História Kathal Interativa - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Elementos Místicos, Espiritualismo, Interativa, Reencarnação, Reinos
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Palavras 1.416
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Louise


Fanfic / Fanfiction Kathal Interativa - Capítulo 2 - Louise

Gisela ficou imóvel, encarando a escuridão. Sabia que a criatura perversa a espiava por entre as cortinas pesadas que impediam que o vento do sereno invadisse seu aposento pela janela. Sem perceber prendeu a respiração, talvez a criatura compreendesse que ela era apenas uma mulher inútil e sem nenhum tipo de atrativo e fosse embora. Torcia para isso.

Entretanto sentia a criatura se aproximar lentamente. Talvez devesse apenas correr e fugir dali. Conseguia escutar as gargalhadas e falatório que vinham do grande salão. Era noite de festa uma vez que o rei completava 48 verões. Gisela não podia se ajuntar aos outros porque estava enferma tanto do corpo quanto da mente. E a mesma acrescentava que estava doente da alma. Todos a olhava como uma louca, oras tinham pena oras tinham medo. 

Nem sempre fora assim, outrora era uma bela jovem de olhos e cabelos dourados. Sua pele era branca como leite, sem nenhum tipo de marca. Agora haviam manchas roxas por todo seu corpo, seus cabelos estavam secos e não havia brilho em seu olhar. 

Quando era apenas uma moçoila, sua mão foi dada ao príncipe de Nivelles, Sebastian. O Príncipe tocou seu coração, porém a mente de Gisela foi ficando fraca, e antes do casamento enlouqueceu. Seus olhos viam criaturas horrendas que ninguém mais conseguia ver. Seu pai precisava de uma aliança com reino de Nivelles e com Gisela desorientada, ofereceu a mão de sua outra filha, Ansa. 

Isso foi há 20 anos, agora Gisela vivia de favor com Rei Sebastian a rainha Ansa. Ansa dizia que fazia isso por devoção a família, entretanto Gisela sabia que a rainha era perversa e somente a deixava ficar no castelo para rebaixá-la, vendo amor de sua vida ao lado de outra. 

A criatura estava mais próxima. Uma parte de si dizia claramente que não importava quem estava em seu quarto, em razão daquilo tudo ser fruto de sua mente doente. Por outro lado, Gisela estava entrando em pânico e não conseguia mais se controlar. Em sobressalto jogou a coberta no chão e correu para porta. Temeu que os criados a tivesse trancado, porém estava aberta. Correu descalça pelo o grande corredor, corredor qual ela via somente uma vez por semana quando sua sobrinha, Edviges, resolvia tirá-la do quarto para dá um passeio no Jardim. O chão estava frio e a alça de seu vestido desceu pelo ombro revelando seu pequeno seio. De repente sentiu alguém envolver um braço em sua cintura e tampa sua boca com uma mão firme e calejada.

Gisele foi arrastada para um cômodo parcialmente iluminado.

(...)

Num sobressalto Louise foi jogada para fora de seu pesadelo. Algo para ela ficar feliz, porém havia alguém em seu quarto. Um assassino, um ladrão. Alguém pronto para lhe fazer um mal. Não podia vê quem era, à vista que estava deitada de lado, vendo o criado mudo com o abajur ligado e o seu caderninho de capa rosa, no qual escrevia todos seus sonhos e desejos para o futuro.

Tinha certeza que havia um homem na escuridão, em suas costas. Ficou um minuto parada quando começou a sentir a falta do ar. Tinha prendido a respiração sem perceber. Lhe faltava coragem para levantar e correr até o quarto vizinho onde sua mãe repousava. Ficou mais um minuto parada e o silêncio reinava no ambiente. Por fim encheu-se de coragem e virou o corpo lentamente. Não havia ninguém escondido. Estava salva do perigo que nunca existiu.

Voltou seu olhar para o teto e soltou um suspiro pesado. Sentia ansiosa, com vontade de correr e nunca mais voltar. Mas não podia fazer isso, na verdade nem queria realmente fazer isso. Tinha sua mãe, uma mulher cadeirante que precisava de sua ajuda. 

Uma camada de suor cobria sua pele. Fazia muito calor naquele mês de agosto e o ar-condicionado havia quebrado. Jogou o lençol no chão e caminhou descalça para sala. 

Assim que terminou o colegial, conseguiu bolsa numa faculdade boa na cidade onde mora. Porém a casa de sua mãe ficava fora da cidade e para facilitar as coisas, as duas se mudaram para um apartamento no centro. Louise sentia saudade de caminhar a noite pelo Jardim. Naquele prédio a única coisa que podia fazer para respirar um ar puro, era ir até o terraço.

