História Keep Our Secret - Capítulo 35


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Shawn Mendes
Tags Cabello, Camila, Camren, Gay, Jauregui, Lauren, Lésbica
Visualizações 34
Palavras 880
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura ♡

Capítulo 35 - Capítulo 35


O toque do meu celular me despertou. Com a boca entorpecida, agarrei-o de 

cima da cômoda e resmunguei: 

 

- Alô. 

 

- A que horas você vem? Pensei que tivéssemos combinado às dez. 

 

Lutei para me sentar, olhando de relance para o relógio. 

 

- Que horas são? 

 

- Quase onze - Shawn respondeu. 

 

- Tá de brincadeira. - Arranquei o edredom e chutei os lençóis amarrotados procurando pelo chão.

 

Nunca dormia até tão tarde. Eu havia sonhado... o Aphrodisium tinha implantado em mim uma ou duas sugestões subliminares. 

 

- Já vou estar aí. Só preciso me vestir. 

 

Que dia era? Para que eu ia ver Shawn?

 

- Esquece - Shawn falou. Não soou nada feliz. 

 

- Sério, eu vou estar aí em dez minutos. 

 

- Aonde você foi a noite passada? Eu liguei e sua mãe disse que você tinha saído com a Faith. Como se eu pudesse acreditar nisso. 

 

Uh-oh. A culpa cutucou minha consciência. Depois a raiva superou a culpa. 

 

- Tenho que te dar um relatório de cada noite? Você vai ficar me controlando agora? 

 

- Não. - Ele parou. Sua voz baixou. - Eu só quero saber onde você esteve, Camila. 

 

Meu coração afundou no peito. Ele merecia saber? Sim. Em todo caso, qual era o problema? Nada havia acontecido. 

 

- A Faith e eu fomos a uma apresentação de arte performática.

 

- Por quê? 

 

- Nossa, não sei. Porque existe? - Eu precisava pedir permissão para ter uma vida agora? - Se você quer que eu vá até aí, preciso desligar. 

 

- Tenho que ir para o trabalho em meia hora - ele disse. Soltou um longo e alto suspiro. - Arte performática, hein? Por que a Faith convidou você? Ela não podia chamar alguma das amigas trevosas para ir? Hã? 

 

Ah, Shawn. Fechei os olhos. 

 

- Acho que não. 

 

- Ligo pra você depois - ele disse. - Ou você pode ligar. 

 

- Tudo bem, eu ligo. - Desligamos e fechei o celular. 

 

Eu deveria tê-lo chamado para ir comigo na noite passada, já que ela mal registrou minha existência. Isso não era verdade. Ela ter ficado contente por me ver não foi imaginação minha. Senti uma corrente elétrica passando entre nós, mesmo com Faith ali. 

 

Então, veio aquela Joanie e cortou o fio que nos ligava. O celular acenou para mim. Eu o abri novamente e apertei os números. Os números que tinha memorizado. Tocou uma vez, duas vezes... Meu estômago deu um nó.

 

Desliguei. Fiquei parada. Apertei o botão do redial. Tocou uma vez, duas... E quando eu estava prestes a desistir, uma voz disse: 

 

- Sim, alô? 

 

Desliguei. Era a voz de um cara. Caí de costas na cama, depois reabri o celular e apertei o redial de novo. 

 

- Alô - ele respondeu. 

 

- A Lauren está? - Minha voz soou como a de uma garotinha assustada. Detesto isso. 

 

- Um segundo. Lauren! - Ele berrou.

 

Houve um momento de silêncio, depois:

 

- Lauren, atende a porcaria do telefone.

- Não havia como ser o pai dela; talvez o irmão? Ele voltou e disse: - Não. Não está aqui. Quer que eu peça pra ela te ligar? 

 

- Não - falei apressada. - Outra hora eu falo com ela. 

 

- Falou! - Ele disse e desligou. 

 

Meu coração estava esmurrando cada 

osso da minha caixa torácica. Eu queria tanto vê-la que chegava a doer. Nadando. Para cima, para baixo, contando braçadas. Uma, duas, três, quatro. Inspira, expira. Tocando, retraindo, para baixo, para trás. Ela. Tudo era ela. A luz, a sombra, o dia, a noite. Ela.

 

Ela era meu primeiro pensamento na manhã e meu último durante a noite. 

Ela havia se apoderado da minha alma. Estava dentro de mim, me consumindo, me compelindo a... Quê? 

 

Afogue isso. Lute contra a corrente. Você pode, Camila. Você é forte. Resista. Pode suplantar as forças da natureza. Você deve. Nade. Lute. Conte. Conte. Não posso. Não posso. Não posso. Ela estava apoiada no meu armário, esperando, bebericando seu café.

 

Quando me viu chegar, se pôs de pé e sorriu. Derreti. Hoje, ela estava com 

uma camiseta que dizia: TENHO UMA CONSCIÊNCIA QUEER. E VOCÊ? 

 

- Oi - ela falou. - Obrigada por ter ido à minha apresentação. 

 

Pega leve, Camila, meu cérebro avisou. 

 

- Sem problemas. Me fale da Unidade. Como vocês se juntaram? 

 

Estiquei o braço em volta dela para abrir o meu armário. 

 

- Duas de nós nos encontramos no Departamento de Teatro da Washington Central. Eu tive a ideia e colocamos um cartaz no mural da Rainbow Alley. Por quê? 

 

- Só estava imaginando. - Leve, bem leve. Peguei meus livros da manhã, tentando não sentir a respiração dela, o sangue dela pulsando nas minhas veias. - Então, por que você se transferiu da Washington Central? - Perguntei, fechando meu armário. 

 

Ela não respondeu. 

 

Abraçando os livros de encontro ao peito, comecei a andar pelo corredor e ela caminhou ao meu lado. Perto, perto demais. No cruzamento principal, 

paramos. Olhei para ela, minha pergunta ainda pairando no ar. 

 

Um grupo de garotas passou por nós, e eu nem teria notado se não fosse pelo fato de uma das garotas medir Lauren de alto a baixo. Ela olhou a camiseta com uma careta de desprezo. Lauren deu as costas para elas.


Notas Finais


Talvez eu apareça mais tarde pra postar mais um capítulo pra vocês, beijos


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