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História Karma Konserta: Crepúsculo - Capítulo 1



Notas do Autor


Bom, começando pelo começo, iniciaremos mexendo um pouco na chegada da Bella à cidade.
Houve alterações severas na personalidade dela, o que quer dizer que agora ela tem uma personalidade.
Tentamos mudar o mínimo possível da história em si, mas estamos nos baseando especificamente no filme, então deve ficar bem diferente do livro mesmo. Enfim, esperamos que todos entendam que isso é apenas uma brincadeira e que não estamos com a intenção de criticar - ou qualquer coisa do tipo - a saga Crepúsculo, não importa o quão ruim ela seja.

E para as fangirls de Crepúsculo, quanto mais ficarem irritadas, mais darei gargalhadas.

Capítulo 1 - A chegada de Bella à Forks


Nunca pensei muito em como eu iria morrer. Afinal eu era jovem, saudável, não tinha inimigos e não tinha amigos, o que me fazia não sair muito e me manter segura dentro de casa.

Morrer por alguém que se ama é quase um ditado popular entre todo mundo, mas quem eu amava o bastante para isso? Eu simplesmente não tenho ninguém assim na minha vida. Minha mãe se casou com um jogador de baseball famoso, e acho que ela dava mais valor aos jogos que ele participava do que a como eu me sentia ficando sozinha em casa. Passei a odiar o esporte.

Meu pai, Charlie, era um cara legal. Ele era xerife de uma cidade minúscula chamada Forks, no interior do condado de Clallam, em Washington, mais de 1.500 milhas de distância de Phoenix. Passei tanto tempo longe dele que nem sei se o reconheceria de cara ao vê-lo pessoalmente.

Eu estava completando 18 anos, e como presente de aniversário, ou como desculpa para me mandar para longe enquanto viajava para trepar em lugares exóticos com seu marido celebridade, minha mãe estava me mandando para Forks, para ficar com meu pai. Eu sempre gostei de biologia, e meu querido padrasto foi convencido pela minha mãe a pagar minha faculdade, coincidentemente na outra margem do país.

“Vai ser bom para você, Isabella”, minha mãe insistiu. Ela nem sequer se deu ao trabalho de dar uma boa desculpa.

* * *

E aqui estamos. Uma viajem entediante de avião e meu pai está me esperando no aeroporto.

- Bella – Disse ele, olhando-me de cima a baixo.

- Oi, pai – Falei, e vi o ar frio saindo da minha boca.

Eu visitava a cidade por duas semanas todo verão, mas foi há tanto tempo que eu não me lembrava que Forks era tão frio, mesmo na estação mais quente.

- Olha só para você – Disse ele, abraçando-me. - Da última vez que te vi, você ainda me pedia para te levar no colo.

- Acho que desta vez eu não vou pedir isso.

E foi o máximo de humor que eu consegui expressar. Eu realmente não tinha nada contra o Charlie, mas depois de tantos anos vivendo sem ele, nós simplesmente... não parecemos mais sermos pai e filha.

Ficamos nos olhando por um momento constrangedoramente longo antes que ele falasse qualquer outra coisa.

- Então... vamos? – Disse ele, esfregando a parte de trás de cabeça, como se fosse um pateta fazendo graça.

- Vamos – Respondi, e senti vergonha da minha tentativa falha de sorrir.

Entramos no carro dele e passamos um bom tempo na estrada. Forks não tinha aeroporto, e na verdade não tinha praticamente nada. Estávamos saindo do aeroporto mais próximo a ela, muitas milhas de distância. Quando finalmente entramos na cidade, olhei a placa passando do carro.

“Cidade de Forks. Seja bem-vindo.”

Era uma placa bonita, com vários enfeites. Mas não passava disso. Era uma placa normal de uma cidade pequena normal com 3120 habitantes normais.

Agora com 3121 habitantes.

- Seu cabelo cresceu – Disse ele, olhando para mim por um instante enquanto esperava um semáforo abrir.

- Eu cortei desde a última vez que te vi.

