História Katsuki (Versão Gourmetizada) - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Katsuki Bakugou
Tags Bakushima, Kiribaku
Visualizações 110
Palavras 2.180
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Slash
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


bakushima foi o primeiro ship a me fisgar em bnha achei justo escrever algo para meus meninos e como amo essa troupe de uma semana pra algo acontecer/de algo acontecendo então juntei o útil ao agradável e voilà

vai ser bem simpleszinha, mas espero que vocês gostem mesmo assim <3

Capítulo 1 - Primeiro dia


Se Eijirou pudesse descrever aquela manhã de quinta-feira de alguma forma, ele salientaria que essa estava sendo, no mínimo, bastante excêntrica.  

Normalmente, ele esperava encontrar apenas o fantasma dos seus colegas de turma quando descia para a cozinha a fim de tomar seu café da manhã ― já que todos estavam entorpecidos demais pelo sono para proferir qualquer coisa além de um Bom dia carrancudo. No entanto, naquela manhã, o que ele presenciou foi justamente o contrário disso: havia risadas, burburinhos e uma atmosfera até amigável no geral.  

Entrando no cômodo, seu cumprimento foi respondido com o mesmo entusiasmo que aparentava haver no ar. Eijirou piscou, confuso e um tanto aéreo. Não o leve a mal, ele é uma pessoa que gosta das horas matutinas porque o faziam sentir-se bem. Entretanto, boa parte das pessoas ali presentes não compartilhava de seu sentimento. Era tudo muito estranho e suspeito.  

Perguntou-se, então, se havia perdido algo de interessante ontem por ter ido dormir cedo. Era impressionante como o mundo parecia virar de cabeça para baixo sempre que o fazia. Lembrou-se quando Mina o contou como Kaminari e Sero, na tentativa de pegarem Bakugou no pulo ― seja lá o que isso significasse, sinceramente ―, o abordaram de surpresa em seu quarto, mas acabou que foram eles os surpreendidos por consecutivas explosões em seus rostos e muita gritaria. Ou da vez que a tão recomposta Yaomomo e a rebelde Jirou foram flagradas em um momento íntimo na lavanderia do dormitório. Ou até quando Aoyama promoveu uma festa exclusiva na sala comunal do dormitório da qual contava apenas com sua própria participação. Onde Kirishima Eijirou estava em tudo isso? Dormindo quase como um anjo. E só quase mesmo porque seu sono era tão, mas tão pesado que Eijirou parecia mais uma pedra do que qualquer outra coisa. 

Concluiu então, enquanto fazia-se confortável à mesa e preparava seu café da manhã, que realmente havia sido privado de qualquer que fosse o tão inusitado acontecimento da vez. Isso não o incomodou, de fato, uma vez que, considerando os cochichos aqui e ali, ele acabaria descobrindo qualquer que fosse a fonte do bom humor de seus colegas mais cedo ou mais tarde.  

Um borrão cor-de-rosa chamou sua atenção ao entrar na cozinha e uma voz animada preencheu o ambiente sobressaindo todos os murmúrios, os calando momentaneamente em seguida, mas logo sendo acompanhada por risadas.  

Ashido Mina foi em direção a geladeira e, com os alimentos que queria em mãos, sentou-se ao lado de Eijirou; sorriso largo e linguagem corporal convidativa para engajamento social, o total oposto do que ela era assim que acordava. 

“Hoje será um dia bom,” afirmou ela.  

Ele arqueou as sobrancelhas e espelhou o sorriso dela. “É mesmo?” 

Mina assentiu com a cabeça, não se importando de elaborar o porquê de sua afirmação e cantarolou uma melodia qualquer enquanto mordia um pedaço de sua maçã em vez disso. 

A nova figura a adentrar a cozinha, por sua vez, recebeu uma saudação que assustou Eijirou de tão aleatória e alta que foi. Shinsou manteve seus ombros curvados, mão direita na sua nuca, seu típico ato de nervosismo, e uma tentativa de sorriso em meio ao embaraço.  

“Oh! Aqui está o herói do dia!” Mina levantou-se em um pulo.  

“Do dia não! Da semana, Ashido! Da semana!” Sero a corrigiu.  

Shinsou ainda continuava obviamente desconfortável sendo o centro das atenções e Eijirou não tinha ideia do que eles ao menos estavam se referindo. Se antes ele possuía uma leve curiosidade, agora a mesma já havia aberto um buraco no teto do dormitório e atingido a estratosfera tamanha era sua intensidade.  

No entanto, por conta da baderna do momento, Eijirou decidiu que ele ganharia muito mais indo para seu quarto e vestindo seu uniforme porque, ao contrário do que seus colegas lá embaixo pareciam ignorar, eles tinham aula.  

Quando desceu novamente, assistiu Iida manter-se fiel à sua posição de Representante de Classe e acabar com a bagunça com seu jeito polido e robótico. Vasculhou um pouco entre os presentes e constatou, um tanto cabisbaixo, que quem ele mais queria ver não se encontrava ali ainda. 

