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História Kill me on friday - Capítulo 14


Escrita por:


Notas do Autor


Demorei mas voltei!!! 🍌❤️❤️❤️

Gente para quem não sabe estou escrevendo uma não tão one assim, é mas para longfic, ela está no meu perfil com o nome de Além do Horizonte 🌊 (spoiler cof cof é sobre piratas cof cof) e para quem já sabe da existência desse meu mais novo xodózinho, eu logo irei postar o "último" capítulo (Motivo das aspas é pq o final vai ser grande, assim acho) qualquer coisa divido em dois e não deixo o cap com 15k pq eu acho bem cansativo (já não basta o último que postei que tem mais de 9k ahahahuaua) em fim é isso!! 🥝🍏🥑🍐

O nome do capítulo é o nome de uma música da The Neighborhood, provavelmente daqui para frente os capítulos vão estar com nomes de músicas que eu escrevi ouvindo ou que a letra tem a ver com o conteúdo do cap. Aconselho que ouçam essa música pq a letra eu achei que combinou com o ambiente (Ou todos os álbuns de NBH pqp banda phoda) 😭

Em fim boa leitura 🌈🍉🌈🍉🌈🍉

Capítulo 14 - Prey



Eren se remexeu na cama, aos poucos abriu os olhos e se acostumou com a pouca luz, moveu o rosto para o lado e encontrou Levi dormindo de bruços como de costume. Estava com o rosto soterrado no travesseiro e esbanjava serenidade, sem aquelas sobrancelhas franzidas o tempo inteiro, apenas sereno, lábios entreabertos e cabelos negros por cima do olho. 


O celular tocou.


Eren estendeu a mão até o criado mudo, pegou o celular de Levi e o mesmo já se remexia entre os lençóis, tinha o sono extremamente leve.


Atendeu. E antes mesmo que falasse alguma coisa, a voz estridente de Hanji veio na linha, o fazendo se assustar e qualquer vestígio de sonolência ir embora.


— O resultado! Deu certo! Descobri! O Resul-


Eren trincou os dentes, Levi estava sentado na cama o observando.


— Fala como um ser humano normal! — esbravejou de volta a interrompendo e suspirou no fim — Não acredito que passamos bilhões de anos evoluindo para dar nisso.


Hanji não tinha perdido a empolgação inicial, falou dessa vez ainda mais alto, Levi foi capaz de escutar também.


— Os resultados da injeção de Dot Pixis!


Eren passou a ficar tenso, olhou Levi que já tinha o famoso cenho franzido, o detetive saiu da cama segurando a barra da blusa e a tirando pelo pescoço, agarrou uma toalha no cabide e foi para o banheiro. 


— Vem aqui. — disse Eren antes de desligar


Depois que os dois terminaram de tomar banho, se vestiram rapidamente, ansiosos pelo resultado de Hanji sobre o que diabos Pixis havia injetado em Eren. Levi não falaria em voz alta ou esbanjaria uma reação, mas desejava profundamente que nada fosse sério. Não queria o garoto em problemas. Seu garoto.


Seu coração palpitou, seu rosto branco adquiriu uma cor avermelhada. No elevador, Eren o encarou e sorriu um pouco contido por Levi sempre parecer sério e quase não mudar aquele rosto, abaixou-se na altura e encostou a cabeça no ombro do detetive que também sorriu de volta e bagunçou de leve seus cabelos castanhos.


Deram apenas um selinho antes que as portas metálicas abrissem, passaram pelo recepcionista que sempre comia rosquinhas caramelizadas. Demorou pouco tempo para o jeep novo de Hanji estacionar no meio fio — claro, do pior jeito possível pois ela não sabia estacionar.


Desceu fumando um cigarro pela metade, jogou a fumaça para o alto e com a outra mão segurava algumas folhas meio amaçadas. Vestia um suéter e a jaqueta de couro por cima, as mesmas calças e o coturno nos pés, parecia atônita e ansiosa.


— E aí? Fala logo. — Eren estava impaciente, cruzou os braços com força no peito 


Levi recebeu as folhas do exame e começou a ler, Eren também fez o mesmo ao seu lado e a medida que lia as linhas, ficava mais confuso do que assustado.


