História Kill this love - Capítulo 34


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Categorias Blackpink
Personagens Lisa, Personagens Originais, Rosé
Visualizações 14
Palavras 1.719
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 34 - Capítulo 33


Nós não estávamos nos importando que, do outro lado da porta, estava algumas pessoas da nossa equipe técnica, os pais da Lisa e ainda as outras meninas do Blackpink. Aquela foi uma das melhores transas que tivemos.

    Devagar, a Lisa e eu deitamos na sua cama, a cama em que ela dormia antes de entrar para a YG. Eu estava com um macacão, então me virei de costas para que ela pudesse abrir o zíper. Seu dedo, delicadamente desceu pelo meu corpo junto com minha roupa. Minha respiração ia ficando cada vez mais forte à medida que ela subia de volta dando rápido beijos. 

    Virei de volta com a barriga pra cima e voltei a beijar a Lisa. Tirei seu casaco e o joguei do lado do meu macacão, no chão, seguido pelo restante da sua roupa. Eu não sei descrever de forma fiel o quão diferente foi aquele nosso momento. A troca de olhares entre eu e a Lisa foi constante durante todo o tempo, parecia que estávamos falando via pensamento. 

    Ainda um pouco ofegantes, a Lisa sorri para mim e eu retribuo, em lembrando de quando eu transei com o Chanyeol e percebendo que realmente existe uma grande diferença entre fazer sexo, transar e fazer amor. Eu sabia, ali, que amava muito aquela garota e estava disposta a arriscar tudo por ela. 

    - Eu poderia ficar aqui te olhando para sempre. - Digo, fazendo a Lisa ficar um pouco sem graça, mas o que importa é que seu sorriso abriu ainda mais. 

    - Não poderia não, porque temos que voltar para o hotel. - Ela sai de cima de mim e me joga meu macacão e minha calcinha de volta. - Qual vai ser nossa desculpa?

    Percebo a tristeza da Lisa perguntando aquilo. Sempre precisamos de uma desculpa e ninguém gostava disso, muito menos ela. Mesmo assim, pego dois bichinhos de pelúcia e brinco com eles no ar. 

    - São muito importantes para você. Precisou pegar eles para levar pro dormitório. 

    - E eu demorei trinta minutos para isso? Ainda precisei de você comigo?

    - Sim, estávamos procurando eles no meio das suas tralhas. Por isso você ficou com a franja bagunçada. 

    Arrumo sua franja de modo a tentar deixar o clima menos tenso por termos que formular uma desculpa. Acabou que ninguém perguntou o que estávamos fazendo lá no quarto, não naquele momento. É normal amigas ficarem num quarto, só não sei se é normal as duas irem para o banheiro depois. 

    E aquilo não foi o único risco que nos submetemos. Depois de mais dois shows na Tailândia, fomos direto para a Indonésia, depois Hong Kong, depois Filipinas, Singapura, Malaysia e por último Taiwan. Durante esse tempo, eu e a Lisa aproveitamos cada passeio, cada quarto de hotel e até nos desafiamos a tentar coisas diferentes. 

    Eu e a Lisa estávamos dando uns amassos no hotel e ela parou tudo, depois se sentou do meu lado e disse, na maior vergonha, que havia visto algumas coisas e que queria tentar algo novo. Claro que eu já tinha ouvido falar sobre a tal posição de “tesoura”, mas nunca tinha imaginado como aquilo dava prazer ou era ao menos possível. Posso dizer que no início foi muito constrangedor mesmo, mas depois nem ligamos mais para qualquer vergonha. Eu agradeci pelos treinos de yoga e por a Lisa ser forte com a prática do boxe. 

    Enfim, estávamos aproveitando esse tempo de pseudoliberdade, mas tínhamos que voltar para a Coréia. O álbum “Kill this love” tinha que ser lançado antes da nossa viagem para os Estados Unidos. Assim que chegamos fizemos nosso makeover normal em todo álbum lançado. 

    Eu fiquei no loiro, apenas retocamos ele, já que a tinta vermelha da época do Square Up, nosso disco anterior, já estava desfazendo. A Jisoo voltou para o vermelho, a Jennie manteve o castanho, realmente é a melhor cor nela, e a Lisa gravou o clipe em duas fases, com o cabelo ainda loiro e com ele mais cinza, não sei explicar direito. Ela também cortou o cabelo. Lembro quando eu estava na escola e tinha aquela brincadeira que o cabelo curto deixava a menina menos feminina. Vários preconceitos que eu estava quebrando. 

    Foi um dos clipes mais trabalhosos para gravar, o que era até bom por significar que a YG estava investindo no clipe. Tínhamos vários cenários, várias roupas e várias cenas. A primeira foi um cena freestyle com nós quatro, a qual também foi uma das cenas mais divertidas de gravar com as meninas. Naquele mesmo dia gravamos ainda mais uma cena em grupo. O tempo de segundos de uma cena num clipe dura horas para gravar, então só fizemos aquelas duas naquele dia. No outro dia começaram as gravações individuais.

    - Cadê a Lisa? - O diretor grita a ponto de eu e a Lisa conseguirmos ouvir do camarim. 

    - Viu, Chaeng. Já estou atrasada. - A Lisa me empurra de leve para conseguir sair da parede, mas puxo seu braço para mais um beijo. 

