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História Killer Bunny - Jeon Jungkook - Capítulo 45


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Notas do Autor


oi oi povo lindo, como estão?
alguém ainda lê essa estória? KKKKKK
se sim, boa leitura! 💖

Capítulo 45 - Capítulo: XLV


Fanfic / Fanfiction Killer Bunny - Jeon Jungkook - Capítulo 45 - Capítulo: XLV

— NÃO! NÃO! NÃO! — (S/N) gritava, muitas e repetidas vezes. Rapidamente, tirou aquela lâmina de dentro de Jungkook e o outro gemeu de dor. — Meu amor, eu... — tentou formular uma frase, estava trêmula e gaguejava muito.

 

Mi-Cha - que até então estava morta - levantou-se e cambaleou até (S/N), apressada e muito tonta. Puxou-a pelos braços e derrubou-a no chão, desferindo tapas e socos no rosto dela. 

 

Eu mereço isso... 

 

Pensou (S/N), ouvindo-a gritar e lágrimas saíram dos seus olhos, as dores físicas haviam voltado e estavam muito fortes. A menina viu então, a tal espadachim Kira tirar Mi-Cha de cima dela e pegar sua katana ao lado de (S/N), que estava jogada no chão. Mi-Cha, que gritava em ameaças contra a que estava no chão enquanto Kira rastejava ela para o lado de Irene, que se despediu com um beijo no rosto de Taehyung e saiu, fazendo sinais de beijinhos para todos ali. Taehyung lançou o dedo no meio e ameaçou-a dizendo que nada havia acabado ainda. 

 

— Parece que alguém já não aguenta mais nada. — Namjoon disse, sorrindo maldoso enquanto se aproximava limpando o sangue que escorria do nariz e lábios, estava com um olho roxo e mexia repetidas vezes o maxilar, como se tivesse deslocado ali. 

 

(S/N) estava imóvel no chão, encarava o céu e sentia muita dor ao ponto de não conseguir se levantar ou apenas falar. Namjoon alcançou onde ela estava e pôs o pé sobre a barriga da menina, que gritou alto pela força que pressionava ela para baixo. 

 

— PARE COM ISSO! JÁ CHEGA! — Jin, que estava calado analisando Jungkook, gritou. 

 

— Chega mesmo? Acha que ela não aguenta mais? — perguntou num tom maldoso e um sorriso sádico desenhado nos lábios. Subiu o pé para o pescoço de (S/N), drenando todo o ar da menina, que se mexeu e tentou tirar ele dali. 

 

Jeon então se levantou, como se aquelas feridas em seu corpo não fossem nada. Andou até RM e levantou uma arma para qualquer lugar, apertando o gatilho duas vezes antes das balas acabarem, acertando-o uma vez no peito e perna. Este fraquejou e afastou-se, ajoelhando-se devido a ferida. 

 

— Suma daqui e leve esses seus cachorrinhos com você, nós conversaremos no dia dos assassinatos com o conselho. — Jungkook disse em um tom de ameaça, Namjoon engoliu a seco e tremeu ao ouvir  “dia dos assassinatos”. 

 

Jeon abaixou-se até a sua menina, que ainda permanecia paralisada no chão, custava ficar acordada. 

 

— Jungkook... — tentou dizer alguma coisa, mas já estava fraca demais e até mesmo respirar doía muito, lágrimas desceram dos olhos dela e com um último esforço levantou a mão ensanguentada e levou até o rosto dele, fazendo uma carícia e sujando o rosto de Jungkook devido aos dedos feridos. — Eu te amo, mas não sei se aguento mais... — disse, num sussurro fraco e quase sem voz. A mão dela perdeu as forças e ela fechou os olhos, pronta para morrer. Jungkook estava trêmulo e lutava muito consigo mesmo para não se desesperar. Pegou a menina nos braços como se ela fosse uma pena e percebeu que ela já não estava mais acordada. 

 

Levou-a para dentro da casa e Jin rapidamente deu as instruções de onde Jungkook deveria colocá-la e o que deveria fazer. 