— Resolvi chamar de Titã. Não me perguntem o porquê. — disse Hanji, nomeando o conteúdo — A injeção vai diretamente em uma parte específica do cérebro, chamada lóbulo pré-frontal. Lá são onde ficam as memórias de curto prazo, de um jeito mais claro, eram para ser suas lembranças de infância.


Eren tirou os olhos do papel, Levi estava com a expressão de sempre como se no fundo já soubesse daquilo, uma mania estranha, como se seu cérebro estivesse em volta de uma muralha e que precisasse de bem mais para derruba-lá.


Hanji suspirou e a fumaça veio junto, abaixo de seus olhos haviam olheiras, indicando que madrugou no laboratório.


— A memória de longo prazo é convertida em uma memória de longo prazo, ela passa a ficar em uma parte mais profunda do cérebro. O hipocampo. Bom... — o barulhinho da brasa queimando o tabaco ecoou, Hanji fumava mais que o habitual — pelo menos era para ser assim com você.


Eren uniu as sobrancelhas e Levi ergueu uma, deixou a papelada de lado e encarou a médica.


— Achamos que seu hipocampo é danificado, porque só assim explicaria a função da injeção de Pixis. Eu já disse que a nomeei de Titã? — coçou a cabeça confusa e logo bufou, deixando a indagação de lado


— Qual a função dessa...Titã? — Levi repetiu a última palavra desgostado, Hanji era péssima com nomes 


— Ela é como um choque no cérebro, uma onda forte que viaja até o lóbulo pré-frontal. — explicou — Acredito que agora, Eren, toda a sua memória de infância esteja sendo processada e logo será convertida no hipocampo. 


Eren engoliu um seco, relembrou da visão que teve naquele dia, com aquele homem sem rosto. Suas memórias de infância já estavam sendo processadas antes mesmo da injeção Titã, sua expressão ficou perturbada por um momento e os detetives perceberam. Agora ele entendia a última frase de Dot Pixis.


Você vai enxergar


Hanji adquiriu um olhar analítico.


— Não está surpreso né? 


Eren demorou para negar com a cabeça.


Dessa vez foi Levi a se pronunciar:


— Eren, você lembra de alguma coisa da sua primeira infância? — perguntou de forma delicada e calma, não queria que aquele rosto perturbado permeasse no garoto — Algo como...antes de chegar no Orfanato.


Eren trincou os dentes e cerrou os punhos, estava com o rosto baixado e encarava os próprios tênis velhos e desamarrados. 


— Não. Não lembro de nada.


[...]


Jean meteu uma mão no bolso e tirou algumas notas, estava sob o olhar entediado do balconista do Cyber Café e sentiu uma pequena vontade de esmurrar aquele caixa para tirar aquele rosto de deboche. 


Jogou as notas no balcão e virou-se para sair, segurava com dois guardanapos o copo de isopor quente com café preto sem açúcar. Era nessas horas que vez ou outra lembrava de Eren. Ah, quem Jean estava enganando? As memórias de Eren estavam bem vividas de um jeito amargo no seu âmago, era fácil imaginar aquele moreno mal humorado com seu humor ácido reclamando por ter seu pedido de café errado, às vezes Jean errava de propósito só para vê-lo estressado. 


Talvez se entregaram a algo além de amizade só para descobrirem seus próprios gostos e conhecer melhor seus corpos, mas o resultado disso foi ruim para ele, e para Jean...cruel. Embora estivesse feliz por estarem recomeçando a amizade de onde haviam parado, não podia ignorar aquele aperto no coração.


Eren já tinha alguém.


Jean tinha que seguir em frente.


Em meio a pensamentos desgostosos, desapercebeu um corpo pequeno se esgueirando para o lado bem na hora que se virou para ir até o carro, o rapaz a sua frente parecia apressado e topou com força contra seu peito.


O resultado? O copo de café voou da sua mão e seu corpo se desequilibrou e foi ao chão, sentiu o peso do desconhecido contra seu peito e após praguejar contra o infeliz, levemente abriu os olhos e levantou a cabeça.


