História Karma x Nagisa - Capítulo 9


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Narrado pelo Nagisa

Capítulo 9 - Correspondido


Fanfic / Fanfiction Karma x Nagisa - Capítulo 9 - Correspondido

Karma não deu atenção a mim e continuou: 

 — Gosto tanto quando você fica envergonhado por algo tão simples. Quando você consegue ser meigo em um momento importuno, mas que acaba alegrando a todos — deu uma pausa para fungar. Eu, por minha vez, não aguentava mais segurar de tanta emoção. As lágrimas fluíam de meus olhos e escorregavam em suas costas. — Gosto, mais ainda, da sua forma perfeita de organizar e colocar em prática um ótimo plano de assassinato. Você é o melhor. Eu te amo, Nagisa!

Ouvir aquilo foi como levar um tiro. Suas palavras me deram um choque tão grande que pude jurar que meus cabelos se ergueram. Também senti minha pele arrepiando-se desde meus pés até a nuca. Meu estômago, que antes estava estranho, agora parecia borbulhar como um caldeirão. 

Era tão anormal e bom, de uma  certa forma, ouvir aquela declaração assim, tão de perto. Tão ali, direcionada para mim. Apenas para mim e mais ninguém. 

Embora eu não quisesse que aquelas palavras me causassem um efeito tão bom quanto causaram, era impossível — talvez até inevitável — não soltar um sorriso bobo com aquilo. 

Vendo agora, posso ter a certeza de que gostava de Karma, mais do que eu imaginaria. 

E, sem que eu percebesse, as palavras acabaram escapando:

 — Eu gosto de você também, Karma — suspirei derrotado.

 Em instantes, o garoto que eu abraçava e apertava contra mim, desgrudou nossos corpos e segurou meu rosto para encará-lo. Sua expressão era de surpresa e, ao mesmo tempo, dúvida. Acho que ele estava procurando sinais de que o que eu havia dito fosse mentira.

 Bom seria se fosse assim, mas, infelizmente, ele já havia tomado meu coração para si sem nenhum pedido.

 — Você está falando sério? — indagou eufórico. E, sem dar espaços para que eu respondesse, Karma continuou: — Você realmente gosta de mim? Tipo gostar gostar? Deus! É tão bom ouvir isso.

 Não sabendo como responder, apenas sorri abertamente, encarando seus olhos vermelhos.

 Sem convites, Karma puxou meus lábios para si e uniu aos dele. Explorou toda minha boca, despejando uma onda de desejo quente pela extensão do meu corpo.

 Ali, sozinhos naquela sala, éramos apenas nós dois: duas peças avulsas que precisavam uma da outra para se tornarem completas. Ou pelo menos era o que eu gostaria de pensar. 

Por perda de fôlego, paramos o beijo e Karma colou nossas testas ainda com os olhos fechados. E então ficamos ali, tentando recuperar o ritmo de nossa respiração e aproveitando o momento. Eu realmente tentei aproveitar ao máximo porque era tão bom ficar ao lado dele, sob o toque dele. Tão bom tê-lo para mim sem ter que me preocupar com o depois — o que também era uma das inúmeras dúvidas que pairavam nos meus pensamentos. 

 — Karma? — chamei seu nome querendo trazer a atenção dele para mim, como se fosse mais ainda possível de o fazer.

 — Diga, garoto de cabelo azul — sussurrou sorrindo. Não pude deixar de não sorrir com aquele apelido tão novo para mim.

 — E agora? — suspirei.

 — E agora o que? — perguntou sem entender. 

 — Como vai ser agora? — respondi mais como uma pergunta do que uma afirmação, mas ainda completei: — Nós dois... 

 — Ah, Nagisa — ele sorriu, relaxando os ombros que estavam rígidos há minutos atrás, porém eu nem havia reparado, pois estava mais focado na interrogação que se formava sobre minha cabeça. — Nós podemos ir aos poucos, devagar. Ou... 

 — Ou...? — incentivei-o a dizer quando percebi a grande pausa que ele dera. Todo aquele mistério estava me matando. 

 — Ou eu posso te pegar de jeito, aqui mesmo — apertou minha bunda causando-me um grande arrepio, além de me deixar vermelho igual a um pimentão — e sair gritando para todos que você é meu. Meu namorado, noivo, esposo, marido. O que você quiser!

 — Karma! — repreendi envergonhado. 

 — O que foi? — perguntou se fazendo de bobo — Não me olhe assim, você perguntou! 

Logo, Karma começou a gargalhar como se tivesse acabado de contar uma das melhores piadas do mundo. Não consegui segurar e acabei rindo junto, era impossível não ser contaminado por sua risada tão gostosa. 

 — Eu fico com a primeira opção — disse depois que conseguimos nos livrar da crise de risos que nos atacou quase que aleatoriamente. — Nós podemos ir aos poucos. Assim está ótimo. 

 — Ah! — fingiu decepção. Karma era um safado e eu, até então, nem sabia disso. Deus! — Está bom, Nagisa. Faço tudo que você quiser. 


Notas Finais


Seria esse o fim do cu doce?


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