Novamente, (S/N) estava deitada naquela maca, aparentemente inconsciente. Jungkook, que estava com medo, aproximou-se e abaixou-se até o peito de (S/N). 

 

— Jin... ela não está... — confirmou mais uma vez. — ELA NÃO ESTÁ RESPIRANDO! — gritou desesperado, sentindo a força das pernas esvaírem e deslizando até o chão. 

 

— MERDA! — Jin gritou e Taehyung adentrou o cômodo assustado. — TIRE-O DAQUI E SE FOR PRECISO SEDE ELE! — Jin gritou para o Kim que parecia paralisado na porta ao ver o estado de (S/N). 

 

Jimin adentrou o cômodo e pegou Jeon pelo braço direito e Taehyung pegou-o pelo outro. 

 

— NÃO! NÃO ME LEVEM POR FAVOR! MINHA (S/N)! NÃO! — gritou Jungkook desesperado e relutante para sair dali. 

 

                                      (...)

 

— Você acha que vai demorar muito mais para eles acordarem? — Jimin perguntou, encarando Taehyung que estava sentado a sua frente e Jin que aplicava um remédio no braço de (S/N). 

 

— São apenas cinco dias. — Jin disse, lembrando do estado de ambos. 

 

— “Apenas”. — Tae debochou. — Como se fosse normal uma pessoa ficar desacordada a cinco dias. — encerrou a fala cínico. 

 

— (S/N) já bateu o recorde de uma semana em coma. — Jin explicou, encarando o rosto pálido e sem vida da citada. — Quem me preocupa de verdade é Jungkook. 

 

— Por que diz isso? — Tae perguntou, levemente curioso. 

 

— Ele não é de ficar desacordado assim. Jungkook parece mais fraco, distraído... 

 

— Totalmente focado em protegê-la e fazê-la feliz. — Jimin interrompeu suspirando. 

 

— E totalmente satisfeita. — Jin completou, os três se olharam com certa malicia e riram das falas. 

 

Ambos se calaram e Jin sentou-se no sofá do quarto novamente, vendo que nem Jeon e nem (S/N) ao menos se movimentaram na cama após cinco dias do acontecido. Parecia que ambos estavam num jogo de fingir a própria morte melhor. 

 

— Vocês acham que eles tem mesmo uma relação firme? — Taehyung perguntou, deixando Jin e Jimin surpresos. 

 

— Jungkook deu o anel que o pai dele deu para a mãe de (S/N), sendo que já era casado com a senhora Jeon... 

 

— O anel da alma gêmea, do amor que nem mesmo a morte pode matar. — Jimin completou, conhecendo a lenda daquele anel. 

 

— Uau, um anel com uma história fictícia de outra história de dois adúlteros. — Taehyung disse, irritadiço com aquelas coisas de lendas e histórias, não acreditava no amor e nem nessas coisas. 

 

Não mais. 

 

— Você não entende, o pai de Jungkook e a mãe de (S/N) não são nem a ponta do iceberg por onde esse anel já esteve... 

 

— E agora o anel é viajante, ah, por favor! — Tae interrompeu Jin, revirando os olhos. 

 

— Se você não acredita, por que perguntou sobre? — Jimin perguntou, olhando de soslaio para o acastanhado. Taehyung encarou (S/N) e suspirou. 

 

Como uma mulher desacordada e toda enfaixada consegue ser tão bonita? 

 

Pensou Taehyung, levantando-se da cadeira e saindo do quarto repentinamente. 

 

— Que bicho mordeu ele? — Jimin perguntou para Jin. 

 

— Que bicho não, quem. — Jin disse, deixando o Park confuso. 

 

(S/N) fez um ruído, ambos olharam em direção a ela com um fio de esperança. 

 

— Jungkook... — sussurrou, surpreendendo Jin e Jimin. — Não, por favor... NÃO! 

 

Repentinamente, (S/N) pôs-se sentada na cama e gritou alto. Jimin correu até a cama e segurou-a. Jin procurou por um remédio que pudesse acalmar a menina entre aquelas seringas. 

