História Keep Our Secret - Capítulo 32


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Shawn Mendes
Tags Cabello, Camila, Camren, Gay, Jauregui, Lauren, Lésbica
Visualizações 24
Palavras 838
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura...

Capítulo 32 - Capítulo 32


— Tia Camila, tia Camila, faz o meu! — Courtney pulava para cima e para baixo, abanando uma folha branca na frente do meu rosto. 

 

— Você é a próxima — falei. — Deixe eu terminar o do Kevin. — Examinei o rosto gordinho do outro lado da mesa de desenho, tão angelical, mas com um brilho demoníaco nos olhos. A boca não estava certa, o lábio superior ficou torto. 

 

— Tia Camila, tia Camila. 

 

Judy colocou a mão no meu ombro. 

 

— Está formando uma fila. 

 

Olhei de lado para Courtney, depois atrás dela, onde havia um monte de crianças pegando folhas brancas de papel, tão rápido quanto a sra. Ruiz conseguia rasgá-las do bloco. 

 

— Está muito bom, Camila — Judy disse, observando meu desenho. — Não sabia que você era uma artista. 

 

— Nem eu — admiti. 

 

— ‘Xa’ ver. — Kevin puxou a folha, que estava debaixo da ponta do meu lápis, e segurou em frente ao rosto. Abaixou. Os olhos dele ficaram grandes como um par de waffles. — Ah, legal! — Ele gritou. 

 

Isso me fez rir. Fez Judy rir também. 

 

— Próxima vítima — chamei.

 

Mamãe estava no porão, passando roupas, quando flutuei pelas escadas abaixo. Levantei Hannah da cadeira de bebê e brinquei com ela no ar. Ela soltou gritinhos. Mamãe franziu o cenho para mim. Uh-oh. 

 

— Olhe isto — ela rosnou, esticando uma das camisetas pretas da Faith.

 

DANTE estava inscrito como um brasão entre línguas de fogo. Nas costas, lia-se: 

Não existe luz, senão do céu sereno e 

imperturbável. O resto são trevas ou sombra da carne, ou seu veneno. 

(Paraíso) 

 

Mamãe perguntou: 

 

— O que isso quer dizer? 

 

— Não faço a menor ideia — falei. 

 

— É obsceno. — Ela fez uma bolinha com a camiseta e jogou-a no lixo. — Queria que você conversasse com ela, Camila. Diga como fica ridícula. Arranque-a de uma vez dessa onda gótica. Isso não é normal. 

 

— Não posso. Nós não habitamos o mesmo planeta. 

 

Mamãe balançou a cabeça. 

 

— Não consigo nem imaginar o que as pessoas pensam dela. Não fazem pouco dela na escola? 

 

— Na verdade, não. — Porque temos aquelas políticas antibullying que 

nutrem a paz e o amor em nossos corações. 

 

Mamãe prosseguiu: 

 

— Ela parece uma personagem de filme B com toda aquela maquiagem e aquelas roupas. 

 

Bufei um pouco. 

 

— Não, não parece. Ela só está se expressando. Este é um país livre. — Não me pergunte por que eu estava defendendo Faith. 

 

— O Neal fica constrangido até de levá-la para visitar os avós. Ele acha que o pai dele vai ter um derrame se vir a Faith entrando em casa parecendo a morte encarnada. 

 

Já estava na hora de mudar de assunto. 

 

— Posso jogar meu maiô na secadora? 

 

Acomodei Hannah na cadeirinha e retirei dois maiôs pegajosos da mochila, com a toalha encharcada que os envolvia. Lancei tudo na máquina, depois levantei a cadeira de bebê e levei-a para o meu quarto. 

 

Mamãe apareceu alguns minutos depois. Ela pousou uma pilha de roupas limpas ao lado da minha cama e falou: 

 

— Tomei a liberdade de responder ao convite para o jantar com o 

governador. 

 

— Mãe. — Me arrepiei. — Eu ia fazer isso. 

 

— Quando? Uma semana antes do jantar? 

 

Não, na mesma tarde. 

 

— Espero que em março você já saiba em que universidade vai estudar ano que vem. Tenho certeza que o governador vai perguntar. 

 

Ele também? Não havia mesmo escapatória. 

 

Mamãe parou na entrada. 

 

— Acho que eu devo avisar: a Faith vem hoje à noite e vai passar o resto da semana aqui. A mãe dela precisa viajar a negócios. — Mamãe se demorou, examinando meu quarto. — O Neal e eu estamos pensando em transformar o porão em um escritório durante o verão. Colocar uma mesa com um computador. Precisamos fechar o espaço da Faith, talvez mudar a cama dela pra cá. Ou então trancá-la aqui dentro. — Ela sorriu. — O que você acha? 

 

Fiquei piscando. 

 

— Acho que quando eu estiver de saída é bom não esquecer de bater a porta atrás da minha bunda. 

 

— Ah, Camila. — Ela riu de mim. — Você leva tudo tão a sério.

 

Eu não queria ir sozinha à apresentação da Lauren e não estava a fim de chamar o Shawn. Liguei para a Leah. 

 

— Ei, Camila! — Ela soava animada. — Estou feliz que você ligou. Senti sua falta no almoço. 

 

— É, o Shawn e eu estávamos planejando a conferência sobre liderança. — Sobre a qual eu não queria nem pensar. — Como você está? 

 

— Bem — ela falou. — A gente não conseguiu mais conversar. Lembra 

quando dormíamos uma na casa da outra todos os fins de semana? A gente nunca mais fez isso. 

 

— Eu sei. Deveríamos. 

 

— A Kirsten vai vir aqui mais tarde pra eu cortar o cabelo dela. Se você vier também, vocês poderiam passar a noite aqui, já que a gente não tem escola amanhã. 

 

— Não posso. Estou… ocupada. — Droga. Não podia convidar as duas. 

 

De qualquer forma, não acho que eu convidaria Kirsten. Não era minha 

pessoa favorita nos últimos tempos.

 

— Só liguei pra dar um oi. Ver como 

você está. Ops, minha bateria está acabando. Não tô conseguindo te ouvir. 

Ligo pra você amanhã. — Desliguei.

 

Droga. Agora eu tinha que ir sozinha.



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