História Keep Our Secret - Capítulo 31


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Shawn Mendes
Tags Cabello, Camila, Camren, Gay, Jauregui, Lauren, Lésbica
Visualizações 22
Palavras 1.058
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Como prometido estou de volta na terça, boa leitura...

Capítulo 31 - Capítulo 31


Lauren falou com suavidade: 

 

— Talvez você devesse ouvir o que os seus sonhos querem te dizer. 

 

Meu estômago entrou em ebulição. Ela se afastou do armário, no qual estivera se apoiando na ponta dos pés, e disse: 

 

— Pense nisso. 

 

Como se eu não estivesse pensando. 

 

— Você pensa nisso? — Perguntei às costas dela. 

 

Ela parou e se virou. 

 

— Eu não preciso. Eu sei. 

 

Os passos de uma manada interromperam nossa conversa quando a equipe inteira de atletismo atravessou o corredor entre nós. Quando consegui abrir caminho, em meio à avalanche de corpos, ela já havia ido embora.

 

Concordei com tudo o que Shawn  sugeriu para a conferência sobre liderança. Se íamos arrumar as mesas em forma de ferradura ou em quadrado, não fazia diferença para mim. Era trivial. Queria me livrar disso. Queria me livrar dele. 

 

— Não conversamos sobre dividir os participantes em corporações. — Shawn me seguiu porta afora do centro de mídia da escola. — Nem quem vamos convidar como palestrantes para a mesa. 

 

— Tanto faz. Você decide. — Apenas vá embora, gritei em silêncio. Deixe-me ir. 

 

— E depois da escola? A gente podia se encontrar… 

 

— Tenho que trabalhar. 

 

— Então, hoje à noite. 

 

— A Leah e a Kirsten vão vir pra minha casa. As duas estão passando por um momento difícil, sabe. Prometi que a gente ia se reunir. 

 

Eu era uma péssima mentirosa. Ainda bem que ele não era capaz de me ler como a Lauren.

 

O sinal do fim de período soou. 

 

— Na quarta-feira vai haver um treinamento para os professores. — Shawn avisou às minhas costas. — Vamos ter o dia livre. Que tal a gente se encontrar? 

 

— Claro — falei, por cima do meu ombro.

 

— Às dez. Vem até minha casa. 

 

Mal registrei o que ele disse. Corri para a sala das artes. Ela estava ali, na sala, conversando e rindo com a Brandi. 

 

Brandi. Eu queria que ela desaparecesse também. Lauren e eu fizemos contato visual por um instante, antes que eu chegasse à minha cadeira. 

Entorpecida, tonta. 

 

Meu coração havia feito uma caverna no peito. Durante todo o período, tentei mandar para Lauren mensagens telepáticas. Olhe para mim, sorria para mim, fique comigo. Mackel nos deu como exercício desenhar a outra metade de uma face.

 

O rosto de uma criança, de uma foto que ele tinha cortado ao meio. Isso me obrigou a concentrar minha atenção. 

Ótimo. Concentrar-me no rosto. Na criança. Na tarefa adiante. Fiquei tão concentrada nesse exercício que a aula terminou e as cadeiras começaram a se arrastar.

 

Lauren se levantou com Brandi. Rasguei a página do meu caderno de desenho e corri até a frente da sala para entregar minha tarefa, alcançá-la e conversar com ela. Mackel fisgou meu desenho do topo da pilha. 

 

— Ei, ei. Volte aqui, senhorita. — Ele acenou para que eu parasse. — Vamos dar uma olhada nisto. 

 

Droga. Lauren saiu da sala com Brandi. Ela olhou por cima do ombro para mim, prendendo meus olhos. 

 

— Ooh. Ooh. — Mackel ronronou para o meu desenho. — Me explique qual foi sua abordagem aqui. 

 

— Hã. — Virei-me para ele. — Pra falar a verdade, eu preciso muito ir agora. — Fui me arrastando de ré em direção à porta. 

