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História Keep calm and Awooo on - Capítulo 19


Escrita por:


Notas do Autor


ღ Oiiii, turu bom?

ღ Aqui estou eu com mais um capítulo novo para vocês.

ღ Gente, todos já devem saber que a maioria das minhas fanfics são sem POV, por isso, eu coloco músicas como narração dos capítulos. Porém, Keep calm and Awooo on é uma das fanfics que escrevo com POV e, como eu queria colocar uma música no capítulo, eu tive que colocá-la de um jeito um pouco diferente, entendem? Então falem o que vocês acham desse novo jeito que coloquei a música do capítulo.

ღ A música desse capítulo é a música On My Own de Teen Beach Movie 2, quem canta ela é o Ross Lynch, ok? (Se alguém falar que não conhece o Ross, vou dar um soco.... Mentira aqui é paz e amor🤣✌🏻)

ღ Bom, espero que gostem deste capítulo, pois eu simplesmente amei ele.

ღ Perdoem por qualquer erro. Boa leitura!

Capítulo 19 - So hard to say goodbye...


Ross Lynch's Song - On My Own

It almost feels like it was just a dream

All these memories of you and me

Blown away in the summer breeze

It almost feels like we just never were

All the time we spent was just a blur

Now it's just me and a melody


So what am I supposed to do?

'Cause all these plans we made in the sand are through


Without you, I'm on my own

Am I gonna be alone?

And if it's only me, myself and I

Will I be fine?

So far from home

And I just don't know

Am I gonna make it?

Brave enough to take this road

Out on my own...



┅┉┄•ୁ❃ೣೇೄৎ୭ୁ•❃ೣ┄┉┅ 

P.O.V Evie


Fazia alguns minutos que Mal retornara ao Wolf’s Den junto de Willa, Wyatt e Hadie. A poucos minutos eu, o resto do bando e os zombies havíamos entrado no porão para o início das nossas aulas entediantes desse dia que já começara terrível. Eu como sempre, sendo uma amiga muito preocupada, não conseguia me concentrar em absolutamente nada. Mal é minha melhor amiga e essa situação com a mãe dela me deixa tão triste quanto ela. É um saco ter que estar aqui na escola enquanto ela está lá com a mãe dela. Isso não é justo. Queria eu estar lá junto dela. Apoiando-a nesse momento difícil. Dando um ombro amigo. Têm àquele antigo ditado o qual minha mãe dissera várias vezes ao meu pai: Os durões são os mais sensíveis. Isso realmente define a Mal. Ela se faz de durona, mas na realidade é muito mais sensível do que podemos imaginar. Sei que agora ela está se fazendo de durona, tentando não demonstrar o que sente diante desta situação, quando na verdade, está desmoronando por dentro e o caos está formando-se dentro de si. Poucas pessoas já viram ela chorar, eu obviamente não estou inclusa entres tais já que, quando ela precisa desabafar, ou faz isso comigo, ou com Carlos ou com Willa e Wyatt, com ninguém mais e ninguém menos. A maioria das vezes ela tenta guardar tudo para ela. Mas isso é extremamente pior. Sei muito bem disso. Quando meu pai, Liam morreu porque o colar dele havia completamente descarregado e a doença estava muito agravada, eu guardei tudo para mim, mas realmente foi muito pior. Pelo menos eu e Mal somos amigas desde sempre e, na época, eu pude desabafar com ela e isso me fez muito bem. Agora era a vez dela. Mas rezo para que Thaila não passe desta para melhor. Mal ficaria tão arrasada…

Fui tirada dos meus devaneios ao trombar com alguém nos estreitos corredores do porão. Eu e essa pessoa caímos no chão e, aparentemente os livros que a pessoa trazia também caíram no chão. Involuntariamente, ajoelhei-me ajudando a tal pessoa recolher seus livros, os quais haviam caído no chão. Até o momento eu não sabia quem era essa pessoa e também não sabia o porquê de estar ajudando, sendo que isso era uma das coisas que fui ensinada a nunca fazer. Mas parece que tais ensinamentos simplesmente desapareceram agora.


