História Kemet - Capítulo 6


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman
Tags Rivamika
Visualizações 167
Palavras 2.105
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Tjaty: vizir
Kkkjjjj as coisas vão começar a piorar a partir daqui
Eu realmente não queria estar no lugar deles
Ah, Barbara_22, ACERTOU MIZERAVI

Capítulo 6 - Tjaty


 

 
  Em uma casa pobre, abandonada e escura na periferia do centro de Tebas, longe dos olhares de pebleus curiosos e devotos a família real, os dois nobres mais poderosos do Egito depois do próprio faraó se enfrentavam. Mas não eram sussurros velados e ameaças murmuradas entre as altas e maciças pilastras da corte, e sim o perigo de um lugar afastado dos olhares reprovadores, o embate real entre um soldado altamente capacitado em matar contra uma mulher treinada nas artes das adagas e lanças. Sem nenhum guarda para interfirir, sem nenhuma testemunha para incriminar.
  - Você achou mesmo que eu não ia perceber os documentos que seu amiguinho dos papiros pegou de mim? – Ele se aproximou, ainda restringindo os movimentos no aperto férreo, roçando os lábios na orelha dela. – Confesso que é uma satisfação quase fisíca imaginar o que o velho maldito Kenny fará com você quando souber que a filhinha está trocando correspondências com os invasores.
  Ela conseguia sentir o sorriso na fala dele, o hálito quente do vizir se chocando contra a pele de seu pescoço e a deixando enojada e tonta. Mikasa grunhiu e se remexeu, as mãos dele apertando mais, fazendo-a se sacudir com força.
  Como ele ousava acusá-la de traição?! Ela, a herdeira, que amava o Egito na mesma intensidade que amava o irmão Eren?! Sim, era completa e totalmente o perfil dele incriminá-la por algo que ele mesmo arquitetou. O manipulador das artes sombrias, Mikasa havia subestimado o meio-irmão, ele fora capaz de arquitetar uma forma de culpá-la e se livrar dela, ao mesmo tempo que deixava o reino frágil para tomar o poder quando a princesa caísse em desgraça... ela deveria reconhecer que era uma estratégia e tanto.
  O príncipe vizir interrompeu a reflexão dela empurrando o corpo feminino e suado contra a mesa, jogando-a sentada sobra o entulho com brutalidade e libertando os lábios secos para segurar o queixo dela, afundando os dedos na pele macia. Os olhos de ambos espelhavam o mesmo veneno, sem desviarem, em uma batalha de intensidade.
  - Você se acha inteligente, Mikasa, mas esquece que eu também sou.
  - Solte-me, traidor desprezível! – Ela grunhiu, o queixo ainda preso nas garras dele, bem como o corpo paralisado sob o aperto dos músculos do guerreiro que jazia firme entre suas pernas. – Eu sempre soube que você era um monstro, mas se aliar aos hicsos...
  Levi a empurrou e ela caiu contra a mesa, levantando uma nuvem de poeira e machucando as costas enquanto o vizir agarrava sua coxa, arranhando a pele, tateando a procura da adaga.
  - Essa lâmina é bem trabalhada e afiada. – Ele se curvou sobre ela, deitando-se sobre a moça prensada na mesa. Desembainhou e deslizou o metal frio através da pele suada e quente, contornando a veia pulsante no pescoço delgado e descendo quase em uma carícia perigosa até o decote, onde contornou a sombra dos seios. – Vou pegar para mim quando o faraó te condenar a morte, princesa.
  - Você traiu o Egito, Levi, os deuses não o deixaram impune. – Amaldiçoou, sentindo que a casa não estava mais fria, e sim abafada e quente feito os fornos da cozinha. Mikasa suava, e Levi também, de modo que a túnica dele e o vestido dela se tornaram finos e as peles se encostavam quase diretamente. – Quando descerem de Mênfis, as tropas reais os liquidarão!
  Ela sorriu, petulante e orgulhosa ao profetizar a ruína do inimigo. O vizir poderia matá-la ali,e ela poderia cair, mas de alguma forma daria um jeito de arrastar Levi ao abismo consigo. Se ela achou aquelas correspondências criminosas, outros achariam. Armin, ela rezou, Armin vai descobrir... E me vingar.
  Levi franziu o cenho, movendo os dedos de seu queixo para circularem novamente o pescoço, prendendo-a e mantendo-se firme entre suas pernas, a adaga pressionada contra as costelas da princesa. Estavam tão próximos que os narizes se encostavam, e o espaço quase nulo entre os corpos era preenchido por um ódio tão palpável que era em si quase uma heresia ao mundo de Ptah.
