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História Kawa Akari - Capítulo 13


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 13 - Capítulo 13


- Você acha mesmo que vai dar tudo certo? - a garota perguntou a Hana, que arrumava seu cabelo.  

Estava sentada em um banco estofado e olhava para a vista de sua janela. Hana fazia um penteado com tranças e coques em sua cabeça, dividindo seu cabelo em mechas para deixar o quão perfeito possível. 

- É claro que vai. Você será uma ótima princesa. 

Ela suspirou. Estavam ali a alguns bons minutos e não saberia quanto tempo mais levaria. Estava ansiosa e não conseguia manter-se parada. Batia os pés com o salto baixo e fino que usava e mexia seus polegares em movimentos circulares.  

- Prontinho. Você está pronta para a sua coroação. Pode se olhar no espelho.  

Ela correu até o espelho de onde poderia ver seu corpo todo, no cômodo ao lado.  

Estava deslumbrante.  

Seu penteado combinava com o formato de seu rosto. Brincos compridos e em formato de uma grande gota de esmeralda tornava seu pescoço mais alto. Um colar de pérolas demarcava seu colo, deixando-a com um ar mais maduro. Seu vestido era armado, todo feito de um tecido verde escuro. Seu corpete havia diversos detalhes em renda e pérolas e outros brilhos deixavam o vestido com um toque especial de brilho. Suas mangas iam de ombro a ombro, onde uma cauda de tecido bege se alongava por mais um metro atrás dela. A saia era armada e dividia-se formando uma leve fenda em sua frente, mostrando o tecido plissado de um tom claro como a cauda. Os sapatos eram brancos de ponta fina e salto fino e baixo.  

- Oh, eu esqueci de uma coisa – ela pegou de cima da penteadeira a pulseira que havia recebido de Tizu. Não conseguiria passar por isso sem ela. 

Passaram um tempo admirando a figura refletida no espelho até a criada quebrar o silêncio.  

- A única coisa que falta aí é uma coroa – comentou Hana, com um sorriso enorme no rosto. A garota concordou e ao perceber, a criada chorava de emoção.   

- O que houve? - ela correu ajudá-la, lhe oferecendo um pequeno pano que encontrara.  

- É que... Eu só estou tão feliz que você está de volta e... você será coroada oficialmente como a princesa. Claro, não é como um casamento, mas é tão empolgante quanto – ela dizia entre soluços.  

- Fico aliviada que são lágrimas de felicidade – referiu a jovem, fazendo a outra rir. 

As portas se abriram e guardas adentraram o aposento.  

- A cerimônia está pronta. A princesa deve apresentar-se ao público agora. - informou um dos guardas.  

- Boa sorte – desejou a criada.  

- Obrigada. 

Ela foi acompanhada pelos dois guardas até o salão dos tronos. Pôde logo perceber como em seu vilarejo havia tantas pessoas. Estavam todos ali. Guardas, cidadãos, membros variados da nobreza.  

Ela engoliu em seco. Havia chegado a hora e não tinha parado para pensar na importância da situação.  

Começou a caminhar lentamente até a parte elevada dos tronos. Os tronos haviam sido levemente empurrados para os cantos para que o altar servisse. Nele, uma almofada de tecido vermelho e franjas beges descansava uma coroa diferente a que tinha em seu quarto. Era de ouro, com folhas de carvalho em seu entorno e joias como esmeralda, pequenas safiras e diamantes a decoravam.  

O rei e a rainha esperavam ao lado, emocionados. Seguravam as mãos e o choro.   

- Estamos aqui, no dia de hoje, para comemorar o retorno da princesa perdida ao seu reino e coroá-la como primogênita do trono do reino Encanto – ditava o bispo, sério.  

A garota curvou-se e levemente flexionou os joelhos para que o bispo colocasse a coroa sob sua cabeça, encaixando-a perfeitamente em seu penteado. Virou-se para os cidadãos que a olhavam sorrindo.  