— Nedzny.. – Murmurou a tal pessoa depois de longos segundos e eu imediatamente arregalei os olhos.


No mesmo instante levantei meu olhar e acabei por dar de cara com zombie de cabelos “tigelinha” num tom esverdeado — como todos os outros zombies —, ele usava óculos de grau e suas roupas eram nos tons verde, azul e cinza. Ele levantou o rosto e nossos olhares acabaram se encontrando. E nossa, como aqueles olhos azuis eram lindos…. espera, Evie! Você acabou de dizer que os olhos dele são lindos? Ele é um zombie! É um inimigo! Cai na real sua idiota!


— Você?? – Eu perguntei, levantando a sobrancelha, eu tinha visto ele entrar na sala alguns minutos atrás, como ele já estava aqui?


— Guz?? – Ele devolveu a pergunta. Me esforcei para lembrar o nome dele, mas estava realmente difícil. Será que era Diggle? Ou apenas Dig? Talvez Dog? Mas Dog não é cachorro? Ah, o nome dele não importa agora. – Nyze zijn ge dogo? – Ele perguntou, levantando a sobrancelha, conforme eu continuei a reunir os livros.


— Por que estou ajudando você? – Repeti o que ele disse, agora ele havia me pegado desprevenida. – É…. Deixa eu te ajudar e pronto, ué… – Eu dei de ombros e rapidamente desviei o olhar do dele, só para não dar a entender que eu não sabia o que dizer — mas essa era a verdade, eu não sabia o que dizer.


Ele apenas me lançou um pequeno sorriso e foi involuntário não retribuir o gesto. Ajudei-o a recolher o restante dos livros e acabamos nos levantando juntos. Ele me encarou por alguns segundos e, para evitar o constrangimento, apenas entreguei os livros há ele.


— Ga zar. – Ele agradeceu, pegando os livros que estavam comigo, meio desajeitadamente.


— De nada. – Eu simplesmente respondi, agradecendo mentalmente pelo resto do bando já estar na "sala", seria constrangedor se eles vissem-me sendo gentil com um zombie e Jay, como sempre puxa saco, iria fofocar para Mal. O jeito que ele era o braço direito dela me irritava, já que ele sempre ia contar à ela tudo o que acontecia em sua ausência.


— Guz znak graten Zomza Tonza? – Ele me perguntou, seu tom de voz demonstrava confusão mas curiosidade, soltei uma pequena risada, era claro que ele estava confuso. Onde já se viu uma lobisomem entender o Zombie Tongue?


— Meu pai me ensinou quando eu era criança. Era algo que minha mãe achava desnecessário, mas eu gostava. – Respondi e dei de ombros, enquanto sorria nostálgica com a lembrança. Meu pai era um bom homem. É uma pena que ele não pode ver quem eu me tornei.


— Za. – Ele assentiu em compreensão e sorriu de volta. – Dobala. – Ele se apresentou. Oh, o nome dele é Doug. Como eu pude me esquecer? O mesmo esticou a mão, cumprimentando-me.


— Evie. – Me apresentei, com um certo receio, mas ainda então o cumprimentei com um aperto de mão.


Neste momento, não entendo o porquê, mas meu coração acelerou e Doug ficou um pouco corado — e olha que eu nem sabia que era possível um zombie corar, mas existe uma primeira vez para tudo, certo? —, acabei sorrindo divertidamente pelo constrangimento dele. Não sei porque, mas achei ele um tanto fofo, embora isso seja errado já que nossas espécies são inimigas mortais (por assim dizer) mas, neste momento, isso não me importava.



