História Kawaii Love - Capítulo 5


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Categorias Digimon
Personagens Cody Hida, Davis Motomiya, Kari Kamiya, Ken Ichijouji, Takeru "T.K." Takaishi, Yolei Inoue
Tags Amizades, Ansiedade, Conflitos, Dairina, Digimon, Diversão, Dúvidas, Kenyako, Mudanças, Primeiro Amor, Romance, Takari
Visualizações 84
Palavras 2.167
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá leitores lindos!
Desculpem pela demora eu tive muitos contratempos.
Obrigada pelo carinho e por estarem aqui acompanhando, comentando, favoritando, espero que gostem do capitulo.
Muitos beijos doces.

Capítulo 5 - Como tudo começou.


A boca de Miyako se abriu, ela precisou de um tempo para processar as informações. Não, o Japão não poderia ser tão pequeno assim? O que o universo pretendia com isso, afinal?

— QUÊEEEEEEEEEEEEE? — Novamente muitas pessoas olharam em direção a eles e ela corou se encolhendo. — Tem certeza disso, Ken-kun? — Ele apenas assentiu com a cabeça. — Então parece que vamos nos ver mais…

    Dito isso, a garota se encostou ao lado dele, contra a pilastra e ambos se olharam por um momento, mas desviaram os olhares em seguida. Precisavam conversar sobre aquilo que quase aconteceu, mas ambos não sabiam como tocar no assunto, ela deu um tempo para que ele se pronunciasse, mas ele sabendo a índole falante dela, também deu a oportunidade para ela.

— Sabe… — Começaram ao mesmo tempo.

— AH? — Perguntam um para o outro e sorriem por essa confusão.

    Nesse momento o metrô chega e acaba com o clima, porém, ambos sabiam muito bem, sobre o que o outro queria falar. Esperaram pacientemente, que as pessoas descessem do vagão e entraram encontrando acentos vazios.

A verdade era que o vagão estava semi vazio, uma vez que o horário de saída das escolas já tinha findado a um tempo considerável e ambos se atrasaram durante o percurso. Era o momento perfeito, pensaram consigo.

O sol estava se pondo, a coloração alaranjada do céu entrava pelas janelas e coloria todo o ambiente, por alguns momentos, Miyako pareceu distraída olhando para fora, os cabelos esvoaçando com a brisa forte, espalhado o doce aroma de seu shampoo, algo como chicletes, tutti frutti? Só era tão doce, por alguns momentos, o menino sentiu vontade de correr os dedos por entre os fios violáceos, a ansiedade fazia suas mãos formigarem.

Era como um sonho… Como coisas malucas, loucas, sem sentido, como arte moderna, caleidoscópio, olho mágico, sim ilusão de óptica, hipnose… Um transe, sim, era como um transe… Era o lilas dos cabelos, o alaranjado do céu, mas havia as fadas, pôneis, pegasus e unicórnios? As pequenas fadinhas que entravam através da abertura da vidraça e espalham seu brilho colorido em volta da menina. Ken se perguntava se seria aquela a tal visão poética, da pessoa amada ou se estava ficando louco, mas era lindo, mágico… As cores, as asas, os cabelos de Miyako, o perfume…

— Ken-kun, nossa estação é a próxima. — O tom de Miyako foi suave e baixo, mas o suficiente para despertar Ken de seu  sono, somente para que o menino notasse que estava adormecido com a cabeça apoiada ao ombro da violacea.

— Eu sinto muito!— Exclamou envergonhado, se ajeitando de sobressalto. Ah, ele tinha adormecido, que vergonha! Perdeu a oportunidade de conversar com ela. O que ela estaria pensando?

— Você parecia bem cansado. — Sorriu amistosa.

— Não dormi bem essa noite. — Na verdade não dormiu nada.

    Ambos se levantaram para desembarcar. Miyako até pensou em ficar brava, ela olhou para a janela e quando se virou o garoto já estava ressonando, grande foi sua frustração, tinham assuntos a resolver e ele dorme, porém, quando ela o observou com aquela expressão angelical, seu coração se esquentou, não tinha como ficar brava, para agravar a situação ele ainda quedou a cabeça contra seu ombro.

