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História Killer Love - Imagine Taehyung - Capítulo 1


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Notas do Autor


Eu sei, eu sei. O primeiro capítulo sempre é chato, mas dêem uma chance, vai... 😆

Capítulo 1 - The beginning


       

  O começo



Com as mãos posicionadas nas têmporas, suspiro lentamente. Aquela ansiedade não passava, estava presa á mim de uma forma tão insuportável que me fazia tremer. Todas aquelas folhas de papéis, dados de assassinatos, pessoas suspeitas em fotos três por quatro... aquilo estava me deixando louca. Eu precisava de um tempo para poder respirar em paz, sem nada em mente. Mas aparentemente era muito difícil haver possibilidade disso acontecer.

Levo minha xícara de café forte á boca, bebo um gole que desce queimando em minha garganta e alongo meus braços, trazendo-os para frente e os estalando. Giro meu pescoço, tendo em vista que já estava com torci-color. Respiro fundo novamente, e finalmente volto ás minhas anotações, que se encontravam pendentes. Dou uma olhada em todas aquelas anotações, e tudo que me vinha à mente era: "Quero acabar logo com isso".

— Detetive Park? — Ouço alguém chamando-me. Levanto meus olhos e vejo Byun Baekhyun, um dos policiais do departamento escorado na patente da porta, olhando-me.

— Sim? — Respondo, olhando-o.

— Já são duas da manhã, não acha que tem que descansar? — Disse, parecendo surpreso com a quantidade de papéis que se encontravam na minha mesa.

— Obrigada pela preocupação, oficial Byun. Eu estou bem, só tenho que terminar isso aqui. — Falei, sinalizando os papéis com a ponta traseira da caneta azul.

— Tem certeza? 

— Sim. — Digo. — Pode ir pra casa se não estiver no plantão. — Sorrio, sem mostrar os dentes.

— Dessa vez dei o azar de ficar no plantão. — Disse, fazendo uma expressão frustrada. 

— Entendo.

— Bem, então bom trabalho. Vou voltar pra lá. — Disse e sorriu, meigo como sempre é.

Volto para minhas atividades, massageando minhas têmporas e suspirando mais uma vez, cansada. Normalmente eu fico aqui até meia noite, mas dessa vez me empolguei um pouco em relação ás investigações, pois haviam vários crimes pendentes para resolver. Além disso também há os crimes em flagrante, e nessas situações temos que largar tudo que estamos fazendo para irmos ao local onde está acontecendo o crime.

Faço algumas anotações sobre um dos caso que eu estava estudando e dou um gole no café. Ajeito meus óculos, que estavam embaçados por causa do vapor da bebida quente e volto a me concentrar nos papéis. Minhas pálpebras estavam pesando muito, e eu estava morrendo de sono.

Resolvo descansar os olhos um pouco, fechando-os e deitando minha cabeça sob meus braços cruzados, postos em cima da mesa. Precisava descansar a mente por alguns minutos. 

(...)

"S/N?"

"S/N, acorde..."

Abro meus olhos. Fico confusa, estranhando onde eu estava e por que estava ali. Eu me encontrava na delegacia, deitada sob meus braços na mesa da minha sala. Provavelmente adormeci na madrugada, quando fechei os olhos para descansar um pouco. Que droga...

Levantei minha cabeça e olhei para o lado. Vi meu parceiro de trabalho e amigo, detetive Jeon Jungkook, de pé ao lado da minha mesa segurando uma embalagem de café americano. Um sorriso no canto de sua boca podia ser notado, enquanto o garoto me observava acordar, brincalhão.

— Não acredito que dormiu aqui de novo. — Falou, deixando o café americano na minha mesa para que eu pegasse.

Peguei a embalagem e abri, faminta. Logo dei um gole e olhei para Jungkook, que estava de braços cruzados me olhando, ainda com aquele sorriso irritante no rosto.

— Desculpe, acho que me empolguei um pouco tentando desvendar o caso do assassinato da sexta-feira... — Falei, dando mais um gole em seguida.

— S/N, combinamos de desvendar isso juntos! — Falou, frustrado.

— Me desculpe, eu não aguentei esperar... o possível suspeito ainda está preso aqui, e ele não quis dizer nada no interrogatório, acho que ele está encobrindo uma pessoa... — Falei, justificando minha pressa.