──────◖⃪፞ 𖣢⃟⃘⬥̟፝۫۫۫۫͜໑🌑໑፝፞፞፞፞፞፞۫۫۫۫͜⬥⃟⃘̟𖣢 ⃪፞◗──────

P.O.V Mal


Eu olhava o céus gradualmente escurecer conforme eu andava pela floresta, o sol que raiava com extrema magnitude a minutos atrás fora coberto pelas muitas nuvens de chuva que cobriram o céu por completo. Um temporal estava próximo, isso era fato e, pela minha experiência, se não chegarmos no Wolf’s Den antes da chuva e fecharmos todas as entradas para evitar a água, isso prejudicará ainda mais os doentes.Essa é uma das razões pelas quais precisamos chegar logo ao Den.

Estranhamente, ouvi um… ronco, que quebrou o silêncio instalado entre mim e meus primos. Olhei para meus braços e acabei por perceber que o pequeno Hadie dormia tranquilamente. Normalmente isso não era do feitio dele, já que esse menino tem sempre energia de sobra. Mas como a doença afeta mais as crianças e os idosos, o pequeno Haddy deveria estar extremamente cansado. Aconcheguei-o um pouco mais em meus braços, encostando sua cabeça em meu ombro e, abaixei-me um pouco, entrando na caverna a qual dava entrada para o Den.

Em poucos minutos eu e meus primos já estávamos dentro do Den, onde alguns membros das equipes de caças se apressavam em fechar as entradas para evitar a chuva, enquanto algumas das mulheres do grupo pegavam ingredientes para o preparo de alguma sopa, provavelmente para os doentes.


— Se quiser, posso levá-lo a um lugar para descansar. – Winona apareceu à passos lentos.


Winona. Um membro bastante antiga da nossa matilha. Desde que eu a conheça, sempre se esforçou em ajudar em tudo que podia. Normalmente, ela ajuda a cuidar das crianças do bando e, é quem faz e rotoca nossas marcas todo dia.


Eu simplesmente assenti, passando Hadie para os braços dela com cuidado. Ela sorriu, antes de se afastar com ele nos braços, indo em direção a uma das salas das crianças. Assim, olhei para a enfermaria, onde membros da matilha entravam e saíam apressadamente. Juntei o que me restava de coragem e caminhei até lá. A cada passo que eu dava, um membro do bando parava para me encarar. Claro, era a primeira vez que a mãe da Alfa se encontrava na enfermaria, o que mais eu podia esperar? Mas honestamente, minha vontade era gritar com todos. Sei que é errado, mas sinto que preciso descontar minha raiva em alguém, antes que eu mesma exploda.


Passei pelas portas da enfermaria. Lá dentro estava muito mais agitado do que lá fora, isso era fato. Eu não costumo entrar muito na enfermaria e muito menos na ala dos idosos — é mofado e velho, cheira a suor e papel úmido — mas hoje infelizmente tenho um bom motivo e os outros devem estar sentindo isso, porque no momento em que entrei na ala dos idosos, todos praticamente acabam seja lá o que estavam fazendo, deixando eu e minha mãe, que se encontrava numa velha cama com uma bolsa de água quente na cabeça, sozinhas. 


— Mãe..? – Eu chamei, vendo-a abrir os olhos. Acabei por interromper minha própria frase. Minha voz estava muito embargada.


Os olhos de minha mãe passam por cima de mim, ela parecia me analisar. Ela aperta a própria mandíbula e se senta encosta-se na cama.


— Não deveria estar na escola, atrás de informações da Pedra da Lua? – Perguntou minha mãe, levantando a sobrancelha. Sua voz estava fraca tamanho seu cansaço.


— E deixar você aqui sozinha? Nem sonhando. – Respondi, dando um sorriso triste. Caminhei até uma estante próxima, colocando um pouco de chá de ervas num copo de barro, entregando o mesmo para minha mãe, antes de puxar uma cadeira e me sentar ao seu lado. – A senhora está bem?


— Isso não importa. – Minha mãe respondeu, antes de tomar um gole do chá. – Você está bem, querida? – Ela devolveu-me a pergunta. Apenas a encarei, em silêncio e pude vê-la suspirar. – Eu estou bem, Malia. – Ela disse, dando-se por vencida.


