História Kevin Ulfson - A Desavença dos Deuses - Capítulo 3


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Categorias Mitologia Nórdica
Tags Asgard, Balder, Deuses, Freya, Loki, Mitologia Nórdica, Odin, Thor, Valhala
Visualizações 2
Palavras 1.759
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Fantasia
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 3 - Capítulo 3 - O PLANO PARA SALVAR MIDGARD


Fanfic / Fanfiction Kevin Ulfson - A Desavença dos Deuses - Capítulo 3 - Capítulo 3 - O PLANO PARA SALVAR MIDGARD

Após aquela terrível e assustadora visão, Kevin tinha certeza de que Thor havia vindo buscar o que é dele por direito, e ele sabia que se tem algo que deixa o Deus do Trovão irritado é que mexa nas coisas dele, principalmente seu martelo mágico, o Mjölnir, o que ele não compreendeu é: Por que ele simplesmente não aparece e pega, e por que isto é um amuleto e não um martelo? Talvez seja fruto de alguma magia do Deus da Trapaça.

- Cara! Como assim Thor? - Perguntou Gustavo.

- Você acabou de ver um maluco de dois metros e meio descendo aqui na frente da sua casa através de um relâmpago e me pergunta como assim? - Disse Kevin meio irritado.

- Então quer dizer que ele virá atras de nós? - Perguntou Gustavo assustado.

- Não, eu acho que os deuses não fariam isso, devem estar testando a gente, vamos apenas guardar o segredo! - Esclareceu Kevin segurando o amuleto com as duas mãos.

- Entendi. Vamos la fora ver se ele ainda ta lá. - Disse Gustavo se levantando do sofá.

Eles saíram até a rua bem devagar e observaram à volta, a rua estava deserta naquela manhã, parecia que a cidade havia sido sumido, mas era apenas impressão, a figura do Deus do Trovão havia sumido dali, aliviados sentaram os dois na calçada da rua, neste mesmo instante, um carro branco, moderno, vira a esquina da rua e para na casa de Gustavo, eram seus pais e sua irmã de sete anos que acabara de chegar do hospital.

- Olá meninos. o que fazem aqui fora? - Perguntou Carla, a mãe de Gustavo.

- Aaan... Nada mãe! Só de bobeira. - Respondeu Gustavo.

- Eae garotos! - Disse Marcelo o pai de Gustavo abrindo a porta de trás onde se encontrara Vanda, a irmã de Gustavo.

Os dois ignoraram os pais de Gustavo entrando em casa, não deram muita atenção pois estavam atentos com o que poderia ocorrer a partir de agora, a vida deles estaria em risco, agora perceberam que estão mexendo com coisa séria, mas Gustavo sabe que a culpa não é de Kevin, qualquer um poderia ter achado aquele amuleto e feito pior, Kevin sabia o que estava fazendo.

- Cara, eu vou pra casa, depois a gente se fala. - Disse Kevin se levantando.

- Ok, eu vou tentar não pensar nem contar pra ninguém isso. - Disse Gustavo entrando em casa rapidamente.

Kevin foi caminhando até sua casa, passou pelo mesmo caminho, subiu a rua da casa de Gustavo, virou a esquina da padaria do Seu Tobias, só que dessa vez não seguiu a rota principal que sempre fazia quando ia para a casa do amigo, decidiu por alguma força intuitiva pegar um ''atalho'' pelo matagal que havia ao lado da padaria, muitas pessoas usavam aquele caminho para encurtar o tempo ou para usarem drogas mesmo, Kevin entrou, passou pelo arame farpado e seguiu em frente, caminhou quietamente, sempre olhando para trás e rapidamente para frente, estava tenso de qualquer forma, só sabia pensar na figura de Thor, e como seria falar com o deus, o que ele realmente queria no momento era ir para casa, e deu mais uma olhada para trás, só que dessa vez parou de andar e fixou-se no chão, quando voltou a olhar para frente se esbarrou com um senhor.

-Ah! Nossa! Desculpa moço. - Disse Kevin após levar um susto.

- Ah! Desculpa digo eu! Não deveria ter te esperado virar, mas, não pude notar este amuleto em sua mão! - Disse o estranho

- Na minha mão? O que??? Mas estava em meu bolso! - Disse Kevin olhando para a sua mão que agora segurava o amuleto.

Kevin olhou de volta para o estranho, e num instante percebeu como o mesmo era alto, devia ter um metro e noventa e cinco ou mais, era magro, tinha olhos azuis esverdeados, cabelos curtos castanhos quase que raspados, e uma barba ligeiramente grande loira, um nariz pontudo, vestia uma galocha preta suja de lama, vestia calças bejes, e uma camisa normal azul clara, 

- Quem é o senhor? - Perguntou Kevin estranhando o sujeito.

- Vamos andando! Eu te falo no caminho. - Disse o moço.

- Aonde exatamente vamos? - Perguntou Kevin recuando um passo atrás.

- Eu te explicarei. Kevin! - Disse o sujeito mudando o tom de voz.

Kevin se tocou da mensagem e decidiu acompanhar o sujeito, ele andava rápido, e cheirava a cerveja, um forte odor, e parecia não se importar por onde andava com suas galochas sujas de barro e lama, uma vez que agora estava passando pelas ruas da pequena cidade, Kevin notou que o moço estava levando ele até a estação rodoviária da cidade, que sempre está vazia, ao chegar ao local o homem sentou-se  bem folgadamente com as pernas abertas em um banco onde as pessoas esperam pelos ônibus e tirou do bolso de trás um pequeno vidro que continha um liquido azulado retirou a tampa e bebeu um gole, parecia mais algum tipo de cachaça que ele havia comprado em qualquer bar de esquina por ai, mas o que Kevin queria realmente saber era: Como este bêbado sabia o seu nome?

