História Keep The Faith - Capítulo 12


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Categorias Bon Jovi, Def Leppard, Guns N' Roses, Mötley Crüe, Skid Row, U2
Personagens Adam Clayton, Duff Mckagan, Personagens Originais, Rachel Bolan, Richie Sambora, Rick Allen, Vince Neil
Visualizações 15
Palavras 2.080
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Você me promete o céu e me coloca no inferno...

Capítulo 12 - You Give Love A Bad Name


Fanfic / Fanfiction Keep The Faith - Capítulo 12 - You Give Love A Bad Name

Alyssa

Horas já haviam se passado desde que aquele dia louco começou. O Mötley Crüe já estava no seu camarim junto com as minhas novas amigas e o Bon Jovi estava prestes a descer também, considerando o horário. 

Eu continuava escondida no camarim do Def Leppard, alheia ao mundo lá fora, tentando processar tudo que havia acontecido hoje. Foi um longo dia e que parecia longe de acabar ainda.

Parecia que fazia anos que o Richie tinha dado com a guitarra na minha cara sem querer no ônibus. Mas foi hoje de manhã. Assim como a minha briga com o Adam. O Rick me roubando um beijo. O disfarce. Tudo tinha sido hoje, mas já valeu por quase toda a minha vida. 

Olhei em volta, pros meus novos amigos. O Joe e o Vivian já tinham sumido com duas garotas aleatórias. O Phil estava jogado no chão, dormindo e abraçado numa garrafa vazia de vodka. O Savage e o Allen, os dois Rick, estavam numa emocionante partida de um jogo de cartas que eu nunca entendi.

Eu estava deitada no sofá, me deliciando com o resto do sorvete que o Jon tinha trazido pra Stace. Mesmo derretido, ainda tava doce e delicioso. Claro que eu tava toda lambuzada, mas o que eu podia fazer?

Uma hora, o chão parou de tremer. Significava que o show havia acabado. Os garotos também perceberam e o Savage fez um sinal pra mim de que iria sair. Acenei pra ele e continuei comendo meu sorvete feliz, enquanto o Allen terminava de organizar as cartas. Até ofereceria ajuda, mas eu não sei o que fazer, então nem adiantaria.

Depois de alguns minutos, o Phil já tinha trocado de posição, indicando que ainda estava vivo, mas continuava dormindo e o Savage voltou. Até pensei em não dar bola, mas alguém veio junto com ele, indo direto na minha direção e me abraçando. 

Não precisei ver o rosto pra descobrir que era o Jon. O perfume dele era muito característico. Abracei ele de volta, fazendo carinho nas suas costas. Ele parecia triste, pesado e o jeito com que ele respirava no meu pescoço indicava que ele estava prestes a chorar. 

Olhei pros dois Rick, sem saber o que fazer. O Savage apontou pro biombo e o Allen fez um sinal de silêncio, indicando que não ia deixar ninguém saber. 

Assenti com a cabeça pros dois e segurei a mão do Jon, levando ele pra trás do biombo. Um filme passou pela minha cabeça, pois tanta coisa tinha acontecido naquele cantinho em menos de cinco horas que parecia que meu coração ia explodir. 

|| O que aconteceu? || Perguntei olhando pro Jon e sentando escorada na parede.

|| Sinto falta dela. || O Jon respondeu chorando. || Tinha uma garota igual a Doth. Cada palavra que saía da minha boca, eu me sentia...

|| Culpado. || Completei.

Ele me encarou e assentiu com a cabeça, apertando os lábios. Levei minha mão até o ombro dele, fazendo carinho de leve na tentativa de fazer ele se sentir melhor.

|| Ela não atende o telefone. || Ele continuou. || Não responde as minhas cartas. As vezes... Eu penso se ela ainda me ama.

Fiz uma pequena pausa antes de responder isso. Não sei se era o momento pra falar, se era algo relevante ou se poderia tornar esse dia um dos piores. Mas depois de uma respirada funda, cedi e ergui as mãos, olhando pros olhos dele. 

|| Quem não ia amar alguém como você?

Os olhos dele se ergueram das minhas mãos pros meus olhos. No mesmo instante, me arrependi das palavras que meus dedos sinalizaram. Talvez eu esperasse uma expressão de felicidade, de compaixão, agradecimento, paz... Mas não. Recebi um olhar de tristeza, pena... E principalmente culpa. 