— Não. A senhora não está bem, mãe. – Eu respondi, minha voz estava mais embargada ainda. Minha visão começou a ficar embaçada conforme meus olhos se enchiam de lágrimas, as quais eu não permitia que caíssem. Rapidamente desviei o olhar. Não poderia chorar. Pelo menos não na frente dela.


— Mal. – Minha mãe chamou-me, mas não consegui olhá-la. Por isso, apenas balancei a cabeça, indicando que estava ouvindo. – Sei que você é uma… jovem, mais complicada do que as outras e do que seu irmão, uma coisa orgulhosa, por isso se recusa a chorar na minha frente, mas eu sou sua mãe. Já lhe vi chorar várias vezes e, isso não é uma demonstração de fraqueza, eu lhe garanto. – Sua voz era calma, como sempre. Talvez isso fosse um dom dela. – Olhe para mim, Mal.. – Ela pediu com delicadeza.


Eu suspirei, passando as costas das mãos em meu rosto, tentando disfarçar as lágrimas que desceram involuntariamente. Virei meu rosto, a encarando e um sorriso abriu-se no rosto dela.


Ela me observou com um suspirou: — Sei que a sua força é melhor demonstrada pela ação, não pelas palavras. Mas preciso que me diga. – Ela segurou um dê minhas mãos. – Vocês não encontraram outro colar, né?


Minha cabeça doía com tal pergunta. A dor que sentia em meu peito era enorme. Sei que havia uma única solução. Mas ela aceitaria? Ela é tão teimosa. Isso seria muito complicado e o pior. Já não tínhamos muito tempo.


Apenas desviei o olhar, pude ouvir seu longo suspiro.


— Então vocês não encontraram mesmo. – Ela disse, tirando sua própria conclusão, que de uma forma ou de outra, ainda estava certa.


— Mas… eu acho que há uma solução.. – Eu murmurei e, com o canto dos olhos, vi ela levantar a sobrancelha em confusão. – A senhora pode… ficar com o meu colar por um tempo, até que….


— Não! Mal! – Minha mãe respondeu de imediato, interrompendo a minha frase. – Eu nunca aceitaria isso.


— Mãe, por favor…


— Seus irmãos não podem te perder, Mal. – Ela interrompeu minha frase mais uma vez.


— E eu não posso te perder! – Respondi, exaltando-me. – Meu pai já me abandonou. Agora perder você? Eu… não aguentaria isso, mãe.. – As lágrimas se acomulavam novamente em meus olhos. – Eu não posso te perder, mãe… não posso. – Eu sussurrei a última declaração. A esse ponto, lágrimas já molhavam meu rosto. Fui obrigada a fechar meus olhos com força para evitar que mais lágrimas caíssem.


Senti a mão de minha mãe deslizar pelo meu rosto, secando minha lágrimas com delicadeza.


— Mal. É mais fácil para uma filha enterrar sua mãe do que para uma mãe enterrar sua filha. Se eu aceitar o seu colar, você é quem morre. E sem você eu não vivo. Porque, meu mundo é você. – Ela sussurrou, abri os olhos, vendo que a mesma estava sorrindo.


— Isso não é justo. – Eu sussurrei de volta.


— A vida não é justa, querida. – O sorriso dela apenas aumentou. – Não podemos mudar o curso da vida. Então, permita-me passar meus últimos momentos com você, Mal..


Eu a encarei, não conseguia dizer nada. Nem uma palavra sequer. Por isso, apenas balancei a cabeça, assentindo contra minha vontade e ela me puxou, abraçando-me com força. Retribui o gesto conforme encostava a cabeça em seu ombro. Isso não era justo. Não era. Porque esse tipo de coisa tinha que acontecer comigo? Eu teria que… vê-la morrer, sem fazer nada?.. Isso era uma injustiça!..