 

— IN-CRÍ-VEL. — Mackel balançou a cabeça. — Não consigo nem dizer qual das metades você desenhou. 

 

Disparei porta afora, corri pelas escadas, derrapei em uma parada brusca. Nenhum sinal dela. Nem nos corredores, nem nas escadas. Onde ela poderia estar? 

 

Acho que tive um relance dela no caminho para a aula de economia e, depois da aula, ao lado do bebedouro, e depois espreitando do lado de fora da porta da academia. Mas, a cada vez que eu voltava, ela desaparecia. Como se fosse uma miragem. Ou uma ilusão. Era isso, uma ilusão. Assim como minha vida… uma realidade, só que fora de alcance.

 

Meu celular tocou no caminho para o trabalho. Vasculhei minha mochila 

no assento ao lado, xingando. Eu já estava atrasada por ter ficado postada no corredor dos armários, esperando a Lauren e perdendo-a de vista de novo. Onde ela estava? 

 

— Sim. Alô? — Rosnei. 

 

— Oi. Sabe quem é? 

 

Fiquei sem ar. 

 

— Lauren, oi. Tentei encontrar você o dia todo. Queria concluir nossa conversa. 

 

— Qual conversa? — Ela falou. 

 

Será que ela não se lembrava? A Conversa! Sobre sonhos, e passarinhos, e fogos de artifício. 

 

— Olha, hã, eu estou ligando pra… — Ela riu um pouco, de um jeito nervoso. — Hã, tudo bem, se você não estiver ocupada amanhã à noite, que eu sei que está, provavelmente, com o Shawn, mas estava pensando se… você gosta de A.P.?

 

 

Alguém me cortou pela dianteira e eu pisei no freio. 

 

— Idiota! — rosnei. 

 

— Certo, esqueça. 

 

— Lauren, não, não era pra você. Meu Deus. Eu estou dirigindo e algum imbecil acabou de me jogar pra fora da pista. Eu adoro A.P.. 

 

Ela riu. 

 

— Você também é uma péssima mentirosa ao telefone. 

 

Tive que rir. 

 

— Tá certo. E o que é isso? 

 

— Arte performática. 

 

— Ah. — Silêncio. Estática do outro lado da linha. — Desculpa — falei. — Ainda não entendi o que é. 

 

— É meio difícil de explicar. Cada um faz sua própria interpretação, e é isso que torna a coisa tão fantástica. A maior parte é expressão. Expressão física e emocional, mas usa todos os sentidos. É muito sensual. Você vai gostar. 

 

Uma onda de prazer me acertou. 

 

— É, parece legal. Então… amanhã à noite? 

 

— Tem uma performance no Teatro Rogue. Um monte de grupos de A.P. da cidade inteira. A gente conseguiu entrar no último instante. Nosso grupo, quero dizer.

 

— Você tem um grupo? Você faz performance? 

 

— Aham. Quer vir? Posso arranjar pra você um par de convites. 

 

Uma buzina soou atrás de mim e percebi que estava parada em um sinal 

verde, interrompendo o trânsito. Cantei o pneu. 

 

— Parece ótimo! — Falei. — Adoraria ir. Não estou mentindo agora, estou? 

 

Ela riu. Eu amava essa risada. 

 

— Você está a caminho do Chalé das Crianças? — Ela perguntou. 

 

— Estou. 

 

— É um trabalho legal? 

 

Comecei a responder quando alguém berrou o nome dela ao fundo da 

ligação. A voz de um homem, profunda. 

 

— Preciso ir — ela falou rapidamente. — Levo os convites pra você amanhã. 

 

E a ligação entre nós duas morreu. Como ela sabia onde eu trabalhava? E como conseguiu meu número de 

telefone? Apertei *69 para resgatar o número dela e enfiei a mão na mochila 

em busca de papel e caneta. Quase rasguei a lateral de um ônibus de passageiros na pista ao lado.



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