 

— NÃO! ME SOLTEM! É TUDO CULPA MINHA! FUI EU! — gritou ao ouvido de Jimin. 

 

— KIM SEOKJIN! — Park gritou, vendo que Jin estava se enrolando com aquelas agulhas.

 

— Que gritos infernais são esses?! — Taehyung perguntou, adentrando o quarto novamente. 

 

Kim se direcionou a (S/N), olhando no fundo dos olhos desta, ela parou de gritar. O monitor cardíaco apitou, o que indicava que (S/N) estava tendo um ataque cardíaco. 

 

— QUE MERDA! — Jin gritou. 

 

 

                                     (...)

 

Após todo aquele alvoroço, Jin conseguiu ajudar (S/N) e esta se acalmou e voltou a inconsciência devido a medicação. 

 

— Jin? — Taehyung se pronunciou, vendo que ele parecia muito preocupado. — Você está bem? 

 

— Não... algo me preocupa. — respondeu suspirando. — Eu acho que conheço aquela espada que a mascarada estava segurando, mas não me lembro de onde. — suspirou novamente. — Preciso sair e buscar mais informações, mas com eles assim não sei como eu faço, já que da última vez que sai sozinho Namjoon me esperava, mas deixá-los aqui sozinhos e vulneráveis não é a melhor escolha... merda! 

 

— Façamos assim, eu vou com você e Taehyung fica para proteger Jungkook e (S/N). — Jimin sugeriu, entrando no quarto. 

 

— Para mim tanto faz, mas eles não podem ficar aqui sozinhos. — Taehyung disse indiferente. 

 

— Certo. Vou descobrir mais sobre essa tal Kira, até de manhã eu e Jimin estamos de volta. — Jin disse, vestindo a jaqueta já que lá fora chovia e ventava muito. Taehyung assentiu e acompanhou-os até a porta. — Se algum deles acordar, em especial a (S/N), dê mais calmantes a ela, mas não para dormir. Ela tem uma personalidade em conflito dentro dela mesma e precisa de ajuda para controlar até aprender a domar a assassina que tem dentro dela, apesar que eu duvido muito que aquelas pílulas irão fazer efeito. — explicou para o Kim, referindo-se aos remédios sobre o criado mudo ao lado da cama. — Verifique se todas as janelas e portas dessa casa estão trancadas e acione o alarme. 

 

— Jin, não é a primeira vez que protejo pessoas inconscientes, fique tranquilo, sim? — Tae disse. Jin apenas assentiu e entregou uma arma para ele. 

 

— Use somente em último caso. — alertou Jin saindo e como ele pediu, Taehyung trancou a porta da frente e acionou os alarmes.

 

Verificou se todas as janelas e portas da casa estavam fechadas e trancadas, abaixou um pouco o ar condicionado da casa e antes de ir para o quarto buscou dois copos de água, um para Jeon e um para (S/N). Assim que chegou ao quarto novamente, assustou-se quando viu (S/N) de pé em frente a janela, ela assistia a chuva e por vezes brincava com a mão no vidro e as gotas do lado de fora. 

 

— (S/N)? — Taehyung chamou-a, vendo que ela não havia notado a presença dele. Ela encarava as próprias mãos, estas estavam manchadas de sangue, sangue de Jungkook. Repentinamente, (S/N) se virou para ele e Taehyung arrepiou-se por completo ao ver os olhos vermelhos dela brilharem. — V-Você aceita água? — perguntou, visivelmente nervoso. 

 

— Eu quero morrer. — sussurrou a menina. — Mas para eu conseguir o que eu quero, preciso matar todos vocês... — continuou, em direção a Taehyung. 

 

— Por que tem que matar todos nós? — o Kim perguntou, deixando o copo de água e o remédio sobre o criado. 

 

— Porque todos querem nós oito mortos. — respondeu, aproximando-se lentamente dele. 

 

— Mas por que vai fazer isso com seus amigos e Jungkook? — Taehyung perguntou, dessa vez olhando diretamente nos olhos dela. 