━━━━━━ • 👑 • ━━━━━━

P.O.V Ben


Nem sequer me dei o trabalho de conter minha felicidade. Hoje era o dia em que a mudança iria começar. A Diretora Lee falou que hoje teria a primeira competição de R.O.A.R. e disse que, como se fosse um incentivo a mais para mim e Harry, iria finalmente deixar a gente almoçar no refeitório junto com os humanos. Isso não é demais? Isso aí, esse é o poder da evolução! E ela estava acontecendo graças a quem? Isso mesmo. Graças a esse zombie bonitão que está aqui. Os outros zombies e os lobisomens nem precisam me agradecer por isso… mentira, queria muito que eles me agradecessem.

O sinal do intervalo já havia tocado. Agora um membro da Patrulha Zombie and Werewolves nos guiou pelos corredores, até ficarmos de frente a uma porta de aço. Ele deu três batidas nela e outro membro da Patrulha a abriu, dando visão ao refeitório. Ele era limpo e organizado, como eu sempre imaginei e… Santo Z! Ele tinha um cheiro tão bom! Eu estou realmente encantado com isso! 

Todos nós ouvimos um barulho alto, antes da voz da Diretora Lee soar pelos altos falantes.


“Olá, estudantes. Aqui é a Diretora Lee. Como já devem estar cientes, os estudantes Zombies e Lobisomens agora tem permissão para comer no refeitório. Então acostumem-se!”


Um sorriso cresce em meus lábios ao ouvir o anúncio, mas vários murmúrios dos humanos davam para ser ouvidos. Mas nem isso foi capaz de acabar com a minha alegria.

Eu fui o primeiro a passar pela porta. Sendo seguido pelos outros zombies. Olhei para trás, vendo que, de má vontade, os lobisomens também seguiam Carlos e Evie para dentro do refeitório. Foi aí que minha ficha caiu. Onde Mal estava? Ela não estava na sala também? Como eu não notei isso antes? Com certeza alguma coisa aconteceu.


— Um refeitório humano, nossa Ben, que conquista. – Uma murmurou para mim com deboche, tirando-me de meus pensamentos conforme me dava um soco no ombro.


Ignorei seu comentário e segui andando. Conforme a gente passava, ouvíamos coisas como: “sai pra lá!”, “vaza!” ou “cai fora aberração!” tanto eu quanto os outros tentamos ignorar tais frases de mal gosto e seguimos nosso caminho até onde haviam quatro mesas vazias. E pelas instruções que recebemos, duas delas eram para a gente e duas delas eram para os lobisomens. Olhei para trás, vendo que todos nos encaravam, mas surpreendentemente, vi Harry olhar para Audrey que sorriu para ele e o mesmo retribuiu o gesto. Eu próprio deixei um risinho bobo escapar antes de seguir meus amigos até a cantina.

Aparentemente, nossa comida permaneceu a mesma do porão; uma torrada com manteiga de amendoim e um copo de água. Não é ruim. Mas que bom que Doug sempre trazia lanches de casa para compartilhar conosco.

Eu e os outros zombies nos servimos e fomos em direção às nossas mesas.


— Duas mesas para que possamos chamar de “nossa” no canto mais escuro. Com luz fluorescente barata e ainda por cima perto do lixo. – Lonnie disse, em pé ao meu lado, de frente para nossas mesas.


— Sim. Isto é perfeito! – Respondi, sentando ao lado dos outros assim como Lonnie. – Nada tão distante para quem sonha grande. – Falei, pegando um sanduíche que Doug jogou para mim.


Olhei para o lado, vendo que os lobisomens apenas pegaram seu almoço e se sentaram, sem dizer uma palavra sequer. Não sei porque. Mas eles me aparentam estar tão distantes. O que será que estava acontecendo? Há, quer saber? Isso também não é da minha conta. Seja o que for, eu sei que eles resolverão o problema, então é melhor eu ficar de fora. Melhor seguir outro ditado que meu pai sempre diz: Nunca meta o nariz onde não é chamado. Eu sempre ignorei isso. Mas acho que vou seguir esse ditado pelo menos uma vez. Ou seja, agora mesmo, não?



───────•••───────

Narradora


A enfermaria estava vazia, a única pessoa que continuava lá era Mal, que se recusou sair do lado da mãe. Thalia disse que queria passar os últimos momentos com a filha e assim seria. Do lado de fora, a chuva caía intensamente, sendo acompanhada de trovões e raios que cortavam o ar a cada minuto.

