História Keep Me From You - Capítulo 22


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Charlotte, Debrah, Iris, Leigh, Li, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Personagens Originais, Priya, Rosalya, Viktor Chavalier, Violette
Tags Aliel, Amor Doce, Castiel, Coréia, França
Visualizações 133
Palavras 2.420
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


YOyoYo!
Tudo bom, bbs? Como vocês estão?
Eu to bem mais ou menos, aqui vai a atualização da minha vida:
- Não postei nada no restante do mês passado porque estava tendo várias provas toda maldita semana.
- Reprovei em cálculo e GA, então nem pra estudar sirvo.
- MAS passei em física, ainda não sei como.
- AGORA ESTOU DE FÉRIAS UHUUU!
Então, aqui vai o capítulo novo, que foi escrito logo depois que postei o passado mas eu não conseguia terminar ele, dei umas alteradas e finalmente fiquei contente.
TUDO TEM UM PORQUÊ!!!!!
Aproveitem ~~~

Capítulo 22 - Percepções


No último capítulo, os amigos de Dylan, Armin e Alexy, Castiel e Viktor se reuniram na casa de Alice para o aniversário de Dylan. Castiel e Viktor não se deram muito bem, deixando Alice desconfortável, até que ela recebe uma ligação de sua mãe que a deixa muito abalada, sobrando para Castiel conforta-la.

 

— Não pense nisso agora.

Era isso que eu queria, mas não era o que acontecia. É muito difícil ignorar situações em que você não vê nenhuma luz no fim do túnel, ou seja, você fica perdida e sem esperança, tentando chegar a uma solução ou uma rota de fuga. Porém no meu caso eu precisava de uma solução, porque tudo isso só está acontecendo por eu ter usado uma rota de fuga.

Se nem a distância ou o tempo resolvem, o que resolveria?

As lágrimas não paravam de cair, por mais que eu tentasse parar. Nunca fui de chorar, sempre aguentei as coisas quieta e sem expressão, mas acho que depois de todos esses anos minha capacidade foi enferrujando. Uma vez li em um livro que imaginar os sentimentos como algo material e pensar em tranca-los em algum lugar é uma forma de se controlar, então foi isso que eu fiz. Tranquei tudo dentro de um baú, eu precisava me recompor. Me distanciei de Castiel e respirei fundo, limpei as lágrimas e dei o meu melhor para ficar mais "leve". Abri um sorrisinho.

— Estou bem — Minha voz saiu fraca, limpei a garganta.

Encarar uma luz me ajudava a não chorar, então me concentrei na lâmpada perto de nós. Castiel não me soltou, ele me encarava e a preocupação irradiava dele.

— Você não parece bem.

— Mas estou.

Ele envolveu meu rosto com as mãos e me fez olhar para ele. Tentei ao máximo não fazer contato visual.

— Quanto mais você guardar, mais doloroso vai ser.

Discordei com a cabeça.

— É melhor ninguém saber.

— Duas cabeças pensam melhor que uma.

— Faço isso há muito tempo, posso continuar sozinha — Falei, determinada.

— Mas não precisa. Eu quero ajudar.

— Você não sabe--

— Claro que não sei, você não me conta nada — Ele não falava com agressividade, mas senti a raiva contida em sua voz. — Você sofre sozinha.

Eu estava em um estado delicado, então entrei em modo defensivo.

— Eu não "sofro".

— Não há nada de errado em ser fraco as vezes.

— Eu não sou fraca!

Ele suspirou, me olhando com cuidado.

— Claro que não, mas todos temos nossos momentos vulneráveis.

— Certamente, mas esse não é o meu.

Ele revirou os olhos. ELE REVIROU OS OLHOS. Então falou:

— Da para parar de fazer isso? Não está ajudando.

Estreitei os olhos.

— Fazendo o que? Dizendo a verdade?

— Se fazendo de durona e sendo teimosa.

O botão defensivo, a longo prazo, ativava o agressivo também.

— Ah, me poupe, Castiel. Há cinco minutos você estava agindo feito um babaca com ciúmes de uma mim, sendo que a gente nem namora, agora está aqui dando conselhos como se me conhecesse há anos. Se coloque no seu lugar.