  - Mênfis... – O vizir sussurrou, apertando delicadamente o pescoço, uma ameaça muda do quão mais forte o aperto poderia se tornar.
  Com a mão livre que segurava um apoio na mesa, Mikasa alcançou os papiros e jogou contra o peito de Levi, ainda sorrindo sadicamente.
  - Se eu achei, Levi, outros vão achar. – A vingança era algo doce até mesmo em um blefe que poderia não se realizar. – Eu posso morrer, mas você será enterrado sobre uma maldição.
  Por um momento ele ficou sem ação, alternando o olhar desconfiado entre as folhas amareladas contra seu peito e o olhar febril da princesa. 
  - Não vai me convencer com uma cena de manipulação. – Ele arrancou as folhas da mão dela, mas puxou-a pela cintura para que se sentasse e olhou o conteúdo do papiro.
  Levi não a soltou, e mesmo que Mikasa buscasse desesperadamente uma estratégia para se livrar da mão cruel em sua cintura que a restringia e apertava com a intenção de causar dor, ela sabia que as chances de vencer uma luta corporal com o vizir eram nulas. Além de exercer o cargo de vice-rei, onde todas as questões administrativas e burocráticas competiam a sua pessoa, o maldito fugia a regra e ostentava – desde que a doença debilitara Kenny indubitavelmente – também o título de general de guerra, o soldado mais capaz e superior do exército. Ele matava bem, tão bem quanto o medjay Jean, e não a deixaria fugir.
Porém Mikasa não deixaria de tentar.
  Quando percebeu que ele estava concentrado lendo a folha – ele deveria estar surpreso que deixou uma prova de sua traição para trás, senão o que justificaria a curiosidade com a própria conspiração? – Mikasa prendeu as pernas na cintura dele e se jogou, derrubando os dois no chão sujo e levantando mais uma lufada de poeira. A adaga ainda estava nas mão dele, mas Mikasa estava disposta a arriscar alguns cortes.
  Ela pairou sentada sobre ele por um momento, tendo o prazer de ver o inimigo sem ação, e tentou correr para a porta. Levi a segurou no meio do movimento, agarrando-a pelos ombros e jogando de volta no chão, os dois em uma posição semelhante a que estavam; a princesa rendida, de pernas abertas com o vizir entre elas a imobilizando, dessa vez os punhos fortes dele segurando os pulsos delicados em um aperto bruto ao lado da cabeça.
  - Eu vou levá-la a corte, o faraó vai julgá-la e nenhuma de suas mentiras poderá salvá-la. – Levi, ajoelhado entre ela, forçou o peso do corpo sobre a princesa.  – Nem que para isso eu tenha que caçar um general hicso para confessar seus crimes!
  - Um dos seus monstros?! – Ela retrucou, forçando os pulsos e torcendo o corpo, arfando de medo, dor e ódio. – Um dos seus lacaios estrangeiros, Levi? Você já foi melhor que isso, dependendo de soldados tal qual o templo das doações do palácio...
  Ele fechou os olhos, trincando o maxilar e estremecendo com ódio insano e sem limites que só o campo de batalha e ela conseguiam arrancar de seu ser – nem mesmo a raiva que sentia do faraó superava as reações causadas pela carnificina e a maldita princesa herdeira. Ao abrir os olhos, qualquer traço de racionalidade e paciência de diálogo foi perdida. Era Sekhmet encarnada em toda sua fúria.
  Mikasa percebeu que o limite fora cruzado e agora o vizir provavelmente a mataria, então com as últimas forças o empurrou com as pernas e se levantou, aproveitando a momentânea falta de ação do homem caído. O príncipe se ergueu e buscou a adaga, jogando com precisão contra ela. Ela esquivou por pouco, o coração batendo nos ouvidos e um medo nunca antes experimentado de estar as portas da morte a tomando ao ouvir sua própria adaga se chocar contra uma parede.
  Não queria morrer assim. Não queria morrer pelas mãos de Levi.
  Levi novamente a segurou, e com um giro a jogou contra a mesa, que quebrou e espalhou todo o entulho pelo chão da casa. A princesa cortou a bochecha contra um metal frio de borda afiada que caiu no chão com a bagunça, o sangue escorrendo do rosto e manchando de carmim o claro vestido de algodão. Ela gemeu de dor, buscando um pedaço de madeira com os dedos trêmulos, que outrora foi um dos pés da mesa, para se defender.
  O barulho do metal, o mesmo que a ferira, caindo no chão foi único entre o ofegar dos inimigos.