- Agora, a princesa Miyake é oficialmente uma princesa. Deverá honrar seu reino e ter coragem, bravura e ideais para que comande nosso território corretamente e louvá-lo acima de tudo.  

Todos se levantaram e aplaudiram. Apesar de que fosse uma cerimônia curta, era como se demorasse séculos para a garota. E agora, estava finalmente terminada.  

Sentia-se orgulhosa de si por chegar até lá de queixo erguido e não ter pensado em desistir em nenhum momento. Não queria decepcionar nem seus pais, nem seu reino. 

Ela era oficialmente uma princesa agora. Poderia envolver-se em questões diplomáticas mesmo que em pouca presença e isso já seria um grande passo.   

- Mal posso esperar pelo seu casamento – a rainha discorreu, sorrindo. Estava tão orgulhosa da filha.  

- Ela ainda terá um tempo só com a gente, não é filha? - o rei perguntou e ela assentiu. Na verdade, não fazia ideia de quando iria se casar e se ao menos queria.  

A festa que aconteceu logo depois da cerimônia estava belíssima. Os cozinheiros e confeiteiros do castelo haviam feito um ótimo trabalho com as comidas. Havia inclusive comidas de outros reinos como o pequeno bolinho circular que comera no reino Pantanal.  

As pessoas pareciam se divertir. Um grupo de musicistas tocavam violinos, violoncelos e um piano.  

A garota olhava tudo da parte mais elevada do salão, sentada a um trono exclusivamente seu. Era menor do que os da rainha e do rei, mas com certeza era algo especial para ela mesmo assim.  

- Vossa alteza – um dos guardas se aproximou e curvou-se – O rei e a rainha do reino Centauro querem um diálogo com o senhor. Estão chegando ao palácio - informou.  

- Ótimo. Obrigado por avisar Lykke – ele virou-se para as duas – Volto já - ele levantou-se do trono e caminhou em direção à porta do castelo na companhia do guarda que lhe informara.  

- Está gostando da festa? - perguntou a rainha depois dele se distanciar o bastante.  

- Muito! Parecia tão... distante e impossível ontem quando cheguei e agora... É como se eu fosse uma nova pessoa! - respondeu empolgada.  

- Lembra que eu lhe disse que eu te contaria tudo hoje? - a mais nova assentiu. Ela virou-se para o guarda mais próximo e cochichou algo. A rainha a puxou pela mão até chegarem ao começo do corredor, quando o guarda utilizou seus poderes de ilusão, formando mais duas iguais a ela sentadas em seus tronos, sorrindo e observando seu entorno. Pareciam tão reais quanto as verdadeiras. 

A rainha a levava de volta para a biblioteca. Era um lugar distante do salão dos tronos e tranquilo o suficiente para o assunto que abordaria ali.  

- Tive de recolocar o quadro para que não corresse risco de ninguém ver – explicou a rainha – Mas dessa vez só coloquei por cima, não cheguei a prender – ela puxou o quadro delicadamente e o colocou apoiado na mesa. 

A jovem podia finalmente olhar o quadro com mais detalhadamente. O homem com quem havia sonhado era o homem do quadro. O homem do quadro era... seu pai? Um outro pai?   

- Você não tem dois pais – a rainha riu, assustando a garota – Desculpe, eu ainda não tinha te mostrado quais eram meus poderes – a garota estava surpresa. A rainha desceu da mesa e chegou próxima dela – Meus poderes envolvem ler a mente de outrem e – suspirou, como se quisesse retirar um peso dos ombros – apagar e inserir memórias. São praticamente três poderes em uma feiticeira só.  

- Isso é incrível! - comemorou a mais nova.   

- Não é tão incrível com as coisas que eu tive que esconder de todos – ela estava séria, fazendo a outra ficar também - Miya, está na hora de você saber tudo que realmente aconteceu. 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!


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