestar a atenção no que fazia- ela cresceu pensando que era somente um acontecimento infeliz que tirou os seus pais de si, ela merecia a verdade. E agora...- ela olhou para Kara jogada no chão- ela descobriu da pior forma possível o que aconteceu- voltou a sua atenção para o painel, onde seus dedos trabalhavam freneticamente- o Edge brincou com o psicológico dela, com o segredo que você guardou. Isso deixa traumas- um pensamento passou por sua cabeça e ela tinha que tirar essa dúvida- mas alguém sabia? Sobre esse segredo?

-A Eliza e a Mercy- respondeu e ouviu Lena suspirar- a Sam e a Alex descobriram, só não sei a quanto tempo. Eu acho que foi durante esses dias.

Contagem: 15 minutos

Lena decidiu colocar a sua concentração nas bombas e se desse, na possibilidade de sair dali com vida, ela iria querer respostas e ela prometeu a si mesma que iria fazer o Edge pagar, pelo o que fez.

O ruim de trabalhar sobre pressão, é que o nervosismo aparece para atrapalhar e quer ser tornar o controle da situação. Mas isso é um ponto que não se pode deixar acontecer, pois isso só leva a um círculo infinito de tentativas e falhas.

Lena e Lex estavam nessa de tentar desarmar as bombas sem a interrupção de sentimentos, que os atrapalhem. Já era pouco o tempo, eles estavam pensando mais nas centenas de pessoa a si próprios. Colocaram a segurança dos próximos em primeiro lugar, usando o pouco tempo que tinham para desarmar as bombas e o que sobrasse, eles iriam tentar salvar a própria pele.

Nessa de tentativas, se passou cinco minutos do valioso tempo e eles estavam prontos para a última tentativa.

-Agora é tudo ou nada- Lex falou, com um dedo sobre o botão. Se desse errado, pessoas morreriam e todo o trabalho seria em vão. Lena ficou olhando para a tela, que mostrava as bombas- vamos lá.

Lex respirou fundo antes de apertar o batão e quando fez, Lena fechou os olhos por instinto e viu que nada tinha acontecendo, então ela voltou a abrir os olhos e olhou para a tela, um pequeno sorriso apareceu. A bomba da Catco, da L-Corp e do Hospital tinham sido desarmadas e um suspiro de alívio saiu por seus lábios. Mas ela também viu que as outras três bombas ainda estavam armadas.

-Nós temos como desarmar as outras bombas?- ela questinou.

-Esses painéis não estão conectados a elas, então não, e mesmo se estivesse, a essa hora alguém está tentando desarmar-las, nós só iriamos atrapalhar. O que nos resta é torcer para quem tiver tentando desarmar, conseguir- Lex respondeu e olhou para bomba a sua frente e viu que faltava oito minutos para eles tentarem conseguir sair dali- vamos tentar abrir essas câmaras- ele voltou a atenção para o painel e Lena fez o mesmo, para tentarem destrancar aqueles cubículos.

Seria outra corrida contra o tempo, aquela bomba iria ser detonada em menos de oito minutos e eles não tinham tempo a perder.

...

-Se não sair como o planejado?- Alex questionou. Ela estava sentada ao lado de Barbara, que já estava um pouco debilitada.

Barbara não deveria estar fazendo esforço e sim estando de repouso, mas a mesma queria ajudar e era teimosa demais para ouvir um não.

-Se isso sair errado, todos nós vamos ter que carregar o peso de mortes nas costas- Barbara respondeu, com o seu dedo sobre a tecla que tem que ser apertada. Ela respirou fundo, era uma responsabilidade enorme e isso poderia custar vidas- é agora ou nunca- ela fechou olhos e deixou o seu dedo apertar a tecla.

Alex e Sam se prepararam para o pior e até Brainy, que não duvidava de seus conhecimentos esperou, mas nada veio, apenas a confirmação que deu certo.

-Vocês conseguiram- Alex disse, não conseguindo muito acreditar no feito, foi tudo feito tão rápido, ela tinha perdido a esperança- agora...- ela respirou fundo- Brainy, evise ao esquadrão anti-bombas que pode agir e Barbara, volte a tentar encontrar eles- Barbara ouviu, mas ficou sem reação para algo- Barbara?