Era o garoto loiro e disléxico com quem havia encontrado junto de Eren noutro dia, ele tinha um olhar assustado e seus olhos azuis estavam arregalados.


— Você é cego por acaso? — ralhou Jean 


O loiro sentou na calçada, não haviam muitas pessoas por ali mas das poucas que se faziam presente, estavam olhando a cena dos dois no chão.


— Meu café já era! 


Jean se levantou junto do outro que tirava a poeira dos jeans, seu cabelo estava amarrado em um rabo de cavalo desengonçado, se mantinha quieto e terrivelmente calmo.


— Quanto custa? Eu vou pagar outro para você.


Jean franziu o cenho e aceitou, era o mínimo que o rapaz atrapalhado poderia fazer, após aceitar, o loiro assentiu e sorriu largo. Jean tinha uma expressão engraçada no rosto, como se olhasse um ET. 


— Me chamo Armin. 


— Eu sei.


Jean já tinha em mãos o copo de café preto sem açúcar, os dois estavam caminhando pela calçada e o evento anterior parecia não ter existido.


— Posso te comprar chocolate. Como um pedido de desculpas.  — disse Armin


— Não quero. — ergueu o copo de isopor indicando que já tinha conseguido o que queria 


Armim cruzou os braços, seu rosto ficou estranhamente vermelho.


— Não estou perguntando. — redarguiu o olhando de esguelha, sua voz era falhada e sem confiança, depois disso levou o canudo a boca e sugou o milk shake de baunilha — Mesmo assim, ainda estou mal por isso ter acontecido. Não surpreso. Eu sempre saio esbarrando e alguém por aí.


Jean ergueu uma sobrancelha. Armim era franzino e  esbanjava poucas certezas das ações, caminhava de um jeito engraçado como se imitasse um robô, talvez estivesse rígido por estar envergonhado. Era difícil saber ao certo.


Armin não era nada parecido com Eren.


Jean cerrou o maxilar.


O que diabos estava pensando?!


Comparar os outros com Eren, o que ele queria afinal? Ter aquele buraco no peito preenchido de alguma forma, era isso que ansiava. 


— Ainda tenho um pouco de dislexia, mas fiz alguns tratamentos. A verdade é que sempre me distraio, não porque eu quero. — Armin continuava a falar e isso era contraditório para alguém que aparentava timidez, talvez ele tivesse mania de falar muito quando estava nervoso — Você lembra de mim quando pequeno? Eu vivia voado nas missas e minhas notas eram péssimas. Se bem que você não devia prestar muita atenção, claro que eu era conhecido, reduzido a "o garoto disléxico", mas se quer saber eu prestava atenção em você. Você e o Eren. O que quero dizer... — suspirou após notar o quanto tinha falado — você quer chocolate? 


Jean estava com a sobrancelha erguida olhando o loiro em sua pose rígida, levou uma mão fechada a boca e gargalhou um pouco contido. Armin ficou frio mas seu rosto ficou quente, era uma pessoa fácil de desconcertar, diferente de Eren que raras vezes ficava envergonhado na sua presença.


Armin começou a sugar o resto de milk shake, fugindo do olhar de Jean.


— Me dá logo a droga do chocolate. E... — franziu o cenho emburrado — me desculpe também, costumo ser cabeça-quente. Não quero que tenha a impressão de que eu fiz descaso da sua condição.


Armin sorriu assentindo, chegaram em uma loja de convivência e pegaram uma barra de chocolate, o loiro pagou e entregou a Jean que guardou no bolso.


Antes de entrar no carro, encarou Armin parado no meio fio.


— E se quer saber, eu prestava atenção em você.


[...]


Pediram algo no BK como almoço, Hanji subiu para o quarto de Levi e Eren, os três comeram juntos. Um silêncio pairava entre eles como se estivessem digerido algo, o céu tinha pouco sol e quase nenhuma luz entrava no cômodo, parece que logo uma chuva cairia.


— Quer dizer que eu tenho amnésia? — perguntou Eren após beber goles longos na lata de Pepsi, estava com as pernas jogadas na cadeira da escrivaninha e as costas no braço da mesma 


— É o que parece. — disse Hanji, estava com as pernas estiradas na cama e comia batatas fritas 


Levi estava sentado na beirada da cama dando garfadas na salada, demonstrando não ter tanta fome quanto os dois. Tinha um olhar preocupado no rosto.