 

— Amigos... — repentinamente, (S/N) caiu de joelhos, colocou as duas mãos na cabeça e gritou. — JUNGKOOK! — gritou alto. — PAREM COM ISSO! PAREM DE FALAR! CALEM A BOCA! 

 

Quando (S/N) notou que havia uma arma na cintura de Taehyung, levantou-se o mais rápido que conseguia até ele e pegando-a. Colocou a arma abaixo do queixo e destravou rapidamente. 

 

— NÃO! O que vai fazer?! — o Kim perguntou desesperado. Não poderia deixá-la morrer. 

 

— Elas não calam a boca... talvez se eu puxar o gatilho elas me deixem em paz! — disse, pronta para soltar o gatilho. 

 

— Não pode fazer isso... eu imploro. — Taehyung disse baixo. — Nós já não somos mais sete, somos oito agora... 

 

— ME DEIXEM AO MENOS OUVI-LO! EU PRECISO OUVIR ALGO ALÉM DE VOCÊS! CALEM A BOCA! — gritou novamente. — Mas... e se as vozes não pararem Kim? O que eu faço? Não quero viver assim... 

 

— E você não vai... eu calei as minhas vozes. — disse, sabendo exatamente do que ela estava falando. — Eu mesmo matei as minhas vozes. 

 

— Como fez isso? — perguntou, com lágrimas nos olhos. — É insuportável! Antes elas não apareciam quando eu estava acordada, deixei de dormir para não vê-las e não ouvi-las, mas até acordada não posso ficar em paz! — disse, com mais lágrimas no rosto. 

 

— Como assim vê-las? — Taehyung perguntou. 

 

— São duas de mim e elas querem que eu me mate! — disse alto. — CALEM A BOCA POR FAVOR! EU NÃO AGUENTO MAIS! 

 

— (S/N)! — Taehyung gritou, chamando-a e ela olhou-o. — Por favor, não faça isso... 

 

— Me dê um motivo, Kim Taehyung. — disse, o humor dela já havia mudado novamente. — Eu não aguento mais viver assim... 

 

— Jeon Jungkook é um bom motivo! — Tae exaltou-se. — Tem gente aqui que ama você como família e como amiga! Vai dar o sofrimento e a dor de uma perda para eles?! Para Jungkook?! Se Jeon perder você também nada mais restará para ele! — (S/N) fechou os olhos, deixando mais lágrimas escorrerem ao encarar Jungkook atrás de si. Sem perceber, acabou por abaixar a arma dando um fio de esperança para Taehyung. 

 

Ele dormia, sua pele estava mais pálida que o normal, seus cabelos grandes batiam quase no nariz dele, o rosto angelical que ela tanto ama. Sua mente então foi invadida por o momento exato que ela feriu Jungkook, que olhou nos olhos dele e afundou aquela espada em seu peito. 

 

Assassina

 

Era a única palavra que rodava na cabeça de (S/N), ecoava, gritava, ia e voltava na cabeça dela. 

 

— Eu sou uma assassina... — sussurrou de cabeça baixa. — Matei uma mulher grávida, uma vida inocente e indefesa, matei um homem, matei várias pessoas... — continuou e Tae interrompeu. 

 

— Eu também matei muitas pessoas... não me orgulho disso. — ele disse suspirando. — Mas a sensação é prazerosa, diferente, viciante... eu sinto que nasci para ser assim. — disse por último. Viu que ela estava distraída e olhava para o chão, seus olhos brilhavam pelas lágrimas e a imensidão vermelha. Taehyung se aproximou lentamente, ela não havia feito um movimento contra isso e ele permaneceu quieto até alcançá-la. Taehyung tocou o ombro dela, ela encarou-o com lágrimas nos olhos e se jogou nos braços dele chorando feito uma criança. — Eu sei como você se sente... eu já me senti assim. — sussurrou calmo ao ouvido dela. — Está tudo bem (S/N)... chore o quanto quiser, ninguém saberá. — terminou a fala, tirando a arma da mão dela. (S/N) apertou os dedos ao redor da camisa dele e abraçou-o mais forte que podia, permitindo-se desabar nos braços do acastanhado. 