    Tão fofo! Quase uma hora de viagem com ele adormecido contra seu ombros! Kyahhhhhhhhhh! Aquilo era tão emocionante, pareciam um casal de verdade. Ela estava tão emocionada com o momento que acabou levando a mão nos cabelos índigos, acariciando-as, mas quando notou que eram alvo de alguns olhares curioso, acabou se envergonhando e voltando à posição anterior. Foi admirando seu crush o percurso todo, sonhando com o momento em que quase se beijaram.

    

(...)

— Então é aqui. — Ken, sorri deixando a garota em frente a porta do apartamento do irmão.

— Obrigada Ken-kun, eu ainda estou incrédula com essa coincidência!

— Estou feliz que… — A fala de Ken foi cortada quando a porta se abriu revelando o irmão mais velho da menina.

— Ah, oniisan?

— Pensei que não vinha mais.

— Precisei de um intérprete  para traduzir esses aerógrafos que você me entregou.

— Hm… Estou vendo. Ichijouji Ken, neh? O garoto prodígio? — Cruzou os braços arqueando as sobrancelhas.

— Oh! Oniisan, não o chame assim, ele não gosta.— Miyako defende e Ken se encolhe intimidado.

— Ah, é? — Olha fixamente para o garoto, que se atrapalha com as palavras.

— Err, eu não posso aceitar mais esse título, eu… — Como era doloroso tentar explicar que um dia foi gênio, mas agora não passava de um garoto normal.

— Tudo bem então vou chamá-lo de onii-chan! — Disse naturalmente fazendo com que os dois quase desmaissem de vergonha.

— Para com isso, oniisan! Está me envergonhando perto do meu…

— Do seu? — Mantarou a pentelha. Houve um minuto de silêncio. — Tá legal, não vou mais pentelhar vocês, de qualquer forma fico feliz que tenha trago seu namoradinho como reforço, tem muita coisa para arrumar. — Ele se afasta dando visão de toda a confusão, paredes para pintar, caixas e caixas de coisas para organizar.

— Não, você entendeu errado, Ken-kun só me trouxe até aqui.

— Posso ajudar se vocês quiserem. — Ken não saberia explicar o porquê de dizer aquilo, estava exausto, com sono e a essa altura com fome também, mas as palavras saíram.

— Ótimo onii-chan, já conseguiu pontos com a família da namorada, que garoto esperto.

— Oniisan! — Miyako grunhiu entre os dentes, mais vermelha que um tomate maduro.

— Eu só preciso ir em casa um momento, minha mãe já deve ter chegado, vou avisá-la e já volto.

    E assim o garoto correu para seu apartamento contando a novidade para a mãe, Wormmon tentou dizer que também tinha algo a contar, mas Ken estava eufórico e nem o escutou.

Com a permissão  de sua mãe, o menino pegou uma vasilha com alguns pedaços de bolo e caixinhas de chá gelado, saindo apressado, alegre e agradecido. Tanto a Sra Ichijouji quanto Wormmon, estavam felizes em vê-lo transbordado empolgação como uma criança comum, aquilo significava muito para eles, sinal de que a cada dia o garoto supera os traumas do passado.

A notícia do lanche trago por Ken, foi uma alegria, os estômagos já estavam urrando de fome, uma pausa foi feita para se deliciarem com o bolo da Sra.Ichijouji, em seguida começaram uma maratona de tarefas, pintando o local, lavando banheiro, limpando toda a bagunça deixada pelo antigos donos que moravam ali com crianças pequenas.

Após muito trabalho duro, a campainha toca e Miyako vai atender, era a Sra. Ichijouji que vinha convidá-los para o jantar, a menina quase morreu de vergonha, pensou até em recusar, mas seu irmão logo se intrometeu no assunto, agradecendo e aceitando de pronto.

Miyako e Ken se olharam como se trocassem uma opinião sobre o momento seguinte, com certeza seriam envergonhados e foi exatamente o que aconteceu. A menina queria sumir a cada vez que Mantarou chamava o mais novo de onii-chan, na frente dos pais dele deixando bem claro o que pensava sobre eles.

Embora isso, a refeição estava deliciosa e os pais do menino foram muito gentis e educados, mas a pérola da noite veio de Wormmon, ele tinha uma aventura que queria contar, estava inquieto e quando finalmente foi ouvido, fez os adultos presentes lacrimejarem de tanto gargalhar.