- Então... Chegamos até aqui, onde você quer chegar com isso? - Perguntou Kevin que aparentava estar calmo.

- Olha só....... Eu sei que você....... tem algo ai ....... que não lhe pertence...... - Disse o sujeito dando paradas para tomar sua bebida.

- Você é só um bêbado fedido não é mesmo? - Disse Kevin enfurecido.

- Senta aqui moleque! - Disse o sujeito tampando a garrafa.

- O que é essa bebida ? - Perguntou Kevin apontando para a mesma.

- O que? Esse suquinho aqui? Meu pai que fez, disse que me faz me sentir mais vivo, se chama Odhroerir, quer um pouco? - Respondeu o sujeito pegando a bebida.

- Seu pai? Seu pai fez esse suco? Espera! Qual o nome do seu pai? - Perguntou Kevin um pouco assustado,

- Shiii! Calma, primeiro vou te dizer o que é isso ai no seu bolso, - Esclareceu o sujeito apontando para o bolso da bermuda de Kevin.

- Então diga logo!! - Gritou Kevin impaciente.

- Acalme-se garoto, primeiramente, isto não é um amuleto, é uma poderosíssima arma que pertence ao meu irmão, mas como pode ver o mesmo assumiu esta forma, e não serve de nada agora, mas ele precisa ser devolvido ao dono imediatamente, mas não assim, não agora, é preciso traçar um plano de imediato! Pois o destino de Midgard esta em suas mãos jovem.

- Como assim? em minhas mãos, e quem é você? Como sabe dessas coisas? - Perguntou Kevin confuso.

- Pense bem, este amuleto é o famoso Mjölnir, o esmagador de gigantes, o terror de Jötunheim, e está em suas mãos na forma mais inocente do mundo, em forma de colar, que inútil não?

- E o que você quer que eu faça? - Perguntou Kevin,

- Ora! Por que não perguntou logo? Para retornar o Mjölnir à sua forma natural e devolver ao seu dono de origem, primeiramente você precisará de ir para Nidavelir e leva-lo até os seus criadores, Brokk e Eitri, apenas eles saberão o que fazer nesta situação.

- Nidavelir? Você quer dizer o lar dos anões? - Perguntou Kevin assustado.

- Sim! Mas! tem um porém! Retrucou o sujeito

- Diga homem! - Exclamou Gustavo

- Não posso te levar até a Bifrost e não sei outro caminho para Nidavelir. - Disse o sujeito abaixando a cabeça.

- Não pode me levar até Bifrost? A ponte do arco-íris? Aquela que liga Asgard à todos os nove reinos? TA DE GOZAÇÃO? - Gritou Kevin,

- Quieto! Vai chamar muita atenção! Por que você não acredita em mim? - Perguntou o sujeito.

- Acredito que você andou bebendo muito isso sim! - Exclamou Kevin nervoso.

- Então ta! Eu me chamo Baldér, filho de Odin, Deus da justiça e da sabedoria! - Disse Baldér levantando e colocando a mão no peito como sinal de orgulho ao nome.

- Isso não prova nada! Qualquer um pode dizer que é um deus por aí! - Disse Kevin.

- Então eu provo!, Tente me golpear, vamos! Se eu realmente for quem estou dizendo não sentirei dor nenhuma, você conhece a historia, ''Nenhum ser vivo pode matá-lo e bla bla bla..'' Vamos Kevin! - Disse Baldér virando sentando-se.

Kevin desferiu um soco na boca do sujeito, que nem se quer gemeu de dor, nem mesmo sangrou ou relutou, o que realmente deixaria qualquer um surpreso com tamanha resistência.

- Uou! Sério? Então você estava falando a verdade mesmo, desculpa! - Disse Kevin calmo.

- Não há de que se desculpar jovem! Agora vamos prosseguir com o plano, ja que não há formas de te levar até Nidavelir, você tera de pedir ajuda! - Disse Baldér.

- Ajuda para quem? - Perguntou Kevin.

- Para as duas únicas pessoas que eu conheço que tem o mapa para Nidavelir! Magní e Modi. - Disse Baldér.

- Os filhos de Thor? E como devo encontrá-los? - Perguntou Kevin.

- Olhe, sua cidade faz muitas festas certo? Me diga quando será a próxima que eu farei questão que eles apareçam aqui, eles adoram festas, estão o tempo todo se disfarçando de humanos para festejar entre vocês. - Disse Baldér.

- Vamos ter uma festa amanhã a noite! Se eu não me engano é aniversário da cidade! - Disse Kevin,

- Certo, vou fazer com que eles saibam disso, só mais algumas coisas, eles são muito fanfarrões, e você irá percebe-los assim que os ver! Quando chegar o momento apenas peça para que te levem até Nidavelir, eles saberão o porque! Eu tenho que ir! Meu tempo acabou aqui! - Terminou Baldér.

- Espera! EU ESQUECI DE PERGUNTAR SE VOCÊ É ALÉRGICO À VISCO! - Gritou Kevin.

Kevin tentou impedir Baldér, mas o deus já havia desaparecido junto da luz do sol, ele pensara que agora deveria estar chegando em Asgard o lar dos deuses, então o jovem confuso corre para casa e desta vez sem interrupções de deuses, ao chegar em sua rua, sente-se aliviado por não ter raios ou trovões nos céus, agora que sabe que as lendas são verdadeiras, ele sabe o que temer, entrando em sua casa, ele corre até seu celular para notificar seu amigo do novo ocorrido, e de que estavam prestes a viver uma jornada perigosíssima através dos nove mundos da Yggdrasil.

 

 



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