 

                                      (...)

 

(S/N) abriu os olhos, mas não estava mais com Taehyung e Jungkook no quarto. Estava em um cômodo completamente branco, sem portas e janelas, apenas uma cama e uma cadeira ocupavam aquele espaço grande. A iluminação do quarto era baixa e quase todo escuro. Nenhum ruído era ouvido, ela estava sozinha. 

 

— Assassina... — uma voz feminina sussurrou. 

 

— NÃO! NÃO! NÃO! DE NOVO NÃO! — (S/N) gritou, ao reconhecer aquelas vozes. O barulho dos saltos ecoavam no cômodo e (S/N) olhou em volta, a procura delas. — POR FAVOR ME DEIXEM EM PAZ! — gritou, ajoelhando-se e colocando as duas mãos nos ouvidos, numa tentativa falha de não escutar a voz delas novamente. 

 

— Assassina... — (S/N) sentiu seu um contato em seu ombro e desvencilhou-se rápido, gritando. 

 

— EU NÃO QUERIA MATAR AQUELAS PESSOAS! — gritou em defesa de si mesma. — NÃO FOI CULPA MINHA! 

 

— É claro que foi, sempre temos outra escolha. Você precisa fazer a sua, aqui e agora. — a voz disse. 

 

Outros passos foram ouvidos e mais uma sombra pode ser vista. 

 

— Você disse que gostava de katanas... que era prazeroso matar com uma então, aqui está. — disse a segunda, deixando o objeto a frente de (S/N). 

 

— Vamos (S/N), faça a sua escolha. — a primeira disse, encarando-a. 

 

— Sabe que se me escolher as coisas serão muito mais legais! — a segunda disse, sugerindo que matasse a primeira. 

 

— Saiba que ela não leva nada a sério e perde o controle muito fácil. Eu sou a escolha certa. — a primeira disse, olhando feio para (S/N). 

 

Uma ideia então piscou na mente da menina. Ela levantou-se e pegou a arma em mãos, tirando a capa que a cobria e viu como a lâmina era afiada e poderia ser rápido e sem dor. Respirou fundo e virou a lâmina para si, em direção ao seu coração. 

 

— NÃO! — ambas as sombras gritaram, assustando (S/N). 

 

Um toque quente e singelo rodou o pulso de (S/N), seu coração disparou ao olhar o indivíduo.

 

— Não faça isso... — a voz rouca pediu, segurando os dois pulsos de (S/N) dessa vez, tirando a mira da espada de si mesma. — Sabe que se fizer isso eu não vou conseguir seguir em frente... — Jungkook sussurrou. 

 

(S/N) não sabia mais se estava sonhando ou se era realidade, mas apenas fez o que Jeon pediu, jogando a katana em suas mãos longe e puxando-o pela nuca para um beijo. Jungkook empurrou-a para longe e chamou a atenção dela. 

 

— (S/N)... — a espada que antes foi jogada longe, estava novamente fincada no peito de Jungkook. As mãos dela estavam manchadas de sangue outra vez e quem segurava a katana era ela. 

 

— O que?! COMO?! NÃO! 

 

                                        (...)

 

(S/N) abriu os olhos e gritou alto, estava ofegante, trêmula e assustada. Olhou ao redor rapidamente, Jungkook estava ao seu lado e ainda dormia, Taehyung não estava mais no quarto e ela estava na cama. Percebeu então, que ela segurava com força os lençóis da cama pelo ardor do sonho e soltou-os lentamente, encarando as próprias mãos em seguida. 

 

— Sangue... — sussurrou, vendo que as mãos ainda estavam sujas, mas não parecia ser recente. 

 

Repentinamente, Taehyung apareceu na porta desesperado ao escutá-la gritar. Viu-a encarando as próprias mãos freneticamente e suspirou. 