Apertei os lábios, abaixando a cabeça. As mãos dele estavam escoradas nas suas pernas e eu não tinha coragem de encarar o seu rosto. Senti meu rosto ficar um pouco vermelho, principalmente quando seus dedos sinalizaram a última frase que eu queria naquele momento.

|| Você gosta de mim? 

Fiquei alguns segundos parada antes de responder. Eu não tinha coragem de erguer as minhas mãos. Não tinha coragem de olhar pros olhos dele. Não tinha coragem de nada.

A mão dele veio até o meu ombro, né abraçando de forma protetora. Não resisti a esse toque e deixei algumas lágrimas escaparem, sinalizando pro ar, sem coragem de encarar o seu rosto. 

|| Eu não sei se é porque eu passei a vida toda sozinha. Eu não sei se é só uma alegria por conseguir me comunicar com alguém além dos meus irmãos. Eu não sei se é por tudo que você fez por mim nesses dois dias. Eu não sei porque... Mas eu sinto por você algo que eu nunca senti por ninguém.

Todas as minhas forças estavam concentradas em desejar que eu não tenha dito muito rápido. Eu sei que quando eu fico nervosa, eu acelero demais. Mas eu realmente não queria repetir aquilo. 

Abri os olhos e sequei as lágrimas com muita dificuldade. Ainda não conseguia olhar pro seu rosto, mas ele continuava abraçado en mim. O abraço acabou se desfazendo quando ele ergueu as mãos.

|| Eu vou me arrepender disso pro resto da minha vida.

Completamente confusa, ergui os olhos pros dele. Assim que nossos olhares se encontraram, ambos cheios de lágrimas, ele segurou o meu rosto, se aproximando devagar.

Meus olhos se fecharam quase que de imediato, parando o tempo ao meu redor. Tudo que eu conseguia me concentrar era nos seus lábios quentes, que logo se separaram dos meus.

|| Desculpa. || Ele olhou pra mim. || Eu realmente não consigo.

|| Tem alguma coisa errada comigo? || Perguntei chateada.

|| Não. || Ele se apressou em responder. || Nada. Absolutamente nada.

|| É por causa dela?

|| Também. || Ele assentiu. || Mas principalmente pelo Rich...

Ele parou no meio do nome, como se tivesse se arrependido de ter falado isso. Sua mão continuava no ar, na configuração de H, mas os seu olhar mostrava um pouco de desespero.

Abanei na frente do seu rosto, tentando chamar sua atenção, mas ele abaixou as mãos e se levantou depressa.

Levantei pra tentar ir atrás dele, saindo de trás do biombo, mas o Savage levantou também, me segurando. Tentei me soltar, mas foi totalmente inútil, já que claramente ele era mais forte que eu.

Fiquei olhando enquanto o Jon saía correndo porta afora, me fazendo cair no choro de novo. E eu sabia que no fundo, isso tinha sido culpa minha.





Richie 

Quando foi que você achou que ia ver eu, o Tommy Lee, o Nikki Sixx, a Stace Neil, a Athena Lee, o Steven Adler, o Slash, a Michelle Young, o Keith Richards, o Mick Jagger, o The Edge e o Sebastian Bach juntos? Esse era o poder que a Joan Jett tinha.

Tá certo que a gente não tava junto e nem conversando. Estávamos só aglomerados atrás das cochilhas, observando a Rainha do Rock fazer o seu show histórico no L.A.Strip. Até eu sentir alguém cutucando o meu ombro.

- Preciso falar com você. - O Jon gritou no meu ouvido, já que era o único jeito de escutar algo naquele movimento.

- Agora? - Reclamei.

- Agora! - Ele disse me puxando.

Revirei os olhos e segui ele até um canto mais calmo, onde dava pra conversar melhor. 

- O que foi? - Perguntei com tédio, já que ele tinha me tirado do show da Joan Jett.

- Eu beijei a Alyssa.

Tudo gelou. Tudo. Meu corpo, o ar, as paredes, os gritos da multidão... Tudo estava quieto e frio.

Meu braço coçava, louco pra dar um soco nele. Mas minha razão não deixava. Eu simplesmente estava paralizado, sem dizer uma única palavra.

- FALA ALGUMA COISA! - Ele gritou desesperado.

- Qual é a porra do seu problema? - Perguntei completamente ofendido.

- Richie...