 

POV Wormmon

Hoje cedo eu percebi que o Ken-chan esqueceu seu almoço, então usei minhas teias e prendi o obento em minhas costas, segui pela cidade, fazendo igual o Homem Aranha, lançando teias e me balançando nelas para chegar a estação… Só que algumas pessoas acabaram se assustando então eu decidi ir pelo chão, mas eram muitas pernas e pés, me empurrando e me jogando de um canto a outro, para lá e para cá. Lancei uma teia em um local que parecia ser área de alimentação, não sei como fui parar ali, acabei errando e caindo sobre a mesa de lanches, molhando as patas com molho vermelho, quando consegui ficar suspenso no ar as gotinhas caiam sobre as pessoas e elas gritaram que estava chovendo sangue… Tentei explicar, mas foi um desespero, uma correria, decidi seguir em frente.

    Não sabia como era a escola então vi muitas pessoas entrando em um lugar, mas descobri que era uma casa de banho quando cai nas fontes termais e as mulheres saíram nuas gritando pelo local, achei melhor ir embora.

    Cheguei em uma escola, mas as crianças eram muito pequenas e quando me viram começaram a me perseguir, queriam brincar, me apertar, me abraçar, quando anunciei que ia embora elas começaram a chorar, então fiquei com pena e brinquei com elas até que adormeceram.

    Quando finalmente, consegui chegar a escola do Ken-chan, encontrei os outros Digimons no terraço, ficamos conversando um pouco e quando chegou a hora do almoço fomos procurar pelos nossos parceiros, olhamos pela escola toda, mas…

    Eu desisti de entregar o obento porque o Ken-kun estava dividindo o almoço com a Miyako-san, os outros Digimons e eu julgamos que seja parte do processo de acasalamento dos seres humanos.

 

POV Narrador

    Ken se sentiu derretendo de tanta vergonha, Miyako sentiu-se torrada em chamas, sobrando somente as cinzas, enquanto os adultos riam tanto que quase se engasgavam com a sobremesa.

— Então quer dizer que você andou o dia todo com a comida, molhou ela nas termais? — Pergunta o Sr. Ichijouji entre risos.

— Sim, mas quando cheguei na escola ela já estava seca, mas abrimos para comer e estava com um cheirinho azedo.

— Que história é essa de processo de acasalamento? — Mantarou já estava roxo de tanto rir.

— É só um lembrete para mim, deixar a TV programada só com os canais de programação infantil liberados. — A Sra Ichijouji continha o riso, limpando as lágrimas. — Desculpa por isso Inoue-san. — Se dirigiu ao irmão da menina.

— Ah, Mantarou está bom, bem eu nunca ri tanto, não se preocupe com isso. Obrigada pela comida.

    Conversaram mais um pouco, mas as crianças não disseram uma palavra, aquele dia estava intenso demais, não tinha como ficar mais.

— Se não for abusar, gostaria de pedir ao onii-chan para levar minha onee-chan até a estação, meu colega de apartamento vai chegar e está sem chaves.

— O que? Você não vai me levar de moto? É perigoso chegar em casa sozinha.

— Vou ligar para Momoe-neesan, te buscar na estação.

— Oniisan, não seja folgado o Ken-kun está cansado. — Ela tentou protestar, já estava mais que envergonhada e entendendo o joguinho do irmão.

— Eu posso levar, não estou tão cansado. — Estava sim, mas não ia perder a chance de ficar sozinho com a sua Waifu, talvez até falassem sobre “aquele assunto”.

E tudo ficou decidido, Miyako despediu-se de todos e rumou até a estação, na companhia de seu crush. A rua estava deserta e ambos pensavam em iniciar um assunto, mas como? Por onde? O dia foi cheio de fortes emoções, muitos constrangimentos, a impressão era de estarem ligados por Akai Ito, mesmo assim era tão difícil dar o primeiro passo.

E não era ela quem dizia sobre ser encostada na parede e beijada? Por mais que fosse mera brincadeira, essa hipótese talvez fosse possível naquele momento. Não! Nada romântico, ela estava cansada, suada, cabelos grudados e não era bem assim que desejava estar quando recebesse seu primeiro beijo.

— Desculpa pelo Wormmon.

— Ah, desculpa pelo Mantarou-nii.

— Que vergonha! — Disseram ao mesmo tempo.

    A verdade é que o tempo estava correndo muito rápido e quando se deram conta faltavam poucos minutos para o último metrô, Ken não pensou duas vezes e segurou a mão da menina começando a correr com ela.