Ele me olhou um pouco triste, percebendo que perdeu toda a infância da filha, provavelmente. Sei que meu pai me amava, mas isso não mudava o fato de que ele sempre foi tão distante de mim que parecia nem ser mais meu pai.

- Acho que cresceu de novo – Ele respondeu.

Vi de relance seus olhos, e havia um pouco de tristeza, talvez até arrependimento. Pelo que sei, ele nunca mais namorou depois da minha mãe. Era um bom homem, dedicado ao trabalho, servente da lei e da ordem e essas coisas, mas para alguém ser tão focado em algo tão bom é porque esse alguém está tentando compensar alguma coisa.

No caso do Charlie, acho que eu. Talvez ele se arrependa de não ter lutado mais pela minha guarda quando se separou da minha mãe, talvez ele esteja arrependido de não ter se mudado para mais perto de mim para poder me ver. Talvez ele simplesmente não conseguisse ver que eu já não era mais a garotinha energética que abria um sorriso gigantesco quando ia passar duas semanas com ele todos os anos.

Quando enfim chegamos em casa, ele olhou para o volante e pareceu pensar em alguma coisa. Suspirei, abrindo a porta e saindo do carro. Estendi a mão pela janela da porta e peguei o cacto que esqueci em cima do painel, depois esperei o Charlie pegar minhas coisas no porta-malas. Olhei para o cacto e suspirei de novo, imaginando quanto tempo ele duraria em um lugar frio e sempre nublado quanto Forks. Eu queria que ele durasse tanto quanto possível, pois era minha pequena lembrança de Phoenix.

O Charlie pegou uma mochila e duas malas pequenas. Eu não trouxe muita coisa, já que precisaria renovar meu guarda-roupas. Phoenix era quente, Forks era um portal para o Polo Norte. As roupas que eu tinha não serviam para viver ali.

Entramos em casa e meu pai me deixou no meu quarto, no segundo andar, e saiu sem dizer nada. Ele não sabia mais como lidar ou conversar comigo. E na verdade isso era ótimo. Uma das melhores coisas no meu pai é que ele não ficava me rondando.

Coloquei meu cacto em cima da penteadeira e me sentei na cama para testar o colchão. Não tinha muito para ver, era um quarto normal, e nem era muito grande. A toalha de cama era roxa - provavelmente uma recomendação que alguém deu para o Charlie -, as cortinas eram de um azul quase transparente, tinha uma luminária distante da cama e um abajur de teto tão baixo e tão em cima da cama que eu tinha certeza que bateria a cabeça nele toda vez que eu acordasse e levantasse. Havia também anzóis de pendurados em uma madeira na parede, um mural com vários desenhos pintados por Deus-sabe-quem em cima da penteadeira, uma prateleira com CDs e alguns quadros. As paredes foram pintadas com um belíssimo verde-vômito.

Era tudo que uma jovem de 18 anos poderia querer na vida. Fiquei surpreso por ele não ter pintado tudo de rosa, lotado a cama de bichos de pelúcia e pôsteres das bandas adolescentes do momento.

Uma buzina do lado de fora chamou minha atenção. Olhei pela janela e vi meu pai em frente em uma pick-up laranja-abóbora que já devia ter ido para o ferro-velho há muito tempo. Eu me peguei rindo de leve com a ideia que veio à mente. Ele estava fardado quando foi me buscar no aeroporto, por isso pensei que ele tinha ido de viatura por estar em serviço, mas acho que ele só queria me impressionar, ou no mínimo não passar a vergonha de ir até lá com aquela coisa horrorosa. Sei que o salário de xerife poderia ser melhor, mas eu não achava que seria tão ruim assim para ele ter um carro tão... Nem consigo pensar em um adjetivo ruim o bastante para insultar aquela coisa.

Outro carro parou na frente da casa e Charlie acenou para que eu descesse. E assim o fiz.

- Ainda se lembra do Billy Black? – Charlie perguntou, sinalizando para o homem de cadeira de rodas ao lado dele assim que cheguei a eles.

- Aham – Falei, mas senti vontade de falar “me lembro de você mais alto”.