De repente tudo congela e, em um momento, Thalia está rindo da impressão de Mal sobre seu irmão Carlos, o sorriso de Mal, uma coisa rara que divide todo o rosto e o deixa brilhante como o estrelam eles mesmos —- e então o colar de Thalia explode e um estranho toque soa em seus ouvidos e de repente ela está olhando para o chão e ofegando, não conseguindo respirar.


— Mãe? – A voz de Mal treme. Ela se abaixa, a mão no ombro dela, e a puxa para cima. Os olhos de Mal quase estavam lacrimejando — ela é perceptiva. Ela sabe o que isso significa. Mas logo ela apenas estavam... a olhando, distante, silenciosa com certeza com o caos manifestando-se dentro de si.


— Sinto muito. – Thalia sussurra para a filha, ainda sem fôlego. Seu peito dói. Os olhos dela lacrimejam. Ela se levanta com Mal ao seu lado. Ela coloca a mãe na cama e se senta no parapeito, olhando fixamente para o chão, a cabeça entre as mãos, e não há nada que Thalia possa fazer a não ser rezar para que ela tenha forças para seguir em frente. 


Ela já teve que fazer isso uma vez.


Thalia desejava poder prolongar seus últimos momentos em semanas, meses, talvez, mas a verdade é que sua hora havia chegado. Não podia evitar isso. Isso era inevitável.


O coração de Thalia dói quando ela pensa em Mal — como sua filha tenta ser tão forte e como ela consegue aos olhos de todos, menos com ela mesma, como ela luta para conter as lágrimas, mas como Thalia pode dizer que está desesperada na maneira como seu olhar permanece, em como seus olhos beliscam os cantos e a água antes que ela pisque as lágrimas.


— Mal.. – Thalia chamou baixo, quase como se não tivesse mais forças. Ela ouviu a filha fungar, antes de se virar para ela. Os olhos e nariz dela estavam vermelhos. Uma das coisas que fez o coração daquela mãe se partir novamente. Ela segurou com força as mãos da filha. – Eu… te amo. – Ela sussurrou. – Por favor… prometa cuidar dos seus irmão para mim… – Pediu ela, as lágrimas escorriam pelo seu próprio rosto. Mal permaneceu em silêncio, tendo uma luta interna dentro de si própria, algo que estava a destruindo. – Prometa…


— Eu prometo, mãe. – Mal sussurrou depois de longos segundos encarando a mãe.


— Não… – Sua mãe sussurrou, apertando suas mãos. – Não apenas Carlos e Hadie, mas… também o…. Julian…. – O nome saiu como um sussurro quase inaudível, quase que Mal não ouvira o nome.


— Quem? – A Alfa perguntou entre as fungadas para conter o choro. Quem era Julian? Porque ela devia cuidar dele? E como ela faria isso sendo que nem o conhece?


— Eu te amo… filha… – Sussurrou Thalia, tossindo fortemente. Seu colar brilhou fortemente, antes de explodir de novo e Mal ouviu a mãe soltar um suspiro, antes de sua cabeça tombar pro lado e as mãos da mais velha soltarem as suas.


O coração da alfa disparou. No mesmo instante verificou os batimentos cardíacos da mais velha. As lágrimas escorreram involuntariamente pelo seu rosto quando ela viu que a mãe não tinha mais pulsação. Ela estava morta..


— Não. Não. Não. Mãe, olha para mim! – Mal pediu desesperada. Seu coração estava apertado. A mulher não respondeu. A alfa não queria acreditar no que estava acontecendo. – Mãe… – Uma lágrima cai do olho de Mal. E depois outra. E mais outra. E quando ela percebe, ela já estava chorando. Ela já não continha as lágrimas. – Eu também te amo… – Sussurrou.