Com o sentimento de frustação cobrindo seu peito, colocou uma jaqueta jeans por cima da camisola e calçou suas pantufas. Foi até a varanda e subiu para o terraço pelas escadas de incêndio. Independentemente de ser uma hora da manhã, a rua estava bastante movimentada com vários carros passando e restaurantes ainda abertos. 

Louise chegou lá em cima e sentou-se em uma cadeira de praia que ela não fazia a menor ideia de quem era. Ficou a admirar as estrelas e um sorriso formou em sua face. 

– Como é aquela história? As estrelas são olhos de crianças malvadas que mataram as próprias mães?

O sorriso de Louise se arregalou. Orchid se aproximou e sentou no chão, com as pernas cruzadas. 

– Não exatamente. São olhos de crianças que subiram em um cipó bem comprido que estava amarrado ao céu. As mães viram o cipó e também foram subindo atrás das crianças. A última criança, com medo de ser castigada, cortou o cipó. As mulheres caíram do céu e viraram animais terrestres e as crianças começaram a olhar para terra, vendo com os olhos brilhantes o mal que tinha feito.  

 – Foi exatamente o que eu disse – brincou Orchid. – Só que de forma resumida.

– Não. Eu contei de forma resumida. Você deturpou a história.

– Okay, Louise. Vou deixar você vencer essa.

– Você sabe que eu venceria de qualquer jeito. Você disse que as crianças mataram as mães e isso não é verdade. As mães não morreram, e sim viraram animais. E não eram crianças malvadas e sim crianças normais que aprontaram e ficaram com medo de serem castigadas. Como qualquer outra criança.

– Está bem. Eu deturpei a história. – respondeu Orchid com um sorriso tímido no rosto e pousando a mão no joelho nu de Louise. 

Louise sentiu borboletas invadirem seu estômago. Não é uma pessoa de muito contato físico, não é muito de chegar e abraçar também, porém ansiava por mais contatos físicos vindo de Orchid. 

As duas se conheceram há mais de um mês, naquele mesmo terraço. No começo as duas trocavam "oi's" e "boa noites". Elas iam para aquele lugar procurar a mesma coisa: ar puro e silêncio. Com o passar do tempo as frases trocadas foram aumentando. Começando com Orchid dizendo "Tive uma prova difícil hoje, era sobre astronomia e suas estruturas básicas" e Louise respondendo "Não é difícil. É fácil. As estruturas básicas são os planetas,  as estrelas, pequenos corpos e corpos misteriosos". 

Louise não sabe dizer exatamente como começo, talvez tenha começado na primeira noite que a viu. Estava apaixonada por Orchid e não estava preparada para mudar isso. Adorava como os cabelos negros e longos de Orchid caiam como cascatas em seus ombros, seus seios fartos e seu quadril avantajado. Mas o que mais adorava eram seus olhos extremamente azuis. 

— Desculpe por minha reação. Às vezes sou muito competitiva. 

Os olhos de Orchid ficaram tão brilhante como as estrelas no céu. 

— Não precisa pedir desculpa. Você tem razão. Quando me contou pela a primeira vez essa história, pensei comigo mesmo "que crianças cruéis. Como elas podem fazer algo tão terrível". Mas tem razão. Não foi maldade, foi apenas um erro. Somos assim desde crianças. Cometemos erros, ficamos assustados e cometemos um maior ainda por causa disso. – Orchid tirou a mão do joelho de Louise e começou a descascar o esmalte azul com a própria unha. – Isso não significa que somos vilões de alguma história. Não é? 

Perguntou Orchid  num tom mais triste. 

— Sem dúvida — comentou Louise. 

— Mas mudando de assunto. Eu prefiro a versão de J. M. Barrie. No universo do Peter Pan, as estrelas são portas para outros mundos. 

— Eu também gosto dessa versão. A idéia de mundos diferentes me encanta. — respondeu Louise olhando para as estrelas.

— Sério? 

— Sim. Por que a surpresa?

— Nada não. Você apenas não parece ser o tipo de pessoa que deixa se levar por fantasias. 

— Não é que eu deixo-me levar, mas gosto da ideia.

– É... eu também gosto da idéia. 

Um silêncio voltou cair sobre elas, entretanto não era um silêncio constrangedor. Era apenas a paz. Louise sentia naquele momento que no mundo só existia, ela, Orchid e as estrelas. E também gostou dessa ideia. Um mundo inteiro somente para elas duas.


Notas Finais


Essa historia estava parecendo mais um romance adolescente do que fantasia kkkkk. Eu sei disso.
Eu respondi a um usuário que começaria a escrever assim que recebesse 5 fichas, mas eu não imaginava que receberia tão cedo. Kkkkk De qualquer forma, aí está.
Não se preocupe que os três restantes aparecerá no próximo capítulo.
Beijos


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