Eijirou enrolou um pouco na sala comunal a fim de esperá-lo, observando o ir de seus colegas para fora do dormitório e em direção ao prédio principal da U.A. No entanto, só quem apareceu foram Kaminari e Sero. Sendo apressado por eles e sem muita escolha além de ceder, Eijirou também seguiu o fluxo até o prédio principal com seus amigos um pouco mais a frente dele conversando animadamente sobre algo que ele não se preocupou em prestar atenção.  

“Ei, sabem se Bakugou está bem? Ele nem apareceu pro café da manhã...” estava genuinamente preocupado com o outro. Por um segundo, imaginou o quanto ele iria reclamar e praguejar do comportamento da turma deles hoje e aquilo quase o fez rir, não fosse a preocupação. Eijirou nem bateu em sua porta para ver se estava tudo bem da segunda vez que desceu; imaginava que o outro já estivesse pronto lá embaixo. 

Sero e Kaminari se entreolharam e soltaram uma risada como se o que Eijirou acabou de falar tivesse sido a piada do ano.  

“Você é mãe dele agora?”  

“Que horror, Sero,” Kaminari o repreendeu e Eijirou quase sorriu para ele por o defender. Quase. “Nesse caso seria incesto!” 

Sero riu mais ainda e Kaminari o acompanhou. Eijirou, por sua vez, não sabia se corava ou se os encarava com o rosto mais livre de qualquer emoção que conseguia forçar. 

Mesmo quando eles estavam trocando seus calçados pelos brancos padronizados, a risada persistiu, atraindo até alguns olhares claramente incomodados. Eijirou curvava a cabeça minimamente e lançava sorrisos amarelados com um ar de desculpas pelo comportamento dos amigos. Ele era muito bom nisso; fazendo parte do grupo de amigos que fazia, tais sorrisos já eram parte de sua rotina a esse ponto.  

Ao adentrarem a sala de aula deles, Eijirou esperou pela explicação sobre a óbvia mudança de atmosfera daquela manhã, mas foi recebido pelo bom e velho nada. Frustrado e curioso, intentou finalmente sanar sua curiosidade ao perguntar aos dois amigos. Porém, foi interrompido com a chegada de Mina.  

“Vocês, hein. Nem pra me esperar servem.” 

Kaminari deu de ombros com um sorriso malicioso dançando em seus lábios. “E daí? A gente viria pro mesmo lugar de qualquer maneira.” 

“Eu sei disso! Mas hoje é um dia especial!” 

Eijirou, que só esteve escutando o vai e volta deles, estreitou os olhos para a amiga. 

“Você continua falando que hoje é um dia especial, mas por que isso?” 

A sala enchia ao passo que Sero, Kaminari e Mina se entreolharam ― e, não o entenda mal, Eijirou é um menino que consegue controlar bem os seus nervos, mas se eles continuassem fazendo isso, ele iria perder a cabeça.  

“Oh,” Mina fez, “Verdade. Você não estava presente ontem quando aconteceu.”  

“Aconteceu o quê, exatamente?” pressionou Eijirou. 

Mina cobriu a boca com a mão na tentativa de esconder sua risada e Kaminari espalmou sua própria coxa, achando graça, Eijirou não sabia do quê.  

“Encurtando a história,” Sero apiedou-se dele e respondeu sua pergunta, “Nosso menino, Shinsou, usou a individualidade dele em Bakugou e pelos próximos sete dias teremos uma nova fonte de diversão e de conversa até o fim do semestre.” 

Eijirou piscou, atônito. “Shinsou fez o quê?!” 

Ou ele estava ficando surdo ou não era possível que seus amigos estivessem mesmo se divertindo com o fato de que Bakugou está andando por aí com lavagem cerebral.  

“Olha só! Não morre tão cedo!” Kaminari elevou a voz enquanto voltava-se para a porta da sala.  

De fato, Shinsou adentrava a sala e, acima de tudo, acompanhado por palmas. Palmas. Eijirou contemplou o seu arredor perplexo demais para soltar qualquer palavra que fosse.  

O menino dono de cabelos roxos rebeldes foi puxado por Mina, antes que pudesse ser por outra pessoa, para perto deles e ele parecia que queria estar em qualquer lugar menos ali ― se é que a perpétua face de exaustão com a vida fosse algum indicativo porque, até onde Eijirou sabia, ele sempre parecia querer estar em qualquer lugar menos no do momento. 

Apesar de incomum, Eijirou sentiu-se irritado. “Por que vocês estão agindo como se isso fosse engraçado?” ele, então, voltou-se para Shinsou, “E por que você fez isso com Bakugou?!”  

Shinsou, por sua vez, arqueou as sobrancelhas. Um sorriso debochado, então, preencheu o seu rosto enquanto ele desvencilhava-se de Mina para erguer suas duas mãos em um sinal de rendição. 

Eu não fiz nada. Foi ideia dele.”  

“Como?!”  

Kaminari, que até então manteve-se na dele observando a discussão, assim como resto da turma, resolveu intervir, “Certo, certo. Acalme-se, Kirishima. Não é como se o mundo fosse acabar ou algo do tipo.”  

Mina assentiu, concordando. “Pois é. Você está agindo feito uma esposa enciumada.”  