 

— Não se preocupe, você não fez nada. — Taehyung disse, vendo que ela sussurrava coisas e culpando a si mesma novamente. — Tome isso. — aproximou-se, dando a ela o copo de água e a pílula que Jin pediu. — Se não fizer efeito me avise. — pediu Kim, após ela terminar de tomar a água do copo. 

 

(S/N) então suspirou, limpando o suor que escorria de sua testa. Uma ideia meio doida veio a sua cabeça e ela rapidamente encarou Taehyung. 

 

— Preciso que me traga papel e lápis ou qualquer outra coisa de escrever que encontrar, por favor. — pediu rapidamente. — É importante. 

 

Taehyung assentiu e foi procurar o que ela havia pedido, deixando-a sozinha no quarto mais uma vez. (S/N) suspirou. 

 

— Os pesadelos estão cada vez mais incômodos... — sussurrou para si mesma, limpando as lágrimas que escorriam sem ela nem ter percebido. 

 

Você acha, (S/N)? 

 

Num tom maldoso a voz ecoou no quarto, perguntando. 

 

— ME DEIXEM EM PAZ! — (S/N) gritou, colocando as duas mãos nos ouvidos. 

 

Quando Taehyung voltou, achou uma (S/N) ajoelhada, chorando de cabeça baixa e com as duas mãos nos ouvidos. Suspirou e lentamente, andou até (S/N), abaixando-se e tocando no pulso dela. Antes de ela fazer qualquer movimento, ele mostrou o que ela havia pedido nas mãos dele e ela tirou as mãos do ouvido, vendo que as vozes pararam repentinamente. 

 

— Ótimo, sei como evitá-las, não posso dormir e nem ficar sozinha. — comentou tentando se levantar sozinha, as feridas pareciam mais intensas do que da última vez em que ela esteve tão machucada. Envergonhada, pediu ajuda de Taehyung, que pegou-a nos braços e colocou-a sobre a cama cuidadosamente. Pegou o lápis e o papel, deixando a folha sobre a cama enquanto tentava se recordar de uma das versões das mulheres daquele sonho. — Pode me colocar no chão novamente, por favor? — pediu novamente para Taehyung, que sorriu terno para ela. Ele fez o que ela pediu e tímida, (S/N) agradeceu. Esta respirou fundo, tentando ter a calma e a concentração que tanto precisava. 

 

— Você quer que eu saía? — Taehyung perguntou, pensando que poderia estar incomodando. — Eu posso estar atrapalhando você. — explicou sem jeito. 

 

— Se você sair, vou ficar sozinha e parecer uma louca de novo. Sente-se na minha frente e tente ficar menos nervoso, sinto o seu nervosismo daqui. — (S/N) respondeu, analisando o Kim. — Por que está nervoso? Acha que eu vou te matar? Ou melhor, acha que eu vou me matar? — disparou a perguntar, vendo que ele estava sem jeito. 

 

— Você me intimida. — o Kim respondeu e (S/N) notou o tom vermelho nas bochechas de Taehyung. 

 

— Eu intimido você? Como? — perguntou, curiosa sobre a revelação recente do Kim. 

 

— Se eu responder, Jungkook que está desacordado vai levantar daquela cama de olhos fechados e vai me matar com esse lápis na sua mão. — explicou, deixando (S/N) confusa. 

 

— Por que mataria? — perguntou, ficando cada vez mais confusa. 

 

— É uma longa história e você precisa desenhar, seus desenhos geralmente são importantes, se lembra? — disse Taehyung, tentando desviar daquele assunto. 

 

(S/N) suspirou, vendo que estava cada vez mais distraída. Respirou fundo novamente e fechou os olhos para se concentrar completamente. O barulho da chuva estava forte lá fora, o vento batia contra as janelas parecendo até mesmo um filme de terror. 

 

(S/N) então abriu os olhos de uma vez, assustando Taehyung com esse ato. Rapidamente buscou pelo lápis, começando a rabiscar o papel em sua frente. 

 

                                      (...)

 

— Terminei... eu acho. — disse (S/N), espreguiçando-se meio sem jeito e acabou gemendo de dor ao perceber o descuido com as feridas devido ao jeito que se mexeu. 