    Miyako quem viu tudo em câmera lenta, as luzes da rua e das casas se misturando em um borrão e tudo perdendo o sentido, apenas conseguia se focar nos cabelos índigos esvoaçando, a expressão séria do garoto, ele passou seu cartão mesmo, para ambos e entrou com ela na plataforma, as últimas pessoas já embarcavam.

    Por impulso Ken empurrou a menina para dentro do veículo, não foi de forma bruta, eles sorriram um para o outro como se trocassem um ”ufa, conseguimos”. Antes que a porta se fechasse, Miyako repetiu o gesto de ousadia que deu início a todos os questionamentos do menino, inclinou-se e depositou um beijo em sua face… O tempo congelou por alguns momentos, mas dessa vez ele pode ver a face de Inoue, quando a mesma voltou a sua posição, estava corada, os olhos brilhantes e um sorriso largo, lentamente as portas se fecharam e o metrô partiu.

O sorriso de Miyako não desapareceu com o andar do trem, o dia foi tão carregado de surpresas, os batimentos cardíacos estavam a mil, teve que se segurar para não gritar dentro daquele vagão. Ter beijado o rosto de Ken novamente e ver a reação que o garoto esboçou, fez com que seu coração se derretesse. Foi, sem sombra de dúvidas, para finalizar com muita alegria a sua noite.

    Ken ficou ali parado com a mão sobre o local do beijo… As coisas não saíram como ele planejava, mas não tinha como negar que foi um grande dia. Estavam caminhando, lentamente ambos estavam caminhando para tentar se entender no complexo mundo dos romances...









 


Notas Finais


Outra fic one-shot (capitulo único)
Essa é mais do Ken em um universo alternativo com a Osami sua irmã, é incesto ta gente, linda demais, espero que gostem beijos!

Sinopse:
— Osami-nee, eu tenho me mantido longe porque… Me sinto muito atraído por você, seu cheiro, sua voz, seus carinhos, eu… Eu te amo não como um irmão deveria amar, eu te quero, quero seu corpo...— Eu só conseguia olhar para o carpete, meus olhos ardiam com as lágrimas que rolavam, provavelmente as coisas nunca mais seriam como antes. — Me desculpe, você sempre fez tudo por mim e eu… Eu quis espiar as garotas pra tentar sentir algo, mas elas não são como você, ninguém é, nunca vai ser! Desculpe, pode me mandar para um psicólogo se quiser eu não me importo. Me desculpe, eu realmente sinto muito por isso, essas malditas reações, me desculpe…
Foi uma sensação indescritível, eu disse tudo e agora estava a mercê de seu julgamento, estava chorando feito um bebê, mas creio que tenha sido o melhor, não dava mais para conviver com esse peso.
— Ken-chan, olha pra mim. — Ela pede em voz branda, mas eu não posso fazer isso, não consigo. — Olha pra mim, por favor.
— Não posso, não me peça para fazer isso, eu… Eu vou para o meu quarto, acho melhor. — Tento me levantar, meu rosto parece estar pegando fogo, mas ela me puxa com força e me segura, forçando-me a encarar sua face.
— Não é só com você...— Congelo com sua declaração, só posso estar devaneando. — Eu quero você também...— Sua face fica corada, ela corre os dedos pelo meu rosto. — Eu só queria te proteger, você é tão frágil, tão delicado, às vezes é tão confuso e eu queria guardar você pra mim, sabe? Te proteger do mundo, das loucuras em que o Yamato te enfia, das milhares de garotas que te mandam aqueles chocolates e cartas, dessa voz que você diz ouvir dentro da sua cabeça… Ken… Nós passamos por tantas coisas juntos que eu sinto como se você fosse uma parte de mim, como se fosse...Meu.
— Seu, eu sou, eu me sinto seu, eu gosto de me sentir assim. — Ela me apertou em um abraço, enterrando minha cabeça contra seus seios macios, me sufocando em seu perfume.
— Eu sinto tanto ciúmes quando vejo todas aquelas colegiais novinhas com seus uniformes coloridos, imaginando com qual delas você já saiu, ja deu seu primeiro beijo e então eu choro, porque isso não está certo, não é o tipo de pensamentos que uma irmã deve ter. Eu sinto tanta dor, é como se houvesse uma adaga envenenada no meu peito, um veneno que arde e se espalha e me faz sentir suja e horrível.

https://spiritfanfics.com/historia/forbidden-love--please-oniisan-10938652


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