  Ela se levantou, tonta de dor no rosto e no corpo ferido, para ver um Levi parado e rígido, observando com as pupilas arregalas o metal a seus pés.
  De longe e com o olhar embaçado ela pôde identificar: era um selo, um cartucho de ouro contendo o nome escrito de alguém, utilizado para assinar documentos e marcar a cera das cartas. Uma assinatura própria.
  Mikasa sentiu uma dor aguda nas costelas, e se ajoelhou apertando o flanco, o gemido reprimido na boca saindo fino e abafado. O vizir também se ajoelhou, porém a atenção estava dirigida ao cartucho; a moça machucada esquecida por um momento a sua frente.
  - Você é burro por deixar uma assinatura para trás... – Ela escarneceu, arfando de dor mas não deixando de debochar em momento algum. Tossiu, gemendo de dor com o movimento dos pulmões, sangue escapando dos lábios cheios. Provavelmente havia fraturado uma costela quando o monstro de Seth a jogou contra a mesa.
  Levi ergueu os olhos para ela, olhos cinzas confusos, incrédulos e com uma sombra de culpa que ela achou ter fantasiado, de tão rápido que desapareceu. Não poderia ser real, alguém como ele jamais sentiria remorso ou qualquer espécie de sentimento minimamente nobre.
  - Não é meu nome. – Ele sussurrou, estendendo o objeto dourado para ela.
  Mikasa recebeu o ouro tão confusa quanto ele, surpresa demais pela mudança de comportamento tão radical. Há segundos o vizir tentava matá-la, e agora dava para ela olhar uma possível pista?
  Ela desviou os olhos desconfiados e carregados de rancor do rosto impassível e agora distante de Levi, abaixando as íris negras com maquiagem escorrida para o cartucho.
  Nos mitos de sua terra a respeito da criação do universo e tudo que há nele, os oásis, as areias, as águas e animais, sempre houve presente o príncipio de Maat. A ordem universal, o equílibrio necessário a todas as coisas para que existisse as próprias coisas. A realidade era regida por Maat, ordenada por Maat, mantida coesa por Maat. O bem Amon e o mal Seth, ambos equilibravam-se em Maat e jamais rompiam o equilíbrio.
  Assim Mikasa aprendeu os mistérios daquela que porta a ankh.
  Ao ler o nome impresso em baixo relevo naquele pedaço de ouro destinado a servir de assinatura, ao compreender o significado daquele aglomerado de hierático – uma variação mais simples da escrita hieroglífica – estampado no objeto pequeno... O mundo de Mikasa se estilhaçou como se o propósito de Maat houvesse deixado de manter coesa cada particula do universo.
  - Não – Ela sussurrou. – É mentira. 
  A princesa ergueu os olhos para o vizir, as lágrimas embaçando a visão – lágrimas que fez questão de esconder, ele jamais poderia vê-la chorar.
  - A culpa é sua! – Gritou, jogando o cartucho contra ele, que se esquivou do impacto do metal. – Está querendo destruir o Egito...
  Ela soluçou, erguendo-se e oscilando perigosamente, a dor no flanco roubando o ar e impedindo um movimento mais focado. Levou uma mão às costelas e apertou.
  - Mikasa – Levi murmurou, se abaixando e guardando o pedaço de ouro em um bolso entre as vestes. – Vim até aqui porque já estava desconfiado do hebreu, e quando recebi a informação de que você estava vindo até esse lugar, eu desconfiei de você também. – Estranhamente, ele se explicou. – Eu não confio em você, imaginei que poderia estar comandando uma conspiração. Mas nós dois agora sabemos que não é isso.
  Ele era frio e muito objetivo ao expor os fatos, um militar que acima de tudo visava os próprios interesses a respeito da nação que servia, e somente esse modo anormal de falar com ela desesperou Mikasa ainda mais.
  Eles haviam acabado de tentar se matar, por Anúbis!
  Se ele estava compartilhando informações com ela, era sinal de que não a julgava mais uma inimiga de primeiro grau – embora eles sempre fossem se considerar inimigos. Porém se ele estava falando naquela calma calculista e estratégica, era porque o vizir, o general de guerra, estava convencido de que a responsabilidade era de outra pessoa. A pessoa que possuía o nome no cartucho.
  Isso desesperou Mikasa.
  Porque o nome escrito era o de Eren.
 

Notas Finais


Eu particularmente achei esse capítulo flopadinho
Desculpa gente vou tentar melhorar


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