Claro, seria preconceituoso e grosseiro zoar um homem de cadeira de rodas, mas se não saiu da minha boca e não foi dito, não há problemas.

- Você parece bem – Comentei, e percebi que tinha falado algo tão estúpido quanto a piada que selei nos meus lábios.

Felizmente, ele sorriu.

- Eu ainda danço – Brincou ele. – É bom te ver, Bella. E seu pai também acha, ele não parou de falar que você vinha.

- Cuidado, ou vou empurrar essa cadeira ladeira abaixo – Disse meu pai, desviando o olhar.

- E seu pai continua durão como sempre foi, mas sabemos que ele não me venceria em uma briga – Disse Billy.

E meu pai contra-argumentou com mais sarcasmo e piadas de aleijado.

- Eu sou Jacob – Disse o rapaz ao lado de Billy.

- Eh – Falei, sem muito ânimo.

- A gente brincava junto quando era pequeno.

- Sim, eu me lembro de você.

Eu teria revirado os olhos se não fosse tão rude fazer isso. Cheguei há 5 minutos e nem mesmo tive tempo de arrumar minhas coisas. Eu já me sentia sufocada. Foram horas de viagem, acho que ninguém me culparia por não estar no melhor dos humores, e mesmo estando frio, tudo que eu queria era tomar um banho, comer alguma coisa e me enfiar na cama.

- Que bela máquina você tem aqui, pai – Falei, tentando disfarçar a ironia na minha voz enquanto olhava aquela abóbora quadrada.

Ele olhou para Billy Black, depois para mim, e seu sorriso já entregou que ele estava planejando alguma coisa.

- Eu que deveria dizer isso. Que bela máquina você tem, Bella.

Olhei para ele sem entender, franzindo as sobrancelhas. Ele deu duas batidinhas na lateral da pick-up, e achei que isso fosse fazê-la desmontar.

- O que.... Não, isso é para mim? – Falei, arregalando os olhos.

- Eu falei que ela ia ficar surpresa – Disse Billy.

E eu realmente estava surpresa.

- Seu presente de boas-vindas – Disse o Charlie. – Não posso te deixar na faculdade todos os dias, mas também não posso deixar a minha princesa ir a pé.

Eu me sentia realmente como uma princesa, a Cinderela. Eu já tinha a abóbora, agora só precisava de um gato, quatro ratos e de uma fada madrinha.

- Eu nem sei o que dizer – Comentei, e realmente achei melhor não dizer nada.

- Vamos, dê uma volta – Disse Charlie.

- Eu mesmo arrumei o motor – Disse Jacob. – Venha, vou te dar algumas dicas.

Eu só queria entrar em casa, tomar um banho, comer e virar outra princesa, a bela adormecida. Dormir por uns 100 anos não me parecia uma má ideia.

Quando entrei no que meu pai chamava de carro, fiquei pensando o que mataria primeiro uma pessoa que fosse atropelada por aquela coisa, a batida ou o tétano que a pessoa pegaria por causa da quantidade de ferrugem na lataria. Quando fechei a porta, o carro rangeu como se estivesse reclamando.

- Você tem que pisar bem fundo na embreagem para engatar, mas, fora isso, eu acho que está tudo bem – Disse Jacob.

- Uau, é meu faz 30 segundos e já estou conhecendo os segredos dele – Falei, tentando soar como se fosse uma piada, e não sarcasmo.

Jacob riu, e percebi que ele estava se esforçando tanto para não parecer um palerma que não estava percebendo que eu o achava um palerma por isso.

Quando o carro deu a partida, o motor tossiu como um velho antes de pegar. Confesso que rezei um pouco para que o motor explodisse e eu não precisasse dirigir aquela coisa, mas acho que Deus estava ocupado demais para atender as minhas preces.

 

 


Notas Finais


Bom, já temos planos para as próximas partes, mas dêem sugestões de cenas que possamos melhorar. Se gostarem, compartilhem com os amigos, e lembrem-se de que isso é só uma brincadeira.


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