Me arrependi ao terminar a frase. Ele me soltou e começou a se afastar.

— Merda. Castiel, espere...

— Não é à toa que você é sozinha, você é nociva com qualquer um que se preocupa minimamente com você. Se é assim que você prefere, eu to fora.

Eu estava tão cansada emocionalmente que não conseguia pensar, me sentei nos degraus do prédio e abaixei a cabeça, tentando inutilmente relaxar. O que eu faria para evitar a minha mãe? Eu deveria evita-la? Deveria perdoa-la? Devia fugir novamente, mas para onde eu iria? Minha cabeça latejava, senti meus dedos doerem de frio, minhas pernas não cooperavam comigo. Até que senti algo pesado e macio me envolver, era quentinho e fofo. Olhei para cima esperando ser Castiel ou mesmo um dos meninos, mas foi mil vezes melhor.

Era Rosa.

Ela estava linda como sempre, mas sua expressão denunciava sua preocupação. Rosa vestia meia-calça preta e botas da mesma cor até o joelho, em vestido roxo escuro de mangas cumpridas e feito de lã exaltava suas curvas. Os longos cabelos estavam traçados e ela tentava em vão sorrir para mim. Levantei imediatamente e a abracei. Naquele momento, ela era minha âncora, a única coisa que me mantinha ali. Ela me apertou forte.

— Estou aqui, se acalme — Ela tinha um tom triste.

As lágrimas voltaram e meu esforço anterior foi para o buraco. Apertei-a mais e mais, como se eu não acreditasse que ela estivesse ali. Rosa afagou minha cabeça e se afastou para ver meu rosto, limpando minhas lágrimas.

— Estava com tanta saudade assim? Já estou aqui, não precisa mais chorar.

Eu ri um pouquinho. Esse era o traço que eu adorava em Rosa: ela se preocupava, ajudava, mas fazia isso tudo sem pressionar ou requerer uma explicação. Ela fazia as coisas por acreditar na pessoa, talvez por isso e me sentia muito confortável com ela.

— Muito. Por que demorou tanto?

— Não queria arriscar o plano.

Suspirei, percebendo algo.

— Acho que o plano foi por água-baixo.

Ela franziu o cenho.

— Como assim?

— Bem, a figura principal acabou de me dar um ultimato e foi embora. Então não temos mais um propósito.

Ela negou a cabeça.

— Está falando de Castiel? Encontrei ele antes de chegar, ele parecia mal — Desviei os olhos, constrangida e preocupada. Então eu não era a única. — Mas você tem que lembrar que não estou fazendo isso por ele. Estou fazendo isso por você. Ainda mais, ninguém vai desistir quando eu finalmente consigo algo crucial para o plano.

Arregalei os olhos, surpresa.

— É sério?

— Seríssimo, mas vamos entrar, as paredes têm ouvidos.

Foi difícil prosseguir a noite como se nada tivesse acontecido. Antes de entrar dei meu melhor para tirar a cara de choro e ficar "alegre", mas só depois de um bom tempo que consegui me recuperar. Não comentei sobre o ocorrido, claro, tinha muita gente que não tinha nada a ver e não se interessaria pelo assunto. Só bem mais tarde, quando as mães vieram buscar as crianças, Armin foi para casa jogar e Viktor teve que terminar os afazeres da padaria, que sentei para conversar com Rosalya e Alexy.

Rosa rinha recém voltado do mercado, trazendo vinho — por sinal um ótimo vinho — e Alexy tinha arrumado a sala para deixa-la mais confortável: tirou a mesa de centro, estendeu sobre o tapete um amontoado de cobertas e rodeou-as com almofadas. Coloquei Dylan para dormir e liguei um filme qualquer para ser a "música de fundo" da nossa conversa.

Rosalya foi a primeira a falar.

— Você quer falar sobre o que aconteceu?

Suspirei e tomei um longo gole do vinho.

— Tive uma briga com Castiel.

— Certo, mas por quê?

— Não estou em bons termos com minha mãe e hoje ela me ligou.

Alexy franziu o rosto.

— Mas como isso fez vocês brigarem?

— Porque eu não quis falar sobre e fiquei irritada, então acabei jogando na cara dele que não somos namorados e não tem porque ele saber dessas coisas.