-O programa fez outra varredura- ela disse, olhando para a imagem de satélite- e agora mais três bombas foram detectadas, mas elas estão desarmadas- explicou antes de ficarem todos apavorados novamente, algo que não mudaria com o que ela tinha a dizer a seguir- mas tem outra bomba que ainda estar ativada.

-E onde está?- Alex questionou.

-Onde a Lena, a Kara e o Lex estão.

...

Contagem: 5 minutos

-Isso foi até fácil- Lex disse, quando destracou a sua câmara e Lena também- deve ser os anos de prática, arrombado o cofre do nosso pai.

Lena estava olhando para a bomba, ela poderia tentar desarmar mas não tinha jeito, qualquer tentativa iria ser detonada.

-Eu vou abrir a câmara da Kara- ela falou e se abaixou na altura que era o painel que colocava a senha, para tentar abrir a câmara.

Lex olhou para a tela, onde mostrava a bomba e viu que todas estavam desativadas, menos aquela que estava no galpão.

-Eles conseguiram desativar as bombas- ele falou e Lena apenas olhou rápido, então suspirou aliviada.

Lena sabia abrir esses tipo de trava rápido, então foram apenas alguns segundos para ela conseguir abrir a câmara e na hora que abriu, ela logo entrou para ver como Kara estava.

-Amor- ela a chamou, tirando os fios de cabelo que estava no rosto da loira, que resmungou- você consegue se levantar?

Kara abriu os olhos, mas não disse uma palavra, apenas olhou para Lena. Ela queria dizer algo, mas não conseguia.

-Vamos levanta-la e carrega-la, para podermos sair daqui- Lex falou e ele tinha razão, pois o cronômetro da bomba estava com menos de cinco minutos.

Lena e Lex pegaram Kara, apoiando os braços delas no ombro. A loira estava andando, mas Lena sentia que se deixasse andar sozinha, ela poderia desmoronar no chão.

Eles estavam indo em direção a saída, onde tinha uma porta de ferro e pensaram que por trás dela estaria a liberdade, então quando estava preste a abrirem, ela se abriu derrepente e estava ali de volta o pesadelo, Edge.

-Ora, ora- ele disse, em uma mão um tablet por onde ele assistia tudo o que acorreu no galpão e na outra mão uma arma, que ele estava apontando para os três, que deram alguns passos para trás- vocês fizeram um belo show desarmando aquelas bombas. E agora falta o que? Uns três minutos para aquela explodir?- falou apontando para a bomba que estava atrás do três- eu acho que isso é tempo o suficiente para matar vocês com um tiro. Por quem eu começo?

Lena ficou olhando para o Edge, aquele seria realmente o fim? Não, não poderia ser, eles estavam há alguns passos da liberdade.

Por um momento, ela sentiu o peso do corpo de Kara só para si, que foi a hora que Lex partiu para cima do Edge, segurando a mão que estava com a arma em direção ao chão, para não correr o risco de disparar em alguém.

-Saiam daqui- Lex falou para Lena, enquanto tentava ocupar o Edge, que deixou o tablet cair no chão para ter as suas mãos livres- fiquem longe do galpão.

-Mas e você?- Lena questionou, tentando equilibrar Kara em seus braços- a bomba vai explodir.

-Eu dou um jeito, apenas saiam daqui- disse em tom autoritário- eu me encontro com vocês depois.

Lena apoiou Kara direito em seus braços e fez o que Lex mandou. Devagar, pois Kara não conseguia andar direito, elas sairam do galpão, enquanto Lex estava com Edge.

-Será que você vai conseguir se encontrar com elas depois, Lex?- Edge provocou, tentando sair do aperto que Lex causava em sua mão que estava com a arma- é sério que você vai ficar para trás, para bancar o herói?

Edge conseguiu se livrar de Lex e então lhe deu um soco, o que fez derruba-lo no chão e quando ele iria dá um tiro, Lex chutou uma de suas pernas, fazendo o tiro ser desviado para chão.

-Não, você nunca foi o meu amigo e eu vejo isso claramente- Lex disse se levantando e tentando pegar a arma, mas estava difícil. Porém ele nunca deixava a ponta da arma virada em sua direção- você sempre foi um ambicioso.

Outro tiro, mas foi para o alto e em meio a tentativas de pegar a arma, ela escapou das mãos do Edge e foi parar longe.