- Cala a boca! - Falei com o rosto queimando de raiva. - Sério, era pra você ser a porra do meu melhor amigo! Era pra você ser a pessoa que me ajuda, que me apoia, que me acompanha nas festas... Mas você passa meses chorando por causa da sua esposa que te largou, fica me infernizando o dia todo me fazendo admitir que eu gosto de uma garota quando nem eu tinha certeza do que eu sinto por ela... Pra você trair a sua esposa beijando a garota que eu gosto?! Igual você ficou com a Lindsay quando eu namorava ela?! Sério, Jon. Qual é a porra do seu problema?!

Por um instante, tudo que dava pra ouvir era as nossas respirações. Eu estava ofegante depois de soltar todas essas palavras e ele estava digerindo tudo que tinha acabado de ouvir. 

- Posso? - Ele olhou pra mim.

- Não. - Falei negando com a cabeça. - Não hoje. Nem amanhã. Já que você vai tratar a Alyssa igual a Lindsay, então compõe a porra de outra música que eu falo com você quando ela sair das nossas vidas. Até lá... Eu quero mais é que você exploda.

- A Alyssa não é como a Lindsay. - Ele disse olhando sério pra mim. - A Lindsay te enganou. Me enganou. A culpa é dela, não de nenhum de nós dois.

- Eu não me importo. - Falei sério, sentindo meu olho começar a lacrimejar. - Só por favor escolhe. Porque eu não vou dividir nenhuma garota com você de novo e... Tanto a Dorothea quanto a Aly... Nenhuma das duas merece isso.

- Eu sei. - Ele assentiu com a cabeça. - Eu não mereço nenhuma delas. Sei disso. Por isso eu vim te contar.

- O quê? - Fiz uma careta confusa.

- Eu pensei na Doth o show inteiro. Em cada palavra, cada sorriso que saía da minha boca... - Ele começou. - Eu fui até a Aly porque eu precisava de alguém que não fosse me julgar, que não fosse dar o mesmo conselho clichê de sempre... Aí rolou um calor... - Ele respirou fundo, fazendo uma pausa e desviando o rosto. - Eu não consegui. Dei só um selinho, mas quando eu fui... Não consegui. Se você tivesse a mínima ideia da culpa que tá me comendo de dentro pra fora agora... Eu não devia ter feito isso com a Aly... E eu preciso da Doth mais do que eu preciso de ar...

Encarei ele, sem saber o que dizer. Eu conhecia o Jon a tempo suficiente pra saber o que ele pensava só de olhar o jeito dele de agir, pela velocidade das suas palavras. E eu nunca tinha visto ele tão mal.

- Vem cá. - Abri os braços e logo ele veio me abraçar, deixando algumas lágrimas escaparem. - Você sabe que homem não chora...

- Vai a merda. - Ele disse ainda com o rosto afundado na minha jaqueta. - Eu tô péssimo.

- Eu sei. - Respirei fundo, retribuindo o abraço com toda a força que eu tinha.

Depois de um tempo ali, ele finalmente me soltou. Seu rosto estava vermelho, seus olhos inchados e a manga da jaqueta jeans secando tudo que dava pra secar. 

- Posso só te pedir uma coisa? - Perguntei olhando pra ele.

- Qualquer coisa. - Ele disse fungando.

- Seja sincero com a Aly. - Pedi apertando os lábios. - Ela não merece passar pelo que a Lindsay passou.

- Tá legal. - Ele assentiu. - Mas eu tô fora.

- Quê?!

- Eu não posso passar por isso de novo. - Ele apertou os lábios. - Eu preciso voltar pra Nova Jersey... Pra mulher que eu amo...

- Jon, ainda tem quatro meses de turnê. - Falei assustado. - Não dá pra cancelar tudo.

- Eu não posso ficar mais quatro meses longe da Dorothea...

Apertei os lábios, fazendo uma longa pausa sem tirar os olhos dele.

- Tá. - Assenti com a cabeça. - Vai pro camarim. Amanhã a gente discute isso com calma.

- Tá bem. - Ele assentiu. - Amanhã...

- JON! RICHIE! - Alguém chamou no fim do corredor, roubando a nossa atenção.

- Rick? - Perguntei confuso, olhando o Allen correndo na nossa direção. - Se acalma.

- O Adam achou a Alyssa. - Ele disse respirando pesado. - Ele disse que não vão ficar pra ver os Stones. Eles vão pra casa e vão trancar a porta. Vocês tem cinco minutos pra irem pro ônibus se quiserem entrar. 


Notas Finais


Oiii
E aí? Oq tão achando??
Gnt, sinto falta dos comentários de vcs. É importante o feedback pra eu saber se a história tá boa...

Até o próximo cap
Bjinhos da Cass 😘😘


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