    - Desculpa, eu não resisto. Você está muito linda, ainda mais com essa lente azul. 

    Me juntei a Jisoo para observar as outras duas meninas gravando. A Lisa precisava se concentrar para não ser xingada de novo pelo diretor, então não fiquei provocando atrás das câmeras. 

    - Onde vocês estavam/

    - Tive um problema com minha roupa. Estou com medo de estar engordando. - De tanto mentir eu comecei a aprender algumas táticas, entre elas trocar o foco da conversa para algo interessante. O melhor mentiroso é aquele que não precisa mentir porque ninguém pergunta. 

    - Você? Engordar? Mais fácil o mundo acabar, Chaeng. - Ela olha para o sanduíche na minha mão e me julga instantâneamente. - E olha que você come muito. 

    Apenas dou um sorriso. Devemos manter silêncio no set de gravações, então não me preocupo em forçar algum outro assunto para não chegar no referente a Lisa. Eu deveria ter me preocupado.

    - Eu não queria te preocupar, Chaeng. Mas você pensou melhor naquilo que te falei, da Lisa estar a fim de você? 

    - Você realmente acha? Eu até havia esquecido.

    Eu realmente havia esquecido daquele detalhe. 

    - Na verdade, agora que eu estou certa disso. Vamos confessar que a Lisa tem um jeito meio… você sabe. - Não entendo o problema das pessoas em falar lésbica. - Mas, especialmente depois que entramos em turnê, ela tem estado muito diferente com você. 

    - Jisoo, pelo amor de deus, nós somos amigas. 

    - Talvez para você. Mas eu estava até conversando com a Jennie e você acredita que até desconfiamos que vocês se pegaram já. 

    Dou uma risada, forçando para não parecer nervosa. Eu sei que é pedir muito as meninas não desconfiarem de nada, por mais que, na Coréia, eu e a Lisa termos um caso pareça algo impossível, a Jennie e a Jisoo também nos conhece muito bem, também estão junto conosco há anos. Estávamos apenas ignorando todo aquele fato e talvez não duraria muito se continuássemos na displicência.

    - Vocês estão doidas de tanto trabalhar, isso sim. 

    - A Jennie também achou loucura você ficar com garotas, ainda mais a Lisa. Mas de verdade, eu sei lá. Só não acho que você deva ficar iludindo a Lisa, sabe? Tipo, eu realmente acho que ela gosta de você e ela é muito legal e nossa amiga, se você não quer nada é melhor, sei lá, vocês se afastarem um pouco, pelo menos para a Lisa perceber. 

    Pensei em perguntar “e se eu quiser algo”, mas me abstive. Continuo então jogando com a Jisoo para ouvir seus conselhos. 

    - Talvez eu deva falar com ela e resolver esse problema. 

    - Eu acho que seria estranho. A Lisa não vai confessar que gosta de você, isso iria ser estranho e muito arriscado. Me ouve que eu sou mais velha e se afasta da Lisa um pouco.

    Foi o que eu fiz durante o tempo das gravações. Eu não tive tempo e espaço para conversar com a Lisa e explicar o porque estava evitando seus abraços ou qualquer manifestação de afeto. Estava claro que ela ficou nervosa e confusa com a situação, mas também vi que a Jisoo estava mais conformada e menos crente que eu também sentia algo pela Lisa. 

    Depois do fim das gravações do clipe, tivemos ainda várias seções de foto antes de viajar para os Estados Unidos. Um dia antes da nossa viagem, a Lisa bateu na minha porta pedindo explicações.

    - Posso conversar com você um minuto? 

    Permito sua entrada, deixando meu caderno de desenhos de lado. Ela se senta na beirada da minha cama e fica me olhando, como se fosse óbvio o que queria ali. Até era, mas eu não sabia como começar respondendo. 

    - O que eu fiz? Por que você está me ignorando totalmente?

    - Lisa… - Me aproximo dela e pego na sua mão. Acho muito fofo a forma como ela achou ter culpa. - Não foi nada que você fez. É que… a Jisoo veio falar comigo. 

    A Lisa ficou me olhando por um tempo, esperando eu falar o que conversei com a Jisoo. 

    - Ela desconfiou da gente. Na verdade, ela desconfiou que você gosta de mim e que eu fico dando mole. Achei melhor a gente se afastar um pouco por conta disso. 

    Pela primeira vez não conseguia ler a expressão no rosto da Lisa. Não sei dizer se ela estava com raiva, confusa, triste ou decepcionada. Só sei que feliz ela não estava. 

    - Por que você não me falou antes de começar a me ignorar?

    - Eu estava com medo da sua reação. Também não queria ter que pedir pra você se afastar. Dói, sabe?

    - Eu sei, você estava me ignorando todo esse tempo. - Depois de soltar seu comentário amargo, a Lisa fica em silêncio por um tempo e confesso que senti medo. E se ela quisesse terminar o namoro? Eu não faria a mínima ideia de como eu poderia aguentar aquilo. A Lisa se levanta e fica mexendo em um bichinho de pelúcia no meu quarto. - E se a gente nos assumisse para as garotas? 

    Fiquei paralisada com a pergunta da Lisa. Aquela conversa não terminaria bem e, com certeza, nossa viagem para os Estados Unidos não seria mais tão emocionante.



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