-Houve uma época que você também era ambicioso- Edge falou e deu um soco no Lex, que caiu de joelhos no chão, então ele se virou para ir pegar a arma, mas foi empurrado contra o chão por Lex- você não é tão diferente de mim, Lex.

Os dois começaram uma luta naquele chão, enquanto os segundos iam passando. Era uma luta a altura, onde tinham o mesmo potencial.

Entre socos e golpes, eles voltaram a ficar em pé. Edge quase sempre levava a melhor, mas ele já estava cansando, algo que Lex reparou. Ele viu que faltava poucos segundos para a bomba explodir, então pensou em algo, que custaria caro.

-Você vai morrer- Lex disse.

-Será? Da última vez todos pensaram que eu morri e olha bem, estou aqui em carne e osso- sorriu sarcástico- você não vai querer ficar aqui e vai sair, então essa vai ser minha deixa, eu fujo e continuo fazendo mal a todos que você ama.

-Você vai morrer- Lex partiu para cima do Edge, lhe dando um soco e em seguida uma chave de braço, então em dois passos ele estava perto da bomba, que estava preste a explodir- eu tenho certeza que a essa distância você morre- falou e pressionou o rosto do Edge contra a bomba, perto onde ficava o cronômetro.

Edge estava um pouco assustado, tentando sair da posse de Lex.

-Você não vai fazer isso, vai?- Edge tentou jogar, para conseguir fazer Lex desistir daquela ideia- perder tudo o que conquistou, a sua liberdade, esposa? Pense no...- Lex o pressionou com mais força, fazendo ele gemer de dor.

-O que foi? Está com medo?- Lex estava decidido em fazer aquilo. Ele perderia tudo, mas aqueles que ele ama estariam a salvos- a minha liberdade em troca da segurança de quem em amo, isso parece justo- e naquele momento, depois de muito tempo, o que parecia impossível, os seus olhos ficaram marejados- enquanto a Mercy e... a Lena vai continuar viva e vai estar por perto para o que ela precisar- ele olhou para o cronômetro, faltava menos de vinte segundos- eu vou me explodir com isso e eu vou matar você. Te vejo no inferno, Edge.

...

Lena estava fora do galpão, com Kara, em uma distancia bem razoável. Ela colocou Kara sentada, encostada em um muro que tinha no local e estava se levantando, para voltar até o galpão, quando sentiu Kara segurar em sua mão, o que fez ela olhar em direção a loira.

Lena viu uma lágrima descer pelo rosto de Kara e o seu peito doeu de forma diferente.

-Não dá mais tempo- Lena ouviu Kara dizer com a voz fraca.

Então Lena olhou em direção ao galpão e derrepente... uma explosão.


Notas Finais


👀
Desculpa pelo final.😟
No próximo capítulo eu vou explicar algumas coisas.

○●○●○●○●

Explicando as dicas que eu dei no capítulo 68, pois as minhas referências passaram batidas.😅 (Se você assiste Naruto ou Death Note, para por aqui, pois tem spoiler)

●💣💥 A arte é uma explosão (Pegou a referência? 😗)= Para quem assiste Naruto deve ter percebido que essa frase é uma referência ao um membro da Akatsuki, o Deidara. E por que a referência? Porque ele foi um personagem que se sacrificou, se explodindo, para matar o Sasuke. Porém só ele morreu e o Sasuke continuou vivo;

●😡Doce ou amarga vingança?= isso tem a ver com a vingança do Edge contra os três. Para ele é algo 'doce' fazer isso, porém para outros é 'amarga';

●"A solidão é um escudo, para que ninguém sofra com a minha negligência."= Isso ainda vai acontecer, e é com a Lena. Em Naruto, o Kakashi ele é um personagem que passou por muita coisa, perdeu família e amigos, mas nunca se deixou levar pelo ódio;

●Cada minuto meu é contado...(Tô dando uma de Kira)= Isso é uma referência a um outro anime, Deth Note. O Kira, alguém que porta um caderno, chamado Death Note, onde quando se escreve o nome da pessoa nesse caderno, a pessoa passa a ter 40 segundos de vida. Foi uma referência fraca, mas o que eu queria dizer com ela, era que, o tempo que o Lex, a Lena e Kara tinham eram contados.

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Comentem o que acharam do capítulo, por favor, isso ajuda muito.
Tchau, até o próximo capítulo.❤😘


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