— Ok, mas como eu sou seu parceiro nós vamos tentar interrogá-lo novamente juntos, ok? — Disse, se sentando em cima da minha mesa, folgado como sempre.

— O tenente não gosta quando você senta nas mesas. — Falei, organizando meus papéis.

— O tenente não está aqui, da pra parar de ser chata? E além disso eu não vou quebrar a mesa, meu peso é como uma pluma. — Falou, me olhando enquanto eu organizava as folhas.

— Bem, agora estou. Desça por favor, detetive Jeon. — Ouvi a voz do tenente.

Jungkook se levantou em um pulo, enquanto eu segurava o riso ao ver o Tenente Kim Seokjin escorado na batente da porta, com os braços cruzados. Jungkook e eu trocamos olhares, enquanto meu riso estava preso na minha garganta exigindo sair.

O tenente deu uma piscadela para Jeon, e depois saiu da entrada da sala, indo para o interior da delegacia. E então eu pude ter liberdade para soltar minha risada.

— Você é burro?! — Falei, no meio do riso. — Ele chega nesse horário todos os dias, como ainda não se acostumou? — Caçoei.

— Eu não sabia que já estava na hora dele chegar! — Argumentou, revirando os olhos diante da minha crise de riso.

Suspirei e me levantei. Precisava ir para casa dar um jeito na minha vida, já que tinha dormido ali.

— Enfim... tenho que ir em casa tomar um banho, pode cobrir pra mim? — Perguntei, me referindo ao trabalho. — Demoro meia hora.

— Beleza. — Disse e sorriu.

— Obrigada. — Digo, pegando a chave da moto e o capacete que se encontravam no chão, no canto da sala.

Saio da minha sala e passo pelos outros membros do departamento, vendo cada um em suas respectivas funções. Me despeço de todos com um "Até" e saio da delegacia, indo ao encontro da minha moto estacionada na frente da cafeteria ao lado.

Montei e segui meu caminho.

(...)

Entrando em meu apartamento, deixo minhas coisas jogadas no sofá da sala, enquanto trancava a porta. Vou direto para meu quarto, e me jogo na grande cama, a qual eu estava com saudades. Rolei pela cama, aliviada de estar em casa.

— Bem... tenho que tomar banho para voltar pra delegacia. — Falei pra mim mesma, emburrada. — Que droga...

Levantei-me, sem a menor vontade de voltar ao trabalho, pois estava um caco de tão cansada. Não devia ter ficado de madrugada trabalhando, aquilo me deixou estressada.

Fui ao banheiro tomar um bom banho quente. Meus músculos tensos das costas ficaram relaxados, e eu finalmente tive um momento de paz para organizar minhas ideias. Eu estava pensando em tantas coisas, como trabalho, despesas, família... eu estava com tantas saudades da minha família em Daegu. Sentia tanta falta deles.

Após terminar o banho, fui ao meu quarto e peguei uma roupa qualquer para usar. Vesti meu paletó estilo detetive que eu amava usar, e coloquei as minhas botas de cano alto de sempre.

De repente meu celular começou a tocar, e então vi que Jungkook estava me ligando. Atendi, pois havia probabilidade de ser urgente.

— Alô? 

— S/N, anota o endereço que vou te passar, rápido! 

Raciocinei rapidamente e peguei meu bloco de notas, que ficava posto em cima do criado mudo. Peguei uma caneta azul que estava jogada dentro da gaveta do criado e me posicionei pra escrever. Jungkook falou qual era o endereço, e então pude perguntar para o que era aquilo:

— O que foi? Aconteceu alguma coisa? Que endereço é esse??

— Venha pra esse endereço, agora! Estamos quase pegando um traficante de drogas, recebemos a denúncia de que ele ia vender em um beco aqui perto, vamos prendê-lo daqui a uns dez minutos... É aquele tal de Kim Namjoon, sabe? Da ficha de tráfico que recebemos terça.

— Tô indo pra aí agora, se eu não chegar a tempo prendam ele sem mim! — Falei e desliguei.

Às pressas, terminei de me arrumar desingonçadamente e peguei minhas chaves. Peguei também meu capacete e saí de casa quase caindo, de tão desesperada. Tranquei a fechadura e fui ao elevador, quase escorregando no piso molhado daquele prédio.

