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História Keenler- LOST in love - Capítulo 15


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Capítulo 15 - Miragem


Elizabeth Keen; 

 

 

O dia amanheceu na ilha, quando acordei Donald já havia se levantado. Depois de vestir minha outra roupa e colocar lenha na fogueira saio da caverna e fico chocada com a destruição causada pela tempestade. Algumas árvores derrubadas, palhas de coqueiros espalhadas por toda parte e o sinal de s.o.s na areia agora sim está oficialmente destruído, é frustrante, mas fico feliz que nosso abrigo tenha nos protegidos disso tudo. 

Não demora muito e Donald chega, vestido graças a Deus, porque ainda estou apagando-o ele de cueca da minha cabeça. Aparece com três ovos, pareciam ser de algum pássaro já que não eram muito grandes.  

-Olha! Nosso café da manhã. Encontrei um ninho no chão, deve ter caído de alguma das árvores. - Ele fala entregando em minhas mãos. 

-Legal, estou morrendo de fome. 

Mostro a ele que o sinal na areia está completamente apagado. 

-`Pois é, eu vi. Tudo bem acho que não funcionaria mesmo. Não vi nenhum avião passar. Temos que pensar em outra coisa. 

É, provavelmente ele esteja certo. Voltamos a caverna e preparamos os ovos, estavam ótimos, porém não matou nossa fome. A única outra coisa que encontramos pra comer é coco, mas está longe de ser uma refeição. Durante o dia eu e Donald tentamos pescar mais alguma coisa, mas sem sucesso. 

-Parece que você perdeu a prática, não é mesmo.- Donald debocha já que não tenho mais a sorte de conseguir comida como da última vez. 

- Cala boca. Você pode falar de mim quando conseguir pegar um peixe.- Ele ri da minha resposta. 

Passamos uma hora tentando, aproveitando que sol não estava muito forte, mas tudo em vão, não obtemos sucesso, voltamos sem nada. No caminho ele acompanha paciente meus passos lentos, estávamos cansados e paramos pra descansar na areia da praia, sobre a sombra de uns coqueiros. 

 

Donald Ressler; 

 

     Deitados sobre a areia da praia em uma sombra refrescante, percebo que Elizabeth cochilava, ao seu lado a observo enquanto está com os olhos fechados. Está radiante como sempre. Esse confinamento, talvez pelo fato que somos os únicos aqui, vem me surpreendendo com os sentimentos que venho sentindo ultimamente. Na noite passada meus olhos quase saltaram quando à vi de lingerie, mas tentei desviar o olhar pra não a deixar sem jeito. Uma coisa constrangedora também aconteceu essa manhã, bem... Me envergonho só de pensar, mas digamos que fiquei sem controle de certa parte do meu corpo enquanto dormíamos no bote. Quando acordei percebi que estava com uma ereção, talvez devido a nossa proximidade naquele lugar apertado. Durante a noite Elizabeth se mexia bastante de forma que seus quadris e glúteos encostavam em mim, me controlei tentando me manter com a mente vazia, mas vi que meu auto controle foi por água abaixo durante o sono, não conseguia parar de pensar nela. Por sorte acordei primeiro e sai rapidamente para me livrar daquela sensação. Fico aliviado dela não ter visto esse vexame durante a manhã, não quero desrespeita-la. 

     Afinal, o que está acontecendo comigo? Pareço um adolescente de 16 anos com hormônios fervendo. Mais uma vez estou aqui ao observa-la tão serena em sono, viro meu rosto para deixar de encarar, me sento passando a mão no rosto, respirando fundo e olho pro mar tentando achar uma visão de refulgiu da tentação ao meu lado. Olhando bem as ondas depois encaminho o olhar ao horizonte e não posso acreditar no que vejo. Enxergo um ponto pequeno, é uma embarcação. Não posso acreditar! 

-Elizabeth!- Grito enquanto me levanto apontando. - Olha é um navio! Um navio!- Não consigo conter a empolgação. Elizabeth abre os olhos e se levanta observando o pequeno ponto de esperança pra nós dois. 

-Ah meu Deus!!- Ela fala emprisionada. - Anda! Precisamos pegar o sinalizador!- Ela grita. 

