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História Kawa Akari - Capítulo 14


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 14 - Capítulo 14


Estava em um dos corredores do segundo andar do castelo. Ela caminhava em somente uma das tábuas de madeira, como se fosse um desafio onde não pudesse encostar nas linhas que dividiam cada tábua. Estava com seus dez, onze anos. Usava um vestido simples azul claro e estava concentrada em sua brincadeira quando uma voz a chamou.  

- Eu estou ganhando! – Tizu provocou a sua frente. Chegou na linha da escadaria e começou a pular de alegria. 

- Não vale! – disparou ela. 

- E por que não? – ele ria da face irritada da outra. 

- Porque... Porque... Suas pernas são mais longas!  

Ele riu – Fazemos o seguinte então. Quem chegar lá embaixo descendo pelo corrimão primeiro ganha o desafio. Combinado? – propôs a ela. Parecia justo. Ele se posicionou de um lado do corrimão e ela do outro. – Já! – avisou, e ambos desceram na mesma velocidade pela escadaria abaixo.  

A garota chegou segundos antes dele. Comemorava como nunca antes. Pulava, gritava, se debatia de alegria.  

O rapaz ria até que parou de repente.  A garota estranhou e olhou a sua frente, onde seu pai os observava com um semblante sério.  

- Cuidado para não se machucarem – ele sorriu e subiu as escadas. 

Esperaram ele desaparecer de vista para voltar a gargalhar. Miya o puxou pela mão até o jardim.  

- Cansei – disse após se sentar em um dos bancos que havia espalhados por ali. Ela respirava com dificuldade enquanto ele parecia tranquilo. 

Ele, ainda de pé, procurava por algo entre as flores.  

- Miya, eu sei que você diz que não é mais necessário agradecer, mas eu gostaria de te agradecer você por ter me encontrado aquele dia – ele se agachou e arrancou uma violeta do canteiro – e também por ter me dado um lar – ele lhe ofereceu a flor, com um sorriso no rosto.  

- Bem – ela observava a flor em suas mãos - Você não tinha uma casa e nem uma família. A gente precisava ajudar. Eu só não entendo...  

- Por que eu me tornei um de seus criados? - ele completou por ela. Ela assentiu – Assim como você sentia que precisava me ajudar naquela hora, em senti que precisava agradecer e ser grato a vocês de alguma forma todos os dias, e sendo um servo achei uma oportunidade perfeita para isso.   

- Mas também foi pelas ordens dos meus pais não foi?  

- Também. É claro, eles não iam me deixar morar no castelo sem ser útil por aqui – uma criada o chamou ao longe. Era Hana, muito mais jovem – Preciso ir. Conversamos depois! - ele se distanciou da garota que acenou para ele. Gostava de sua companhia e sentia uma leve tristeza quando ele não estava por perto. 

*** 
 

Os anos se passaram. Ela era uma jovem agora e caminhava de um canto a outro do jardim. Era um lugar reservado e poderia desabafar por lá. Era noite. O céu estava estrelado e a lua era cheia, iluminando jardim com seu luar.  

- Você ouviu o que eles disseram? Eles vão me casar! - a garota definitivamente não estava feliz.  

- Bem, você é uma princesa. Querendo ou não chegaria a hora de você se tornar uma rainha – explicou ele.   

- Eu não quero! - ele se surpreendeu – Digo, eu não quero me casar. Virar rainha deve ser até interessante, mas eu não quero ter toda aquela cerimônia e morar e constituir uma família com um homem que eu nem conheço! - ela segurava o choro. Não queria parecer mimada, porém, estava começando a se irritar com o fato de que estava crescendo e uma hora teria que seguir com sua vida sem seus pais e ao lado dele.  

- Você ainda não descobriu seus poderes... Para se tornar uma rainha é necessário que você prove ao seu povo que poderá defendê-lo em alguma emergência, então, talvez seu casamento seja adiado - esclareceu, na esperança que a alegrasse.  

- Não precisa me lembrar disso! - disparou, assustando o rapaz – Desculpe, é só que...  

-Eu te entendo. Tudo bem – ele estava tranquilo. Não era de se ofender fácil - Muitas vezes a gente quer que as coisas que acontecem em nosso entorno estejam sobre nosso controle, mas... Infelizmente não é assim – aconselhou.  

- O que você queria que estivesse ao se controle? - perguntou ela, enxugando as lágrimas tímidas que caíam.  

- Ah... Algumas coisas. Nada demais.  

Ficaram em silêncio por um tempo. A garota decidiu passear pelo jardim, esperando que além da caminhada o cheiro das flores a acalmasse – O que você faria no meu lugar? - perguntou de repente para o rapaz que a seguia.  

- Eu pensaria positivo. Já que seria uma coisa que eu não teria como mudar, apenas aceitaria e tentaria ver as vantagens nisso. Quem sabe, meus poderes se revelassem no meio da cerimônia e eu pudesse deixar a festa ainda mais divertida!   

- Mas você já... 

-Eu estou me passando por você - ele lhe deu uma piscadela e ela sorriu. De fato, seria memorável que seus poderes aparecessem em um dos momentos mais importantes de sua vida.  

- Obrigada – agradeceu. Ele sempre a fazia se sentir melhor. Não importava o quê a abalasse, ele sempre dava um jeito. - Depois que eu me casar, o que você vai fazer?   

- Não sei. Talvez, eu saia por aí sem rumo e hora pra voltar. Talvez quem sabe eu até viaje de navio para fora do Continente... Com piratas! - ela exibiu surpresa – Avante, marujos! Piratas do leste insistem em invadir nossos mares! Teremos de declarar guerra! - ele tampava um de seus olhos com a mão e deixava a outra no formato de um gancho. 

Ela riu.  

- Oh, vejam! A capitã de nossos inimigos é uma bela moça! Sinto muito madame, por nosso comportamento violento e primitivo. Prometemos não a incomodar novamente! - ele se curvou diante dela. 

Ao se levantar, recebeu algo que não esperava: um beijo. 

Ela recuou logo depois – Desculpe! Me desculpe mesmo! É que... Na verdade eu nem sei o porquê fiz isso, eu só fui e... Imagina se alguém viu? Vão me matar! E eu não vou me casar, apesar de ser esse o meu desejo e...  

- Tudo bem – ela o olhou, confusa – Eu gostei. Só... Estou pensando se devo fingir que sou um pirata para receber mais – ele sorriu. 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!


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