Alexy serviu outra taça e me olhou com sinceridade.

— Áli, sei que você estava nervosa, mas sabe que Castiel se preocupa muito com você, não é? Assim, mais que amigo.

— Eu sei que não deveria ter falado isso, mas detesto que me forcem a falar coisas que eu tento evitar. Ele sabe que esse assunto é delicado e--

— Não, amiga, você sabe que é delicado, ele não sabe de nada. É verdade que você não se abre, ter falado pra gente que você não está bem com sua mãe já é bastante.

Estreitei os olhos.

— Ele age como se fosse meu namorado, como se eu devesse me encostar nele e chorar minha vida.

— Já percebeu que ele age assim porque quer ser seu namorado?

— Ou ele age assim porque sente falta de estar em relacionamento, independente de sentimentos.

Alexy suspirou.

— É que você não percebe o jeito que ele te olha — Ele encheu minha taça. — Mesmo assim, eu acho que foi desnecessário você ter falado isso. Ele só estava tentando te ajudar, você estava sensível no momento e estourou, então você deve uma desculpa.

Eu sabia que ele estava certo. O problema de ter um desses estouros de emoção é que é vergonhoso pedir desculpas, ainda mais que nessa situação a desculpa seria eu contanto minha história e confiando meu passado a ele, então era três vezes mais difícil. Depois dessa frase decidimos mudar de assunto e botar todo o papo em dia, mais exatamente sobre o plano. Quando abordei o assunto, Rosa sorriu de orelha a orelha, me deixando ansiosa.

— Fala logo, Rosa! — Alexy verbalizou minhas emoções, fazendo assim Rosa rir.

— OK! Lembra do nosso primeiro movimento? Quando a Alice tentou falar com Nathaniel? Então, eu nunca desisti de conseguir extrair informações dele...

 

#Flashback - POV ROSA#

 

Depois de ter ligado umas 52 vezes para aquela desgraça, também conhecido como Nathaniel, consegui convencer de encontra-lo em uma das salinhas privadas da faculdade, usadas para estudos. "— Mas Nath, eu não consigo falar com ela! O que vou fazer se ela for mal na prova por causa disso?". Ele concordou só para eu não ligar mais, claro, mas a desculpa de estar com os materiais de Ambre e não conseguir falar com ela foi ótima. Assim que vi ele se aproximando das salas acenei alegremente e vi o mal humor evidente em sua expressão.

— Cadê as coisas dela? Tenho muito a fazer.

— Ah, estão aqui.

E guiei ele pra dentro da sala. Quando ele entrou, tranquei a porta e fiquei na frente dela, não permitindo sua saída — se bem que ele tinha força o suficiente para me tirar, mas enfim, ele me olhou estranho ao ver que não havia nada na sala. Só eu e ele, em uma sala fechada, janelas cobertas. Nathaniel ergueu uma sobrancelha, a malícia subindo na cabeça.

— O que você pretende com isso?

Revirei os olhos.

— Sério? Você acha mesmo que eu te traria em uma sala de estudos pra te beijar?

Ele corou, perdendo a coragem, e recuou.

— O que você quer? Já imaginava que era uma desculpa todo o papo da minha irmã.

— Queria saber algumas coisas sobre ela, só você pode me ajudar com isso.

Ele riu, debochado.

— E o que te faz pensar que eu ajudaria?

Abri meu típico sorriso perverso.

— Por acaso Melody sabe sobre você e sua caloura?

Ele arregalou os olhos e soltou uma risada nervosa.

— Ela não acreditaria em você.

— Com certeza não, mas em fotos...?

— Está blefando.

— Vai correr o risco, Nathaniel? Você me conhece, sabe que eu não ameaço de mãos vazias.

Ela ficou quieto por um tempo, avaliando a situação, então suspirou e me encarou, sério.

— O que quer saber?

— Quero saber sobre as cartas.

Ele fechou os olhos com força.

— Sabia que aquela menina não tinha esbarrado em mim à toa. O que quer saber sobre as cartas?

— Tudo. Quem enviou, por ordem de quem, com qual intensão, o que estava em jogo, como isso se liga a Castiel e a Alice, onde Ambre entra nessa história.

