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História Keep on loving you - Capítulo 9


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Notas do Autor


Como sempre, o gif não está carregando direito 😢😑

Então, aqui está o link para ver ^-^

https://youtu.be/npiikRi_n8E

Espero que gostem <3

Capítulo 9 - Capítulo Nove


A música saía alto das caixas de som do carro de Johnny e os homens cantavam junto com seu ritmo, tão alto quanto, os dois estavam animados com aquela tarde. Era sábado, dia de folga e estavam indo em direção a uma de suas lanchonetes favoritas.

 

    Chegando no local, foram direto ao balcão pedir os lanches. Dois hambúrgueres e refris. Enquanto esperavam a comida, começaram a conversar.

 

    - Nossa, me lembro de vir aqui com meus amigos depois dos treinos. Faz tanto tempo.

 

    - Eu me lembro de como você e seus amigos adoravam ficar em cima de mim antes e depois dos treinos.

 

    Daniel retrucou, arqueando uma sobrancelha enquanto tomava mais um gole do seu refri, fazendo Johnny sorrir.

 

    - Só queria chamar sua atenção, LaRusso. Além do mais, você pareceu gostar quando fiquei em cima de você na praia uns dias depois.

 

    A frase e as lembranças fizeram o moreno se engasgar com a bebida. O maior riu com a reação do outro e se reclinou na cadeira, tirando um dos tênis e colocando seu pé entre as pernas de Daniel, que quase pulou da cadeira.

 

    - O que está fazendo? Alguém pode ver.

 

    - Relaxa, Daniele. Estamos na última mesa e com a parede do lado, ninguém está prestando atenção em nós.

 

   Johnny sorriu e continuou a mexer o pé, provocando Daniel, que tentava parecer o mais normal possível.

 

    Não foi muito depois que a garçonete apareceu ao lado com os pedidos. Ela rapidamente colocou os pratos na mesa e voltou a seus afazeres. O loiro mexeu um pouco mais em Daniel, já sentindo algo crescer ali no meio, mas voltou a se sentar normalmente para comer.

 

    O moreno encarava o sanduíche à sua frente, mesmo que tivesse reclamado, não podia negar que estava ficando excitado com Johnny, ainda mais sabendo que estavam em público. Aquele homem tinha um poder inexplicável sobre ele, desde que eram garotos e Daniel até que gostava daquilo.

 

    Do outro lado da mesa, o loiro observava o menor, memorizando seus traços, seus olhos, sua boca, seus fios de cabelo que caíam sobre a testa.... Johnny sabia que faria qualquer coisa pelo outro e achava incrível como Daniel conseguia deixá-lo exaltado apenas com um olhar.

 

    De repente, a voz do mesmo o tirou de seus pensamentos.

 

    - Eu te amo, Johnny.

 

    O loiro levantou a cabeça, surpreso.

 

    - Sei que nunca digo isso. Mas é verdade e eu queria que você soubesse.

 

    - Eu acho que não ouvi direito, pode repetir?

 

    O maior respondeu, provocante. Havia escutado em alto e bom som, mas queria ouvir aquilo de novo...e de novo.... para sempre.

 

     Daniel encarou o outro à sua frente, sorrindo. Já fazia um bom tempo, trinta anos, que estava apaixonado por aquele par de olhos azuis, sabia que ele o havia escutado, mas não se importava em repetir, nem um pouco.

 

     - Eu te amo, Johnny Lawrence. Desde que você me batia e me jogava de penhascos.

 

     Falou a última frase em tom de ironia, provocando o outro de volta.

 

    - Primeiro, aquilo dificilmente era um penhasco. Estava mais para um pequeno morro.

 

    - Ah, bom.

 

   Risadas eram ouvidas dos dois lados.

 

    - Segundo, eu consegui sua atenção, não? Então, não vejo o problema.

 

    O menor sorriu, se divertindo com o outro.

 

    - Realmente, eu não conseguia parar de pensar em você. Mesmo que no início eram pensamentos um tanto quanto...violentos,

 

    - Bom, você arrasou com meu coração, LaRusso.

 

    Daniel sorriu e balançou a cabeça, abaixando-a. Ele deu um gole em seu refri antes de olhar para o loiro e falar:

 

    - Sabe o que devíamos fazer depois de comer?

 

    - O quê?

 

    - Ir à praia. Relembrar.

 

    - Se por relembrar você quer dizer transar então, sim, devíamos.

 

    O moreno riu e lançou um pedaço do guardanapo enrolado em Johnny. Não que ele estivesse muito longe de sua própria ideia, mas Daniel se divertia com o maior.

 

    Ainda rindo e irritando um ao outro, terminaram o lanche e foram para o carro. Demoraram um pouco para chegar à praia devido ao trânsito do fim de semana, mas chegaram e se depararam apenas com alguns pescadores e seus baldes.

 

    - Me lembro desse lugar mais cheio de gente.

 

    - É, hoje as crianças não querem mais ir à praia com os amigos, preferem ir onde tem internet.

 

    - Losers.

 

    Johnny riu e olhou para Daniel ao seu lado. Os dois estavam apoiados no capô do carro, observando o Sol indo cada vez mais de encontro à água escura. Talvez instintivamente, talvez por querer, as mãos dos dois se encontraram em cima do carro e seus dedos se entrelaçaram. Quando estavam juntos, era como se tudo estivesse em paz, nada importava em momentos como aquele.

 

    Ficaram assim por alguns bons minutos, apenas aproveitando a companhia um do outro. Quando o Sol estava quase se pondo, resolveram dar uma volta pela areia da praia, deixaram os sapatos no chão do carro já que o mesmo estava estacionado bem em frente ao começo do asfalto.

 

    Os dois andavam na beira do mar, a água, um pouco mais fria agora que sua fonte de calor havia se recolhido, respingava nos pés descalços dos dois. Johnny andava ao lado do mar, enquanto Daniel pisava mais na areia, o ar estava tranquilo, até que o loiro percebeu tarde demais uma pequena água-viva no chão à sua frente. Sua primeira reação foi desviar do animal, mas com isso, quase tropeçou.

 

    Quando percebeu o que aconteceu, Daniel começou a rir, incontrolavelmente.

 

    - Não achei a graça, LaRusso.

 

    - É bem engraçado.

 

    O moreno continuava a rir e não percebeu a perna do maior indo em sua direção. O golpe não o machucou, e não era essa a intenção, mas fez Daniel cair de costas na areia seca e macia. Johnny se aproximou do outro e olhou para baixo, sorrindo.

 

    - Tem razão, é mesmo engraçado.

 

    Daniel olhou para Johnny e, aproveitando seu momento de distração, deslizou sua perna pela areia, derrubando o loiro. Antes que ele pudesse se levantar, o menor subiu em cima de seu corpo, uma perna de cada lado, sentando em cima de sua cintura. Se inclinou de leve, suas mãos segurando os pulsos de Johnny, restringindo seus movimentos.

 

    A troca de olhares entre os dois, apesar de rápida para o mundo, era como uma eternidade para o casal. Daniel se inclinou um pouco mais e beijou o loiro, calma e suavemente, sentindo seu gosto.

 

    Mesmo com a Lua brilhando no céu, a noite continuava quente, porém fresca, era uma temperatura amena, perfeita, assim como aquele momento. 

 



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