História Keep Our Secret - Capítulo 34


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Shawn Mendes
Tags Cabello, Camila, Camren, Gay, Jauregui, Lauren, Lésbica
Visualizações 24
Palavras 909
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura anjinhos...

Capítulo 34 - Capítulo 34


Virgens Virtuais foi um espetáculo de luzes e sombras, o que era sensual, com certeza. Fiquei tentando descobrir se as três mulheres por trás da tela estavam mesmo nuas. 

 

Sincroloucos era esse misterioso grupo musical que usava sons eletrônicos e vozes digitalizadas. Aphrodisium era totalmente para maiores. Faith ficou murmurando "aaah hããã" e resfolegando, e eu fiquei dando cotoveladas nela. 

 

As luzes do palco se apagaram e o teatro caiu na escuridão. Unidade era o próximo. Meu coração se agitou. Uma pequena luz despontou no chão e um rosto surgiu, seguido por outro ao lado, e mais outro, até que cinco rostos apareceram para encarar a plateia.

 

Cada rosto estava maquiado para parecer exatamente igual ao outro, mas pude identificar Lauren. Era a do meio. Juntos, começaram a se mover, ou, na verdade, ondular, porque, pelo que percebi, eram todos uma coisa só. Uma gigantesca criatura em forma de polvo, dentro de um tecido elástico preto. 

 

E havia essa música new age que emanava suave das caixas de som estéreo enquanto a Unidade pulsava em um círculo. Depois a música mudou, ficou mais estridente e dissonante. Cada elemento se libertou, abrindo um zíper que o conectava ao tecido e se afastando. Eles vestiam maiôs segunda pele com capuz em diferentes tons pastel. 

 

Lauren usava amarelo. A batida acelerou e os indivíduos, que estavam tão calmos no instante anterior, começaram a se sacudir e se contorcer em agonia. Lauren abriu a boca, mas nenhum som saiu. Senti um frio percorrer minha espinha. 

 

Isso não era encenação. Ela estava sofrendo. Continuou por excruciantes minutos. Não conseguia assistir. Mas precisava. Ela me hipnotizou. Em determinado momento, todos deram as mãos no centro do palco, suas dores abrandaram. A música ficou lenta, suave, e os elementos se moveram todos para o centro, de frente uns para os outros. 

 

Mais e mais próximos, até que se espremeram firmemente em uma coisa só, uma unidade, um ser multicolorido. 

A plateia bateu palmas e pés, e eu soltei a respiração que estava prendendo. 

Faith arqueou as sobrancelhas para mim e disse: 

 

- Legal. 

 

- Muito. 

 

Depois do espetáculo, todos se reuniram no lobby, esperando a vez de parabenizar os artistas. Localizei Lauren com os outros membros da Unidade, rindo e tagarelando, seu rosto exultante como jamais vi. 

 

Costurei através da multidão para chegar até ela. Lauren obviamente conhecia boa parte dessas pessoas, que não paravam de abraçá-la e de chamá- la. Um surto inesperado de autoconsciência se apossou de mim. 

 

Os olhos de Lauren encontraram os meus e o rosto dela se iluminou. Ela abriu caminho entre as pessoas,debaixo de braços e copos de vinho.

 

- Você esteve fabulosa - eu disse quando nos encontramos no meio da multidão. Sentia uma vontade poderosa de lançar meus braços em volta dela, abraçá-la, mas meus músculos não queriam se mover. Percebi que ela queria me abraçar também. Mas não me abraçou, e a espontaneidade desse momento passou desajeitada por nós. 

 

Ela olhou por cima do meu ombro, procurando. 

 

- Ele não está aqui - falei. 

 

Ela sorriu. Um sorriso ainda mais amplo. 

 

- Você gostou mesmo? - Perguntou. 

 

- Sim. Foi fantástico. Hipnótico. Eletrizante. 

 

Ela piscou. 

 

- Você entendeu? 

 

- Acho que sim. Sobre nascer, e se separar, e ficar sozinho. Como a solidão pode ser dolorosa. E depois voltar a se unir, a ser um só. Ser uma Unidade. E a alegria disso. - Hesitei. - Certo? É isso mesmo? 

 

Outro sorriso lento se infiltrou nos lábios e nos olhos dela. 

 

- A mensagem é a que você quiser que seja. - A atenção dela mudou de 

direção, para alguém ao meu lado. - Ei, amiga. - Lauren lançou os braços ao 

redor da Faith. - Como vão as coisas? 

 

Por que ela não me abraçou? 

 

- Bem - Faith respondeu. - Você estava demais. 

 

- Obrigada. - O sorriso da Lauren iluminou o ambiente de novo. Ela 

abraçou Faith uma segunda vez. - Faith, essa é a Camila - ela falou. - Camila, Faith.

 

Nós duas rimos. 

 

Lauren olhou de Faith para mim. 

 

- O que foi? 

 

- Ela é minha irmã. - Faith me apontou com o polegar. 

 

- Meia-irmã - corrigi. 

 

- Não pode ser - Lauren disse. 

 

- Pode ser - Faith respondeu. 

 

- Louco. - Lauren balançou a cabeça. - Mundo pequeno. 

 

- Pequeno demais - Faith roubou minhas palavras. 

 

Outra garota da Unidade tocou o ombro da Lauren. 

 

- Lauren, vamos lá fora fumar um cigarro. Quer vir? 

 

- Não - Lauren falou. - Eu parei. 

 

As sobrancelhas da garota arquearam. 

 

- Você parou? Quando? Você não tinha me contado. - Os olhos da garota encontraram os meus e ela sorriu. 

 

- Oi. - Ela estendeu a mão. - Eu 

sou a Joanie. 

 

Quando estiquei o braço para apertar a mão dela, Lauren abaixou o braço de 

Joanie com um tapa. 

 

- Bem, obrigada por terem vindo, meninas - Lauren falou, apressada, 

girando para puxar Joanie de volta para o meio da multidão, longe de nós. De mim. 

 

O que foi aquilo? Eu estava esperando que Lauren nos convidasse - me convidasse - para fazer companhia a elas - a ela. Ou algo assim. Qualquer coisa. Eu não queria ir embora. 

 

- Estou faminta - disse Faith. - Aqueles caras do Riso Enlatado com o feijão e o bacon me deram fome. Podemos parar no Wendy's? 

 

Observando Lauren abraçar outra garota, dei as costas e disse: 

 

- Claro, por que não?



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