História Keep Our Secret - Capítulo 33


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Shawn Mendes
Tags Cabello, Camila, Camren, Gay, Jauregui, Lauren, Lésbica
Visualizações 22
Palavras 939
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura...

Capítulo 33 - Capítulo 33


Caí na cama, observando meu guarda-roupas. O que alguém veste para ir a uma performance artística?

 

Ouvi Faith chegar, a mala dela se arrastando pelo chão. Ela suspirou de desgosto. 

 

- Ei, Faith. - Levantei em um impulso. - Quer vir a uma apresentação de arte performática comigo esta noite? - Contornei a divisória, entrando no 

espaço dela. 

 

Parecia que ela estava sendo estrangulada por uma sucuri, de tanto que seus olhos saltaram. 

 

- Tá brincando? - A voz dela embotou. - Ou foi sua mãe que obrigou você a isso?

 

- Não. Ela não sabe disso. Tenho dois convites, então pensei que eu e você podíamos... 

 

- E onde está o Shawn? - Ela perguntou.

 

- Ocupado - menti. - Está todo mundo ocupado. - Fiz parecer que ela era minha última escolha? Fiz. - Tudo bem, é que eu não queria ir sozinha - confessei. - Quero dizer, eu poderia, mas... - Sorri, tímida. - Sou covarde, detesto fazer as coisas sozinha. Se você não quiser ir, tudo bem. - Voltei para o meu espaço rezando, por favor, por favor, diga que vem comigo. 

 

- Tudo bem - ela disse. 

 

Refiz o caminho até o espaço dela. 

 

- Você já assistiu a uma apresentação dessas? 

 

- A.P.? - Ela mordeu o dedo mindinho. - Sim, várias vezes. - E cuspiu a cutícula.

 

- Então, que roupa eu devo vestir? 

 

A expressão dela não mudou. 

 

- Coisas góticas - falou. - Vou te emprestar um crucifixo.

 

Eu a encarei por um momento, depois caí na gargalhada. Ou ela era a pessoa mais engraçada da face da Terra ou então eu estava descontrolada. 

 

Levei mais de uma hora para encontrar o Teatro Rogue. Estava encravado entre dois blocos residenciais sem nome, no bairro dos armazéns, no centro da cidade. 

 

- Tranque a porta - ordenei à Faith. 

 

Algumas pessoas se amontoavam ali do lado de fora, fumando e bebendo vinho em copos descartáveis. Não eram o que se chamaria de "povo do teatro", seja lá o que isso for. Nada de peles nem roupas formais. Eram mais como grunges. Faith deve ter se sentido em casa. 

 

Meu estômago saltitava, como se todos ali já soubessem as regras do jogo, menos eu. O host sorriu e nos deu calorosas boas-vindas, pediu que assinássemos o livro dos convidados, o que me acalmou um pouco.

 

Logo na entrada, havia um quiosque que vendia pipocas, doces e bebidas. 

Faith foi em linha reta na direção dele, mas eu a icei pelo sobretudo e disse: 

 

- Vamos achar os assentos primeiro. 

 

O teatro era velho, gasto, reformado pela metade. Aquelas poltronas de veludo vermelho tinham mais de um século. No entanto, eram confortáveis, e ao nosso redor as pessoas batiam papo e riam. 

 

Li o folheto com a programação: 

O TEATRO ROGUE APRESENTA: UMA NOITE DE PRAZER SENSORIAL 

 

Deus do céu, será que isso era para maiores? A página seguinte listava seis 

atos, e eu os investiguei tentando achar uma pista de que prazeres nos aguardavam.

 

"Cantando com Gatos" era o primeiro ato. 

 

Depois "Virgens Virtuais",

 

"Sincroloucos"

 

"Aphrodisium"

 

"Unidade" e "Riso Enlatado". 

 

Olhei para Faith, que estava me observando. Odiava o jeito como ela 

encarava as pessoas - e a mim. 

 

- Conhece algum desses grupos? - Perguntei a ela. 

 

- Aham - ela resmungou, olhando de esguelha para o quiosque da entrada. 

 

Procurei minha carteira na bolsa. 

 

- Tome. - Passei para ela uma nota de dez. Ela debandou pelo corredor e eu gritei às suas costas: - Sem álcool. 

 

Um sujeito com a cabeça raspada atrás de mim piscou e eu me encolhi na poltrona. 

 

O folheto tinha uma página de anúncios, pedidos de auxílio financeiro, agradecimentos a todas as pessoas que ajudaram na execução do show. Faith 

voltou com um saco de pipoca e um copo de vinho tinto. Droga. 

 

- Você tem uma identidade falsa? - Perguntei. 

 

- Sim, mas eles não pediram. Quer um pouco? - Ela me ofereceu o copo. 

 

- Não. - Imaginei nós duas confinadas em uma cela de prisão. Cidade 

dos horrores. 

 

Na última página, havia os nomes dos artistas. Meus olhos passaram pela lista, pararam. Joanie Fowler. Por que esse nome não me soava estranho? Ela era um membro da Unidade. Ali, abaixo de Joanie, estava o nome de Lauren. 

 

- Ela está na Unidade também. 

 

- Hein? - Faith falou. 

 

Eu realmente verbalizei isso? 

 

- Minha amiga. Ela está nesse grupo, a Unidade. 

 

- Quem? - Faith se apoiou em cima do meu braço. 

 

- Lauren. Lauren Jauregui. - Apontei para o nome. 

 

- Ah, sim. Eu a conheço. 

 

- Como? 

 

Faith bebericou o vinho. Degustou-o longamente, só para me irritar. 

 

- Ela está na minha aula de vida independente. 

 

- Em que período? 

 

Faith piscou as pestanas. 

 

- Terceiro. Por quê? 

 

As luzes desvaneceram e minha atenção se voltou para o palco. Vida independente? Essa era uma aula inútil. Um holofote iluminou o centro do palco e uma mulher com um vestido longo e translúcido veio flutuando da extremidade. 

 

Ouviram-se aplausos dispersos. Ela dobrou as mãos à sua frente e esperou. Esperou. Por alto-falantes ocultos, um gato de repente gemeu. O som atacou meus ouvidos e eu os tapei com as mãos. O gemido irritante diminuiu um pouco, então a mulher abriu a boca e uivou com o gato. 

 

Em harmonia. Espere, isso era... interessante. Quero dizer, eu não conseguiria fazer isso. Faith murmurou no meu ouvido: 

 

- Não tente isso em casa. 

 

Bati no joelho dela.

 

- Não tente isso à noite em um beco escuro. 

 

- Para. 

 

- Especialmente se estiver com tesão.

 

Ri sem conseguir me reprimir



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