— Dot Pixis já sabia da sua condição, parece que roubaram suas lembranças. — continuou Hanji sem parar de mastigar as batatas murchas e gordurosas, na sua opinião, as melhores — E agora, querem pôr elas de volta. O motivo? Não sabemos. Quem fez a Titã? Também não sabemos.


— Foi o cientista. — a voz de Levi saiu mórbida, ele olhava fixamente para um ponto aleatório no chão — É a pessoa que está por trás disso tudo. É ele. 


Eren franziu o cenho. Deixou a lata de refrigerante na superfície da mesa, pegou impulso nos pés e as rodas da cadeira se arrastaram para mais próximo dos detetives, agora, tinha o rosto de indagação apoiado na costa da cadeira e os pés para fora.


— Como sabe? — perguntou afinal


Hanji soltou um riso de lado.


— Nesse tempo todo que passamos juntos, você ainda duvida da intuição de Levi? — perguntou ela


Levi ergueu o rosto e encarou os dois.


— Temos que parar de correr atrás do padre, no sentido metafórico, claro. — explicou ele deixando a salada de lado  — Nunca chegaremos em um lugar certo, temos que ir atrás da raiz.


— Como? — perguntou Eren novamente 


Levi o encarou mais intensamente.


— Você vai saber. — disse — Dot Pixis não fez aquilo atoa, todas as pistas que encontramos não foram em vão.  Cada pedaço do que conseguimos, não dá nas doze mortes, na Sexta-feira Santa, na Igreja subterrânea ou em Pixis. — franziu o cenho como se não quisesse acreditar ou dizer aquilo — Tudo dá em você. 


Eren levemente arregalou os olhos, ficou tenso e não fez questão de esconder isso, sentiu seu estômago revirar e ligeiramente desviou do olhar afiado de Levi.


— Não se sinta culpado. A culpa não é sua. — disse Levi como se acabasse de ler sua mente — Muito ao contrário, além de vítima...você é a chave para tudo, Eren. 


Levi se levantou da cama e caminhou rumo a Eren que o seguia com o olhar.


— Se você se lembrar de algo, por menor que seja, nos fale. 


Eren assentiu mas um gosto amargo o permeou, estava sendo hipócrita e tinha ciência disso. Teria que colocar tudo a limpo e ser sincero, sentia o quanto Levi confiava em si ao dizer que ele era a "chave" para tudo.


Hanji suspirou e se levantou.


— O que temos a fazer é esperar, — disse ela se espreguiçando — não podemos fazer movimentos decisivos em um território que não conhecemos.


Levi concordou e Hanji passou a ter um olhar suspeito no rosto, a silhueta de um riso se formava ali.


— Agora, — começou ela de braços cruzados — querem me contar o caso de vocês dois?


Eren arregalou os olhos e adquiriu um rosto emburrado, Levi apenas se mantinha tranquilo com um misto de confusão no olhar.


— Então estou certa? Há! — Hanji deu um soco no ar e ajeitou os óculos com uma expressão maliciosa que beirava a esquisitice — Caíram na perspicácia de Hanji Zöe, nada passa por mim. E eu já desconfiava disso, mas hoje tive essa confirmação. 


Levi suspirou cansando e passou um peso da perna a outra, fez uma expressão falsa de surpresa que saiu mais tediosa do que pretendia.


— Como? — perguntou fingindo comoção 


Hanji apontou para a cama.


— Quando cheguei apenas uma cama estava bagunçada, — começou — então pensei: Eren ou Levi não conseguiram dormir. Mas vocês estavam em perfeito estado e não aparentavam uma insônia, então a segunda coisa que pensei: Oh, céus! Eles transaram!


Eren fez uma careta estranha.


— Dormir juntos não quer dizer que transamos! — disse o garoto em êxtase 


Levi maneou a cabeça e colocou as mãos nos bolsos do sobretudo.


— Mas transamos. 


— Levi! — Eren trincou os dentes com raiva, seu rosto estava vermelho e naquele momento apenas desejava jogar Levi pela janela por falar aquilo com tanta naturalidade.