Chegando no hall, corro em direção da minha moto e já monto na mesma. Saio rapidamente do estacionamento e vou em direção ao endereço que Jungkook mencionou.

(...)

Assim que vejo a equipe de investigação escondida atrás dos estabelecimentos, estaciono minha moto com calma, já que o flagrante ainda não tinha começado. Sai da moto e fui ao encontro de Jungkook, que logo que me viu acenou, chamando-me com a mão.

— O traficante já chegou? — Perguntei, com um baixo tom de voz.

— Não. Estamos esperando. — Falou, enquanto observava atentamente a esquina do beco escuro onde aconteceria o flagrante.

— Por que a equipe toda veio? É só um contrabando de drogas, não é um assassinato ou coisa assim... — Questionei.

— A equipe toda está aqui por que estamos falando de Kim Namjoon, um dos maiores traficantes da região. Tem ideia de quanta grana ele consegue? Ele é um burro por fazer o trabalho sujo também. Francamente, é ele que aparece pra vender as drogas, ele não paga ninguém pra fazer isso. Dessa forma é mais fácil pegá-lo. — Explicou Jungkook, atento.

Fico observando o beco escuro, até que vejo um homem entrando nele. Provavelmente era o comprador de drogas. Logo vimos Kim Namjoon indo para a esquina. Jungkook ameaçou se mover, mas eu segurei seu braço. Tínhamos que esperar mais um pouco. Quando Namjoon finalmente entrou no beco, olhei para Jungkook e balancei a cabeça positivamente. Ele entendeu e saiu do esconderijo, seguido por mim. Armados, fomos para a esquina do beco, enquanto a equipe esperava do lado de fora, escondida, caso Namjoon escapasse de nós. 

Respirei fundo e fiquei a vista de Namjoon, aparecendo por completo no beco e apontando uma arma para ele. Jungkook ficou na esquina, escondido, preparado para se algo acontecesse comigo.

— Polícia de Seul! Parado! — Gritei, com a arma apontada para a direção deles.

Namjoon olhou espantado para a minha direção. O comprador largou a mala de drogas e ergueu os braços, se rendendo. Provavelmente era um pobre usuário de drogas que não tinha experiência nenhuma com tráfico, ou era um pequeno traficante que não sabe das manhas do crime.

De repente, Namjoon sacou uma arma de seu cinto. Vendo isso, Jungkook saiu do esconderijo da esquina e sacou sua arma, apontando para o traficante. Eram dois contra um.

— Se tentar fugir, vamos atirar! — Falei, segurando minha arma firmemente com as duas mãos.

Ele estava cercado, não tinha como fugir a não ser que passasse por cima de nós dois. Era o fim, Namjoon tinha perdido o jogo.

— Largue a arma. — Disse Jungkook, calmamente. — Largue a arma, agora.

Os olhos de Namjoon estavam fuzilando de raiva. Devagar, ele se abaixou e deixou a arma no chão. Depois se levantou lentamente, com os braços erguidos, se rendendo. Pareceu perceber que se atirasse, iria ser atingido também.

O comprador ainda estava com os braços erguidos, apavorado. Com certeza era amador no ramo. Jungkook continuou apontando a arma, enquanto eu guardei a minha e peguei as algemas. Fui até Namjoon e o prendi. Sendo assim, Jungkook abaixou sua arma também e pegou as algemas para prender o comprador, que com certeza não iria tentar lutar.

— Você me paga, vadia... Eu ainda vou te matar... — Disse, raivoso.

— Diga isso para os seus colegas de prisão, acredito que já já você estará com eles. — Provoquei, pegando seu braço firmemente.

Jungkook pegou o comprador e então fomos em direção a equipe, que logo colocaram os criminosos dentro do carro de Polícia.

— Ele vai ter o direito de visitas na delegacia? — Perguntei à Jungkook.

— Sim. Mas relaxe, temos câmeras. Com certeza será o advogado dele que o visitará na delegacia. — Falou, relaxado.

Fiquei pensativa. Eu sempre recebo ameaças de morte dos caras que prendo, já estava acostumada. Mas esta tinha sido diferente. Eu pude sentir o ódio no olhar de Namjoon. Ele realmente queria me matar.

Não sei porque, mas quando me lembrei de seu olhar, uma sensação ruim surgiu em meu corpo. Senti que algo ruim aconteceria.



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