Eijirou mordeu seu lábio com seus dentes pontudos e suavizou sua expressão, sentindo-se um tanto envergonhado pelo seu impulso de minutos atrás. Não tinha nem percebido que se levantou de sua cadeira durante a discussão. De cabeça baixa, ele pôs-se a se sentar novamente.  

“Uh...” Shinsou fez, desajeitado. “Se serve de alguma coisa, não é como se eu quisesse ter usado minha individualidade nele.”   

“É verdade, Kirishima,” Sero confirmou e Kaminari e Mina ecoaram sua fala.  

“Estávamos conversando sobre Brainwashing quando Shinsou-kun aqui comentou nunca ter mantido uma pessoa em seu controle por mais de três dias,” Mina falou.  

“Depois, ele falou que gostaria de testar alguém por uma semana, mas ninguém tinha coragem o suficiente. Era uma brincadeira, é claro, mas Bakugou acabou ouvindo enquanto voltava da cozinha e você sabe como ele é...” continuou Kaminari. 

Eijirou sabia. Era bem o perfil dele de querer provar seu valor e pôr em prática sua coragem mesmo que não houvesse necessidade para isso. Era tão masculino e Eijirou seria um tolo se dissesse que não foi o ponto alto que o atraiu e o fez aproximar-se de Bakugou, ganhando uma amizade muito preciosa para si ― e mais um sentimento tão precioso quanto.  

Shinsou, aproveitando o silêncio de Eijirou, ele percebeu, retirou-se estrategicamente e seguiu para sua carteira. Eijirou tinha que se lembrar de se desculpar com ele depois.  

Foi nesse momento que a porta da sala se abriu abruptamente. Todas as cabeças do lugar viraram-se em um instante para a fonte do barulho. Eijirou pôde jurar que sua cabeça virou cento e oitenta graus. Teve sorte que ela não saiu voando por aí pela força que aplicou na ação. 

Falando em cabeças, a pessoa que adentrou a sala mantinha a sua abaixada, como se intentasse usar seus cabelos loiros como cortinas. Eijirou prendeu a respiração e teve a sensação que a turma inteira seguiu em seu encalço. Ele não sabia o que esperar dessa situação. O que Shinsou poderia ter feito nessa tal lavagem cerebral e, sinceramente, não podia negar que estava um pouco receoso. Pelo que exatamente, Eijirou não saberia responder.  

Ele mastigou os interiores de ambas as suas bochechas em antecipação.  

Finalmente, como em resposta a inquietação anterior de Eijirou, Bakugou levantou seu rosto e o expôs para a 2-A. Eijirou quase caiu da cadeira enquanto ouvia ecos dos mais variados arfados de surpresa vindos de todo o seu redor. Ele mesmo era um dos que soltara um desses. Estava igualmente, se não mais, surpreso com o que seus olhos recaiam sob. Lá estava Bakugou, em toda sua glória, ultra masculina e aparentemente nada fora do normal, mas, ao mesmo tempo tão diferente. Seu rosto, normalmente carrancudo e contorcido com o cenho franzido, agora portava o sorriso que Eijirou piscou um pouco para poder acostumar-se tanto com o brilho quanto com a visão inusitada.  

Bakugou sorria tão grande e genuinamente, Eijirou não pôde deixar conter o seu próprio.  

Isso, claro, até Bakugou abrir a boca.  

“Bom dia, turma!” 

Bom dia, turma? Quê?  

Bakugou pôs-se a caminhar até seu lugar. Seus passos ecoavam pela sala por conta do absoluto silêncio presente e ele pouco parecia se importar de praticamente ter jogado uma bomba acima da 2-A inteira e, especialmente, de Eijirou que não sabia se ficava horrorizado ou se se jogava ali no chão agora mesmo chorando de emoção. 

Eijirou seguiu Bakugou com os olhos, atentando cada movimento e sem querer perder um segundo sequer daquele espetáculo; observava-o distribuindo sorrisos aos colegas que passava ― lábios prensados um ao outro num sorriso e olhos formando duas meia-luas.   

Bakugou, então, quando chegou em sua carteira, olhou para Midoriya ― cujos olhos já naturalmente esbugalhados, pareciam querer saltar de seu crânio. “Bom dia, Midoriya.”  

Esse, por sua vez, parecia escandalizado. “M―Midoriya?!” 

Eijirou não podia negar: ele estava se entretendo mais do que imaginara a princípio. Seu olhar, então, recaiu-se sob Shinsou, que estava logo atrás de Midoriya. Shinsou retribuiu o olhar e lançou-o um sorriso mínimo, mas que Eijirou pôde ver a malícia nele. Ele balançou a cabeça negativamente, mas o sorriso crescente em seu rosto denunciando que não havia nada negativo para comentar.  

Na verdade, ele teria que se lembrar de além de desculpar-se com Shinsou, agradecê-lo também.  


Notas Finais


esqueci de dar um special thanks pro best boy: ele mesmo, shinsou hitoshi. com um quirk maravilhoso desses pra você fazer os mais diversos plots e que será o herói #2 (fonte: eu mesma). mamãe te ama, filho

obrigada a quem leu até aqui e até a próxima!


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