Hanji gargalhou segurando a barriga, Eren ainda se mantinha com mal humor sentado na cadeira. Ralph começou a latir e Levi se apressou para colocar ração na vasilha dele, não queria aquele balconista reclamando com os dois, visto que Eren no momento já estava sem paciência.


A médica saiu no final da tarde, Levi foi deixá-la na portaria e antes dela entrar no jeep encarou o amigo.


— Não foram apenas essas evidências que me levaram a crer que estavam juntos. — disse com um riso ameno — Eu percebo o quanto os olhos de Eren brilham ao olhar você, ou como você se desesperou quando Eren recebeu óbito. Levi, você chorou como uma criança! Eu nunca o vi naquele estado!


Levi encarava fixamente a outra avenida, suspirou e resolveu olhar a amiga parada no meio-fio.


— Está jogando na minha cara? 


— Não, nunca! — redarguiu incrédula — O que quero dizer é que todo esse tempo que passei com você, nunca o encontrei tão sensível e amável como quando está com Eren. 


Levi uniu as sobrancelhas, minimamente confuso.


— Sensível e amável? — perguntou novamente, era isso que aparentava quando estava com Eren?


Hanji sorriu e colocou as mãos nos ombros do amigo.


— Você não é tão bom em disfarçar. — falou ela — Apenas sinta isso, não se segure. Ame. Abrace. Grite. Não se esconda, Eren é uma pessoa muito especial.


Levi desviou os olhos, encarou um pouco o chão apenas para que ela não notasse uma mínima coloração vermelha em seu rosto.


— Eu sei. 


Hanji o conhecia dos pés à cabeça, ela sabia o que falava a Levi. Petra foi embora de vez mas ainda assim parecia ter arrastado alguma coisa de Levi, aquelas palavras vindo de Hanji não foram em vão.


Esperou até que o jeep sumisse de vista e entrou.


Ame. Abrace. Grite.


Encontrou Eren de frente para o notebook na escrivaninha, a tela exibia um jogo de luta e o garoto mordia a própria língua enquanto clicava no mouse e murmurava xingamentos.


Ficou ali na porta por alguns minutos, apenas o admirando. 


Eren notou estar sendo observado e tirou o headphone para jogar aqueles olhos esmeraldas em sua direção.


— O que está fazendo aí? — perguntou — Você está me olhando com essa cara de Monalisa de novo.


Levi estranhamente sorriu, dessa vez a fileira de seus dentes brancos apareceu e aquilo deixou Eren desconcertado, era raro um sorriso daqueles vir de Levi.


Era lindo.


Depois disso, transaram.


Eren montou Levi até que a noite caísse, seus corpos suados se movimentavam em sincronia e repetiram isso duas, três, quatro...até perderem a conta das vezes, suas mentes estavam nubladas e novamente a confusão do mundo lá fora não existiu.


Caíram na cama ofegantes, os arfares ecoavam pelo cômodo. Levi puxou o lençol cinza-claro e os cobriu, estavam um de frente para o outro. 


Eren o encarava dessa vez mais calmo, seus cabelos estavam grudados na testa e no seu pescoço era notável há quilômetros a trilha de chupões e mordidas. Levi não estava tão diferente dele, podia sentir suas costas ardendo por conta dos arranhões.


— Você parece querer dizer algo. — disse Eren 


Levi estendeu a mão e passeou pelos seus cabelos úmidos, seu riso foi mais fraco e cansado.


— Não se preocupe.


Eren mordeu os lábios e desviou os olhos, apoiou as mãos na cama e se sentou na mesma. Levi copiou sua ação, se aproximando do garoto buscando entender o motivo daquela distância.


— Antes mesmo de Dot Pixis me injetar aquilo, eu tive uma lembrança. 


Levi permaneceu calado, apenas atentamente o ouvindo. 


— E ontem, eu tive mais uma lembrança ao dormir. Não foi um sonho, eu sei que foi uma lembrança. — Eren tinha o cenho franzido e parecia que a qualquer momento desistira de falar, Levi acariciou suas costas desnudas em um dizer de que estava tudo bem — A primeira lembrança era de um homem, ele falava coisas estranhas para mim, eu era muito pequeno. Acredito que isso aconteceu antes de eu chegar ao Orfanato.