   Corro pra buscar o sinalizador no acampamento, até porque tentar sinalizar com as mãos seria inútil já que seria impossível de nos avistar com tamanha distância. Chegando na caverna pego a pistola sinalizadora dentro de uma das caixas, depois apressadamente procuro a munição, ainda restavam três cartuchos os quais pego com uma das mãos. Enquanto vou correndo de volta à beira do mar recarrego a pistola com um deles, para ficar com as mãos livres entrego os restantes a Elizabeth, que ficou me esperando já que devido ao machucado não estava com muita agilidade para correr. Chegando bem próximo a água aponto a pistola pra cima e disparo um fecho de luz, mas a munição parece ter falhado pois a luminosidade se dissipou rapidamente no ar. 

-Tente mais um!- Elizabeth grita e vem me entregar mais um cartucho. Recarrego e repito o processo. Dessa vez a luz sai com mais força e sobe em uma altura considerável, se projeta no ar durante um tempo e novamente a luz se apaga. 

-Será que viram?- Elizabeth pergunta apreensiva. 

-Não sei.- Respondo olhando para o horizonte esperançoso. 

-Só temos mais um cartucho, devemos arriscar mais uma vez?-  Entramos em um dilema. Arriscar e gastar nossa última munição? Ou poupa-la para ser usada em outra ocasião? Não sabemos se seremos vistos da embarcação, mas pode ser a nossa oportunidade de sair daqui. Pode não haver outras.  

  Olhamos ansiosos para o horizonte, na esperança de qualquer mudança do rumo daquele navio, mas nada, ele parecia ficar cada vez mais longe, até o momento que não conseguíamos mais enxerga-lo. Nossas esperanças são sufocadas. Um balde de água fria sobre nós. É extremamente frustrante. 

-DROGA!!!- Grito furioso. -Se ao menos esses sinalizadores estivessem em bom estado... 

-Ficamos muito animados, foi como ver uma luz no fim do túnel. Mas pensando agora com mais clareza... Seria impossível eles verem esse sinal, estão muito longe daqui. A ilha nem é tão grande pra ser avistada dessa distância. O sinalizador não deve ter causado o mínimo de efeito, é ridículo. - Ela fala com desgosto. 

E Provavelmente tem razão. Talvez tenha sido melhor não gastar nossa última munição. Ficamos empolgados porque devido ao tempo que estávamos aqui, foi a primeira vez que apareceu um sinal do mundo exterior. Foi como um raio de luz de esperança que logo se cessou. 

  Elizabeth senta novamente na areia, dava pra ver a sua cara de descontentamento. Não falo nada, não tenho o que dizer, talvez precisamos de um tempo sozinhos para sentir o desalento daquela situação. A deixo lá sentada, olhando para o mar e vou me limpar no riacho. Chegando tiro a camisa e minha calça, entro só de cueca na água levemente gelada, aproveito para usar alguns itens de higiene que ela havia deixado perto da margem. Enquanto me ensaboou com o sabonete, Elizabeth surge de repente e assim que me olha desvia o olhar e fala. 

-Ah, desculpa. Não sabia que estaria aqui. Volto depois. - Ela já ia se encaminhando pra sair quando eu intervenho. 

-Tudo bem, não ligo se ficar. Também não vou demorar muito aqui. -  Seu olhar tinha certa relutância, mas parece que minhas palavras a convenceram a ficar. Com a cabeça baixa se senta perto a margem com os pés dentro da água, talvez ainda triste com o acontecimento anterior. 

-Teremos outras oportunidades! - Falo tentando anima-la. 

-Sim, teremos. - Ela responde tentando transparecer firmeza. 

-Vou sair para que você fique à-vontade. -Tento me apressar na minha limpeza e deixar o riacho livre para ela. 

-Não precisa sair por minha causa.  É sério, não tem problema. - Ela fala enquanto se levanta para entrar também na água.  

-Tomaria banho com o vestido, mas estou com muito calor.- Percebo que ela puxa o zíper na parte de trás de seu vestido e começa a tirá-lo e logo percebe que meus olhos ainda estão sobre ela e diz. 

-Pra não ficar estranho é só não ficar me encarando.   