Ela queria que sua mãe fosse capaz de ouvir isso. Mas era tarde demais. Ela poderia ter dito isso antes, mas não disse. Mas agora era tarde demais para lamentar o que ela não fez, e aprender que o perdão não é deixado para o dia seguinte. Ela lutou para conter as lágrimas e se inclinou, deixando um beijo na testa gélida da mãe sem vida.


— Eu te amo… – Ela sussurrou baixo. Soltando devagar as mãos da mãe e se afastando a passos lentos.


Ela enxugou o rosto com as costas das mãos. Evitou olhar para trás. Aquilo seria muito mais doloroso do que já estava sendo.


“Onde a Mal está?” – Mal ouviu a voz de Carlos ao se aproximar da porta da enfermaria.


“Com a mãe dela lá dentro.” – Wyatt foi quem respondeu.


“Thalia está bem?” – A pergunta veio de Evie.


“Não sabemos. Resolvemos deixar Mal e a mãe sozinhas.” – Era a voz de Willa.


Mal puxou o capuz da jaqueta e de cabeça baixa — para que não percebessem que ela estava chorando — abriu a porta. Todos que estavam ali (ou seja; Evie, Jay, Carlos, Harry, Willa e Wyatt) olharam para ela. A mesma ignorou isso e passou por eles — chegou a esbarrar seu primo e quase derrubá-lo por sua pressa. Passando pelo centro do Den, que já era encharcado pela chuva, a passos rápidos. As gotas geladas caíam em seu rosto. Mas isso não importou para ela. Ela só queria ficar o mais longe dali por momento.


— Mal! – Carlos gritou, após ajudar seu primo se equilibrar, mas foi em vão, sua irmã o ignorou por completo.


— Ah não. – Willa murmurou quando entendeu o que possivelmente estava acontecendo.


Ela e Wyatt se entreolharam, antes de entrar correndo na enfermaria, sendo seguidos pelos mais novos. Eles pararam na frente da cama onde Thalia estavam. Todos com os olhos arregalados. Carlos foi quem correu e checou os pulsos dela.


— Está… morta… – Sussurrou o Beta, olhando para os demais.


Evie colocou a mão sobre a boca. Tinha sido doloroso para ela saber que seu pai havia morrido. Mas ela não o viu morrer, já que o mesmo amanheceu morto. Mas Mal assistiu a mãe morrer. Ela deve estar arrasada, Pensava Evie.


— Temos que encontrá-la. Mal deve estar muito abalada. – Sussurrou Evie.


— Não. – Willa respondeu, deixando os mais novos confusos. – Eu sei pelo que ela está passando, pode apostar, é melhor deixar ela um pouquinho só. – Disse e seu irmão gêmeo assentiu em concordância.



...And maybe I'm falling on my face

Or maybe I'm landing in my place

And maybe we're a million miles apart

Or maybe we're standing heart to heart

But no matter what, I'm walking right off this stage

And never looking back, looking back to yesterday

No way

No way


I'm on my own, yeah, yeah, yeah

As long as I got me, myself and I

I'm doing fine

So far from home

But now I know that I am gonna make it

Brave enough to take this road

Out on my own


It almost feels like it was just a dream

All these memories of you and me


Notas Finais


ღ Thalia tá mortinha, tururu.
ღ Quem será que é Julian?
ღ O que será que deu no Ben para não ir ver o que os lobisomens tem?

ღ Mano, acabei de perceber que sou PÉSSIMA escrevendo cenas tristes! Mas é a vida, né?🤣 Perdoem-me caso eu tenha deixado a morte da Thalia uma mierda💩

ღ Mas o que vocês acharam desse capítulo?

ღ Ficou bom? Ficou ruim? Deixem suas opiniões nos comentários, ficarei feliz em lê-las ^-^


➤ Tradução do Zombie Tongue

→Nedzny – Eu sinto muito

→Guz? Nyze zijn ge dogo? – Você? Porque está me ajudando?
→Ga zar – Obrigado

→Guz znak graten Zomza Tonza? – Você sabe falar Zombie Tongue?

→Za – Entendi

→Dobala – Doug


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