— O que ele falava? — perguntou Levi


Eren passou um tempo em silêncio antes de prosseguir.


Siga seu destino, foi o que ele disse a mim. — Eren ainda encarava as mãos no colo


— Como ele era? — indagou novamente, o lençol apenas cobria sua intimidade e sua pelves estava desnuda, formava um V e seguia em uma escassa linha de pelos abaixo.


Eren trouxe os joelhos para perto e os abraçou, apoiando a bochecha e encarando a janela do cômodo, a noite havia chegado e o vento gélido chegava aos seus corpos.


— E-Eu não lembro, não cheguei a ver. —  respondeu com a voz falha, Levi pousou a mão em sua cabeça e fez um carinho terno


— E a outra lembrança... — finalmente Eren ergueu o rosto e o encarou, havia um misto de desespero em seu olhar verde — eu estava na Igreja subterrânea, eu já estive lá quando era pequeno. Levi, quando eu me lembrei no sonho, eu não estava com um pingo de medo. Na verdade, eu...


— Eren. — Levi o chamou como se pedisse algo, não sabia ao certo porque disse seu nome 


Eren não parou.


— Eu estava feliz. — disse por fim — E depois disso eu não consigo parar de cogitar. E se na verdade, eu for o vilão? 


Levi não disfarçou a incredulidade, agarrou os ombros de Eren e o virou na sua direção, de modo que ficassem cara a cara.


— Não diga isso nem brincando! — falou mais alterado dessa vez, sua voz subindo no tom suficiente para que Eren adquirisse uma expressão arrependida no rosto — Você é a vítima aqui, porque está cogitando isso? 


Eren voltou a desviar os olhos.


— Desculpa. — disse ele com o cenho ainda mais baixo 


Levi sentiu que Eren começaria chorar à qualquer momento e por isso o abraçou, seus corpos nus compartilharam um calor reconfortante, Eren retribuiu o aperto de um jeito desengonçado, estava com o queixo apoiado na curva do pescoço do detetive, seu rosto estava frágil e mordia os lábios para não deixar descer nenhuma lágrima.


— Me desculpe por estragar o clima, s-só que eu não podia mais esconder isso de você. — começou dizendo enquanto Levi afagava seu cabelo


— Está tudo bem.


— Com isso de tudo estar ligado a mim, me sinto afundar. — falou com sinceridade


Levi se afastou e segurou seus ombros.


— Me desculpe, eu não queria que isso fosse um peso para você.


Eren sorriu de um jeito terno, como se dissesse em um sussurro que estava tudo bem, o mesmo se aproximou e beijou Levi, foi um selinho demorado e sem pressa, o detetive iniciou uma trilha de beijos pelo seu pescoço bronzeado antes de chupar a sua pele, deixando mais uma marca avermelhada que duraria um bom tempo.


Depois de fazerem mais uma vez, dormiram abraçados.







Notas Finais


Amisowodwjhwwis o nome Titã veio do nada para mim, não pensei que esse universo teria tantas referências ao cannon 🤔 O que acharam da interação de Jean e Armin? Será que estamos prestes a ter um casal secundário?

E antes de tudo, peço que não julguem o Jean. Ele acabou de "terminar" com o Eren e é perceptível que nosso amado hacker deixou lacunas no Bojack ao ponto dele comparar outras pessoas com Eren, eu gosto do Jean que fiz pois ele é o que mais se assemelha com um humano. É falho, arrogante mas é boa pessoa confiem em mim, ele resolveu deixar Eren e está se recuperando 😘

Levi e Eren caíram na peripécia de Hanji Zöe 😭 Hanji é uma boa amiga quem concorda respira

Mostrei mais lados da história como Levi ter chorado quando Eren recebeu óbito ou como ele ficou mal dps de Petra ir (não que ele se arrependesse) mas vcs entenderam né? Não é algo pá pum acabou sou feliz, mas plmns Eren estar com ele

Por falar em Eren...ah, Eren...não vou dizer nada

O que acharam ????


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