-Desculpa. - Viro o olhar desconcertado. Depois ela tira completamente sua roupa ficando de calcinha e sutiã. 

- Apenas finja que eu estou de biquíni, está bem? - Fala com humor no comentário.  

-Claro. - Estava tão atordoado que mal consegui responder. Elizabeth tem um corpo incrível, seios e curvas... Vê-la assim é uma tortura. Reparar no corpo dela devia ser a última coisa em minha mente agora, mas é só no que eu consigo pensar.  

 

 

Elizabeth keen; 

 

     Estamos tomando balho no riacho e estou apenas de lingerie ao lado de Donald. Liguei o dane-se. Achar isso estranho já não faz a menor diferença. Somos sobreviventes aqui, nesse mundo selvagem a civilidade é deixada de lado. E também não é como se eu estivesse seminua ao lado de um estranho. É só o Donald. 

   Ficamos na água por um tempo refrescando do clima extremamente abafado que está hoje e dividimos o sabonete e o shampoo. Ele está me contando sobre como podemos fazer alguma armadinha pra conseguir alimento quando um pouco do shampoo caí em seu olho, ele imediatamente leva a mãos aos olhos. 

-Aí. - Resmunga fazendo uma careta. 

Rapidamente me aproximo e levo um pouco de água em minhas mãos para lavar seus olhos. Minhas mãos deslizam pelo seu maxilar, sentindo sua barba por fazer. 

-Você está bem? - Pergunto não contendo uma risada. 

-Agora estou, obrigado. - Responde parecendo agora mais aliviado do ardo. -Você realmente está rindo de mim?! Que maldade. - Comenta também rindo. 

-É que você ficou muito engraçado. 

-Ah, rindo da desgraça alheia, não é?- Fala em tom de brincadeira. Depois de alguns risos voltamos a ficar sérios, talvez nos lembrando que perdemos uma oportunidade de salvação e que estamos ferrados aqui, continuamos nos refrescando na água sem continuar a conversa.  

-Elizabeth. - Ele rompe o silêncio, meus olhos rapidamente encontram os seus. -Sei que está com medo.- Ele parece ter conseguido ler meu olhar. 

-O quê? 

-Medo de não nos encontrarem. De ficar aqui. Você se mostra durona, mas tudo bem ter medo. - Fico surpresa com esse comentário, não esperava. 

-É. Eu tenho medo. - Falo admitindo. 

-Eu também tenho. – Suspiro. - Só quero te dizer que não vamos desistir facilmente e que fico feliz de estar aqui comigo. 

-Também fico feliz que seja você...- Mantenho-me de encontro a ele e prossigo a falar. - E tem razão. Vamos conseguir sair daqui... Eu realmente não sei o porquê disso está me afetando tanto, acho que só quero mais tempo pra mudar a merda da minha vida...- Não aguento e deixo escapar algumas lágrimas, quando abaixo a cabeça na tentativa inútil de desfaçar meus sentimentos e Donald me surpreende com um abraço. 

-Vamos conseguir. - Fala enquanto faz carinho em minhas costas. Choro sobre seu peito. Sua voz e sentir sua pele me confortava 

 Depois novamente olha em meus olhos e continua a falar. - Nunca esconda seus sentimentos, eles fazem parte de você. Não te fazem mais fraca. - Com os dedos enxuga minhas lagrimas-Não sabe do que é capaz. Você é a pessoa mais forte que conheço. -  Com a água acima de nossas cinturas, abraçados nossos rostos ganham tamanha proximidade que meu olhar automaticamente desliza sobre seu queixo e boca, sem pensar muito beijo sua bochecha para retribuir toda sua consideração por mim, porém parece haver um campo magnético que me faz querer juntar nossos lábios, todos os motivos que tenho pra tentar resistir se sucumbem de mim instantaneamente e quando menos percebo nossas bocas se juntam e um beijo se inicia. Ele retribui imediatamente puxando meu corpo contra o dele, interrompe meus lábios para beijar meu pescoço o que me faz arfar. Parecia que eu estava preste a pegar fogo, onde a menor das faíscas poderia me fazer entrar em combustão e Donald com certeza era meu combustível.  

 



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