Então ele começou a falar.

#Flashback#

 

— Depois disso ele falou que sim, Debrah esta atrás de tudo, mas não sabe o porquê. Ele também disse que foi Ambre que enviou as cartas e os presentes, Debrah entregava a ela para enviar.

— Então não adianta ir atrás dos dados do remetente — Perguntou Alexy.

— Exatamente, ela foi cuidadosa. Nathaniel também disse que as coisas só se acalmaram quando Debrah saiu do país, mas certas vezes Ambre já contou ter recebido ligações dela a ameaçando.

Rosalya parecia ansiosa. Ela era a que mais se arriscava no plano, quem pulou de cabeça mesmo, então eu temia muito por ela. Eu não conhecia essa tal de Debrah, nem queria, na verdade, mas tudo que ouvi e descobri sobre ela foram loucuras, loucuras que só terminaram com ela realizando seu sonho de princesa... foi como se um estalo soasse na minha mente.

— Vocês não acham muito estranho o fato dela ter armado todo esse esquema logo antes de ter uma grande oportunidade? Assim, geralmente quando as pessoas querem se tornar famosas elas arrumam a bagunça toda, escondem fatos, resolvem brigas, compram pessoas, pra não arruinar a futura carreira pública. Não soa como se ela tivesse feito tudo isso para esconder algo maior? Como uma distração.

Alexy concordou com a cabeça, pensativo.

— Se ela mantivesse as coisas baixas, não atrairia dúvidas, lembrando que só estamos nessa por causa do que ela fez, do que ela tentou armar pra cima de você, Áli. Ela foi burra por achar que ninguém procuraria depois de ter um alvo nas costas. A distração dela só tornou as coisas mais evidentes.

Rosa tomou um gole do vinho e pegou seu celular, abrindo o álbum de fotos e nos mostrando a foto de um gatinho de pelúcia. Em seu olho esquerdo, tinha um anel prateado.

— Ambre me deu isso há uns dias atrás. Isso aqui no olho é uma câmera. Entendem agora o porquê de tudo parecer tão surreal? Esse jeito que Ambre me trata parece artístico demais, sabe? Como se eu estivesse assistindo Garotas Malvadas, então quando a vi mais relaxada, confortável, ela me tratou de um jeito totalmente diferente.

Alexy encheu novamente nossas taças e riu baixinho.

— Ela não age assim quando tem olhos em volta, não seria estranho se Debrah tivesse alguém para observar por ela, não é? Já que ela fez besteira em cobrir os rastros, ela se dedica a impedir e acabar qualquer um que tente acha-los. Isso explicaria o ataque a Alice e a espionagem toda.

— Se esse realmente fosse o caso, ela é perigosa e o que está escondendo também é, então é melhor termos cuidado redobrado — Rosa reforçou.

— Quem estava com você quando Ambre agiu assim, Rosa? Se ela tem um espião, deve ser alguém que está próximo a você.

— Só a Li — Rosalya arregalou os olhos e deu um salto, falando alto logo em seguida — COMO NÃO PENSAMOS NISSO?

— ROSA, meu irmão tá dormindo! — Repreendi ela rapidamente, agradecendo o sono pesado de Dylan.

— Vocês lembram quando Ambre me proibiu de falar com vocês?

Alexy revirou os olhos.

— Claro né, Rosa, a gente sofre com isso até hoje!

— Sim, mas não é por isso. Quando eu desobedeci, Charlotte veio até minha porta e me mostrou uma foto minha saindo daqui. Entendem? Charlotte quem mostrou, Charlotte quem tirou, Charlotte que não estava no encontro junto a Ambre!

Alexy virou a taça novamente e gritou:

— QUE FANFIC É ESSA MEU DEUS?!?!

~~~~//~~~~

Celular do Castiel
            Domingo - 3:27 AM
            1 Mensagem não lida:

+4420XXXXX-XXXX
                    Gatinho, tá acordado?


Notas Finais


Hiya, espero que tenham gostado!
Depois dessa treta do Castiel e da Alice, preciso escrever o próximo logo!
Então, já sabem o que espera para o próximo capítulo: MUITO AMOR ..... talvez mais treta mas AMOR SIM!
Boas férias, galerinha <3


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