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História Karma; um tutorial para idiotas apaixonados - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


;-; ...alguém precisa me parar antes que eu poste mais do que consigo atualizar... ;-;

Olá pessoa lindas do meu kokoro?! Tudo bem com vocês? Estão lavando as mãos? Espero que sim.

Hoje eu trago aqui para vocês o meu mais antigo plot da vida, NÃO TÔ NEM ZOANDO, que está comigo desde os primórdios da terra, brincadeira kkkkk exagerei... Mas enfim, eu espero que vocês gostem, não me abandonem please!!

Boa leitura :3 🧡

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Karma; um tutorial para idiotas apaixonados - Capítulo 1 - Prólogo

"Eu tenho sido tão bom, mas ainda está ficando mais difícil

Eu tenho sido tão bom, onde diabos está o karma?"



 Prólogo       


Eu tenho sido boa, útil e amigável. Onde está o meu carma? Provavelmente olhou para a casa do caralho e disse "aqui está, um bom lugar para morar" agora eu vivo por aí como uma idiota colocando cartazes com "procurado, carma fujão" ou pelo menos é assim que me sinto. Coloquei um tênis velho no pé e verifiquei o corredor antes de descer as escadas, mamãe não estava de tocaia nem meus irmãos estavam no corredor era o momento certo para sair. 


Mas... Não seria certo sair sem avisar. A contragosto e sentido raiva de mim mesma, falei em alto e bom som:


— Mãe, eu vou dar uma passadinha na tia Agatha, tá bom? — Avisei já próxima a porta de saída com a mão na maçaneta pronta para fugir.

— Hillary, eu ainda não vi você estudar hoje. — Minha mãe surgiu do absoluto nada e apareceu na sala com os braços cruzados e uma expressão séria, meus olhos desceram pela sua postura vendo a imensa barriga se destacar.  são quase nove meses.

— Mamãe… — Choraminguei como uma criança. Ela me olhou surpresa, eu não costumo insistir em assunto nenhum, mas eu queria tanto visitar minha tia. — Eu estudei a semana toda, hoje é domingo, por favor! — Insisto meio sem esperança arqueado as sobrancelhas como uma súplica.

Ela estava pronta para negar, eu sabia disso, e eu, estava pronta para dar meia volta e ir para o meu quarto analisar a apostila da faculdade de medicina, como uma boa filha deve fazer. Porém como uma luz no fim do túnel eu vi meu padrasto se aproximar da mais velha sorrindo para mim. Finalmente um aliado páreo para a fera!

— Deixa ela Angie. — Ethan se aproximou tocando os ombros da minha mãe, eu consegui ver a postura da mais velha ceder aos poucos, eu já comemorava arduamente por dentro. — Se a sua mãe não autorizar eu autorizo, Lary. Mas tenho certeza que a sua mãe vai deixar você visitar sua tia. — Mencionou num tom sugestivo e eu me segurei para não sorrir.

— Certo. Apenas, não demore, e volte logo! — Avisou toda autoritária eu sorri dando pulinhos e pequenos gritos contidos.

— Valeu Ethan, obrigada mãe. — Acenando para os dois eu saí de casa pulando de maneira contente.

Caminhei pelas calçadas de maneira descontraída, minha regata amarrotada deixava claro o clima de verão, não demorou mais do que 37 minutos e eu já estava na rua da minha tia. Me aproximei da casa de apenas um andar, com um jardim bonito e uma cerca amarela exageradamente vibrante. Passei pelo portão baixo da cerca, abrindo-o por dentro, e bati na porta vermelha depois de arrumar meus óculos.

— Oh, céus que vibração! — Pude escutar minha tia cantarolar do lado de dentro. — Já estou indo. — Ela Resmungou depois de algum som de coisa caindo. Eu ri já me sentindo mais à vontade, e olhando para os sinos de vento que faziam um barulho calmo. — Hillary! — Minha tia abriu os braços para me receber.

— Oi, tia. — Abrecei forte a mulher loira.

— Você precisa meditar. — Falou logo em seguida enquanto entrava na própria residência. Eu ri do jeito da mais velha e entrei fechando a porta. — Senti sua energia com a porta fechada. — Ela falava da cozinha, sem que ela percebesse eu revirei os olhos.

A decoração nunca mudava, sempre com paredes em laranja, amarelo, vermelho. Filtros dos sonhos em azul e roxo, alguns objetos de prata e porcelanas delicadas, um prego na parede do corredor com inúmeros colares e pulseiras pendurados... Minha tia Agatha é o tipo de mulher que tem muita fé. Mas talvez por ter tanta fé ela acabou se tornando o tipo de mulher supersticiosa, àquelas que "jogam em todos os times", por assim dizer. A casa dela era um verdadeiro fuzuê, completamente diferente da minha. Talvez isso fosse o que me animava tanto a visita-lá.

— O que está fazendo aí? Venha, venha. — Ela me chamou apressada e eu a segui até a cozinha com um sorriso no rosto. — Problemas com seu carma novamente?