 

— O que? — Taehyung, que até então estava cochilando sentado, perguntou coçando os olhos para enxergar melhor o desenho de (S/N).

 

— É assim que eu a vejo... — explicou, vendo as expressões confusas do Kim.

 

— Mas... é você no desenho (S/N)! — disse confuso. 

 

— Tem mais uma versão... só que tenho certeza que já a desenhei antes quando ainda morava com Yoongi. — explicou, deixando Taehyung ainda mais confuso. 

 

— Me fale sobre elas. — ele pediu, talvez assim pudesse entender melhor. (S/N) suspirou. 

 

— Essa do desenho, é a primeira. Ela age como se fosse uma mulher totalmente confiante e sabe exatamente o que está fazendo, também usa armas de fogo somente e roupas exageradamente formais, na minha opinião. — explicou, pensando que ela não era muito como (S/N), mas se denominava ela mesma. — A segunda usa algo parecido com um uniforme escolar com um brasão pequeno costurado, usa também a katana da foto no oitavo quadro que está no casino. Eu acho que ela parece ser mais relaxada em comparação a primeira, mas até mesmo no jeito dela falar eu diria que tenho mais medo. Ela é mais insana, não se importa com muitas coisas ou pessoas. — suspirou após terminar a fala, vendo que Taehyung continuava sem reação. 

 

— Você me descreveu ambas e eu só continuo imaginando o seu rosto em cada uma delas. — disse Tae, fazendo uma careta fofa e confusa. 

 

— Eu acredito que são duas partes de mim que estão brigando por dominância de si mesmas. — (S/N) disse, suspirando. 

 

— Você acha? — Taehyung disse com certo cinismo na voz, como se o que ela tivesse dito era a coisa mais óbvia do mundo. 

 

— Não fale assim ya! Elas podem querer me matar também, posso ter ficado louca ou... 

 

— Pare com isso! É óbvio que se você for louca, todos nós somos! — o Kim disse. 

 

— E não são?! — quem usou o cinismo dessa vez, foi (S/N). 

 

Taehyung ai respondê-la se não fosse pela campainha da casa, que ecoou no cômodo e chamou a atenção dele. 

 

— Quem é? São os outros? — (S/N) disse, referindo-se a Jimin e Jin. 

 

— Seja quem for, é um doido de sair na chuva e vir aqui numa hora dessas. — Kim disse, vendo que ainda chovia e que era madrugada. A campainha soou novamente e Tae suspirou. — Eu tenho que ir lá ver quem é a alma penada, você vai também ou fica? — perguntou para (S/N), lembrando-se do que ela disse sobre deixá-la sozinha. 

 

— Não consigo andar direito ainda, como vou descer as escadas? — perguntou (S/N), pensando no estado de suas pernas. 

 

Ela suspirou e Taehyung teve uma ideia. Levantou-se do chão e pegou (S/N) nos braços, colocando-a na cama sentada, para depois deixá-la subir em suas costas. 

 

Taehyung trancou a porta do quarto que eles saíram em caso de ser alguém perigoso tentando invadir a casa por causa de Jungkook e andou até a sala, descendo as escadas e colocando (S/N) no sofá, direcionando-se para a porta de entrada em seguida. Lembrou-se da arma que Jin entregou e pegou-a na parte de trás da calça em suas costas, apenas por precaução. 

 

Abriu a porta de uma vez quando a campainha soou de novo e viu um sujeito de costas. O estranho se virou e sorriu. (S/N) não tinha força nenhuma em seu corpo, mas naquele momento, ao ver aquele rosto, seu sangue ferveu e ela levantou-se mais rápido do que esperava, ultrapassando Taehyung e direcionando-se ao homem, empurrando-o com toda a raiva que sentia. 

 

— SEU DESGRAÇADO! 

 


Notas Finais


desculpem os erros ortográficos.
continua?!
e essas reações e ações do Taehyung? o que vocês acham sobre?
vejam também: https://www.spiritfanfiction.com/historia/usurper--jeon-jungkook-19735586
beijinhos 🥰💖


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