Meu sorriso sumiu derrepente. Um rosto invadiu minha mente, Jeon Jungkook. Eu não sei dizer ou explicar, mas já faz três meses que nos conhecemos da maneira mais atrapalhada e desastrosa do mundo! E agora eu não o tiro da cabeça. Cheguei a pensar que estava louca, mas antes de me internar num manicômio ou coisa assim, minha amiga Hanna me deu uma pequena e sutil dica…

"Você gosta dele sua ridícula! Viado, por essa eu não esperava, mas e aí? O que você faz agora?" 

O que eu faço…? 


Sento e choro em posição fetal, porque sei o quão inalcançável é o amor. E eu nem me refiro ao Jeon em si, ele é carismático e muito gentil comigo, mas nada demais para ser franca. A questão era que o amor… Ele é tão indiferente aos outros sentimentos. Tão indiferente a mim. Igualzinho ao carma. Inconscientemente suspirei como resposta.


Da última vez que eu gostei de alguém eu tive sérios problemas... 

— Suspirando, e suspirando, está tão cheia assim? — Uma das sobrancelhas bem feita da minha tia estava levantada enquanto ela se escorava no balcão com o queixo apoiado na palma da mão. Um sorriso brincava nos lábios rosados.

— Um pouco. — Admiti me sentando na cadeira da cozinha. — Meu carma voltou a atrasar. — Brinquei rindo da minha própria situação.

— Eu sei o porquê disso. — Minha tia falou casualmente me dando as costas. Ela mexia algo na panela enquanto eu apenas olhava a grande janela da cozinha que dava visão para a casa vizinha e uma árvore entre essas. — Quando foi a última vez que você fez alguma coisa grande, com vontade e expectativa? — Me perguntou derrepente.

— O quê? — Pisquei duas vezes tentando me concentrar. — Ah, bem… Nunca? — Dei de ombros, minha tia sempre foi o tipo que faz perguntas sem nexo. Ouvi ela bufar com a minha resposta.

— Aqui. — Ela depositou uma grande tigela na minha frente e despejou uma porção de pipoca, colocando outra porção em uma segunda tigela. — Está com a cabeça cheia? Pensando muito em algo… Ou alguém. — Me olhou de soslaio enquanto pegava uma porção de coisas no armário e na geladeira, senti meu rosto esquentar.

— Talvez. — Respondi brincando com um uma mecha de cabelo. Assuntos como esse eram ruins para mim. Eram ruins para todos...


Eu deveria ser mais focada. 

— Por favor não me diga que é a April. — Tia Agatha se sentou bruscamente. — Nada contra você gostar de garotas, as ruivas são quentes… — Minha tia fez uma expressão suspeita e eu a olhei surpresa exibindo um sorriso malicioso. — Eu, bem… Digo, associando as cores, entende? — Ele riu nervosa. — D-De qualquer forma eu realmente não gosto da índole dela. — Afirmou emburrada. Eu explodi em uma risada e minha tia me acompanhou um pouco sem graça.

— April?! Tia, você anda vendo muitos clichês, ela com certeza não gosta de mim e eu admito que não sou a maior fã dela. Na verdade… — Respirei fundo tentando parar de rir. — B-Bem, não importa! 


— Querida... — Minha tia segurou minha mão, ela era a única que me chamava de querida e isso era de alguma forma satisfatório. — A vida as vezes é uma bagunça, e tá tudo bem não conseguir controlar para onde vão as coisas. — Me olhou de maneira amigável. 


Minha tia e Hanna era as únicas pessoas com quem eu não me importava em ser o meu máximo, de alguma forma eu me sentia menos nervosa quando conversava com elas. Errar parece algo normal e inevitável quando estou com elas. Recuperei meu fôlego para iniciar minha fala. 


— Estou pensando muito naquele dia da festa. — Confessei muxoxo, era segunda vez que eu admitia estar pensando demais no coreano, e droga! Como aquilo estava tirando meu foco.

Meus pensamentos estavam totalmente ligados ao olhar tímido e o cabelo escuro. Quando não estava pensando nele, estava lembrando da noite que me causou um castigo de um mês. E quando não fazia nenhum dos dois, era porque estava tendo um treco só de imaginar o que minha mãe pensaria de mim se soubesse que eu ando suspirando pelos cantos ao invés de estudar a fisionomia humana ou aprendendo todos aqueles nomes difíceis. Se ela soubesse... 

Ela certamente me mataria.

— A noite em que você tentou "bater de frente" com o seu carma? — Perguntou o óbvio. Observei minha tia jogar uma quantidade exagerada de sal em uma das vasilhas e na outra ela colocou uma porção de doces como leite condensado, leite em pó e algo que parecia ser nesquik. Eu ri franzindo as sobrancelhas para o gosto culinário da mais velha.

— Sim, esse dia. — Minha tia me olhou atentamente.

— O que aconteceu exatamente? Você nunca me contou de verdade. — Puxando um punhado de pipoca ela esperou a minha resposta como se estivéssemos em um acampamento e eu estivesse prestes a contar a história de terror.

E era uma bela "história de terror"…


Notas Finais


Essa capa MARAVILHOSA que estava a séculos guardando apenas para mim foi feita pela capista mais carismática e linda do mundoooo, a minha soulmate @KakauXx Não toquem nela se não for para dar amor e carinho para essa preciosidade!

Favorita se gostou isso me incentiva a continuar, acredite ninguém gosta de incerteza e eu sou um pouco insegura, os comentários são super importantes, então se não for pedir muito...


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